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abr11

Tortura em nome da ciência (Parte 35)

Depois de algumas semanas, a sequência Tortura em nome da ciência capta mais uma notícia de tortura de cobaias em laboratório.

Dieta gordurosa pode reverter insuficiência renal do diabetes

Uma dieta rica em gordura e com poucos carboidratos pode reverter a insuficiência renal em camundongos com diabete, segundo um estudo realizado por cientistas americanos.

Na pesquisa, divulgada na publicação científica PLoS ONE, os cientistas da Mount Sinai School of Medicine, de Nova York, analisaram os efeitos de uma dieta composta de 87% de gorduras sobre um grupo de camundongos com predisposição a ter os tipos 1 e 2 de diabete.

O excesso de açúcar no sangue nos diabéticos pode provocar danos nos rins, gerando um quadro de insuficiência renal.

As cobaias foram divididas em dois grupos. Quando a insuficiência renal se manifestou, metade delas passou a receber uma dieta normal e a outra, a dieta com muita gordura.

Depois de oito semanas, os cientistas notaram que os danos nos rins dos roedores haviam sido revertidos.

Médicos e nutricionistas alertam que a dieta rica em gordura, que reproduz os efeitos da inanição, não deve ser realizada sem acompanhamento médico.

DÚVIDAS

“O nosso estudo é o primeiro a demonstrar que uma intervenção por meio de dieta por si só é suficiente para reverter esta complicação grave da diabete”, afirmou o professor Charles Mobbs, que liderou a pesquisa.

“Eu certamente acho que (a pesquisa) traz uma esperança, mas eu não posso recomendá-la até que tenhamos feito testes clínicos”, completou.

O diretor de pesquisas da entidade britânica Diabetes UK, que combate a doença, levantou dúvidas sobre o estudo, questionando a capacidade de humanos conseguirem manter esta dieta de forma saudável.

“Esta pesquisa foi conduzida com camundongos, então é difícil ver se estes resultados se traduziriam em benefícios reais para pessoas com diabetes neste estágio”, afirmou.

“É muito simples dizer que insuficiência renal pode ser prevenida somente com dieta, e também é questionável se a dieta utilizada neste caso seria sustentável por humanos, mesmo no curto prazo.”

De acordo com números de 2007, citados pelo Ministério da Saúde, a diabete afeta mais de 6,3 milhões de brasileiros, ou 5,2% da população adulta.

Além de todo o sofrimento dos animais diabéticos em vida, ainda mais com seus rins sem funcionar bem, adivinhem como foram verificados os rins deles: matando-os e abrindo seus corpos. De todos os animais em questão.

E, para engrossar, o diretor de pesquisas da ONG (?) Diabetes UK põe sérias dúvidas sobre se os seres humanos têm a mesma capacidade de salvar seus próprios rins com dieta gordurosa. Sequer se sabe se existe a possibilidade de pessoas sustentarem mesmo em pouco tempo tal dieta. Ou seja, é muito provável que num futuro próximo se conclua que a violenta pesquisa acima foi totalmente em vão. Ou seja, que os camundongos em questão tenham sido condenados antes de nascer ao diabetes, à insuficiência renal e ao assassinato em vão.

Além de causar compulsivamente violência e matanças, a vivissecção costuma ser muito falha, inúmeras vezes não conseguindo replicar seus “bons” resultados em seres humanos e transformar a tortura causada em remédios para uso humano.

Sei que o “até quando” dá um notável juízo de valor ao comentário, mas é difícil não se perguntar até quando teremos essa metodologia tão violenta e falha dirigindo as ciências biomédicas.

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