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mar11

Tortura em nome da ciência (Parte 25)

Estudo identifica tratamento para câncer de próstata agressivo

Os cientistas do Centro Integral do Câncer na Universidade de Michigan identificaram um possível tratamento para um tipo agressivo de câncer de próstata, segundo um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista “Science Translational Medicine”.

Um gene chamado SPINK1 poderia ser para o câncer de próstata o que o HER2 se tornou para o de mama, segundo os cientistas.

Da mesma forma que o HER2, o SPINK1 se encontra somente em um pequeno subgrupo de cânceres de próstata, em cerca de 10% dos tumores.

[…]

Em seus experimentos, os pesquisadores usaram ratos para testar um anticorpo monoclonal, um tipo de tratamento dirigido, desenhado para buscar uma molécula específica (neste caso a SPINK1).

Depois testaram o cetuximab. Os tumores tratados com o anticorpo do SPINK1 diminuíram em 60%, ao mesmo tempo em que os tumores tratados com cetuximab se reduziram em 40%. Com a combinação de ambos os compostos os tumores encolheram 74%.

O efeito foi observado somente nos tumores que apresentam o SPINK1, que são aproximadamente 10% dos pacientes com câncer de próstata.

Outros estudos anteriores que tinham observado os resultados do cetuximab para o câncer de próstata metastático tinham decepcionado e apenas 8% dos pacientes mostrou algum benefício.

Bushra Ateeg, cientista da Escola de Medicina da UM, indicou que “estes estudos deveriam estimular o desenvolvimento de tratamentos que se apoiam em anticorpos contra o SPINK1”.

O SPINK1 pode ser detectado na urina dos pacientes com câncer, o que facilita a realização rotineira de exames.

O estudo indica, no entanto, que os efeitos secundários foram limitados nos ratos e que serão necessários mais estudos para determinar se o tratamento nos humanos afetaria o tecido normal.

Mais uma experiência envolvendo causar câncer e consequente sofrimento descomunal em animais.

No caso acima, os tumores apenas diminuíram, não houve uma cura. E os ratos que não tinham o tal gene SPINK1 não tiveram melhoras, sofreram integralmente até a morte. E o câncer em questão é bastante agressivo, conforme a notícia relata.

Enquanto o antropocentrismo que desrespeita vidas sencientes não-humanas continuar prevalecendo na ciência, continuaremos vendo muito frequentemente cenas de violência como essa.

 

imagrs

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Yuri

março 4 2011 Responder

Olá, muito interessante o post. Também gostaria de poder ajudar a conscientizar as pessoas das coisas absurdas que acontecem sem que saibamos.
Tem uns documentários interessantes aqui, por favor vejam:

http://acordem.wordpress.com

abraços!

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