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Elefanta Tai: a Globo reitera ser favorável à exploração animal

Como eu não simpatizo nem um pouco com a Globo, não costumo acompanhar suas notícias. Esta caiu de paraquedas, graças à comentarista Bruna, que me trouxe essa pérola da emissora, glamourizando, no Fantástico de domingo passado, toda a exploração imposta sobre a elefanta Tai, que foi obrigada a participar do boicotável filme Água para Elefantes.

Veja o vídeo em que o Fantástico enche a bola de quem explora animais para circos, produções cinematográficas e eventos diversos:

Não é de surpreender quando algo desse tipo vem de um grupo de comunicação que glorifica touradas, faz troça da militância vegetariana, apoia rodeios, procura sujar o vegetarianismo enquanto alimentação saudável e transforma o sofrimento animal em notícias de curiosidade.

Mais um desserviço da Globo, que perverte a função social e comunicativa da televisão e o poder da mesma de informar e conscientizar ao promover a alienação, a naturalização de ações antiéticas, a anticonscientização – ao dizer, por exemplo, que vegetarianismo exige tanta assistência médica quanto diabetes ou que touradas e elefantes em filmes são coisas maravilhosas. Mais um motivo para boicotar essa emissora que, apesar dos seus próprios pesares, persiste em ser a maior emissora de TV do Brasil.

Para quem se encantou com a glorificação da exploração de elefantes, eis um vídeo esclarecedor sobre “treinamento” de animais silvestres para circos e apresentações diversas:

Quem não está imaginando agora o que a elefanta Tai pode estar sofrendo hoje e pode ter sofrido durante todos esses anos, incluindo durante a gravação do Água para Elefantes, para adotar movimentos e comportamentos que não correspondem à natureza de sua espécie?

O pedido dobra agora: boicote Água para Elefantes e, se tiver um peoplemeter do Ibope, boicote a Globo também.

imagrs

5 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Ana

setembro 26 2011 Responder

A Globo merece, sem dúvida, ser boicotada. Tem perdido pontos de audiência e, se depender de mim, vai perder muito mais. Numa época em que a palavra de ordem é “sustentabilidade”, é inadmissível que um meio de comunicação de massas, que deveria conscientizar, valorize comportamentos anti éticos e a pseudo cultura de crueldade.

Paulo Luiz Mendonça.

maio 30 2011 Responder

Que bom seria.

Que bom seria,
Se não houvesse carcaça
E nem houvesse fumaça,
Nem brasa na churrasqueira.
Os nossos irmãos animais
Sem dores e medos reais
Vivendo suas vidas inteira.

Que bom seria.
Não ver o sangue correr,
Nenhum animal perecer
Ave, suíno, e ruminante.
Sem urros e sem gemidos,
Sem animais perecidos
No fio de um aço cortante.

Que bom seria,
Sem nada de violência,
Nem mesmo interferência
Somente uma vida plena.
Entre os seres racionais
E também entre animais
A paz reinasse serena.

Que bom seria,
Se isso não fosse utopia,
Nem mesmo uma fantasia
Na tão sonhadora ilusão,
Mas me entristece a maldade,
Mesquinhos poder que invade
Os descendentes de adão.

Que bom seria,
Sem animais como detentos,
Em grandes confinamentos
Criados pra serem abatidos.
De maneira tão desumana
Feitos por mentes insanas,
De Humanos embrutecidos.

Que bom seria,
Se houvesse luz e beleza,
Que desse a nós a certeza
Da paz é a doce vivencia.
Tudo na terra seria candura,
As almas seriam mais puras
Com uma vida sem violência.

Que bom seria.
Sem a nossa mesquinhez,
Sem nenhuma estupidez
Ao tratar nosso semelhante.
Os nossos irmãos menores,
Já provaram e são melhores
Que a nossa mente arrogante.

Pra que serve a inteligência,
Que só nos causa carência
Na vivência do dia a dia
Fico pensando desolado,
Dizendo a mim mesmo calado,
Que bom seria, que bom seria.

Paulo Luiz Mendonça.

Nosso passado.

No passado onde nascemos
E que nós todos vivemos,
Num tempo bem divertido
Pois tudo que tinha outrora,
Hoje tudo foi se embora
Tudo de bom foi esquecido.

Eu lembro do meu passado.
Com meus pais a meu lado,
Dando-me amor e bondade
Hoje me encontro sozinho,
Perdido excluído do ninho
Somente a tristeza me invade.

No passado tinha respeito
Os homens eram direitos
Não tinha mal entendido
Esqueceram a educação
Tudo esta na contramão,
O mundo esta decaído.

No meu tempo de escola,
Nem se pensava em bola
Não se esquecia a lição.
Hoje o moleque atrevido
Vivendo no mundo falido
Sem a dádiva da educação.

Vizinhos se conversavam,
Sempre se comunicavam
Com toda paz e harmonia.
Hoje nem se conhecem,
O seu nome até esquecem
E as ruas todinhas vazias.

O sol já estava entrando,
Muitos visinhos chegando
Pra conversar no portão.
Tudo isso ficou no passado
Todos em casa enfurnados
Em frente a televisão.

Os programas que tem agora,
Nem se compara os de outrora
Na pureza e simplicidade.
Um canal só crimes na tela
No outro infames novelas
Dando ao povo mediocridade.

Sei que isso é caso perdido,
Não pode ser mais corrigido
O que vale é poder e dinheiro.
Nosso cérebro já foi deturpado
O mal já foi todo implantado
Na mente de nós brasileiros.

Paulo Luiz Mendonça.

Cláudia

maio 1 2011 Responder

Será que tens como criar um abaixo assinado contra o apoio que a Globo custuma dar à exploração de animais? Seria uma forma de protesto, crêio, bastante legítima de nós defensores. O que achas?

Gabriela Gallas

abril 30 2011 Responder

Oh, ainda bem que eu não assisti a esta reportagem, pois não assisto a globo (em minúsculo mesmo, ela não merece esta autoridade), como tu, acho que ela só traz alienação e informações erradas para justamente manipular a sociedade para que façam de acordo com o que eles querem.
Isto é lamentável, visto que esta prática é proibida hoje em dia no Brasil. Em todos os circos que aparecem em Porto Alegre, eu sempre fico nos cantos vendo se existem alguns animais, que se existirem eu denuncio na hora.. Esse é o nosso principal papel para que eles não passem a existir mais, pois é um total desrespeito a estas formas magníficas de vida que muitas vezes não estão no nosso alcance enchergar, mas que amamos e respeitamos muito.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo