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Ser professor do ensino básico público é subemprego no Brasil

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Post atualizado em 26/08/2014, com dados de agosto de 2014. Leia todo o conteúdo original, de maio de 2011, na metade final da postagem.

Desde que este post foi criado, em maio de 2011, muito pouco mudou no duro ofício de docente de escolas públicas de ensino básico no Brasil. Os relatos de professores descontentes, entre eles muita gente arrependida de ter feito licenciatura, Pedagogia, formação Normal ou magistério e desejosa de mudar de profissão, não param de chegar aos comentários deste post. O estabelecimento do piso nacional do ensino público básico aliviou a situação muito menos do que se desejava e, mesmo depois dele, os salários continuam muito baixos.

Para dar uma ideia do dramático estado do professorado brasileiro das escolas públicas, trago aqui uma pesquisa que fiz em 26/08/2014 no site PCI Concursos, em editais que preveem vagas para professores de educação infantil e ensino fundamental em escolas municipais de todo o Brasil. As escolas estaduais não entraram nesta atualização porque 2014 é um ano eleitoral a nível estadual e isso impede a realização de concursos para docentes nos estados.

Poucos municípios brasileiros, nos editais vigentes em agosto de 2014, pagavam mais de 2 mil reais para professores. Em todos esses poucos casos, a jornada de tabalho é de 40 horas semanais. E em nenhum deles o vencimento supera os 3 mil reais para essa profissão. Algumas cidades cujos editais preveem essa faixa são Barretos/SP, Campinas/SP, Pacajus/CE, Governador Edilson Lobão/MA e Paço do Lumiar/MANovo Oriente do Piauí/PI paga o piso nacional para professores com jornada de 20h.

A situação das demais cidades com editais de concursos de docentes abertos em agosto de 2014 é bem mais absurda. Mestres com jornada entre 30 e 40h recebem entre mil e 2 mil reais. E aqueles com jornada semanal entre 10 e 25h estão, em grande parte dos municípios, condenados a receber três dígitos de reais, havendo casos em que o vencimento é muito menor do que o próprio salário mínimo. Dos municípios nessa situação, são exemplos:

Capão Bonito/SP, onde alguns professores ganham R$1.818,04 pela jornada de 40h;

Embu-Guaçu/SP, que promete R$795.00 para professor de educação física com licenciatura e bacharelado com jornada de 20h e psicopedagogos com pós-graduação ganham R$1.838,00 com jornada de 40h;

Itapevi/SP, que paga mínimo de R$1.508,04 para jornadas de 30h e 1.085,78 para jornadas de 15h;

Itaporanga/SP, que paga R$1.107,17 para professor auxiliar de 30h e R$1.462,05 para professor de educação básica com a mesma jornada;

Itu/SP, que paga R$11,47 a hora-aula para professores com jornada de 30h (R$1.514,04 em meses com 22 dias úteis);

Jarinu/SP, onde professor de educação física com jornada de 30 horas ganha R$1.317,00;

São Pedro da Aldeia/RJ, onde professores com formação Normal ou em Pedagogia ganham R$862,00 por jornada de 20h e professores com licenciatura específica ganham R$1.147,32 por jornada de 20h;

Alvinópolis/MG, onde professores regentes de turma ganham R$994,70 por jornada de 24h;

Bela Vista de Minas/MG, onde professores licenciados ganham R$1.039,69 por jornada de 25h;

Coronel Pacheco/MG, onde professor de Educação Infantil ou de Ensino Fundamental 1 ganha R$1.270,00 por jornada de 32h;

João Pinheiro/MG, onde professor de Português, Educação Física ou Educação Infantil ganha R$1.176,76 por jornada não informada;

Vitória/ES, que paga R$2.556,15 para professores com doutorado por jornada de 25h;

Palmas/PR, que paga R$848,73 para professor com formação Normal e R$1.080,21 para professor com licenciatura, ambos com jornada não informada;

Verê/PR, que paga R$848,50 para professor com magistério completo e R$1.193,88 para professor com formação em Pedagogia, ambos com jornada de 20h;

Guarani das Missões/RS, que paga R$1.018,64 para professor graduado com jornada de 20h, e cobra R$120,00 pela inscrição do concurso para candidatos à docência;

