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Ateofobia, uma intolerância tão gritante mas tão pouco notada (Parte 1)

Um preconceito gritante, mas pouco considerado – mesmo por suas próprias vítimas – e estudado, campeia no Brasil: a ateofobia, intolerância contra ateus – definida por Marcelo Druyan como “ódio, aversão ou discriminação de uma pessoa ou grupo de pessoas contra ateus e, consequentemente, contra o ateísmo”.

Desde declarações impunes de ódio no Twitter até desmembramentos violentos de famílias e amizades, a hostilidade ateofóbica acontece neste país com uma liberdade tão grande que os próprios ateus, que deveriam ser os primeiros a denunciá-la, permitem ser esculhambados e humilhados pelos religiosos que não aceitam o fato de existirem pessoas que não acreditam em nenhuma divindade.

Desde a patricinha crente que twita uma mensagem de ódio até a presidenta da República que desmoraliza a descrença ateísta, passando por formadores de opinião notórios, os preconceituosos agem à revelia de qualquer justiça, de qualquer sanção penal, de qualquer retaliação da opinião pública. Atuam das mais diversas formas: pela internet, pelos meios de comunicação convencionais, por brigas presenciais, por inanição político-eleitoral etc.

Abaixo categorizo os diversos veículos usados pela ateofobia, sendo esta direta ou indireta, para ofender, discriminar e marginalizar os ateus.

 

Preconceito online

Na internet, os ateofóbicos agem de maneiras variadas:

a) Nas redes sociais, descarregam ódio contra os descrentes com minidiscursos – geralmente do tamanho de um tweet – e hostilizam colegas ou desconhecidos em função de seu (não) credo – ex.: “seu ateu de m…”. Os discursos podem citar versículos bíblicos, declarar a superioridade moral dos cristãos perante os ateus, atribuir desqualidades sérias aos ofendidos, demonstrar decepção, indignação e outros sentimentos negativos de quem acabou de conhecer ou encontrar ateus ou simplesmente ser declarações dos tipos “eu odeio…”, “eu não suporto…”, “tenho nojo de…”, “ateus devem morrer” etc.

A chuva de ateofobia em redes como o Twitter é escancarada por perfis que militam contra o preconceito (o principal deles hoje no Twitter é @ateus_atentos, do presidente da ATEA Daniel Sottomaior) e pelo blog mezzo-de protesto, mezzo-satírico Sem deus no coração.

É de se perceber claramente que tais investidas de violência verbal são muito similares àquelas racistas, xenofóbicas ou antissemitas que rendem aos agressores a retaliação solidária de milhares de internautas mais várias denúncias às autoridades policiais ou ao Ministério Público. Quando uma @FlavinhaAmorim diz ter nojo da torcida negra do Flamengo, recebe uma saraivada massiva nacional de tweets como reação de uma população cada vez mais partidária da tolerância e do respeito. Mas quando um cristão fanático afirma sentir o mesmo nojo de quem “não acredita em Deus”, é quase certo que passe totalmente impune e não se torne alvo de nenhuma reação coletiva.

b) Por artigos de opinião, personalidades do quilate de um Frei Betto ou de um Cláudio Lembo (ver respostas ao artigo dele aqui e aqui), de quem muitos esperariam palavras calcadas na sabedoria, demonstram patente preconceito, atribuindo ao ateísmo desqualidades como ausência de valores e violência inerente (Frei Betto comparou o “ateísmo militante” à tortura promovida pelo DOPS durante a ditadura militar brasileira). Tentam convencer os leitores de seus textos de que ser ateu é intrinsecamente ruim, é prejudicial.

c) Por entrevistas dadas aos meios online de imprensa. Os entrevistados, se não declaram seu desrespeito aos ateus e ao direito de descrer à TV, fazem-no aos noticiários da internet. É através dos portais de notícia que gente da laia de Geraldo Alckmin diz que idosos ateus são pessoas tristes, ou que promotores de Justiça insinuam que ateus não contribuem para a recuperação de pessoas em situação de risco.

