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jan11

“Homenagem” a Frei Betto: Como saber se você é um intolerante

Achei no blog Liberal, Libertário, Libertino esse texto pequeno mas bastante esclarecedor sobre a intolerância contra @ outr@ que é diferente de nós. Também identifiquei-o muito com a atitude de Frei Betto, que “respeita” os ateus desde que mantenham sua boca fechada.

P.S: Ter atribuído ao texto o caráter de “homenagem” a Frei Betto foi iniciativa minha, não do autor dele.

Como Saber se Você É um Intolerante
por Alex Castro

É assim: se você não tem nada contra ateus e talz, mas se, no momento em que abrem a boca e se organizam, você começa a chamá-los de “militantes”, diz que fizeram do ateísmo uma religião, se sente incomodado, etc, é isso, por definição, que faz de você um intolerante, entende? Talvez você não saiba, mas você é.

Se você só tolera um grupo enquanto ele está invisível e calado, mas no momento em que aparecem, abrem a boca, se organizam, fazem paradas gays, pedem ação afirmativa, querem ser chamadas de presidentas, você se sente incomodado e começa a criticar, bem, ser intolerante é isso, entende? Sei que você se acha uma pessoa boa e tolerante, mas está se enganando.

Não existe outra definição de intolerância. Tolerar o outro só enquanto ele está longe, silencioso e na dele é ser intolerante.

* * *

Eu também me incluía nisso. Eu também tinha um pouco de implicância com o Dawkins por achá-lo “ateu militante” mas depois de ver a quantidade de gente mandando os ateus calarem a boca, percebi que a militância atéia é tristemente necessária.

imagrs

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ruth iara

janeiro 23 2011 Responder

Robson, eu estou lendo um livro intitulado “O castelo nos Pirineus de Jostein Gaarder, autor de História de Sofia. O castelo nos Pirineus para mim é um livro muito chato. Vi uma crítica que me deixou muito interessada em ler este romance filosófico. O livro é uma discussão entre ex namorados em que um acreditava em metafísica e o outro não. A discussão é respeitosa, mas por parte da mulher idealista (no sentido de idéia antes do objeto) é muito chata. Acho chata apesar de eu não ser atéia como sabes. Ela é muito insistente. Ele parece que não se importa muito e é quem menos quer provar alguma coisa. Não há admiração alguma da parte do outro que pensa diferente em relação a maneira como o outro pensa diferente sobre alguma coisa e isso é orgulho. Alguém pensa: Eu entendo melhor sobre isso e o outro pensa o mesmo de si. Todos querem aplausos, me parece. Mas, o que importa é o que fazemos ou deixamos de fazer e o bem que há nisso. No mais as pessoas todas deveriam ser mais humildes. Nem o ateu e nem o não ateu são melhores um do que o outro.

    Robson Fernando

    janeiro 23 2011 Responder

    Com certeza, Ruth, ninguém é melhor um que o outro. Mas os intolerantes como Frei Betto não parecem ver assim.

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