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O blog deveria voltar a usar os caracteres do Português com inclusão de gênero?

Postado originalmente em 04/04/11 às 14h48

Um leitor e uma leitora veteranos demonstraram descontentamento com o fim do uso do Português com Inclusão de Gênero (PCIG) no Consciencia.blog.br. Preferiam ver arrobas, æ e barras sendo usadas para tornar o português escrito não machista e próximo do igualitário – exemplos: alun@s, professoræs e cidadã/o/s.

Por isso, decidi criar a enquete abaixo, que durará até o fim de 31 de maio, sobre se o blog deveria voltar a usar o PCIG.

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Mais informações sobre o fim (ou suspensão) do uso do PCIG no blog, leiam o post Fim do uso dos caracteres do Português com Inclusão de Gênero.

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11 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Raphael Tsavkko

maio 31 2011 Responder

Acredito que meio-a-meio. Em toda e absoluta palavra fica um saco. Questão é matizar e usar onde for mais importante! E quisera meu teclado digitar esse “æ”=P #Comofas

    Robson Fernando de Souza

    maio 31 2011 Responder

    Tsavkko, vc segura ALT e digita com o teclado numérico 0230.

Lia

maio 27 2011 Responder

Sou mulher, defensora dos direitos das mulheres, ativista contra o machismo, e não me sinto ofendida pela escrita tradicional. Essa mudança ao meu ver não tem tanta significância e tomaria tempo e esforços valiosos que poderíamos estar melhor empregando na luta contra formas de opressão muito mais concretas e cruéis. Enfim, é uma questão de prioridades.

    Bruno Blumetti

    junho 15 2012 Responder

    Concordo. E sabe qual o pior efeito efeito do PCIG (e o x), que seus utilizadores nem percebem?
    Ele causa afastamento de várias pessoas que poderiam ser sensibilizadas pelas causas. Conheço muita gente que se irrita com o uso dessas escritas, mesmo sendo a favor do que está escrito. E até param de ler os textos…

      Robson Fernando de Souza

      junho 15 2012 Responder

      Por isso mesmo o uso do PCIG passou a ser muito raro e excepcional.

Sternberg

maio 21 2011 Responder

Respeito aquilo que merece respeito, não respeito ilusões vendidas por quem quer aparecer e que em nada trazem nem jamais trarão qualquer melhora na condição das mulheres. Sugestão e não imposição ? De forma alguma, primeiro eles usam esse pseudo vocabulário e não perguntam a ninguém, fingem que é uma grande vitória para as mulheres, quando na verdade não é absolutamente nada. Vitória para as mulheres seria ganhar o mesmo que os homens para exercer o mesmo trabalho, porém não é com ativismo barato que se consegue isso, nem por decreto nem no grito, pois isso envolve questões de mercado muitíssimo mais profundas que mera retórica, vitória para as mulheres seria não ter usurpadoras fingindo que são as defensoras das mulheres enquanto denigrem a condição da mulher que resolve cuidar da família em casa em tempo integral.

PCIG é algo tão patético até mesmo porque, já que diz buscar igualdade, então por qual motivo somente a de gênero ? Que tal um português com inclusão de estatura ? Assim excluiremos expressões como “ter metas mais elevadas”, “alta envergadura moral” ou “altas esferas”, uma vez que estas expressões diminuiriam a dignidade dos baixinhos. Falar que “a coisa está preta” então nem pensar, é racismo.

Em suma, quanto menos essas pessoas fazem pelas que dizem defender, porém montam um belo espetáculo teatral sobre suas atuações, mais eles acham que realmente estão fazendo.

    Robson Fernando de Souza

    maio 21 2011 Responder

    Se você não respeita, então não há mais o que discutir de minha parte.

    Discordar tudo bem, mas quando se passa a não respeitar, o debate passa a não ser mais saudável nem frutífero.

Sternberg

maio 21 2011 Responder

Pode e deve ser considerado erro sim, uma coisa é um tratado para tentar uniformizar a regra culta nos países de língua portuguesa, coisa que ainda assim sou contra, outra coisa é o chilique linguístico e e-r-r-o d-e g-r-a-m-á-t-i-c-a chamado PCIG, que não é normatização de nada com coisa nenhuma, aceito por nenhuma nação, empurrado goela abaixo por alguns pseudo ativistas, há muito tempo já se usa o (a) quando nos referimos a algo que tem um feminino como alternativa. A regra culta usa uma serie de expressões que embora individualmente se refiram somente ao gênero masculino quanto se referem a grupos tratam dos dois gêneros, no entanto, assim como aquele que reza nada faz e acha que ajuda, os defensores do PCIG são exatamente a mesma coisa, tem tanta coisa a mais para ser discutida sobre a condição feminina e no entanto os histéricos, com ganas de chamar a atenção se focam em mudanças desnecessárias na gramatica e até mesmo na criação de novilíngua como se isso criasse qualquer coisa de positiva. Portanto, é no mínimo absurdo comparar o tratado com o chilique PCIG.

    Robson Fernando de Souza

    maio 21 2011 Responder

    PCIG não é uma imposição, mas sim uma sugestão, que a sociedade, caso aceitasse a longo prazo, abraçaria aos poucos, à medida em que as mulheres fossem conquistando progressivamente igualdade de tratamento. Será/seria a conquista feminina na linguagem – mas isso apenas se conseguir uma fonética própria algum dia.

    E aliás, você poderia ser mais respeitoso ao invés de nos chamar de “histéricos” e “chiliquentos”, não é? Esse nível baixo limita o debate e ofende muitas pessoas.

Sternberg

maio 20 2011 Responder

É no mínimo muito pretensioso dizer que a “sociedade não está preparada para abraçar uma escrita tão diferente assim”. Preparada ? Como se fosse algo melhor e superior ? Que delírio de grandeza. A questão é que o tal PCIG, é algo muitíssimo mais simples conhecido como e-r-r-o-s d-e g-r-a-m-á-t-i-c-a, desrespeito ao vernáculo pátrio, chilique linguístico, aliás, deputadO tem feminino deputadA, agora palavras como contundentE, dirigentE, constitutuintE e presidentE não precisam de femininos pois são comuns de dois gêneros, então não existe contundentA, nem dirigentA, nem constituintA e muito menos presidentA.

    Robson Fernando de Souza

    maio 20 2011 Responder

    Sim, a sociedade não está pronta, por estranheza e falta de costume mesmo, não por “superioridade” desse projeto linguístico, pra abraçar um novo alfabeto que vá mudar radicalmente o tratamento de gênero. Tanto por ter muito machismo arraigado em seus costumes como por essas letras causarem choque e desconforto em quem lê – até em mim mesmo causava desconforto.

    Sobre “erro de gramática”, recomendo a você que acompanhe o debate que se originou em torno do livro Por uma vida melhor. O PCIG, ainda que não tenha sua fonética pronta, não pode ser considerado de cara um “erro”. Lembre-se que até 2008 falar “ideia”, “feiura”, “linguística” (sem os tremas e acentos antigos) era considerado errado segundo a norma culta do português brasileiro.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo