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mar11

Cão mais caro do mundo: símbolo da cultura de tratar animais como mercadoria

Cão mais caro do mundo é comprado por 1 milhão de euros na China

O cachorro Hong Dong –também conhecido como Big Splash–, é um mastiff tibetano de pelos avermelhados que se tornou o cão mais caro do mundo após ser comprado na China por um valor equivalente a 1 milhão de euros.

O comprador do animal de 11 meses é um multimilionário chinês que atua na área do carvão. Ele pretende recuperar o dinheiro investido “alugando” Hong Dong para procriação.

A raça mastiff tibetano é uma das mais antigas do mundo. O preço elevado e a singularidade o converteram em um símbolo de status econômico para os novos ricos da China.

Hong Dong torna-se assim o símbolo de uma cultura mundial (embora more na China, país conhecido pelas crueldades mais extremas e impunes contra animais não humanos do mundo) na qual animais não-humanos são tratados como mercadorias, como artefatos úteis, como objetos de posse e até cobiça.

Isso aconteceu na China, mas poderia ter acontecido nos EUA, no Brasil, na Europa, até mesmo na Índia – onde, não se engane, a sacralização de certos animais é devida à sua histórica utilitariedade em vida. Em qualquer lugar do mundo hoje em dia os animais não-humanos são escravos que podem valer de alguns centavos a milhões de dinheiros.

Hong Dong será usado e alugado para fazer sexo com cadelas de sua raça para a produção de filhotes que serão comercializados, perpetuando a existência de sua espécie e raça com fins estritamente mercantilistas.

E o agravante da notícia é a última frase, que nos revela que não basta serem vistos como objetos cujas vida e corpo valem dinheiro, são tratados hoje como coisas cobiçadas. É símbolo de status possuir e andar com esses adornos na rua.

Nem a escravidão humana na maioria dos povos antigos chegou a esse ponto – escrav@s tratad@s individualmente como objetos de cobiça e prestígio social. Estamos diante de uma apoteose da escravidão. Com a diferença de que não são mais seres humanos as “coisas”, mas sim seus irmãos de vida, que, por serem considerados moralmente inferiores, são tratados assim.

E um segundo aspecto desse comportamento puramente escravocrata: na China, enquanto alguns cães são tratados como mercadorias bagatelosas, objetos literalmente de luxo, milhões de outros sofrem a miséria do abandono, vivem nas ruas, longe de qualquer afeto, chegando a ser agredidos de vez em quando. E muitos deles ainda ou são capturados e mortos na crueldade extrema por gente que vende carne de cachorro, ou são exterminados por políticas zoonazistas de “limpeza” biológica que visam ruas sem cães abandonados.

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