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Tortura em nome da ciência (Parte 33)

Radiação cósmica afeta o sistema cardiovascular de astronautas

Apesar das viagens espaciais serem o grande sonho de muitos astronautas, a exposição à radiação cósmica fora do campo magnético da Terra pode ser muito prejudicial para as artérias, de acordo com um estudo da University of Alabama publicada online no periódico Radiation Research.

Foi descoberto que isso acelera o desenvolvimento de arterosclerose em ratos, sem contar as alterações nos níveis de colesterol e leucócitos, também piorando casos de lesões já existentes.

Já é sabido que a exposição prolongada à radiação, mesmo a usada em tratamentos de doenças como o câncer, é associada a um maior risco de aterosclerose, conta Dennis Kucik do departamento de patologias da universidade. Mas a radiação cósmica é diferente daquela usada nos raios-X e outras radiações terrestres, sendo mais difícil de prever, já que são muito poucos os expostos.

Os únicos que já tiveram contato com altos níveis de radiação cósmica foram os 24 astronautas das missões Apollo da Nasa, no final dos anos 60.

A equipe expôs alguns camundongos a íons de ferro em alta-velocidade, similares aos encontrados no espaço, e, após 13 semanas, já era possível encontrar danos permanentes nas artérias[, o que foi possível assassinando os animais para seus vasos sanguíneos poderem ser analisados], diz o co-autor da pesquisa, Janusz Kabarowski, de acordo com o site TG Daily. Conhecer os efeitos da radiação cósmica na saúde cardíaca dos astronautas irá ajudar a elaborar os tratamentos e prevenção adequados para missões no espaço de longa duração, diz Kabarowski.

Sabe-se que os raios-X podem ser bloqueados por placas de chumbo, mas os íons de radiação cósmica podem se tornar ainda mais perigosos ao interagir com metais, além de não ser uma tarefa fácil incorporá-los às roupas espaciais, explica o site da UAB.

Kabarowski , porém, garante que suas pesquisas irão atrás dos mecanismos que causam os danos para descobrir uma maneira de preveni-los e corrigi-los.O estudo tem apoio do National Space Biomedical Research Institute e da NASA.

Nem as ciências espaciais, mesmo sendo umas das mais avançadas da Ciência contemporânea, dispensam a tortura de animais em suas experiências. Recentemente, com muita luta d@s defensoræs dos animais, a Nasa desistiu de torturar macacos com raios gama. Mas pouco se faz ainda para se salvar camundongos, vítimas preferidas da ciência mengeleana da vivissecção.

Mesmo as ciências ditas mais avançadas não arredam pé de métodos antiquados e violentos de pesquisa. É como uma cidade do ano 2500 legalizando o trabalho escravo humano. Isso só vai parar com a pressão dos grupos de defesa animal e com a ascensão de teóric@s de Ética que liguem a Bioética aos Direitos Animais.

imagrs

2 comentário(s). Venha deixar o seu também.

lucabi brasil

junho 11 2011 Responder

Sou ateu e não me enquadro nestas criticas que faz contra a ciência e veja sou defensor da ciência , daquela que certamente você desconhece!

    Robson Fernando de Souza

    junho 11 2011 Responder

    O que essa notícia tem a ver com ateísmo e com ciência como um todo?

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