07

jan11

Passagens vão aumentar no Recife. Hora de convocar protesto

Passagem de ônibus no Grande Recife vai ficar mais cara

A partir da próxima segunda-feira (10), as passagens de ônibus no Recife e Região Metropolitana devem estar mais caras. O Grande Recife Consórcio de Transportes está analisando um documento encaminhado pelas empresas de ônibus que propõe um aumento de 25% no preço da tarifa dos coletivos.

Pela sugestão do sindicato da categoria, o Urbana-PE, o anel A passaria de R$1,85 para R$ 2,30; o B iria dos atuais R$2,80 para R$3,50 e o D seria reajustado de R$2,25 para R$2,80.

Esse reajuste está sendo debatido nesta manhã pelo Conselho Superior dos Transportes, na sede do Grande Recife Consórcio de Transportes. Participam da reunião representantes dos usuários de ônibus, o recém-empossado secretário das Cidades Danilo Cabral, além de deputados, vereadores e estudantes. [Estudantes em reunião de aumento de passagens têm tanto poder quanto defensoræs dos animais abolicionistas em reuniões de conselhos de “ética” de experimentação animal – nenhum.]

A previsão é de que ainda nesta manhã seja divulgado o resultado desta reunião. A expectativa é de que as tarifas sejam reajustadas em pelo menos 8,5%, se levado em consideração o acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o IPCA, que é o índice oficial da inflação do País. O reajuste não deve passar de 9%.

Atualmente, são 17 empresas de transpote coletivo que circulam na Região Metropolitana do Recife. O último reajuste nas passagens ocorreu em 2009, quando as tarifas aumentaram 6,14%.

Passamos dois anos com uma mesma grade de tarifas, já caras, e agora voltaremos a ver a passagem aumentar e tungar nossos bolsos novamente.

Fica expresso que o transporte coletivo urbano é (cada vez mais) caro e não há pessoas nas classes política e empresarial que se interessem em tornar os ônibus e metrôs mais inclusivos economicamente. Vê-se os ônibus como mero meio de ganhar dinheiro e lucrar, mesmo sendo o transporte público um serviço essencial, daqueles que, se estivesse sob controle estatal total, não poderiam cobrar tarifa e visar arrecadação e lucro.

Para quem participou do protesto contra o aumento do salário d@s parlamentares ou se animou ao nos ver protestando, a hora é essa de combinar outros protestos, dessa vez contra o aumento das passagens. E dessa vez insistir nas ruas até que aceitem negociar pelo menos uma diminuição no aumento assim como na minirrevolução de 2005 – porém, insistindo em manifestações pacíficas que pressionem pelo “tumulto” de parar a cidade.

É hora também, aliás, de cobrar do Governo Dilma uma política nacional economicamente inclusiva de transportes urbanos, que baixe as tarifas para níveis módicos – e peça, entre outros investimentos, a ampliação dos metrôs e ferrovias interurbanas.

imagrs

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Lcs

janeiro 7 2011 Responder

aumenta a procura= aumenta preço
Diminui a prouca = diminuição de preço..

o geito é um grade numero de pessoas dexarem de usar e pasar a utilizar meios alternativos..

    Robson Fernando

    janeiro 9 2011 Responder

    O problema, Lcs, é que transporte público é um serviço essencial, e hoje em dia não existe mais transporte alternativo no Recife (desde 2003 a prefeitura do seu João Paulo, hoje deputado federal, proibiu e reprimiu o transporte alternativo por kombis, sendo seguido pela maioria das cidades da região metropolitana). É impossível boicotar transporte público, mais impossível que boicotar remédios.

    E o transporte público, assim como fornecimento de energia e água, é diferente dos meios capitalistas porque seus preços são tarifas administradas e não variam conforme a demanda.

    Convém dizer também que a procura pelo transporte público parece estar diminuindo, porque muito mais gente tem carro hoje do que há 5 anos. E mesmo assim o transporte público não reduz seus preços.

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