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21 países aboliram o serviço militar obrigatório nos últimos 10 anos

Desde o começo da década de 2000, a humanidade vem assistindo a uma onda jamais vista de “combate” ao serviço militar obrigatório. 21 países – a grande maioria na Europa, como destaque a Europa Central e Oriental – aboliram, totalmente ou em tempo de paz, o método da conscrição. Alguns países adotaram exércitos profissionais, outros substituíram os recrutas forçados por militares voluntários.

A Wikipedia em inglês, que, ao contrário da lusófona, costuma vir com muitas referências em suas páginas mais importantes, mostra que o mundo parece ter começado a vivenciar uma virada na sua forma de atrair as pessoas para as atividades militares.

Abaixo a lista dos países que fizeram esse favor aos seus povos, lhes subtraindo um meio de opressão estatal:

Albânia: 2010
Bósnia-Herzegovina: 2006
Bulgária: 2007
Croácia: 2007
República Tcheca: 2004
Alemanha: 2010-2011
Hungria: 2004
Itália: 2004-2005
Letônia: 2007
Líbano: 2007
Macedônia: 2006
Montenegro: 2006
Marrocos: 2006
Polônia: 2008
Portugal: 2004
Romênia: 2006
Sérvia: 2011
Eslováquia: 2006
Eslovênia: 2003
Espanha: 2001
Suécia: 2010 (sem conscrição em tempos de paz)

Desconheço por que a Europa ex-socialista-real se mobilizou em massa contra o serviço militar obrigatório, talvez tenha algo a ver com a consolidação da democracia em contraste com o antigo autoritarismo. Mas, de qualquer forma, são um exemplo ao Brasil, país que, apesar de sua tradição republicana não ofensiva (o Império atacou o Paraguai e reprimiu com força militar diversos movimentos separatistas), insiste em manter o recrutamento forçado de rapazes de 17-18 anos e causar a grande parte deles medo e apreensão de perder seus direitos e liberdades e um ano da época mais radiante de sua vida.

Os jovens brasileiros deveriam se espelhar no exemplo europeu, marroquino e libanês para começar a pelo menos criar um conteúdo didático-argumentativo que mostre por que parte significativa do Brasil deseja silenciosamente que o serviço militar se torne voluntário (e talvez profissional) ao invés de obrigatório e opressivo.

imagrs

22 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Elvis

fevereiro 2 2016 Responder

Faço meu comentário com apenas uma pergunta. Me digam, quantos homens e mulheres que serviram ao exército, seja obrigatoriamente ou não e permaneceram por mais de dois anos no serviço militar partiram para vida do crime?
Se o exército não ensina, me perdoem pois desconheço melhor instituição para formar caráter.
Isso deve ser respeitado e pronto.

    Robson Fernando de Souza

    fevereiro 4 2016 Responder

    Elvis, essa resposta vc encontrará em pesquisas sociológicas, e não recorrendo ao senso comum das pessoas.

    Sobre “formar caráter”, nos diga se humilhação, bullying, autoritarismo extremo e outras violências são formas de moldar o caráter humano. Se você tem um caráter esculpido por meio da violência, então me sinto no direito de ter medo de você.

Lucas

fevereiro 4 2015 Responder

Tenho 19 anos e servi, compulsoriamente, ao exército brasileiro no ano de 2014. Após ler os comentários, me senti na obrigação de fazer algumas observações.

1 – se tem uma ideia muito romântica sobre o exército brasileiro. Existe um mito de que o exército é uma instituição cheia de valores, sem corrupção e etc, e que todos que adentram nessa instituição são irradiados por essa magnitude e bondade extrema. O que não acontece. Os rapazes que entram “tortos”, lá dentro não se endireitam, muito pelo contrário, a estrutura extremamente rígida nem sequer evita que lá dentro eles continuem transgredindo. (exemplos: presenciei um rapaz trocando desifetante 5L de dentro da reserva de materiais do quartel por cortes de cabelo. Sem falar em diversos casos de roubo de celular, arrombamento de armários etc.

2 – não, a maioria ESMAGADORA do efetivo que adentra o exército não é de voluntários. Muito pelo contrário, no meu quartel por exemplo, os não-voluntários representaram quase a metade do efetivo.

