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fev11

Filhotes de leão branco são raptados e aprisionados em zoológico holandês

Filhotes raros de leão branco chegam a zoo holandês

Filhotes raros de leão branco exploram pela primeira vez o ar fresco do inverno no zoológico Ouwehands, em Rhenen, na Holanda.

Quatro filhotes do felino chegaram ao parque há dez semanas. Eles são descendentes da espécie rara, encontrada apenas na reserva natural de Timbavati, na África do Sul, segundo o zoológico.

O leão branco é um felino com mutação genética na cor.

Fica bem entendido que esses filhotes foram raptados, levados embora de seu habitat natural e confinados no zoológico para servir de objetos exóticos para exibição. E provavelmente foram traficados com caçadores pela administração do zoo. Esses animais são muito bonitos se considerarmos nossos padrões estético-culturais, mas isso não nos dá direito nenhum de tirá-los de sua terra-mãe e prendê-los num espaço de poucas centenas de metros quadrados.

E mesmo que, segundo um comentarista da notícia, fossem leões albinos com pele sensível ao sol, ameaçados de morrer pela exposição ao sol, que direito temos de interferir na Natureza, que é amoral e não está dentro da jurisdição ética humana (exceto como ecossistemas ou biosfera, sujeitos a sofrer sistematicamente, de forma direta ou indireta, com as ações negativas humanas)?

Sobre a linguagem da notícia, mesmo que a mídia, nela obviamente incluída a Folha.com, se exiba “neutra” diante do tema “zoológicos X ética”, a verdade é que não existe neutralidade absoluta em temas que envolvem ética e opressão. A “neutralidade” de um meio sempre será um ponto positivo para o lado opressor, que deixa de estar sendo incomodado, e uma omissão para o lado oprimido.

“Jurei jamais silenciar enquanto seres humanos [e não-humanos, para quem defende também os outros animais] continuamente sofrem e são humilhados. Precisamos nos posicionar. A neutralidade favorece o opressor, nunca a vitima. O silêncio encoraja o atormentador, nunca o atormentado.” Ellie Weisel

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