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[OFF] Demissão em massa de trabalhadores que haviam feito greve em Suape

Esta notícia não é diretamente relacionada ao desmatamento do estuário do Rio Ipojuca, daí o prefixo [OFF]. Mas é mais que relevante denunciar que “desenvolvimento” é esse que estamos vendo em Pernambuco.

Grevistas são demitidos em Suape

Cerca de 500 trabalhadores foram demitidos pelas empresas que estão construindo a Refinaria Abreu e Lima e a Petroquímica Suape nos últimos 17 dias, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado de Pernambuco (Sintepav), Aldo Amaral. “Isso ocorreu como forma de retaliação por causa da greve”, argumentou. Os operários fizeram uma paralisação em fevereiro último. A greve foi de 23 dias no primeiro consórcio onde começou o movimento.

Entre os demitidos estão os funcionários Cristina Maria da Silva e Joab Marques. A primeira representava os trabalhadores na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) na fábrica petroquímica (consórcio da Construtora Odebrecht) e o segundo era membro da comissão de trabalhadores eleita pelo Sintepav para representar os funcionários da Galvão Engenharia.

Amaral informou que o sindicato está analisando quais as medidas judiciais viáveis para reintegrar os funcionários que representavam os trabalhadores e foram demitidos sem justa causa. “Apenas pessoas que confiam na ausência do direito tomam uma atitude de demitir um cipeiro sem justa causa, porque a Constituição Federal garante a sua estabilidade”, disse o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE), Fábio André de Farias.

Reitero a pergunta feita acima: que “desenvolvimento” é esse que estamos vendo ser impulsionado pela máquina Suape? Um “desenvolvimento” que nada mais é do que mero crescimento econômico, desacompanhado de justiça social e respeito aos direitos d@s trabalhadoræs.

O que o governo de Eduardo Campos vai fazer em relação a essa desfeita para com @s trabalhadoræs é uma incógnita, mas aposto que fará vista grossa, por seu histórico de maus tratos trabalhistas – baixos salários e condições físicas e psicológicas de trabalho muito precárias são os maiores exemplos dessa política de maltrato – para com servidoræs do Estado pernambucano.

Eduardo Campos agradou a 82,84% da população com o carro-chefe de sua política desenvolvimentista, o complexo industrial-portuário de Suape, à parte toda a destruição ambiental causada pelo mesmo e radicalizada pela lei 14.064/2010, prometendo a continuidade de uma tal política de desenvolvimento socioeconômico. Mas o que estamos vendo naquele porto é algo que nenhuma pessoa de bem em sã consciência desejaria – opressão social (trabalhista) e socioambiental.

imagrs

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S Braga

abril 27 2011 Responder

Os funcionários e ex funcionarios sentem-se enganados pela fala dos donos, membros do csonselho e diretores que pregavam que a Galvão era uma empresa humana e que prezava por seu maior bem os funcionários. Agora vemos que tudo é uma joagada de marketing, por que uma grande empresa não desmorona em dois meses. Na reunião e equipes que ocorreu em fevereiro e grande estilo, nada dava a impressão de uma crise. Nada. Contrário. Promessas e mais promessas de crescimento e reconhecimento. Quantas pessoas não foram enganadas e deixaram posições em empresas concorrentes, com a promessa de oportunidades. Agora fica a certeza de que a saída dos reais donos (Dario, Eduardo e Mário) foi estratégica. E na hora de receber os “falsos premios” de melhor empresa, empresa que mais cresceu, sempre houve a presença de um figurante, claro para não macular a imagem dos proprietáios. Um golpe. Lamentamos mas ninguém engana todo mundo tempo todo. A verdade apareceu.

Avelino Dial

abril 26 2011 Responder

Nãp foram somente os funcionários e SUAPE. A Galvão Engenharia que durante 2009 e 2010 gangou vários prêmios e buscou funcionários irresponsavelmente no mercado, com objetivo de gannhar destaque na imprensa, realizou uma demissão em massa no escriório de São Paulo no último dia 25/04. Dos 300 funcionários mais de 100 foram desligados. “Inteligência para fazer acontecer”?????

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