3 – essa história de respeito e ser respeitado não se aplica. O rapaz que adentra o exército vai presenciar muito abuso de poder e insulto verbal, tudo isso acontecendo sob o aval da “hierarquia e disciplina”, os pilares do exército.

4 – o jovem também vai experimentar a quase inexistência de leis trabalhistas. Se te disserem que tu tem que chegar no quartel às 5 da manhã e que tu não tem hora pra chegar em casa, não existe choro, advogado, mãe pra reclamar. É isso e pronto, sem hora extra nem correções no humilde salário de 588 reais por mês pra um trabalho de 8 horas. Isso sem falar nos serviços, que duram 24 horas e que, dependendo da quantidade de soldados na escala, pode ocorrer a cada 2 dias ou – PASMEM – apenas 1. Vale salientar também que durante o serviço de sentinela, o soldado dorme muito pouco, chegando, às vezes, a menos de 2 horas de sono por noite (eu mesmo fui fazer a prova do ENEM tendo dormido 2 horas na noite anterior, devido ao serviço)

5 – o recém soldado também é colocado em uma situação que coloca em risco sua vida. São dadas algumas lições sobre como manejar o armamento, logo depois os rapazes são colocados para dar alguns tiros e então ele está pronto pra usar arma. Essa é a receita ideal pra dar uma merda, o que pode ser “apenas” um tiro acidental no chão (como aconteceu no meu ano de conscrito), até um disparo que leve ao óbito (http://gaucha.clicrbs.com.br/rs/noticia-aberta/soldado-e-morto-por-tiro-de-fuzil-dentro-de-quartel-em-santa-maria-121895.html)

6 – só de colocar alguém numa situação não-voluntário já seria um ato anti-democrático e autoritário. Como o próprio autor do texto falou, existem muitas pessoas (eu sou uma delas), que não compactuam com o módus operandi do exército, com o militarismo, o uso de armamento.

Por outro lado, existem coisas que o jovem acaba sim, se aproveitado. O sucesso que a farda faz com as mulheres é uma delas, e é inegável que mesmo os que não gostam do exercito se utilizem (rsrs). Acredito que é possível sim acabar com a obrigatoriedade, e isso passa pelo aumento do salário básico do soldado. Isso atrairia mais voluntários que preencheriam o efetivo necessário, colocando em desuso a obrigatriedade.

Agus

janeiro 21 2015 Responder

Ops desculpem me o erro

**Conscrição**

Agus

janeiro 21 2015 Responder

Para mim tudo oque é obrigatório que não seja contra a moral é ruim
Se o exército brasileiro é tão incrível porque então a constrição? Se o exército se garante tanto assim deixa-se a constrição e espere por novos soldados
Ridículo algo abrigatório até mesmo para quem não gosta do exército
Sei que é difícil para alguns soldados mas tem gente que não gosta do exército e até mesmo do país
Todos devem ser ouvidos
Todos devem ser escutados e com a liberdade de direito e escolha

EDIVALDO DA SILVA TORRES

dezembro 21 2014 Responder

Pois é.quem passou ou passar pelo serviço militar jamais se arrependerá.São Instituições sérias onde o cidadão aprende a respeitar e ser respeitado.O fato de ser obrigatório não quer dizer que seja antidemocrático.E só permanece nas Forças Armadas quem quer.A única exigência é que seja saudável e goste de estudar.Coisa que a maioria dos jovens brasileiros não querem.

Sérgio

maio 27 2014 Responder

Robson e Bárbara Sobral
O debate ficou polarizado entre vocês dois. Estudando história com olhar isento, é inegável o papel desempenhado pelo Exército Brasileiro, na formação da nacionalidade. Saibam, é uma das poucas Instituições Nacionais dignas, hoje, de respeito. Proponho a ambos, naturalmente estudiosos, que procurem conhecer a Instituição por dentro, os valores que cultua e o trabalho sério, profissional e honesto que dedica aos jovens brasileiros, que buscam o serviço militar de fato voluntariamente, como uma oportunidade que vislumbram de crescimento pessoal como cidadãos. Conversem com militares. Não se deixem levar por um ou outro eventual insatisfeito e, futuramente, lembrem-se de queserá um bom caminho, para os filhos de vocês. Quanto ao período de 1964 a 1985, perguntem-se até que ponto os que hoje crucificam o Exército, não fazem outra coisa senão repetir, como papagaios, o que outros lhes põem na cabeça. Ao contrário, estudem aquele período e, inteligentes que são, certamente perceberão que os que hoje apedrejam a Instituição estão na contramão dos fatos históricos e reais, que motivaram a dura reação realizada contra a tentativa irresponsável de fazer do Brasil uma ditadura de esquerda, como a que se perpetua a mais de 60 anos na caquética Cuba, de tantos e tantos cubanos sofridos.

    Robson Fernando de Souza

    maio 30 2014 Responder

    Vc fala pra termos um “olhar isento” e, logo em seguida, fala que a ditadura militar “evitou uma ditadura de esquerda” (e faz todo um discurso pra discordar da desobrigação do serviço militar). Ta serto ¬¬

    Reinan

    abril 28 2016 Responder

    Meu caro, servir ao Brasil e sustentar todos esse vagabundos de Brasilia, não é uma coisa que consigamos ver qualquer sentimento de coisa boa. (servir as forças armadas é babaquice, até dos babacas que querem).

Ednilson

setembro 26 2013 Responder

Só queria fazer uma observação, não foi o Império que atacou o Paraguai, foi o presidente Francisco Solano López que atacou o Brasil. Eles atacaram um navio brasileiro, na região do Mato Grosso (hoje, Mato grosso do Sul). Um tempo depois, eles declaram guerra formalmente ao Brasil e três meses depois a Argentina.
Lógico, o Paraguai atacou o Brasil para ajudar o Partido Blanco uruguaio que foi atacado por forças brasileiras.

Giancarlo de Oliveira Fermo

março 20 2013 Responder

Eu acho que a Conscrição não é uma imposição. A conscrição tem os seus benefícios:

1)Os países com conscrição tem menores gastos militares. Por exemplo: A Suíça,a Norvegia e a Finlândia países com conscri têm um exército muito forte e eficiente, mas os gastos militares são menores. A França e o Reino Unido, países com serviço militar facultativo, gastam 76 bilhões de euros juntos, contra 35 bilhões de euros de Norvégia, Finlândia e Suíça. (Fonte Wikipédia)

2) A vida militar te ensina a viver na vida diária. Os meninos durante a vida militar podem aprender:

Mecánica e engenharia;

Tecnica de lutas;

Medicina;

Informática;

Uma qualidade de vida e um salário extremamente alto (um guarda-marinha, o equivalente do primeiro tenente no exéercito, ganha um salário de 6.234 R$ (fonte: Diretoria de Ensino da Marinha), além de beneficiar de incontáveis privilegios como hospitalização em Hospitais militares, com cuidados imediatos, e não precisam de atender como nos hospitais civis.

4) Os militares ensinam a vida comum, a solidariedade entre os jovens (completamente perdida nos países como a Itália,(que aboliu a conscrição no 2005 aonde eu nasci e aonde eu infelicimente moro, porque eu adoro o Brasil), e ensinam a disciplina,(perdida completamente também).

5) Os militares ensinam também à amar o teu pais como ninguém otro.

6) Eu sou só um rapaz, mas eu sou extremamente favorável para o serviço militar porque me podería ensinar os verdadeiros valor da vida, e espero que uma vez que terei conseguido a maior idade, de voltar no Brasil para aceitar a conscrição.

Vemos… ;)

    Robson Fernando de Souza

    março 21 2013 Responder

    Como algo que é obrigatório não é uma imposição?

    Gustavo

    maio 4 2014 Responder

    Giancarlo, tenho certeza que você nunca serviu o Exército Brasileiro. Meça suas palavras, pois muito daquilo que você usou como argumentos para a defesa da obrigatoriedade do Serviço Militar pode ser facilmente refutado simplesmente perguntando a um ex-soldado que, este sim, já serviu o Exército e sabe como a coisa toda funciona. Que Deus tenha piedade de você e que um dia você mude de posicionamento.

    Leia o que o Robson Fernando de Souza escreveu.