 

TV e rádio

Nos meios de comunicação em massa audiovisuais convencionais, a ateofobia é bandeira sacudida por apresentadores, jornalistas e outras personalidades admiradas pela população, ou então emana de pessoas entrevistadas, podendo ser desde um porteiro de condomínio até a presidenta da República. Eles fazem da câmera um palanque para declarações preconceituosas, para expor toda a sua ignorância, convertida em desde pena a repúdio, sobre o modus vivendi e o pensamento filosófico – o qual, exceto a própria descrença em deuses, é distante de qualquer unanimidade – dos ateus.

Seu preconceito se exacerba através de frases curtas discriminatórias (“Eu tenho pena de quem não tem fé, de quem não acredita em Deus”) ou arrogantes (“Deus existe, mesmo quando não se acredita nele”) ou discursos de ódio a durar vários minutos – nesse caso, tendo como maior exemplo o venenoso discurso dado por José Luiz Datena em 27 de julho de 2010, um dos únicos casos de ateofobia respondidos pelos ateus com denúncias à Justiça.

É até mais perigoso que o ódio exacerbado por internautas, porque vem de formadores de opinião diretos ou indiretos, possuidores de um lugar cativo na ainda muito prestigiada TV aberta. Para uma sociedade cuja maioria é religiosa e se submete a aceitar argumentos simplesmente por virem de autoridades, uma frase ou discurso vindo de Hebe, de Datena ou de Roberto Canázio pode lhes reforçar a crença, biblicamente fundada (Salmos 14:1), de que ateus “não prestam” e devem por isso ser tratados com marginalização, imposição religiosa e/ou repressão por sua descrença.

Outra forma muito poderosa de propagação de preconceitos são os programas religiosos, em sua maioria neopentecostais. Pastores e bispos, vez ou outra, declaram os ateístas verdadeiros seres malignos, demoníacos. Fundados ora em dogmas bíblicos ora no seu preconceito pessoal ora na intenção de manter os fiéis sob seu controle por impedir que duvidem de sua religião, esses clérigos dirigem impropérios claros aos ateus, o que normalmente lhes faria alvos de processos judiciais se suas ofensas fossem dirigidas a minorias como negros, judeus e asiáticos.

O caso mais recente e comentado de preconceito e incitação à discriminação vindo da TV foi um breve momento do discurso de um pastor que se autointitulava “profeta da nação”, feito em março de 2011 numa rua de cidade não revelada e transmitido por programa evangélico da RedeTV!.

Nos meios de comunicação em massa, há também a divulgação de músicas que incitam o preconceito contra quem não crê em quem convencionam chamar de Deus. Ainda que a intenção original por trás de suas letras seja, na maioria das vezes, apenas exaltar a importância da divindade para quem crê nela, tais canções possuem efeitos colaterais altamente comprometedores, que acabam tratando os ateus e até pessoas de religiões não cristãs como potenciais poços de imoralidade, tristeza e sofrimento.

Para exemplificar como o preconceito se dissemina através da música, cito alguns trechos de canções direta ou indiretamente preconceituosas:

1.
Sem Deus, a segurança recua nas bases avançadas
Sem Deus, vidas morrem assassinadas nas calçadas
Sem Deus, o mundo é dos espertos que vendem praias nos desertos
Sem Deus, Você corre perigo a mercê das garras do inimigo

2.
O Homem sem Deus
Caminha sem rumo e anda sozinho
Vive no mundo sem ter um caminho
Ao sopro do vento ele anda sem luz
O Homem sem Deus
Tem o seu próprio jeito de pensar
Não tem limites e vive a pecar
Não anda nos planos que vem la da cruz

3.
Viver sem Deus no coração é não ter alegria.
É viver sem direção, caminho e melodia.
Não ter amor, só ter agonia.

4.
Quanto tempo mais, você quer levar
Pra tentar provar que és forte sem deus?
Quanto tempo então,devo esperar
Pra tentar provar que se garante só?
E pra que bater no peito?
Sem deus não adianta nem tentar!
Sem deus não vale nada,
Sem deus tudo é um nada,
Money, poder, fama e tudo mais
É nada sem deus

5.
Meu amor, não… Não me queira mal
Amar a Deus sobre tudo para mim é essencial
Vou dizer, não tem que ser assim
Mas se Deus não serve pra você
Você não serve pra mim


