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Vegetarianos de Ti-ti-ti: a caricatura destrutiva desenhada pela Globo

A novela Ti-ti-ti da Globo trata os vegetarianos como idiotas fanáticos e violentos, intimidadores de onívoros e quebradores de churrascarias.

Nota: Apesar de a cena referida ter ido ao ar em janeiro, ainda é tempo de comentá-la, visto que a coisa ainda é recente e sua repercussão na sociedade terá duração indeterminada. E o mais curioso é que quase não repercutiu em sites, blogs e fóruns veg(etari)anos.

No dia 17 de janeiro, foi ao ar, na novela Ti-ti-ti, da Globo, uma cena em que a personagem Jaqueline come numa churrascaria com pessoas de seu círculo social, esbaldando-se em algo que se pode descrever como um rodízio de carnes. A cena de prazer gustativo é interrompida de repente por um protesto de vegetarianos, com cartazes como “Salvem os garrotes” e “Comedores de cadáveres” e discursos ofensivos, engajados em agredir verbalmente os clientes do restaurante, chamando-os de “assassinos” e “comedores de cadáveres” e desejando-lhes a morte no matadouro. Após investirem-se em tomar as carnes do povo, começa uma cena de violência generalizada, uma guerra entre vegetarianos e onívoros exibida como momento humorístico.

Para muitas pessoas a dramatização pode ter sido engraçada, mas para nós vegetarianos do mundo real, em especial aos militantes que defendem o vegetarianismo pelos animais, as consequências são nefastas, pois fomos estereotipados com uma caricatura destrutiva, reduzidos ao ridículo.

Segundo a impressão que milhões de telespectadores acostumados com noções e imagens preconceituosas de vegetarianismo podem ter tido, somos pessoas insanas e fanáticas e nosso modus operandi ativista é o apelo exacerbado à emoção e aos clichês, a ofensa acusatória – chamar os creófilos de “assassinos”, “carniceiros” e outros impropérios – e o uso da violência verbal e até física contra quem não pensa como nós.

Segundo a caricatura global, agimos como fanáticos religiosos, atacando churrascarias e abordando as pessoas da pior forma possível na pior hora. Também se “viu” que não queremos conscientizar e convidar à reflexão nos momentos certos, mas sim constranger e agredir quem incide no “crime” de consumir carne e outros alimentos de origem animal. E também “salvamos” os animais roubando seus músculos assados do prato alheio. Em outras palavras, agimos totalmente desprovidos de civilidade, respeito, racionalidade e lógica.

Vale dizer que esse foi um dos poucos momentos da atualidade em que se exibem vegetarianos, real ou ficcionalmente, na grande mídia. Assim sendo, cada momento em que parte da imprensa nos ridiculariza ou se engaja em atacar o vegetarianismo como opção nutricional é uma agressão séria contra nós. Isso porque o preconceito e a discriminação que ainda sofremos acaba reforçado.

Se hoje ainda somos malvistos como pessoas “subnutridas” e “fanáticas”, a cena dos “vegetarianos” de Ti-ti-ti ajuda a reafirmar esse estereótipo, induzindo os onívoros ao nosso redor a nos dirigir mais e mais piadinhas e constrangimentos variados e a questionar ainda mais a suposta influência da nossa alimentação no nosso caráter e comportamento. Sem falar nos pais desinformados que acabam proibindo seus filhos de retirar a carne de sua alimentação, com medo de vê-los se tornando extremistas loucos quebradores de churrascarias. Também há a possibilidade de os meios de comunicação inibirem que mais pessoas simpatizem com nossa ética e hábito alimentar e se tornem vegetarianas também.

Com a “guerra vegetariana” da novela, a Globo mostra que vai na contramão da tendência de grande parte da imprensa de abandonar os velhos e depreciativos estereótipos e preconceitos e procurar a informação direto dos próprios vegetarianos, desde cidadãos comuns até nutricionistas e culinaristas. A emissora prefere continuar encabeçando a linha dos meios que insistem em nos tratar como idiotas fanáticos e subnutridos e formar ou reforçar opiniões deturpadas sobre nossa vida, ética e visão de mundo.

Quando um veículo de mídia incide nesse comportamento, isso acontece por certos motivos, associados ou não, como: a preguiça do jornalista de procurar informação com nutricionistas e culinaristas vegetarianos e relatórios científicos; reprodução dos preconceitos e interesses pessoais do jornalista ou autor de dramaturgia – provavelmente alguém que enxerga no crescimento do vegetarianismo entre a população uma ameaça de longo prazo ao seu próprio costume alimentar creófilo que tanto prazer lhe rende –; e interesses escusos que envolvem acordos publicitários entre a empresa de comunicação e pecuaristas e frigoríficos, os mais beneficiados pela queima do filme de quem boicota seus produtos e recomenda a todos o boicote.

E para tornar mais feia a consequência da tolice da “vênus platinada”, vale dizer que ela já tem um histórico de desrespeito ideológico aos animais – cobre anualmente o rodeio de Barretos, exaltou de forma semipoética as touradas muito recentemente e, num passado não muito distante, em um de seus telejornais, deu ao vegetarianismo a aparência de algo que exige “muita cautela”. E Ti-ti-ti aumenta esse histórico de ataques aos não-humanos porque “tira onda” com algo muito sério, que é a conscientização vegetariana em favor dos Direitos Animais, e pinta a quem defende o direito dos animais rurais e aquáticos à vida uma imagem de trogloditas agressores, assim prejudicando seriamente a receptividade das pessoas à transmissão da ética animalista.

A “guerra vegetariana” do restaurante da novela deixa visível o fato de que nós vegetarianos e nosso hábito alimentar ainda somos alvos de patentes discriminações e desinformações. A reprodução desse preconceito precisa ser detida o quanto antes, e isso passa por exigir respeito da imprensa. Queremos parar de ser caricaturados nas novelas como fanáticos violentos que atacam churrascarias e pintados nos noticiários como subnutridos que vivem de folhas e correm risco iminente de internação. Fica aqui expresso o desejo de que, se não for pedir demais, a Globo prefira parar de mostrar vegetarianos a mostrá-los de forma tão distorcida e preconceituosa.

imagrs

23 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Gabriela

novembro 20 2012 Responder

Devemos ignorar coisas ignorantes como a cena dessa novela e falar mais sobre animações infantis. No filme “Animais Unidos Jamais serão Vencidos”, há um leão vegetariano e todos os animais estão engajados para salvar a floresta e os demais animais. Super recomendo para todas as idades. A cena em que o macaco preso fala de liberdade para o macaco que age como um humano, é demais.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-181081/

Romeno

outubro 16 2011 Responder

“Por isso não vejo nenhum grave problema em continuar usando “vegetarianismo pelos animais”. E não concordo que se erradique seu uso, não vi ninguém mais reclamar que falar de “vegetarianos pelos animais” está prejudicando a luta pelos direitos animais.”

Talvez porque nunca tenham pensado a respeito; talvez porque ouvem falar isso ad nauseam e acham normal; talvez por quererem roubar a palavra vegetariano para significar o que veganismo significa (!); talvez por alguma razão (razão?) desconhecida não verem problema em trucidar conceitos (!); ou por uma mistura disso tudo.

Isso também prova que os veganos não compartilham de mais nada além do boicote a exploração animal; que a única coisa que nos une são os DA. Nossas visões das coisas são bastante diferentes, mesmo dentro do veganismo/DA. ISSO REFORÇA AINDA MAIS A NECESSIDADE DE RESPEITO AOS CONCEITOS. Conceitos servem para definir inequivocamente as palavras, e unir pessoas com determinadas afinidades. Destruí-los é desunir as pessoas, deixar a comunicação mais difícil, e acabar com a mensagem que o veganismo quer passar (com sua credibilidade também).

Mas na verdade você já ouviu sim reclamarem disso. Foi no tópico recorrente sobre o vegetarianismo ser “um passo” para o veganismo. Eu só dou outro enfoque aqui.

Por fim, 1 – você não vê problemas em o vegetarianismo ser relacionado aos DA, e o veganismo ao vegetarianismo, mesmo que isso seja uma aberração. 2 – Há quem não veja problemas em associar os que comem alguns tipos de carne ao vegetarianismo.

Porque você não vê problemas no primeiro caso (age ativamente perpetuando o erro), mas ao mesmo tempo você não gosta que façam o mesmo no segundo caso?

Aparentemente você simplesmente acha que não tem problema em misturar os conceitos somente quando lhe convém. Só porque você acha que tem uma pseudo-ligação entre uma palavra, que simplesmente define quem não come carne, com o veganismo, você as usa como sinônimo!

    Robson Fernando de Souza

    outubro 16 2011 Responder

    1. Não está na definição oficial ainda, mas o respeito genuíno aos animais está cada vez se tornando mais próximo do intrínseco ao vegetarianismo. A tendência é que chegue o tempo em que haja sim uma definição de vegetarianismo (pelo menos a “vegetarianismo pelos animais”) que tenha como causa o respeito aos animais, ainda que de forma menos abrangente do que no veganismo. Isso porque muitos pensadores dos Direitos Animais estão se esforçando nesse sentido. Censurar o uso da expressão “vegetarianismo pelos animais” atrapalharia esse processo.

    3. Geralmente a pessoa se torna vegetariana pelos animais (não inclui vegetarianismo pela saúde) apenas depois de ter obtido uma conscientização sobre o respeito aos animais. É um nível acima do onívoro que é contra rodeios, vaquejadas, touradas, casacos de pele, sacrifícios de animais etc. E quanto a Mayana Zatz, tá na cara que ela não come carne por mera pena mesmo, não por respeito verdadeiro aos animais.

