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abr11

Tortura em nome da ciência (Parte 30)

Poluição de carros pode causar danos ao cérebro, diz estudo

Ser exposto à poluição do ar causada por automóveis pode causar danos cerebrais em ratos, semelhantes à perda de memória e à doença de Alzheimer, informaram pesquisadores americanos nesta quinta-feira.

Cientistas recriaram os poluentes que vêm da queima de combustíveis fósseis e expuseram ratos ao ar poluído por 15 horas por semana durante dez semanas.

As pequenas partículas de ar tinham o tamanho de 1 milésimo da largura de um cabelo humano, sendo muito pequenas para serem retidas pelo sistema de filtro dos automóveis. No entanto, exerceram danos consideráveis nos cérebros dos ratos expostos, informou o estudo.

Você não pode vê-las, mas elas são inaladas e têm um efeito nos neurônios do cérebro, aumentando a possibilidade de consequências de longo prazo na saúde“, afirmou o autor Caleb Finch, da Universidade do Sudeste da Califórnia.

Cientistas concluíram que a exposição resultou em um “dano significativo” para os neurônios envolvidos na aprendizagem e na memória, e eles detectaram “sinais de inflamação associados ao envelhecimento precoce e à doença de Alzheimer”.

O estudo foi publicado na revista especializada “Environmental Health Perspectives”.

Mais pesquisas são necessárias para determinar se os mesmos efeitos podem ser vistos em humanos.

“É claro que isso leva à questão: ‘como podemos proteger os moradores das cidades desse tipo de toxicidade?’. Isso ainda não é sabido”, concluiu Finch.

E eu que, já acostumado a ver pesquisas de relação causa-e-efeito entre pessoas, acreditava, ao ler o título da notícia acima, que era mais uma dessa. Me enganei pela primeira vez, ao me deparar com mais uma experiência mengeleana de tortura de roedores.

Para quem acreditava que torturas científicas para verificar efeitos destrutivos de substâncias, gases e misturas são coisa do passado, eis acima algo decepcionante. E olhe que os efeitos pulmonares, cardíacos, digestivos etc. de forçar esses animais a inalar ar poluído nem foram citados.

Desculpem o juízo de valor, mas se a teoria evolucionista de Lewis Morgan, dividindo os povos entre “selvagens”, “bárbaros” e “civilizados”, se provou errada na Antropologia, ela se faz válida na violenta ciência vivisseccionista. Ela está entre a selvageria e a barbárie. Tanto no sentido protoantropológico como no sentido dessas palavras de ser algo bruto, violento e amoral.

Não perceber a violência e a crueldade da experiência-tortura mengeleana acima é no mínimo uma insensibilidade ou uma manifestação do preconceito de que ratos e camundongos não sentem dor.

imagrs

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Sami

abril 8 2011 Responder

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