Ateofobia, uma intolerância tão gritante mas tão pouco notada (Parte 2)
Ateofobia, uma intolerância tão gritante mas tão pouco notada (Parte 3)

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17 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Daniel

novembro 30 2011 Responder

Os ateus é o segundo grupo mais odiado pelo simples fato de serem diferentes, so perdem pelos gays que estão em 1 lugar, sou catolico e digo Deus o verdadeiro não exclui as pessoas por causa da orientação sexual, crença ou falta de crença, Deus exclui as pessoas que vivem no preconceito, na intolerancia, no roubo, na mentira, na maldade na falsidade, são pessoas assim que não vão pro céu, chega de lobos em pele de cordeiro usando o nome Deus para espalhar o ódio.Deus não tem preconceito.

Maycon

outubro 9 2011 Responder

Olá Robson!

Entendo que em alguns casos podem haver a tal ateofofia por parte de alguns. As pessoas de um maneira geral tem dificuldades de aceitar aquilo que é diferente delas. As “fobias” estão presentes em diversas áreas em nosso país e no mundo. Porém, convido a refletir que hinos, cânticos, músicas como as que você citou são frutos de uma teologia presente no cristianismo. Essa teologia a que me refiro entende que o homem caiu através do pecado de Adão no jardim do Édem descrito no livro do Gênesis da Bíblia e mais ainda em Romanos no Novo Testamento. Isso afastou o homem de Deus e o lançou fora do Jardim do Édem.
Essa interpretação diz que o homem a partir disso estava morto em delitos e pecados (Efésios 2. 1 e 2). Ou seja, morto, infeliz, vazio, sem significado. Não é uma afronta a quem é Ateu, e sim, uma maneira de se ver a vida. É como se um ateu escrevesse uma música ou um texto enaltecendo o seu estilo de vida o que necessáriamnte não é uma afronta a quem é Critão.
Acredio (rsrss…) que devemos aprender mais a conviver com a diferença de ideais e nos permitir anunciá-las. Desde que, não seja de forma violênta.

Espero ter contribuido.

Abraço.

Maycon

Jorn

outubro 9 2011 Responder

“O discriminado é aquele que discrimina” -Jean-Paul Sartre. Eu não discrimino ninguém, nem crentes pelas suas crenças malucas (sou ateu) e não me sinto discriminado, mesmo quando dizem que eu vá para o inferno — na verdade, o céu da pessoa que diz que eu vou para o inferno é que é um céu pequeno e discriminatório. Mas, compreendo… no Brasil está me moda a exclusão de pequenos grupos sob o pretexto de “inclusão”…

Luciano

junho 29 2011 Responder

Parabéns Robson. Seu blog é excelente e acho que este post toca num ponto muito importante, por muitas vezes ignorado por ateus que acham que não há ateofobia.

Convido àqueles que dizem que o Robson está falando bobagem a vestir uma camiseta declarando seu ateísmo e circular por espaços públicos. As chances de haver olhares tortos, agressões verbais e talvez até físicas provavelmente não serão tão pequenas como alguém possa imaginar.

    Robson Fernando de Souza

    junho 29 2011 Responder

    Valeu Luciano =)

Lucy.

maio 12 2011 Responder

O comentário é publicado,ou passa por algum “crivo”? Gostaria, que, democraticamente, deixassem meu comentário entrar, pois devemos olhar várias opiniões,sobre o assunto DEUS, também sem preconceito.
Um abraço,
Lucy. Repetindo:” Voce não quis me ouvir , então pensei bastante e resolvi escrever.Hoje li uma reportagem sobre filhos de ateus que se converteram e se sentem felizes e acham que encontraram a verdade.Fiquei feliz em saber que pai ateu não quer dizer filho ateu.Cheguei à conclusão, de que é facil ser ateu… e viver sem estar sob as leis de DEUS, que são para o UNIVERSO .Na verdade, Einstein,Newton e Galileu, apenas descobriram o que já existe, pois DEUS é o maior matemático e Físico , e perante Ele, nosso QI é zero.Deus é um ser complexo.Não sabemos o porque de muitas coisas o que não significa que DEUS não exista.Tenho certeza de que Ele existe, mas não faço questão que ninguém acredite.Já tive demonstraçaõ pessoal da ação divina.Não sou louca ! Meu QI é muito bom.Minha irmã tem QI de gênio e crê em DEUS.Esta história de que ateu é mais inteligente, é simplesmente ridícula.O que me admira mais, é o palavreado usado pelos seus colegas ateus, no ORKUT.Me parece que voce e muitos ateus, têm curso superior.Pelo menos, deveriam ter uma linguagem mais polida.
Amo os ateus, pois são seres humanos e sei que muitos já sofreram muito, daí o motivo de serem ateus.Já falei a voce num e-mail, que DEUS vai mostrar a voce que Ele existe e talvez voce até trabalhe para Ele , na verdade acho que já está trabalhando para Ele , só que ainda não percebeu.
Um abraço.
Lucy…. Detalhe :O pai ateu de uma das pessoas, da reportagem, pediu ao filho, que orasse por ele.Incrível !”

    Robson Fernando de Souza

    maio 13 2011 Responder

    Lucy, o sistema do blog às vezes tem a mania chatíssima de jogar comentários pertinentes na caixa de spam. Portanto, desde já peço desculpas por essa falha do WordPress que joga comentários como o seu onde não deveria.

      Lucy.

      maio 13 2011 Responder

      Obrigada , Robson,por te sido educado e democrático.Somos todos livres, para dar uma opinião.Meu objetivo é ajudar.Não digo que creio em DEUS, para agradar ninguém, ou chamar a atenção para mim.Creio, com convicção e tenho motivos fortes, para isso.Só que ao telefonar para o Daniel Sottomaior, ele simplesmente disse que não estava interessado no que eu tinha para dizer, isto, depois de colocar o celular dele, no meu ORKUT e escrever ao lado: “DIGA”.Achei que ele fosse agir melhor, ou seja, ouvir minha opinião e coisas que eu gostaria de falar, que , no meu entender, mostram que existe um Criador.Por isso, usei este espaço e fico feliz,por voce ser uma pessoa compreensiva e que sabe, que é do diálogo que se obtem a verdade, seja ela qual for.
      Há fatos, na minha vida,sem explicação.Nem religiosos, com quem comentei, conseguem explicar.E desta vivência, além de outros fatores,que concluí, atualmente ,o que eu acho óbvio:DEUS existe.Mas há pessoas, que por não terem tido revelações , deste tipo,ou sofreram muito,ou enxergam o Universo,sem a percepção que eu tenho ,além de outros fatores, não crêem na existência de DEUS.Não os critico e os amo, como seres humanos que ainda estão em busca de respostas , que talvez um dia, encontrem,como eu encontrei,não necessariamente ,a mesma resposta que a minha.
      Um abraço,
      Lucy.

      OBS: Disse que creio em DEUS, mas não citei religião.Na pior das hipóteses,mesmo que tudo das religiões possa ser “fantasia”,acho que todas(as religiões) são válidas, pois já pensaram, num mundo sem “freios” ! Há pessoas que se não tiverem uma orientação a seguir, não conseguem conviver em uma sociedade .Outro fator é a ajuda aos pobres e necessitados, que deveria ser feita pelo governo,que infelizmente, por uma série de fatores ,não acolhe,convenientemente, pessoas deficientes,mendigos e doentes, que perambulam , pelas ruas.A maioria das religiões oferece cestas básicas,creches,abrigos, mas como são muitos, os necessitados, não conseguem dar conta.Calcule se não houvesse esta ajuda, dos diversos grupos religiosos.Já visitei pessoalmente lugares de religiões, que dão auxílio a pessoas carentes e até dão a eles oportunidade,de fazerem trabalhos manuais(pois muitos se encontram em cadeiras de roda),com orientação de profissionais que se oferecem como voluntários.Tenho uma conhecida, espírita, cujo grupo distribui todo mes 100 cestas a pessoas carentes , de comunidades.
      Este assunto é muito extenso,mas só o que eu escrevi, já dá para meditar .Que os ateus meditem e , se tiverem uma solução melhor, ótimo,pois muitos, no mundo, precisam de ajuda e da oportunidade de serem cidadãos honrados,como acho que seria o correto.
      Mais uma vez, um abraço e obrigada!
      Lucy.

        Robson Fernando de Souza

        maio 15 2011 Responder

        Lucy, desculpe a demora em responder. Mas agora posso responder:
        Sobre o primeiro parágrafo, são crenças suas. Como não têm poder de fazer mal a alguém ou manifestar preconceitos, não cabe a mim discuti-la na intenção de refutá-la ou mudá-la.

        Sobre o segundo, é fato que religiosos fazem mais movimentos de solidariedade e filantropia do que ateus, mesmo em termos relativos de proporção. Mas isso tem um outro lado, tem um preço. A maioria desses movimentos filantrópicos o são não por altruísmo, mas sim tendo a intenção, explícita ou implícita, de converter os ajudados a determinada religião. Ajudam, mas “cobram” em retorno que os ajudados “aceitem Jesus”. Outro ponto a se relevar é que muitos religiosos filantropistas o são muito mais pra agradar a Deus e garantir uma vaga no céu do que por legítimo altruísmo.

        Abs

          Lucy.

          maio 27 2011

          Não concordo com o que voce disse,pois conforme já citei,visitei lugares de diferentes religiões, que auxiliam pessoas necessitadas, mas não exigem que creiam em Jesus, em Buda ou no espiritismo. O máximo que fazem é pregar o que os cristãos chamam de palavra de DEUS (conteúdo da Bíblia) e , no caso de minha amiga espírita Kardecista, ela faz parte de um grupo fantástico, de ajuda às pessoas (ricas ou pobres), dando auxilio espiritual, caso queiram e ainda distribuem mensalmente 100 cestas de alimentos a pessoas carentes, de comunidades,sem pedir nada em troca.Para falar de alguma coisa, temos que ter base.Sugiro que visite abrigos de diferentes religiões,visite igrejas também de vários credos e procure ver o trabalho que realizam, antes de dar um parecer.Por isso, eu quis conhecer melhor os ateus e no caso, encontrei voce, que parece ser uma pessoa maravilhosa e bem intencionada.Gostaria até de saber se há grupos de ateus ajudando o próximo, principalmente, no Rio de Janeiro , onde resido.Na verdade o que eu estava tentando mostrar a voce é que, na pior das hipóteses,mesmo que DEUS não exista, estes grupos religiosos ,realizam um magnífico trabalho , para o próximo, tirando-os de vícios,como drogas, bebidas alcoólicas, sexo sem controle,pessoas, que se confessam caídas , no chão e sem rumo.Já vi vários testemunhos e pessoalmente,conheci pessoas que reencontraram a alegria de viver e deixaram a vida vazia em que viviam, segundo eles mesmos dizem, para se integrar à sociedade.Não sei explicar as coisas ruíns, que acontecem, neste mundo,mas sei que as coisas que aconteceram, em minha vida ,só me levam a acreditar que existe algo superior, a quem não compreendo bem e a quem chamo DEUS.
          Me contaram, só não sei se é real,pois não encontrei na internet, algo concreto.É que existiu um cientista que construiu uma miniatura do sistema solar ( com mecanismos de movimento) e tinha amigos ateus.Pois bem, os amigos foram visitá-lo e perguntaram:Foi voce quem fez isto? E ele respondeu: Não.Dormi e quando acordei, isto estava aí.E os ateus disseram:Impossível ,tá brincando,nada aparece por acaso, do nada, alguém fez. Então o cientista respondeu:”Se acham que para esta miniatura existir, tem que haver um criador, imaginem o original ! ” Achei uma forma simples e direta de dizer: “Tem que haver um Criador”

          OBS: Há grupos religiosos que “parecem” usar o nome de Jesus, para ganhar dinheiro.Não os condeno, pois se creio em DEUS , o próprio Deus resolverá.Acho que estão errados, se fazem isto,mas todo homem normal tem consciência e um dia, ela vai pesar tanto, que a pessoa não vai aguentar.É tão bom a pessoa ganhar dinheiro com seu talento próprio e esforço próprio, também. O homem normal tende para o bem , mas às vezes cai para o lado mau.
          Aguardo sua resposta.Se quiser, enviar por e-mail é lucyshall@ig.com.br Um abraço,
          Lucy.