    Reinan

    abril 28 2016 Responder

    Comentário de ofensa apagado. Próxima ofensa a outro comentarista (ou ao autor do blog) e vai ser banido de comentar por aqui. RFS

Santana

fevereiro 20 2012 Responder

Bem, como já vi em muitos comentários, atualmente o serviço militar obrigatório acaba sendo só uma denominação, tendo em vista que praticamente todo o efetivo que serve É de VOLUNTARIOS, e muitos dos que prestam o sv militar de forma involuntária acabam ao fim gostando da profissão prestando concursos para permanecerem na Força. E posso dizer com todo o conhecimento, pois trabalho no exército de forma voluntária a mais de 6 anos, que, não todos, mas a grande maioria que não se adpata ao sv militar não se dá bem na vida civil, pois o sv militar apenas ensina o cumprimento de regras e respeito aos mais velhos, o que realmente falta nesse mundo moderno. Acreditem, em muitos casos, principalmente em comunidades carentes, o sv militar é a luz para jovens que estão em caminhos sombrinhos como o do crime e o da droga. É preciso pensar bem antes de eliminar e sv militar obrigatório. Grato.

    Robson Fernando de Souza

    fevereiro 20 2012 Responder

    Pois então que os necessitados do serviço militar sejam os voluntários num futuro sem conscrição.

wanderley moutinho de jesus

novembro 29 2011 Responder

Primeiro, que bom que encontro este assunto sendo comentado, discutido em algum lugar na web.
Gostaria de saber se tem conhecimento de alguma propositura organizada, como o Ficha Limpa para tornar o Serviço Militar Voluntário.
Ou seja, Obrigatório, todos tem de fazer a menos que por algum motivo de saúdo ou de contingente o governo permita que não o faça, já o Voluntário indica que a pessoa gosta, quer fazer ou é uma opção tendo em vista sua condição pessoal.

A maioria dos países que adotaram o sistema Voluntário tiveram como retorno uma melhora em seus quadros, pois faz quem gosta, faz por gosto.

Obrigado,
Wanderley

    Robson Fernando de Souza

    novembro 29 2011 Responder

    Wanderley, infelizmente não vejo nenhum movimento organizado de proposição do serviço militar voluntário (ou da transformação das forças armadas em corpos profissionais). O que há no máximo é o chamado Partido Humanista (www.ph.org.br, site fora do ar no momento) chamando os jovens que querem fazer objeção de consciência pra aderir ao partido e justificar assim a objeção.

Bárbara Sobral

maio 5 2011 Responder

Robson, eu comecei meu comentário dizendo que a palavra “obrigatório” remete ao negativo, criando um PRÉ-conceito, desculpe se me expressei mal.Já o fato de vc ter dito que existem pessoas que a ideologia vai de contra as práticas adotadas pelo serviço militar e mesmo assim serem obrigados a servir eu concordo plenamente. Porém o que eu dei ênfase foi pelo fato do serviço militar ser um caminho de ampliar as vivencias e educar aqueles jovens que não tem nada na cabeça, pq por tudo que eles passarão lá, pelo menos uma coisa levarão:Que é preciso correr atrás, estudar, ser alguém para não ser pisado por pessoas que se sintam no direto por ter algo que remete superioridade, seja ela patente, dinheiro ou status… Ironicamente, eu encontrei seu blog dando uma pesquisada sobre isso, pq eu faço curso pré-militar e esse é o tema da próxima redação.Como eu falei, tudo tem seu lado positivo e negativo. Eu acho que se a educação no Brasil fosse boa não haveria necessidade disso (mesmo as raizes da intenção da obrigatoriedade não ser essa(educar)).Me desculpe se me expressei mal,em poucas linhas não da pra se debater um assunto tão complexo como esse.Lerei o link que vc mandou, e se achar que preciso me redimir, por mudar de opinião, eu postarei mais alguma coisa ! xD

    Robson Fernando de Souza

    maio 5 2011 Responder

    Que isso, Bárbara, não precisa se desculpar.

    Sobre a palavra “obrigatório”, as próprias forças armadas brasileiras a utilizam. Há sim uma forte carga de negatividade na palavra “obrigatório”, principalmente para aqueles jovens que estão prestes a perder um ano de liberdades e passar esse mesmo tempo privado de qualquer direito civil e político.

    Há rapazes que gostam do serviço militar, que gostam que ele os faça mais “viris”. Quanto aos que “nada têm na cabeça”, há outras formas de fazê-los adquirir responsabilidade, distintas de jogá-los nisso que se assemelha a uma prisão de regime semiaberto (ou fechado mesmo?) e trabalhos forçados. É de se perceber também que esses rapazes “desleixados” “aprendem a ser homens” de formas bastante humilhantes. Sob o controle pelos gritos, esporros e desmoralizações vindos dos “superiores”, cultivam valores nada democráticos, tornam-se “cívicos” à força, da forma mais indesejável possível.

