28

abr11

Artista (?) cola rostos humanos esculpidos em cadáveres empalhados de animais

Artista esculpe rostos humanos em animais empalhados

DA BBC BRASIL

A artista americana Kate Clark cria faces humanas de argila em animais empalhados. A obra, segundo ela, coloca em discussão temas como humanidade, emoção e expressão.

Veja álbum de fotos

Clark diz que se interessou pelo tema da expressividade humana ainda na universidade, onde começou a desenvolver as esculturas. Usando animais empalhados, ela passou a manipular seus rostos, para que pudessem ter expressões semelhantes às humanas.

“Eu amo animais, então sou sensível ao fato de que uso pele animal”, disse ela à BBC Brasil. “Usar o couro do animal e transformá-lo, ao invés de usar elementos artificiais, é o conceito mais importante por trás do trabalho”, diz.

Segundo Clark, sua obra fala sobre a necessidade de equilíbrio entre homens e animais ao tentar aproximar as expressões pelas quais se comunicam, e não sobre a supremacia do ser humano na natureza.

“Em nossa cultura atual, nós desprezamos a importância de nossas semelhanças e parentescos dentro do reino animal”, afirma a artista americana.

PELE, CRÂNIO E ARGILA

Clark recebe, de um fornecedor especializado, a pele com cabeça do animal. A pele é separada e preenchida com espuma. Ela limpa o rosto do animal, retirando pele e restos de carne, e o modifica com uma base de argila, até que se pareça com o rosto de uma pessoa.

A escultora diz que o vendedor de peles com quem trabalha a procura quando tem animais inusitados que não foram vendidos. Ela diz que jamais solicitou a caça específico de um animal para seu trabalho. [Ou seja, os animais cujos cadáveres empalhados são vendidos pelo tal vendedor são animais vítimas de caça. O taxidermista caça animais ou obtém animais caçados para vender. A escultora não encomenda cadáveres, mas acaba financiando a caça ao comprar de um taxidermista.]

A artista procura aproveitar pálpebras, cílios e outras partes originais das faces dos animais nas faces esculpidas.

Ela diz que prefere utilizar familiares e amigos como modelo para os rostos que esculpe aos invés de “faces idealizadas”. Para ela, a escultura final deve contar a história do animal, através de uma expressão facial com a qual os humanos possam se conectar.

“Meu objetivo é que os híbridos sejam honrados, belos e vívidos. Eu evito sorrisos estáticos ou caretas. As esculturas não são feitas para serem sátiras de uma pessoa específica, cuja personalidade é um estereótipo da ‘simplicidade’ dos animais”, diz.

Segundo a americana, as esculturas provocam reações fortes nos espectadores, que muitas vezes não conseguem se aproximar das obras.

“A reação nem sempre é positiva, mas muitas pessoas se interessam pelo trabalho. Já tive pessoas que se relacionaram com ele de várias maneiras, de seus interesses em mitologia a espiritualidade e questões ambientais.”

Conforme se pode inferir da notícia, os animais empalhados não haviam morrido naturalmente ou de atropelamento, mas sim assassinados pela caça. Assim sendo, a “arte” da notícia é uma crueldade, ainda que indireta, e o tal “amor” da “artista” Kate Clark pelos animais é o mesmo “amor” que uma dona de fazenda tem pela galinha que ela matou no galinheiro e está cozinhando na panela.

Esse tipo de “arte” não deixa muito a dever a um Guillermo Habacuc Vargas, Rodrigo Braga, Nuno Ramos e outros indivíduos adeptos de “obra(da)s de arte” que têm sua origem em animais vítimas de crueldade de terceir@s ou d@ própri@ “artista”. Nem fica atrás dos casacos de pele, por muito tempo considerados integrantes de uma “moda requintada”.

Para quem aprecia esse tipo de “amor” aos animais, fica o lema do Partido do livro 1984:

Guerra é paz
Liberdade é escravidão
Ignorância é força

(E assassinato é amor, segundo Kate Clark)

imagrs

Seja a primeira pessoa a comentar

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo