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Tortura em nome da ciência (Parte 14)

É sempre um desgosto ter esse tipo de assunto para abordar aqui no Arauto, uma vez que implica mais um ato de violência criminosa contra animais, de tortura, de provocação de sofrimento, muitas vezes de assassinato. Tudo em nome de causas supostamente “superiores” à dignidade dos animais não humanos. É uma amostra de que a ciência não vem mudando em termos de evolução ética, civilidade e paz – continua violenta, cruel, antiética e carente de compaixão e empatia para com outras espécies.

Pois bem, abaixo mais uma tortura cometida contra animais em nome da ciência.

Mudanças no cérebro explicam porque adolescentes não têm medo

Estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences nesta segunda-feira indica que o cérebro sofre mudanças na adolescência que suprimem os medos aprendidos na infância. A pesquisa pode explicar porque os adolescentes parecem tão destemidos para seus pais.

Quando os cientistas compararam a forma com que um rato jovem reage ao medo, com respeito à reação de ratos ainda mais jovens ou mais velhos, os cientistas descobriram que os adolescentes não paralisam [Os ratos em questão paralisavam de medo, pelo terror causado pelas torturas impostas na experiência] na mesma medida e que suprimem suas reações ao medo contextual.

Um exame da atividade cerebral em ratos adolescentes demonstraram que as duas áreas do cérebro associadas ao processamento de experiências de medo – a amígdala basal e o hipocampo – tinham menos atividade.

Não se trata de que os ratos adolescentes não tenham conseguido aprender a ter medo, mas seus cérebros não enviavam os mesmos sinais que os ratos adultos ou as crianças. “Quando os ratos começam a transição para a adolescência, ocorre uma supressão do medo contextual e da atividade sináptica associada”, destacou o estudo.

Embora possa ser cansativo para os pais, a resposta destemida pode ser útil porque acontece em um momento em que os adolescentes estão explorando e pondo à prova os limites de sua independência, o que não poderiam fazer caso se sentissem de medo.

“De uma perspectiva evolutiva, uma supressão temporária do medo contextual durante a adolescência pode ser altamente adaptativa, pois se produz justamente quando o rato adota condutas exploratórias para sair do ninho”, ressaltou o estudo.

A Agence France-Presse engrossa o caldo e revela as violências cometidas na experiência:

Scientists studied the fear responses of mice for clues about how adolescents would react to situations that resembled prior experiences that involved pairing of electric shocks and tonal noises.

[Cientistas estudaram as respostas de medo dos ratos, por provas de como os adolescentes reagiriam a situações que lembrassem experiências anteriores que envolvessem choques elétricos e ruídos tonais.]

@s mengelean@s em questão submeteram os ratos a choques elétricos e ruídos constantes tortuosos, de modo que, quando estimulados a lembrar da tortura que sofreram, paralisariam de medo, com a lembrança da violência sofrida. Traumatizados com a crueldade de que foram vítimas, tinham essa paralisia. E o pior foi que sua aflição foi o objeto de estudo da experiência, seu medo foi explorado de uma forma que, com seres humanos, seria crime hediondo e renderia muitos anos de prisão aos cientistas.

Ou seja, mais uma experiência que, através de técnicas de tortura, explorou o medo dos animais e causou-lhes paralisias de terror.

É essa a ciência que queremos para nós, uma ciência que tem a tortura como instrumento de trabalho?

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