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fev11

Tortura em nome da ciência (Parte 20)

Alteração em gene de rato aumenta agressividade

Para alguns genes, a versão ativa é ou da mãe ou do pai, mas não ambas. A versão funcional do gene é determinada antes da fecundação, quando o espermatozoide e o óvulo estão se desenvolvendo, num processo chamado “imprinting genômico”.

Ao imitar esse processo em laboratório, e desativando um gene em ratos, cientistas produziram uma alteração no comportamento de dominância social.

Em testes laboratoriais, ratos com a versão paternal do gene conhecido como Grb10 desativada demonstraram comportamento mais agressivo, segundo uma nova pesquisa na revista “Nature”.

Os pesquisadores perceberam que ratos com o gene desativado se envolviam em mais conflitos sociais, arrancando mais pelos e bigodes de outros ratos. E quando dois ratos eram colocados num tubo e se aproximavam um do outro, aqueles com o gene inativo eram menos inclinados a ceder.

“Tanto machos quanto fêmeas com o gene paternal desligado estão adotando esse comportamento socialmente dominante”, disse Andrew Ward, geneticista do Centro de Medicina Regenerativa na Universidade de Bath, na Inglaterra.

Na natureza, a versão paternal do gene geralmente é ativa, afirmou Ward, mas alguns ratos podem possuir um número maior de versões ativas do que outros.

“Nós demonstramos o extremo“, disse ele, “mas se pode ter uma variação mais sutil no quanto esse comportamento é expresso”.

Os humanos também trazem o gene Grb10, e diferentes manifestações dele também afetam a dominância social, explicou Ward.

A violência usada pela vivissecção tem duas direções: não só entre @ cientista e a sua vítima, mas também entre as cobaias, induzidas genética ou psiquiatricamente à agressividade por seus algozes. De qualquer forma, vemos ferimentos, dor, sofrimento e, muitas vezes, a morte agonizada desses animais.

O negativamente curioso é que a forma como a notícia foi escrita acabou diminuindo a percepção mental da violência, evitando usar palavras como “briga(r)” e “agredir/agressão”, usando no lugar o termo “conflitos sociais” e dando a impressão que um rato arrancava pelos e bigodes do outro com atos leves não violentos – como se diria por aqui, parece que foi só brincando, não na vera.

E tudo acima tem um agravante: não ficamos sabendo qual é a função prática, aplicada, dessa experiência. Sua importância para as pessoas* não foi revelada claramente. O que ficou nos parecendo foi que os ratos em questão nasceram para a violência para fins de conhecimento puro, que pouco ou nada vai influenciar na psicologia humana ou em outras ciências. Talvez uma experiência feita com os únicos propósitos de aumentar o currículo e o prestígio dessas pessoas e garantir um pouco mais de lucro para quem abastece laboratórios de vivissecção vendendo desde gaiolas até instrumentos biotecnológicos de transgenia.

Uma experiência violenta contra animais não humanos, mesmo que represente uma esperança para pessoas portadoras de doenças, não deixa de ser antiética e violenta. Quando não tem nem mesmo essa importância antropocêntrica, é antiética ao dobro.

E igualmente desprovida de ética é a imprensa que, por manobras de linguagem e desvios de sugestão mental, transforma tortura e assassinato em esperança.

*Não é porque uma experiência violenta é importante para muitas pessoas que ela deixará de ser antiética e causadora de dor e sofrimento.

imagrs

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carol

fevereiro 16 2011 Responder

essa experiência parece ter uma finalidade bem clara: a utilização em seres humanos!
não creio que haja pesquisas que não culminem em lucro ao stabilishment.
pra quê descobrir como manipular genes ligados à violência, senão para manipulação genética?!
como me disse um amigo: não acredito em teoria da conspiração. não há teoria, mas prática.

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