          Robson Fernando de Souza

          maio 27 2011

          Ah sim, agora entendi pra onde o texto foi direcionado, foi em tréplica a outro comentário meu. Desculpe não ter reparado nisso antes.

          De fato há grupos filantrópicos religiosos altruístas, mas também há os que esperam (não exigem diretamente) uma contrapartida de conversão à religião dos ajudantes.

          Sobre atendimento feito por ateus por aí, não conheço ainda.

          Quanto a suas crenças, não vejo por que tentar derrubá-las, uma vez que elas não te fazem uma fundamentalista ou fanática nem te impelem a ter ações que contrariam as leis dos humanos. Ao contrário de antigamente, quando os antigos Consciência Efervescente e Arauto da Consciência incluíam “crítica à religião” como um dos temas principais, hoje não me ocupo mais em “contrapregações” neoateístas.

          Abs

    Mauro

    setembro 20 2011 Responder

    “Não sou louca ! Meu QI é muito bom.Minha irmã tem QI de gênio e crê em DEUS.”

    “… pois DEUS é o maior matemático e Físico , e perante Ele, nosso QI é zero.”

    Caiu em contradição eim… Seu QI muito bom e da sua irmã gênia acabam de perder o valor!

Lucy.

maio 12 2011 Responder

Não tenho preconceito contra ateus.Na verdade os amo, como seres humanos.Segue mensagem colocada no Orkut de Daniel Sottomaior:” Voce não quis me ouvir , então pensei bastante e resolvi escrever.Hoje li uma reportagem sobre filhos de ateus que se converteram e se sentem felizes e acham que encontraram a verdade.Fiquei feliz em saber que pai ateu não quer dizer filho ateu.Cheguei à conclusão, de que é facil ser ateu… e viver sem estar sob as leis de DEUS, que são para o UNIVERSO .Na verdade, Einstein,Newton e Galileu, apenas descobriram o que já existe, pois DEUS é o maior matemático e Físico , e perante Ele, nosso QI é zero.Deus é um ser complexo.Não sabemos o porque de muitas coisas o que não significa que DEUS não exista.Tenho certeza de que Ele existe, mas não faço questão que ninguém acredite.Já tive demonstraçaõ pessoal da ação divina.Não sou louca ! Meu QI é muito bom.Minha irmã tem QI de gênio e crê em DEUS.Esta história de que ateu é mais inteligente, é simplesmente ridícula.O que me admira mais, é o palavreado usado pelos seus colegas ateus, no ORKUT.Me parece que voce e muitos ateus, têm curso superior.Pelo menos, deveriam ter uma linguagem mais polida.
Amo os ateus, pois são seres humanos e sei que muitos já sofreram muito, daí o motivo de serem ateus.Já falei a voce num e-mail, que DEUS vai mostrar a voce que Ele existe e talvez voce até trabalhe para Ele , na verdade acho que já está trabalhando para Ele , só que ainda não percebeu.
Um abraço.
Lucy…. Detalhe :O pai ateu de uma das pessoas, da reportagem, pediu ao filho, que orasse por ele.Incrível !”

Juquinha

maio 12 2011 Responder

Ateu não é coitado mesmo!! E nem precisa ser coitado pra exigir seus direitos como cidadão igual em um Estado laico respeitados. Inclusive o direito à segurança, visto que agressão física gratuita é uma fervorosa demonstração de fé.

Allex

maio 9 2011 Responder

Muita bobagem! sou ateu e nunca vi, mesmo c tivesse passado por esse problema daria risada. Ateu não é coitado.

    Robson Fernando de Souza

    maio 9 2011 Responder

    Você não sentiu na pele ainda a discriminação. Mas e se sentir algum dia?

    Se for humilhado por um parente (ou familiar), sofrer violência na rua um dia por um fanático que sabe que você é ateu?

    E também, você sempre se assume ateu? Ou precisa mentir sobre sua (des)crença de vez em quando?

    E quanto aos outros que sofrem e são humilhados, você acha o sofrimento deles bobagem?

    Você pode não sofrer com a ateofobia, mas centenas de milhares de outros ateus sofrem, e muito.

    Pense não apenas em você, pense também nos outros que sofrem – respeite-os! Não despreze a angústia dos outros!

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo