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fev11

Tortura em nome da ciência (Parte 23: vacina ética X teste antiético)

Pesquisa testa vacina contra dengue produzida com feijão

A Uece (Universidade Estadual do Ceará) está desenvolvendo o que pode vir a ser a primeira vacina de origem vegetal contra a dengue.

O imunizador, que deverá ser testado em humanos nos próximos meses, já se mostrou eficaz em camundongos, que conseguiram produzir anticorpos contra a doença.

O feijão-de-corda (Vigna unguiculata) ou feijão-fradinho –utilizado no preparo do acarajé baiano– serviu de base para a produção da vacina.

O desenvolvimento de vacinas de origem vegetal é uma excelente notícia rumo à veganização das vacinas. Mas a positividade da notícia pára quando sabemos que, mesmo sendo de origem vegetal, não é uma vacina vegana, pois camundongos foram explorados para que fosse testada.

A notícia não diz quantos porcento de camundongos ficaram imunes à dengue. Se a eficácia da vacina não foi 100%, alguns deles sofreram os sintomas da doença apesar de terem recebido a injeção.

Sem falar nas prováveis tentativas anteriores que causaram efeitos colaterais muito dolorosos em outros animais. Além também da vida de prisão a que eles são submetidos desde o primeiro instante de vida.

Não importa se uma pesquisa tortura animais pela cura de uma doença ou por mero acúmulo de conhecimento sem objetivos aplicados imediatos. A vivissecção é exploração, tortura de animais de qualquer jeito.

E mesmo com vacinas vegetais começando a chegar, as vacinas veganas só aparecerão quando a comunidade científica abandonar as doutrinas bioéticas antropocêntricas e desenvolver tecnologias de pesquisa que tornem obsoleto o chamado modelo animal.

imagrs

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