06

jan11

Tortura em nome da ciência (Parte 13)

Cientistas chilenos desenvolvem vacina contra alcoolismo

Cientistas chilenos trabalham no desenvolvimento da primeira vacina contra o alcoolismo, baseada em uma mutação genética presente em 20% da população asiática que, de forma natural, sofre consequências tão severas ao consumir álcool que isto inibe seu vício, explicou o médico coordenador do projeto.

Estas populações não têm um gene que produz a enzina “aldeído desidrogenase”, que metaboliza o álcool no organismo. Sem essa enzina, ao beber “ocorre uma reação tão forte que as pessoas não tomam o álcool”, explicou o médico da Universidade do Chile, Juan Asenjo, chefe dos pesquisadores, à rádio Cooperativa.

A vacina, portanto, aumentaria os enjoos, a sensação de náusea e a vasodilatação nos viciados.

– Com a vacina, a vontade de beber será muito pequena devido às reações que terá.

O princípio já foi testado com sucesso em ratos alcoólatras, nos quais o consumo do álcool diminuiu em 50%.

– A ideia é que nos seres humanos o consumo de álcool diminua entre 90 e 95%.

A vacina consiste em induzir a mutação nas células do fígado através de um vírus que transmite esta informação genética.

Atua sob o mesmo princípio sobre o qual são elaborados os parches e remédios utilizados para controlar o vício em álcool, mas sua eficácia seria maior porque, diferentemente das fórmulas anteriores, não depende da vontade imediata do paciente e tem menos efeitos colaterais.

– A vacina é específica para as células do fígado. Os emplastros (parches) afetam todas as células e têm muitos efeitos colaterais.

Após demonstrar seu princípio ativo, os cientistas trabalham agora para cultivar as células necessárias para produzir o vírus em reatores e em grandes quantidades. Depois vem a fase de otimizar a produção, purificar o vírus e a aprovação por parte de diferentes comitês de ética e institutos de saúde pública.

– Durante este ano será feita a produção em grande escala e depois serão realizados testes pré-químicos em animais para determinar a dose. Posteriormente, em 2012, serão realizados testes químicos na fase um em humanos.

Para quem tem parente alcoólatra, é uma notícia espetacular. Mas para quem respeita os animais não humanos, é mais uma notícia entristecedora. Mais uma vez animais foram e serão escravizados e torturados em nome da ciência. A vacina referida acima implicou que ratos fossem induzidos ao vício de álcool, algo que seria considerado profundamente imoral, e até criminoso, se tivesse sido aplicado em pessoas escravas (cobaias humanas forçadas). Sem falar que, uma vez que a vacina visa induzir efeitos adversos em quem ingere bebidas alcoólicas, foi visível o sofrimento dos animais que terminaram consumindo menos álcool, com os sintomas referidos acima (enjoo e náusea).

E para engrossar a coisa, mais animais estão destinados a sofrer. Serão induzidos ao alcoolismo e diversos deles passarão mal, ou mesmo morrerão, por receber doses excessivas dessa vacina – já que a dose estará sendo medida.

Eu adoraria muito ver funcionar um medicamento que desencorajasse o consumo de bebidas alcoólicas, mas não às custas de exploração violenta e sofrimento animal.

imagrs

1 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Jessica Meireles

junho 9 2011 Responder

Há pessoas que defendem o uso de animais em testes, pois dizem que é necessário para se encontrar a cura de várias doenças, para fabricar remédios, apesar que, como você já disse em vários posts, deveria haver um engajamento para procurar soluções e libertar os animais dessa prática cruel. Agora fazer testes em animais para curar a ressaca? Gente, é o fim! O alcoolismo causa problemas de saúde e problemas sociais (violência na família e no trânsito) e tem gente preocupada em curar a dor de cabeça de quem bebe e ainda por cima provocando a dor de quem (ratos) não tem nada a ver com isso, é um absurdo! Por que não pegam centenas de pessoas para fazer esse teste? Aposto que tem muito brasileiro que poderia servir nas pesquisas! (Desabafo!)

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo