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fev11

Tortura em nome da ciência (Parte 21)

Estudo indica que até corte na pele pode levar a tumor

Pesquisadores da Universidade da Califórnia – São Francisco que estudavam os mecanismos que levavam à ativação de células cancerígenas afirmam ter descoberto que um simples corte na pele pode levar à formação de um tumor. As informações são do site da revista New Scientist.

O cientista Sunny Wong e sua equipe modificaram geneticamente camundongos para que expressassem em células-tronco do folículo capilar um gene ligado ao câncer.

Alguns animais tiveram pequenos cortes na pele, enquanto outros foram mantidos intactos. Os camundongos machucados foram os únicos a desenvolver tumores.

Segundo os pesquisadores, as células-tronco modificadas migraram para a área machucada e levaram ao aparecimento da doença. Wong afirma que as células pré-cancerígenas necessitam de uma espécie de “gatilho”, como a exposição à radiação. “Neste caso, o machucado tirou as células cancerígenas de sua fase de descanso“, diz o cientista.

O agravante dessa notícia é que sequer é uma experiência diretamente ligada à pesquisa de um medicamento ou terapia a curar uma doença. Induziu à enfermidade mas não apresentou nada que pudesse curar os bichinhos. Se uma pesquisa-tortura já é antiética mesmo quando tem a cura medicamentosa ou terapêutica de uma doença como pretexto para torturar animais, uma que não vislumbra sequer um tratamento é antiética ao dobro e às vezes corre o risco de ser desnecessária – ou seja, violência assassina promovida em vão.

E está na cara que, ao final da experiência, como não estava nos planos da pesquisa-tortura curar os animais, eles foram assassinados e descartados num freezer ou, quem sabe, numa lixeira biológica. Suas vidas serviram apenas para a experiência em questão ser realizada. Vidas geradas apenas para sofrer com prisão e tortura.

Esse tipo de experiência lembra muito as pesquisas dos cientistas nazistas que torturavam prisioneir@s de campos de concentração. Grande parte eram experimentos assim mesmo, que induziam doenças ou outros problemas mas não pesquisavam a cura de nada.

A ciência biomédica, como tem a propriedade de sofrer evolução tal como as outras ciências, ainda precisa evoluir muito desse estado primitivo e zoonazista que hoje não admite nem para o futuro a cessação da exploração violenta de cobaias.

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