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maio11

Novos protestos virtuais contra as peles na moda: agora é a vez da Le Lis Blanc #boicotelelis

Ontem às 16h foi retomada a luta dos internautas brasileiros contra o comércio de casacos, coletes, bolsas e outros objetos feitos de peles de animais. O novo alvo foi/é a Le Lis Blanc, que inclui em suas coleções adereços de pele verdadeira.

Pelo menos centenas de twiteiros se investiram em divulgar no Twitter frases de repúdio à ultrapassada moda das peles e ao fato de a Le Lis Blanc persistir em alimentá-la, carimbando em cada um dos tweets a hashtag #boicotelelis. As manifestações também se estenderam ao Facebook, onde foi criada a fanpage Boicote Le Lis e alguns manifestantes encheram a página e a fanpage da empresa com mensagens de protesto.

No entanto, os objetivos não foram alcançados nesse primeiro dia de protestos virtuais. No Twitter não conseguimos chegar (ainda) aos trends – acabamos ofuscados por hashtags como a igualmente importante #uniaohomoafetiva -, e no Facebook a empresa dedicou-se à censura, apagando a grande maioria dos protestos no fórum de discussões da sua página. E ainda respondeu com um comunicado oficial reconhecendo o uso de peles de coelhos e alegando que utiliza na coleção de inverno 2011 “pele de coelho certificada pelo Ibama em algumas de suas peças”, pele essa “legalmente comercializada no Brasil” e “oriunda de frigoríficos que vendem a carne para fins alimentícios” (eis aí o link imediato entre o uso de certas peles e o onivorismo).

Lembremos que o Ibama não é nem de longe parâmetro ético para nada: ela autoriza também o aprisionamento doméstico e comercial de pássaros de dezenas de espécies em gaiolas, permite o tratamento desses animais como meras mercadorias e não chega nem perto das granjas industriais e fazendas-fábrica que aprisionam animais e das criações caipiras que assassinam animais à marretada e/ou à degola.

A Le Lis Blanc ironicamente afirma: “respeitamos e aceitamos as opiniões diversas sobre o assunto em questão, e acreditamos sempre no diálogo como a melhor forma de manter uma relação transparente com nossos clientes”, apesar de ter censurado centenas de comentários de protesto no Facebook.

Em relação a essa censura, a empresa disse que “se reserva no direito de retirar imediatamente de sua página no Facebook comentários considerados impróprios e ofensivos, que promovam a violência e a agressão verbal entre seguidores”. Ou seja, eram tantos protestos assim que “promoviam a violência e a agressão verbal entre seguidores”, de modo que sobraram apenas três tópicos no fórum de discussão da empresa no Facebook e, mesmo dentro desses três, diversos comentários, mesmo civilizados, eram deletados um a um?

A Le Lis Blanc assim, ignorando a demanda que se explicitou, censurando os protestos no Facebook, usando de desfaçatez e ainda taxando de “ofensivos” e “violentos” os numerosos manifestantes que entraram em sua página da rede social, fez um notável esforço para pôr em frangalhos sua imagem institucional. Responde de forma totalmente avessa à manifestação que lhe exige o fim do comércio de utensílios de pele verdadeira, o que provocará mais e mais twitaços e facebookaços nos próximos dias.

Os organizadores do protesto virtual vão convocar uma nova mobilização amanhã. Mas há quem queira manter hoje a chama da cidadania defensora dos animais não humanos, persistindo com o twitaço do #boicotelelis ao longo do dia.

A empresa só sai perdendo, tanto em credibilidade e respeito quanto o próprio lucro, enquanto resiste e insiste no comércio de objetos de peles e faz seus próprios (atuais e futuros) clientes de palhaços.

Essa luta está em aberto, e devemos tomar para nós mesmos o compromisso de encerrá-la apenas na conclusão bem sucedida, quando a Le Lis Blanc cancelar por completo a comercialização de roupas e outros objetos feitos com peles de animais aprisionados perpetuamente, torturados e mortos. A ordem é continuar a campanha #boicotelelis.

imagrs

2 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Giselda Teodoro Dias

janeiro 14 2013 Responder

Será que as pessoas nao conseguem imaginar como sao retiradas essas peles , muitas delas com o animal ainda vivo.Será que esses industriais nao conseguem inventar algo que venha substituir isso e fazer uma publicidade a ponto de atrair as pessoas a algo mais moderno e inovador ou será que estamos voltando a idade do homem das cavernas….Tanta cultura para que , se os pensamentos sao arcaico.

BÁRBARA DE ALMEIDA

maio 5 2011 Responder

Tsc tsc, Le Lis. Agora até boicote à liberdade de expressão você se rebaixa?

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