    Observando isso e o seu argumento de que isso ajuda a tapar a lacuna de aprendizado de vida deixado pela educação pública (e muitas vezes privada) nojenta que temos, esse fato (militarismo como “solução” à carência de educação moral) é uma anomalia extremamente séria. Posso estar exagerando, mas enxergo isso como se assemelhasse a “educar” as pessoas com cadeia quando não se provê educação.

    Pra quem gosta do fardo militar, tudo bem. Têm o direito de gostar. O ideal, que é o que está sendo aprendido por cada vez mais países, é que esse gosto seja espontâneo, que rapazes e moças sirvam às forças armadas por livre e espontânea vontade.

Bárbara Sobral

maio 5 2011 Responder

Muito bom o post, porém discordo um pouco com o seu conteúdo.A palavra “obrigatório” pressupõe imposição, e isso já é meio caminho andado para o preconceito contra o alistamento.Mas vendo pelo lado dessa juventude sem freio e sem muitas responsabilidades não vejo como eles poderiam perder “um ano da época mais radiante de sua vida”.O alistamento muitas vezes é a única opção do jovem que não vê um futuro muito bom, e não podemos discordar que o que eles(incluindo eu, pois tenho 19 anos)precisam é de disciplina e ampliar seus horizontes. Eu vejo o serviço militar obrigatório uma oportunidade para aqueles que não tem conhecimento dessa opção vivenciar um pouco dessa realidade que pode se tornar opção para o futuro ! Nesse Brasil onde a educação está longe da ideal, acho que esse ano de serviço militar é um choque de realidade que pode se tornar uma carreira. Para tudo existe os dois lados da moeda…

    Robson Fernando de Souza

    maio 5 2011 Responder

    Bárbara:

    A palavra “obrigatório” pressupõe imposição, e isso já é meio caminho andado para o preconceito contra o alistamento.

    O serviço miltar obrigatório é uma imposição. Você deve ter se confundido com o serviço militar em si, que pode ou não ser obrigatório. Este próprio post mostra que é realidade em cada vez mais países o serviço militar facultativo, que não é imposto, podendo ser optado pelos jovens que se interessam pela carreira militar.

    Mas vendo pelo lado dessa juventude sem freio e sem muitas responsabilidades não vejo como eles poderiam perder “um ano da época mais radiante de sua vida”.

    Um ano privado de direitos e de qualquer liberdade. Obrigados a obedecer como robôs a ordens gritadas. Levando esporro e sendo desmoralizados pelos “superiores”. Isso não é pôr responsabilidades. É controlar, oprimir e humilhar.
    Creio que você ainda não leu o artigo principal do momento sobre o serviço militar obrigatório, portanto te recomendo enfaticamente a lê-lo: http://consciencia.blog.br/2011/04/um-problema-chamado-servico-militar-obrigatorio.html

    O alistamento muitas vezes é a única opção do jovem que não vê um futuro muito bom,

    Você falou uma palavra-chave: opção. O serviço militar no Brasil não é uma opção pros homens. É obrigação, é imposição. A única salvação é nos casos em que o recrutante pergunta benevolentemente quem quer servir e quem não quer.

    e não podemos discordar que o que eles(incluindo eu, pois tenho 19 anos)precisam é de disciplina e ampliar seus horizontes. Eu vejo o serviço militar obrigatório uma oportunidade para aqueles que não tem conhecimento dessa opção vivenciar um pouco dessa realidade que pode se tornar opção para o futuro !

    Pra quem vê no serviço militar um meio de se autodisciplinar e ampliar horizontes, ele seria ótimo como opção. Não como uma imposição antidemocrática.
    E quem não aprecia o serviço militar muitas vezes tem razões éticas pra não apreciar. Como o pacifismo, a aversão à ideia de manejar um instrumento construído pra fazer violência e matar, a aversão à própria ideia da guerra, função principal e original das forças armadas.

    Nesse Brasil onde a educação está longe da ideal, acho que esse ano de serviço militar é um choque de realidade que pode se tornar uma carreira.

    Pra quem aceita o serviço militar. Quem não aceita e acaba sendo forçado a servir, como dito acima, pode ter razões filosóficas, que nada condizem com a mera preguiça e a falta de responsabilidade.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo