Teste alimentar do Ministério da Saúde considera o vegetarianismo ponto negativo na alimentação
O Ministério da Saúde, em seu subportal Orientação e Prevenção – Alimentação Saudável, disponibiliza para ser feito pelos visitantes um teste sobre alimentação, hábitos alimentares e prática de exercícios (há uma versão em PDF do teste, versão essa que possui o critério de contagem dos pontos das questões). Para desagrado dos vegetarianos estritos, responder “Não como”/”Não consumo” nas 5 questões que envolvem consumo de alimentos de origem animal (de 5 a 9) abaixará o resultado final do teste.
A pontuação máxima que um vegetariano estrito, que não come carne, nem leite e laticínios, nem ovos, pode alcançar no teste é 46, ainda assegurando-se na melhor classificação – segundo a qual a pessoa “está no caminho para o modo de vida saudável” -, mas apenas 4 pontos acima da segunda classificação – que exige “ficar atento” com a alimentação, ingestão de líquidos e prática de exercícios. Já o indivíduo que come carnes, laticínios e ovos e consome o máximo estipulado de carne de peixe e leite (desde que com baixo teor de gorduras) pode alcançar até 58, a pontuação máxima, 12 pontos acima do limite vegano.
O Ministério da Saúde faz assim um grande desserviço ao ignorar os pareceres internacionais de Nutrição* que reconhecem – e às vezes até recomendam – o vegetarianismo completo como uma alimentação saudável, insistir na falsa informação de que comer animais e seus derivados é “essencial” e deixar os vegetarianos temerosos, com receio de terem adotado um hábito alimentar inadequado.
*Algumas fontes:
American Heart Association
American Dietetic Association
United States Department of Agriculture
Dietitians of Canada (guidelines for vegans)
Mayo Clinic
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