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abr11

Desequilíbrio ecológico causado pela pecuária induz caçadores à matança de coelhos na Nova Zelândia

Caçada neozelandesa abate 23 mil “coelhos da Páscoa”

Uma caçada anual em uma comunidade rural da Nova Zelândia abateu, em sua 20ª edição, 22.904 “coelhos da Páscoa” apesar das críticas dos defensores dos animais, informou nesta segunda-feira a imprensa local.

A “Grande Caçada do Coelho da Páscoa” é um evento organizado a cada ano para ajudar os granjeiros da região de Otago, sul da Nova Zelândia, a combater a praga de roedores que arrasa com suas pastagens.

A denominada Brigada Beis Manada de Lobos, que matou 1.664 coelhos, venceu outras 46 equipes que participaram da disputa realizada entre sexta-feira e sábado, publicou o jornal “Otago Daily Times”.

O capitão da Brigada, Jason Gerken, disse que os 12 membros de sua equipe trabalharam durante “24 horas seguidas” em uma espécie de operação militar para poder ganhar esta competição.

A caçada recebeu as críticas do porta-voz do grupo protecionista Safe, Hans Kriek, segundo o qual o evento incita a crueldade já que muitos dos caçadores não têm experiência e participam deste tipo de massacres em um “ambiente festivo”.

Os coelhos foram introduzidos na Nova Zelândia a partir de 1830 como alimento e para fins esportivos, mas com o transcurso dos anos se transformaram em uma praga.

Os fazendeiros gastam cerca de US$ 50 mil anuais no controle de pragas, um investimento que inclui a compra de armas e munição, assim como veneno e armadilhas.

Tornou-se praxe remediar com mais derramamento de sangue pragas que têm como raiz a exploração animal em nome da alimentação. Isso nos mostra que pecuária (que inclui a criação de coelhos) e danos ambientais têm tudo a ver, e que os custos dos estragos causados pela exploração pecuária são muito, muito altos. Não se sabe hoje em dia como conter espécies invasoras introduzidas pela exploração animal – como esses coelhos na Nova Zelândia, camelos na Austrália e javalis em diversos países. A matança diminui a população – obviamente violando os (ainda não reconhecidos legalmente) direitos desses animais e lhes causando forte sofrimento -, mas se mostra insuficiente para resolver o constante problema da praga.Detalhe também para o bem-estarismo do citado grupo “protecionista”, que critica apenas a crueldade e o amadorismo de alguns caçadores, mas não o ato de matar em si. Quem precisa de inimigo quando se tem “amigas” como ONGs bem-estaristas?

Essa notícia é mais uma razão que fortalece a certeza de que abolição da exploração animal no futuro vai pôr fim à origem das pragas de espécies animais invasoras.

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