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abr11

Tortura em nome da ciência (Parte 32)

Transplante de cérebros

Pesquisadores da Universidade de Columbia transplantaram neurônios de ratos recém-nascidos [Errado, não houve envolvimento de ratos recém-nascidos. Na notícia original, o termo é newborn brain cells, não “brain cells extracted from newborn mice“.] no hipocampo de ratos adultos. De acordo com os cientistas que realizaram o estudo, os ratos transplantados tomaram melhores decisões e conseguiram distinguir situações parecidas. Além disso, uma rotina de exercícios após a intervenção teve efeitos anti-depressivos nos bichos.

A intenção dos cientistas era fazer com que o hipocampo dos ratos mais velhos produzisse um excedente de neurônios. Eles conseguiram diferenciar um compartimento onde levavam um choque e um similar, onde estariam a salvo, em menos tempo. Este tipo de decisão, segundo os pesquisadores, fica mais difícil a medida que os ratos envelhecem.

Os cérebros adultos produzem neurônios o tempo todo, um processo conhecido como neurogênese, mas muitos não sobrevivem. Alguma doenças como o Alzheimer, inibem o crescimento e o funcionamento deles. A criação de neurônios tem impact no humor das pessoas e na sua capacidade em aprender, desta maneira, drogas que consigam aumentar a produção de neurônios poderiam ser úteis no tratamento de depressão, ansiedade e problemas de memória.

Para melhorar o cérebro dos ratos, a equipe de pesquisadores liderada pelo professor de farmacologia René Hen, da Columbia, desabilitou um gene que mata novos neurônios no cérebro adulto, resultando na proliferação de novas células. Tratamentos assim poderiam ser efetivos para casos de estresse pós-traumático, disse Hen. “Mesmo que eu não consiga esquecer o 11 de setembro quando vejo um avião sobre Nova Iorque, eu tenho a capacidade de reconhecer que esta é uma situação diferente, mas algumas pessoas, na mesma situação, mas que sofrem de estresse pós-traumático, podem reviver aquela experiência e ter ataques de pânico”, disse o professor.

O estudo sugere que, combinadas com exercícios, as drogas que estimulam a neurogênese podem melhorar as funções cognitivas, um tratamento interessante que pode servir a pacientes que sofrem desde doenças degenerativas até ansiedade.

Como explicado na interpolação, não há nada de ratos recém-nascidos assassinados na experiência. Mas houve sim a “indispensável” tortura, visto que os ratos foram submetidos a choque elétrico em um dos tais compartimentos.

A parte dos “neurônios de ratos recém-nascidos” me deixou indignado por alguns minutos, até eu consultar a fonte original em inglês e ver que não passou de um erro de tradução. Mas o trecho original a chamber where they got a foot shock (uma câmara onde recebiam choque nas patas) não foi nenhum engano.

Por mais promissoras e “positivas” que notícias envolvendo experiências com animais não-humanos pareçam dada a forma como são postas nos portais de notícias, elas sempre terão infligido alguma dor, alguma reação bastante adversa, se não alguma morte. A violência e o sofrimento são inexoráveis para a vivissecção.

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