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Depois da pressão, Arezzo recua e retira peles das lojas

Essa notícia é repercussão do fato descrito no post anterior:

Após forte pressão, #Arezzo desiste de vender peles

Depois de lançar uma campanha chamada “Pelemania” (veja aqui) e permanecer o dia todo nos Trending Topics do Twitter sendo hostilizada por isso, a marca de calçados e acessórios Arezzo acaba de divulgar um comunicado onde afirma que vai retirar todas as peles naturais de sua coleção 2011. O comunicado foi divulgado na página oficial da empresa no Facebook e pode ser lido aqui. O caso Arezzo é um forte exemplo de 2 coisas:

1. A força das redes sociais é real e pode levantar ou derrubar uma marca em horas.
2. Os consumidores não querem crueldade com animais.

Segue comunicado na íntegra publicado segunda, 18 de abril de 2011 às 15:26:

Prezados consumidores,

A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios.

Por isso, vimos por meio deste nos posicionar sobre o episódio envolvendo nossas peças com peles exóticas – devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão.

Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa.

Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores, amparados pelos preceitos de transparência e respeito aos nossos clientes e valores.

E por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas.

Reafirmamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e com a transparência das atitudes da Arezzo.

Atenciosamente,
Equipe Arezzo

O comunicado era o que tod@s esperavam, era o mínimo que a Arezzo poderia fazer além do cancelamento da coleção de peles naturais. Muito embora tenha sido escrita numa visível má vontade, visto que não a empresa não pede desculpas em lugar nenhum no texto, tenta justificar a comercialização de objetos de pele natural dizendo que eram “devidamente regulamentad[o]s e certificad[o]s, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão” e ainda tenta se alienar das discussões sobre ética na moda ao dizer “Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa”. E para tornar o comunicado ainda mais “forçado”, o presidente da empresa ainda afirmou, com desfaçatez, à Folha.com, coisas absurdas e distantes de ser uma justificativa válida.

Essa demonstração de irresponsabilidade ética e socioambiental é o bastante para a loja continuar sofrendo boicote, visto que demonstrou não estar nem aí para a gradual tendência de eticização ambiental, social e até animal do modus operandi das empresas e ter recuado da “Pelemania” apenas pela pressão sufocante da sociedade.

Por outro lado, de parabéns, novamente, estão tod@s que protestaram na internet e mostraram a força das redes sociais e da consciência contra tentativas de retrocesso ético. Relembrando que, num futuro próximo, os próximos alvos da consciência da sociedade serão as lojas que comerciam objetos de couro bovino e camurça e, mais adiante, a produção de alimentos de origem animal, ainda um tabu ou motivo de reação conservadora para grande parte das pessoas (incluindo em especial essas aqui e essas).

Porque, afinal, se é para ser contra a crueldade contra animais, que seja incondicionalmente (exceto tratando-se de animais que ameaçam a saúde e não podem ser tratados, como baratas do esgoto e mosquitos transmissores de doenças).

Atualização (18/04/11, 21:20): O presidente da Arezzo afirmou, na mesma entrevista à Folha.com linkada acima, que não vai mandar recolher peças com pele de coelho. Ou seja, os protestos e convocações de boicote devem continuar.

http://consciencia.blog.br/2010/05/uma-homenagem-aos-alfacistas-predadores-vampiros-de-vegetarianos.html
imagrs

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