    4. Eu não disse que vegetarianismo e veganismo não têm diferença conceitual. Além disso, como eu disse acima, o respeito aos animais expresso através da alimentação geralmente vem depois de uma consciência pré-estabelecida sobre ser contra a exploração de animais em entretenimento, indústria de peles, sacrifícios religiosos, abandono de cães e gatos etc. E a confusão entre veganismo e vegetarianismo estrito é semelhante à confusão ainda hoje existente entre vegetarianismo e modo de vida naturalista, ou vegetarianismo e “flexitarianismo” (que aceita consumo de carne branca). E olha que, nas reportagens que vi cometendo essa confusão, pouco ou nada se falava propriamente sobre respeito aos animais, nem no que tange ao veganismo.

    5/6. Por definição, dieta vegana é sim dieta vegetariana-estrita, mas concordo que o uso de “dieta vegana” não é nada adequado. Veganos são vegetarianos estritos (sim, o vegetarianismo estrito é por definição parte integrante do veganismo) que boicotam a exploração animal também por outros meios. Além de que os veganos que conscientizam enfocando o vegetarianismo pelos animais o fazem observando este como uma primeira etapa de uma mudança de hábitos de consumo, não como meta final – e, sim, é um erro dizer que “ser vegetariano já é o suficiente”. E, reitero, não vejo o que tem a ver o conceito de “vegetarianismo pelos animais” com a confusão que se faz entre o veganismo e a dieta vegetariana-estrita.

    7. Essa é sua definição de veganismo. A que eu tenho é que é o ato de respeitar os animais pelo menos sendo vegetariano estrito e boicotando produtos com ingredientes de origem animal e tudo o possível de produtos testados em animais (se estiver progredindo no boicote pela tentativa-e-erro, já é vegana). E o “meio veganismo” já existe como “transição ao veganismo”. Por exemplo, a pessoa que é vegetariana estrita e você chamaria de “meio vegana” já é alguém “em transição ao veganismo”.

    8. Como eu falei acima, geralmente quem é vegetariano pelos animais está em certo nível avançado de práxis de respeito aos direitos animais, está a caminho do veganismo. É muito raro ver alguém que se diz vegetariano pelos animais mas ainda compra e usa couro e sabonetes à base de sebo sabendo que esses dois ingredientes são derivados de morte de animais.

    1 – você não vê problemas em o vegetarianismo ser relacionado aos DA, e o veganismo ao vegetarianismo, mesmo que isso seja uma aberração. 2 – Há quem não veja problemas em associar os que comem alguns tipos de carne ao vegetarianismo. Porque você não vê problemas no primeiro caso (age ativamente perpetuando o erro), mas ao mesmo tempo você não gosta que façam o mesmo no segundo caso?

    1. Se eu vejo o veganismo ligado ao vegetarianismo, é porque o veganismo inclui o vegetarianismo estrito em sua práxis.
    2. Isso é por desinformação. Só fala de “vegetariano que come peixe/frango” quem não sabe o verdadeiro conceito de vegetarianismo. Até existem palavras que definem a pessoa que não come carne vermelha: flexitariana, polotariana (come carne de aves, comendo ou não peixe) e piscitariana (come peixe mas não carne de aves) (são palavras feias ao meu ver, mas são usadas).

    “Só porque você acha que tem uma pseudo-ligação entre uma palavra, que simplesmente define quem não come carne, com o veganismo, você as usa como sinônimo!”

    Nunca usei vegetarianismo e veganismo como sinônimos.

Romeno

outubro 16 2011 Responder

7 – Motivações (o que é irrelevante)…

Você definitivamente não entendeu…. Você está colocando o veganismo como uma série de coisinhas a não fazer (isso é o vegetarianismo), e então dizendo que a pessoa cujo determinado comportamento POR ACASO se adéqua a alguma dessas coisinhas, são meio veganas (e é precisamente isso o que você faz quando relaciona vegetarianos “pelos animais” ao veganismo). Você não está tratando o veganismo como ele realmente é, o respeito a um princípio.

Por isso seus exemplos não fazem sentido: Nem os bem-estaristas e nem os “comedores de carne boicotadores de rodeio” adotam os direitos animais como princípio norteador de suas ações.

Meio vegano é alguém que conhece os direitos animais, concorda com eles e quer vê-los integrados à sociedade, e também procura colocá-lo em prática no dia-a-dia (como todo vegano), mas não totalmente. “Não totalmente” não no sentido de que todo veganismo não é 100%, mas por transição ou de propósito:

Diganos que alguém ache um saco ficar procurando opções veganas (quer que a indústria se veganize primeiro), ou não vê relevância em boicotar coisas que considera pequenas, então a pessoa não se preocupa muito com o que for mais difícil de comprar, e fica boicotando o principal (que quiça seja até o mais relevante). [Um adendo: Se esse cara envia e-mails às empresas falando que ele gostaria que parassem de usar matéria-prima animal ou testes em animais em seus produtos, considero isso uma atitude até mais vegana do que simplesmente não comprar. A empresa pode precisar de boicote, mas precisa ainda mais de saber o porque do boicote e o que seus consumidores/sociedade querem (e porque, no caso direitos animais).]

Justamente por o veganismo não poder ser 100% que eu acredito que todos que concordam com os DA e fazem alguma coisa no dia-a-dia podem se dizer veganos. Veganismo é o respeito a um princípio, não um clubinho exclusivo que só entra quem passa no “checklist”. O que importa são os animais, não rótulos, por isso que o veganismo não pode se tornar apenas um rótulo ou uma listinha de coisas a não fazer.

8 – Pode ser argumentado que é um dos aspectos centrais porque: É o que mais explora e mata animais; o faz não por necessidade, mas pelo paladar; e é, de certa forma, o “mais fácil” de se combater (junto com o entretenimento), pois é bem difícil as pessoas aceitarem não testar em animais, quando isso é feito por um remédio (por cosméticos eu acredito que haja pouca objeção).

Contudo, veganismo não é apenas uma dieta, nem pode ser reduzido/divulgado como sendo (ou relacionado a algo que é) apenas isso.

Independente disso, é hipócrita se dizer vegetariano “pelos animais” e usar couro; não ver problemas em frequentar “entretenimento” que usa animais; etc. E se a pessoa boicota essas coisas, não é vegetariana, é vegana. Isso acaba com a pseudo-lógica do uso da palavra vegetariano como “sinônimo” de respeito aos animais (mesmo pela metade ou transição); essa associação não faz nenhum sentido, nem em sua definição, nem na prática.

Como eu disse antes, não é pela casualidade de algo se assemelhar total ou parcialmente ao veganismo que ele se torna ético ou relacionável ao veganismo/DA.

Romeno

outubro 16 2011 Responder

5 e 6 – A dieta vegana NÃO é a vegetariana estrita. Dieta vegana e dieta vegetariana estrita NÃO são sinônimos. DE NOVO: como poderia ser se o vegetarianismo estrito não tem critérios de DA? A dieta do vegano não é separada do restante do boicote, NEM TEM CRITÉRIOS DIVERSOS. Dependendo da teoria de DA que a pessoa adota para seu veganismo (ou de sua interpretação dessa teoria), seu boicote muda também (o que inclui a dieta). Ademais, no caso de carne artificial, vegetarianos continuariam não comendo, e veganos comeriam numa boa! Por isso veganos não são vegetarianos (se algum vegano for, é por opção pessoal), e o veganismo não está nem pode ser associado a critérios, ideologias ou dietas de terceiros. Ele tem sua própria definição e ela é auto-suficiente, não precisa se escorar em nada mais.

Claro que existe uma confusão generalizada, generalizar os hipócritas/ignorantes vegetarianos “pelos animais” como sendo a “maioria”, ou como sendo essa a “motivação” “mais importante” [sic!], é uma confusão generalizada. Isso irrita os vegetarianos e trucida conceitos. Sem contar que cria uma briguinha totalmente sem nexo entre vegetarianos e veganos (uma das coisas mais ridículas, são coisas totalmente diferentes). Aliás, divulgar o “vegetarianismo pelos animais” ao invés do veganismo, ou colocar o veganismo téte-a-téte com essa dieta, é por si só um problema.

Os veganos que insistem no inexistente vegetarianismo “pelos animais” parecem religiosos querendo mais adeptos…. Tipo, “vamos deixar que eles se digam vegetarianos pelos animais mesmo que isso não faça sentido, só para ganhar sua simpatia e assim, talvez, ganhar mais adeptos”.

Se já existe um conceito para o respeito aos animais, porque criar tanta confusão tentando roubar ou associar uma palavra cujo conceito é restrito a dieta, e nem critérios de DA tem, para significar a mesma coisa?!

Repito o que eu disse antes: Isso traz prejuízos ao conceito de veganismo, que deixa de ser tido como sinônimo de direitos animais. Um vegetariano vai trombar com questionamentos/pré-“conceitos” que não dizem respeito a ele, e os veganos a mesma coisa.

Eu escrevi o ponto 5 querendo dizer que nunca se sabe se o infeliz tá usando as palavras incorretamente, como vegetariano para se referir a um respeito aos animais (que não existe), ou se tá usando a palavra vegano para se referir aos vegetarianos estritos (o que é incorreto de qualquer forma: a dieta do vegano não é a vegetariana estrita; e veganismo não é dieta, nem está relacionado com o vegetarianismo).

O ponto 6 foi para dizer que, perdendo-se o conceito dos direitos animais inerente ao veganismo, tem muita gente pensando que veganismo é só uma dieta (o que por si só já é um problema), e “objeções” como uso de outros produtos que exploram animais que POR DEFINIÇÃO não usamos são frequentemente usadas para dizer que “somos hipócritas” (essas objeções e consequente conclusão são adequadas aos vegetarianos “pelos animais”, não aos veganos).

Romeno

outubro 16 2011 Responder

3 – Como assim?! Já disse: Se essa dieta não tem critérios de DA, como ela pode ser usada para respeitar os DA? E porque só na dieta “respeitar” os animais? Se a intenção do indivíduo é respeitar os animais pela metade (por transição ou não), ele é meio vegano, não vegetariano. Essa expressão só é válida se os critérios da pessoa não forem os DA. E isso é mais um bom motivo para não relacionar essa expressão ao veganismo.

Se a intenção da pessoa é respeitar os animais, porque ela se diria vegetariana ao invés de vegana sem ser por hipocrisia, ignorância ou critérios diversos, que fogem aos do veganismo/DA?

É ridículo assumir que alguém não comeria carne mas usaria peles. Qualquer um preocupado com os animais e que pensou um pouco sabe que a coisa vai muito além de um bifinho. Não comer carne é tão fácil quanto não usar pele e boicotar “entretenimento” que usa animais. E se a pessoa faz tudo isso junto, não é vegetariana, é vegana/meio vegana. Se não faz, se só não come carne “pelos animais”, ou é hipócrita ou está sendo levada pela emoção, precisando ser esclarecida acerca dos DA/veganismo (ignorância). Ou ainda tem outras razões que não os DA para aderir a essa DIETA.

Aliás, a ignorância tem ainda mais causas: Pelo vegetarianismo (em detrimento do veganismo) ficar sendo divulgado como algo “ético” e “coerente” com o respeito aos animais – até mesmo por veganos – (ficando isso no “inconsciente coletivo”), o veganismo, que verdadeiramente é um comportamento direcionado ao respeito aos animais, fica desconhecido e distorcido. Por isso as pessoas se dizem “vegetarianas pelos animais” e não veganas (desconhecem o veganismo/DA e são expostas ad nauseam a palavra vegetariano como “sinônimo” de “coerência” ao respeito aos animais). Essas pessoas JÁ ESTAVAM prontas para a mensagem do veganismo, os direitos animais, mas por uma questão de desorganização de conceitos, desconhecem o veganismo e os direitos animais, ou acham que é sinônimo de vegetarianismo.

Veja: Já vi uma mulher que faz testes em animais se dizer vegetariana “pelos animais”. Ela está correta, porque se vegetarianismo é só uma dieta, se essa dieta pode ser motivada por respeito aos animais mesmo sem ter critérios de DA, e uma vivisseccionista adere a ela pelos animais, então ela é uma vegetariana pelos animais (vegetariana ética).

http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3445&bd=1&pg=5&lg=

“””” A geneticista Mayana Zatz, pró-reitora de Pesquisa da USP, é uma defensora do uso dos animais em experiências científicas. “Sem eles, toda a pesquisa que está sendo feita com células-tronco se tornaria inviável. Não dá para aplicar em humanos sem primeiro testar exaustivamente em modelos animais”, ela afirma. Mayana, contudo, prefere delegar a seus assistentes e orientandos a tarefa de sacrificar animais. “Eu olho de longe. Não gosto de matar bicho, DA MESMA FORMA QUE NÃO COMO CARNE. Mas não é porque eu tenho dificuldade de trabalhar com modelo animal que vou esquecer que eles são absolutamente necessários para a pesquisa”, afirma. “”””

Um bom exemplo de que são coisas TOTALMENTE diferentes: Uma vegetariana “pelos animais” que nunca será vegana, e nem o é por “transição”!

4 – Como não vê?! Se sabe que são coisas diferentes, que vegetarianismo não tem critérios de DA, que é só uma dieta, que o veganismo é a aplicação dos DA no cotidiano, como “não tem diferença conceitual”? O vegano já diz a que veio, respeitar os DA, o vegetariano também, adotar uma dieta. A diferença conceitual é total! Como pode não ver problemas em o conceito de veganismo ser reduzido a uma mera opinião pessoal que é uma dieta?

Colocando de outra forma para você ver o absurdo: Se eu digo que sou vegano, quero dizer que boicoto produtos e atividades que exploram os animais, nos moldes dos direitos animais. Se eu digo que sou vegetariano, digo que não como carne (ou não como ovos, além de carne, se for lacto-vegetariano, etc). Se eu digo que sou vegetariano “pelos animais”, só posso estar dizendo que sou um hipócrita! E as peles? E a vaquejada? E o resto da alimentação? E os testes em animais?

Ninguém quer exterminar motivação nenhuma. Se o cara se diz vegetariano “pelos animais”, ou é ignorante, ou é hipócrita, ou seus critérios não dizem respeito aos DA. De qualquer forma não está relacionado ao veganismo/DA, sendo que o ignorante deve ser esclarecido sobre veganismo/DA.

E não se trata de “alguns”, se trata de algo realmente problemático. Não é difícil achar citações dizendo que o veganismo é só uma dieta vegetariana (acham que é a mesma coisa que vegetarianismo estrito), ou se referindo a ele como “vegetarianismo radical” [sic!] (acham que os veganos são a “fração pitbull”, “conservadores”, “puristas” do vegetarianismo [sic!]). É comum relacionarem o veganismo com o vegetarianismo, e a dieta vegetariana com “ética” (como se fosse possível dentro de uma prespectiva vegana – de DA). Os mais bonzinhos e pseudo-informados dizem que veganismo é, além de uma dieta vegetariana [sic!], uma lista do que não fazer (nem citam direitos animais, ficam no “reino” mesmo).

Conceitos trucidados, como eu disse.

Romeno

outubro 16 2011 Responder

Vou dividir a resposta em vários comentários, pois não sei se vou cair em algum limite de caracteres.

Veja só…. Nem sequer passou pela minha cabeça ter a intenção de fazer uma parede de texto como essa, mas foi o que saiu. É onde o não respeito aos conceitos nos fez chegar… Mais um bom motivo para você refletir aí: Uma coisa tão pequena quanto a teimosia pelo não respeito aos conceitos é mesmo um motivo válido (eu diria até ético, vendo a situação dos animais) para se ter tanta desunião/briguinha inútil dentro do veganismo/DA?

1 – Motivação é mais adequado aqui, “causa” remete a princípios, e vegetarianismo não é um princípio.

E eu disse diferente? Eu virtualmente “ando” para as motivações de um vegetariano. Ele pode dizer que é vegetariano por “ética” ou coisa parecida? Pode. É risível, motivo de piada, mas pode. O que ele NÃO pode, é se relacionar ou ser relacionado ao veganismo/DA. Esse é o ponto. Não importa suas motivações, ele está NECESSÁRIAMENTE limitado pelo conceito restritivo de DIETA, SEM critérios de direitos animais (se tivesse não seria uma dieta, seria o veganismo…) que tem o vegetarianismo.

Se alguém se diz vegetariano “pelos animais” é hipócrita ao quadrado: Além de não ter critérios de DA, porque apenas a dieta?

Ou pode ignorar isso, e precisa de esclarecimentos sobre os conceitos, bem como ser apresentado aos direitos animais e sua respectiva prática, o veganismo. Mas se a “ética” dele não se der nos moldes dos DA e ele não se relacionar ao veganismo, tudo bem (ver ponto 3).

Continuam tendo definições diferentes, misturá-las continua sendo um erro. Respeitar os conceitos é simplesmente necessário, senão para que servem as palavras?

2 – É o que eu disse acima…

Sei que você não disse isso (explicitamente, pelo menos, não sei se pensou), mas: No caso do boicote vegano, ele não tem várias motivações, seus critérios são os DA, só existe uma motivação. Nenhuma outra pseudo-motivação chega perto da abrangência do boicote vegano. No caso da religião, no máximo se aproxima, mas por dogmas e não DA. E não por uma coincidência de qualquer coisa se parecer com o boicote vegano, que vamos dizer que existem “várias razões” para o veganismo.

Romeno

outubro 13 2011 Responder

“Por que não dizer simplesmente “vegetariano pelos animais”? O que isso tem de tão ruim e negativo (fora os ovolactos que dizem ser vegs pelos animais mas se acomodam)?”

Cara de espanto…. Eu já respondi a isso em http://consciencia.blog.br/2011/06/o-jornalismo-profissional-troll-e-os-vegetarianos-desnutridos-que-comem-carne-branca-e-nao-gostam-de-vegetais.html quando você me pergunta “2. Por que a ética do vegetarianismo pelos animais não se sustenta, nem como transição pro veganismo?”.

Mas vamos lá:

1 – Simplesmente não é correto, é só saber as definições dos conceitos (!)

2 – É só uma dieta

3 – Ela não tem critérios de direitos animais (se tivesse não seria uma dieta)

4 – Dificulta a divulgação dos DA e a adesão ao veganismo, pois perde-se a solidez dos conceitos (perde também a do vegetarianismo). É por isso que o veganismo é desconhecido e, quando citado ou “conhecido”, o é sempre de forma incorreta

5 – Prejudica a compreensão desses termos num texto ou conversa, pois estes ficam distorcidos

6 – Faz com que veganos e vegetarianos convivam com rótulos e estereótipos que nada dizem respeito a eles (pois não dizem respeito a seus conceitos). Isto é, achar que o vegano segue uma dieta (quem nunca ouviu “você usa couro?”), e não aplica o conceito de DA no cotidiano, e que o vegetariano, que só segue uma dieta (sem critérios de DA, é bom frisar), o é por “respeito aos animais” (quando nem mesmo se fosse o caso estaria correto)

7 – Não faz o menor sentido se dizer vegetariano “pelos animais”, isso é só uma dieta. Se por qualquer razão o boicote vegano do cara não pode ser completo e ele come carne, mas boicota o uso de animais para o “entretenimento”, por exemplo, ele não pode se dizer “vegetariano pelos animais”, mas claro que pode se dizer meio vegano (é um termo proposto justamente para esse fim, o veganismo pela metade)

8 – Quem disse que o respeito aos animais começa pela dieta, ou que a dieta é mais importante que o resto? Só lembro aqui que vegetarianismo NÃO tem qualquer critério de direitos animais (se tivesse, não seria uma dieta)

Resumindo, meio vegano vem para erradicar o uso de “vegetariano pelos animais” pois isso está claramente incorreto e traz prejuízos aos vegetarianos e veganos (e a seus respectivos conceitos); bem como para deixar claro o respeito aos animais pela metade do indivíduo, mantendo a definição do veganismo segura, sem distorções.

Porque você englobou somente os ovolactos quando disse “dizem ser vegs pelos animais mas se acomodam”? Isso serve para todos, até para o estrito. O motivo pelo qual você disse que os ovolactos que se acomodam fazem mal aos DA, é provavelmente o mesmo pelo qual eu luto para que o veganismo não seja associado a ideologias ou dietas de terceiros.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 13 2011 Responder

    Comentando cada ponto:

    1. O conceito de vegetarianismo não exclui as causas do mesmo.
    2. Uma dieta que possui diversas motivações. Da mesma forma que um boicote não necessariamente vegano possui causas variadas (desde por religião até por ética).
    3. Em que isso exclui a consciência das pessoas que não comem animais em respeito a estes?
    4. Vegetarianismo é uma coisa, veganismo é outra, e isso não é difícil de perceber. E sinceramente não vejo confusão conceitual entre ambos quando se fala de “vegetarianismo pelos animais”. Não é porque alguns confundem os dois que vamos “exterminar” as causas do vegetarianismo.
    5. Vide ponto abaixo
    6. Concordo que há confusão no que tange a “dieta vegana” (que na verdade é dieta vegetariana-estrita). Já no caso dos vegetarianos, não vejo uma confusão generalizada no sentido de achar que todo vegetariano o é por direitos animais. Nem todos pensam assim. Por isso mesmo que há os diferentes tipos de causa pro vegetarianismo – vegetarianismo pela saúde, vegetarianismo pelo meio ambiente, vegetarianismo pelos animais e vegetarianismo por religião (que podem estar juntos ou não). A pessoa diz por que é vegetariana quando perguntada. Nem todo mundo confunde o conceito de vegetarianismo (não comer pelo menos carnes) com o vegetarianismo pelos animais.
    7. Uma dieta que possui causas. E nessa sua concepção, pelo que entendi, mesmo bem-estaristas que são contra rodeios mas comem “carne feliz” poderiam se dizer “meio-veganos”. E, em última análise, o conceito “meio vegano” colocaria os veganos abolicionistas e os comedores de carne boicotadores de rodeio no mesmo saco do “meio veganismo”, uma vez que não existe veganismo 100% – por exemplo, é impossível parar de tomar remédios e algumas cidades não vendem cremes dentais veganos.
    8. A dieta é um aspecto central na práxis do respeito aos animais, uma vez que a pessoa deixa de colaborar com um sistema que explora e mata dezenas de bilhões de animais por ano. Não é o único aspecto central, mas é um dos grandes aspectos dessa práxis.

    Por isso não vejo nenhum grave problema em continuar usando “vegetarianismo pelos animais”. E não concordo que se erradique seu uso, não vi ninguém mais reclamar que falar de “vegetarianos pelos animais” está prejudicando a luta pelos direitos animais.

Romeno

outubro 11 2011 Responder

“Queira ou não, o vegetarianismo pelos animais existe, e geralmente é uma transição pro veganismo.”

Já falei disso noutros comentários. Só reforço que o termo adequado para uma transição para o veganismo é “meio vegano”.

“É esse tipo de atitude como a sua que gera sectarismo dentro do movimento dos Direitos Animais.”

Vegetarianismo não faz parte deste movimento. Só quero preservar conceitos e assim evitar confusões, não tendo que lidar com argumentos e rótulos que nada dizem respeito a mim (que sou vegano) e ao veganismo e DA. Isso me pareceu claro.

“Já basta o cisma entre bem-estarismo e abolicionismo, ainda temos que aturar veganos que não toleram o vegetarianismo como forma (transitória) de poupar os animais?”

Já argumentei sobre isso noutros comentários, se o problema é um termo, use meio vegano. Isso resolve tudo.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 11 2011 Responder

    Por que não dizer simplesmente “vegetariano pelos animais”? O que isso tem de tão ruim e negativo (fora os ovolactos que dizem ser vegs pelos animais mas se acomodam)?

Romeno

outubro 6 2011 Responder

Lamentável que o autor do blog, ao invés de defender o conceito de veganismo (para não ser rebaixado a uma dieta) corrigindo o uso da palavra vegetariano (usada como sinônimo de coerência para com os animais) para vegano (esse sim um comportamento coerente com os direitos animais), incentive ainda mais esta confusão utilizando a expressão “vegetarianismo pelos animais” [sic].

    Robson Fernando de Souza

    outubro 6 2011 Responder

    Queira ou não, o vegetarianismo pelos animais existe, e geralmente é uma transição pro veganismo.

    É esse tipo de atitude como a sua que gera sectarismo dentro do movimento dos Direitos Animais. Já basta o cisma entre bem-estarismo e abolicionismo, ainda temos que aturar veganos que não toleram o vegetarianismo como forma (transitória) de poupar os animais?

sergio

abril 5 2011 Responder

Numa refeição normal de uma família brasileira tem. Salada de tomate e alface, arroz, macarrão, batata, farinha, feijão, molho com cebola e tomate e um tipo de carne.

Veja, somos quase vegetarianos. proporção de 1/7

Em resposta ao comentário mais acima, são as bactérias celulolíticas, encontradas dentro do intestino, que digerem os volumosos (capim, feno, silagem) nos ruminantes. Observe que até o boi, encontrou uma maneira de nao causar dor e sofrimento aos animais que possuem Sistema Nervoso (cérebro e medula) e que produzem sinapses químicas. Por que nos humanos não podemos?

Olha o tamanho do elefante, dos dinossauros herbívoros. Será que eles tem ou tinham falta de cálcio ou vitamina.

Você escolhe: ou se alimenta produzindo dor e sofrimento ao planeta (A dor dos animais é como se cortasse um braço nosso), ou se alimenta não semeando dor e violência ao planeta (A “dor” nas plantas é menos ainda de que cortar nossos cabelos, sem atingir os nervos sensitivos da raiz, na pele).

“Queremos colher paz e amor em nossas vidas, mas plantamos todos os dias dor e violência. Deveríamos ser capazes de recusar-nos a viver se o preço da vida é a tortura de seres sensíveis. Mahatma Gandhi”

carol

fevereiro 8 2011 Responder

rede bobo e você, nada que ver.

– nada que ver mesmo, humpf.

Fábio Emilio Costa

fevereiro 8 2011 Responder

Licença para jogar de Advogado do Diabo:

Vários vegetarianos que conheci tiveram exatamente esse comportamento comigo. Quase que viro para um deles que me disse que eu comia cadáver e disse: “agradeça a Deus por não ser o SEU cadáver.”

Eu tenho que admitir, tenho uma birra com vegetarianos porque vários dos argumentos têm contraposto.

Ex: que o intestino humano não foi feito para metabolizar carne por causa do seu tamanho.

O sistema digestivo do ser humano não metaboliza verduras para tirar energia. Basicamente, a verdura “passa reto” pelo sistema digestivo (eu sei dos benefícios das fibras e tal, mas no geral é isso). Para tirar energia das verduras, o ser humano deveria ter uma enzima chamada celulase (que converte celulose em glicose) que é encontrada no bucho dos ruminantes e no estômago de outros herbívoros.

A minha birra é que parece aos olhos do vegetariano que você está sendo algo similar ao Maníaco do Parque ao comer carne. E mais interessante é que alguns vegans tomam suplementos vitamínicos justamente devido à falta de vitaminas que o organismo humano absorve melhor … da carne (complexo B, em especial B12).

Mas essa é apenas a minha opinião

    Robson Fernando

    fevereiro 8 2011 Responder

    Fábio, sobre a questão da metabolização de energia, outros vegetais fazem a frente. Não obtemos energia apenas de alimentos de origem animal. Tanto que há pessoas que passam dos cem anos mantendo uma alimentação vegetariana e também atletas campeões e medalhistas cuja alimentação não tem animais nem seus subprodutos (leite, ovos e mel).

    Sobre a B12, é fato que veganos consomem suplementos ingeridos ou injetados, mas o que torna isso conveniente é que, desde a criação da agropecuária, nossa alimentação não é mais algo essencialmente natural, como era na época da caça e coleta. Ninguém pode chegar em nós pra dizer que nós estamos errados porque nossa alimentação suplementada não é natural.

    E aliás, a maioria dos vegetarianos que têm esse comportamento, deduzo eu, são iniciantes que ainda não aprenderam a conviver com quem não pensa igual. Passei por uma fase similar, em que dizia a meus familiares que o que comiam eram “cadáveres esquartejados”, mas felizmente essa fase já passou há 3 anos.
    Os vegetarianos que entram no veteranato ainda com esse comportamento são tolos de verdade. Mas não são generalizáveis.

bruno monteiro

fevereiro 8 2011 Responder

realmente, quem defende a causa não pode deixar isso passar em branco. a globo como sempre falando e fazendo o que quer.

parabéns pela iniciativa e pelo post que ficou muito bom mesmo.

    Robson Fernando

    fevereiro 8 2011 Responder

    Valeu brother =)

Edicléia Carabina

fevereiro 8 2011 Responder

Horror! Somos uns loucos, desvairados e inoportunos. Intorelantes. Tem coisas que só a Rede Bobo faz por você.

Parabéns pelo post.

Samory Pereira Santos

fevereiro 7 2011 Responder

… única vez que OUVI falar de protesto em frente a churrascaria foi quando uma delas tinha feito uma campanha publicitária colocando os vegetarianos como infelizes, por não comer carne (???).

Enfim, tentativa de humor que destrói nosso trabalho.

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