Cachoeira do Sul/RS, onde professor graduado recebe entre R$812,74 e 1097,19 para jornada de 20h;

Alto Feliz/RS, onde professor ganha R$1.205,19 no nível 2 por jornada de 20h;

Lagoa Vermelha/RS, onde professor de Educação Infantil ou Ensino Fundamental ganha R$837,30 no nível 1 e precisa progredir ao nível 4 para ganhar R$1.054,40, com 20h de jornada;

Bandeirante/SC, onde professor ganha R$531,02 por jornada de 10h ou R$1.062,04 por jornada de 20h;

Araquari/SC, onde professor de Música ganha R$1.864,64 por jornada de 40h;

Blumenal/SC, onde professor ganha R$1.151,11 por jornada de 20h;

Chapadão do Lageado/SC, onde professor ganha R$436,45 por jornada de 10h, R$872,50 por jornada de 20h ou R$1.745,00 por jornada de 40h;

Forquilhinha/SC, que paga R$1.038,37 para professor com jornada de 20h;

Fraiburgo/SC, onde professor ganha R$850,00 por jornada de 20h;

Princesa/SC, onde professor com jornada de 40h ganha R$1.850,13;

Pedras Grandes/SC, onde professor ganha R$905,17 por jornada de 20h;

Formosa/GO, que paga R$1.654,55 para professor com jornada de 30h;

Valparaíso de Goiás/GO, que paga R$1.697,00 para professor com jornada de 40h;

Antônio João/MS, que paga R$1.273,02 para professor com jornada de 20h;

Alto Paraguai/MT, que paga R$1.060,87 para professor com jornada de 25h;

Careiro da Várzea/AM, que paga R$1.136,00 para professor com jornada de 20h;

Feijó/SC, que paga R$1.706,71 para professor com jornada de 40h;

Dianópolis/TO, onde professor com jornada de 40h ganha R$2.246,92, enquanto assistente social com 30h ganha R$2.800 e dentista com 20h ganha R$3.000,00;

Pedra Branca/CE, onde professor com jornada de 20h ganha R$882,90, tendo que pagar para o concurso uma taxa de inscrição de R$110,00, enquanto médico do Programa Saúde da Família ganha R$6.360,00 por jornada de 40h;

Amarante do Maranhão/MA, que paga R$869,99 para professor com jornada de 20h;

Mirador/MA, que paga R$1.108,30 para professor com 20h de jornada;

Cajapió/MA, onde professor ganha R$1.697,37 por jornada de 40h;

José de Freitas/PI, onde professor com jornada de 20h ganha R$981,99;

Paes Landim/PI, onde professor com jornada de 20h ganha R$975,77;

Rodolfo Fernandes/RN, onde professor com jornada de 30h ganha R$1.527,60, enquanto clínico geral com jornada de 40h ganha R$4.500,00.

Enquanto isso, pessoas de outras profissões, muitas delas tendo precisado ter apenas o ensino médio completo para concorrer à vaga que conseguiram nos concursos, ganham bem mais. Em muitos casos, mais de 20 vezes o vencimento dos professores de alguns dos municípios acima listados. Como exemplos, estão as seguintes entidades públicas:

ANTAQ, que paga R$10.543,90 (vencimento básico de R$5.235,90) para analista administrativo com curso superior;

INCA/Ministério da Saúde, que paga R$6.648,15 para analista em C&T sênior, nível superior com retribuições de titulação que podem chegar a R$5.414,00 para o profissional que tenha doutorado;

Agência Espacial Brasileira, que paga R$3.607,47 de remuneração básica para assistente em C&T, nível médio, com gratificações que podem chegar a R$2.725,00;

Prefeitura de Atibaia/SP, que paga R$9.983,29 para médico do Programa Saúde da Família;

Prefeitura de Campinas/SP, que paga R$6.615,42 para médico com jornada de 36 horas, podendo receber gratificação de produtividade que pode chegar a R$4.174,95;

TRT 1ª Região, que paga R$8.178,06 de remuneração inicial para analista judiciário com pós-graduação e nada menos que R$5.007,82 para técnico judiciário com nível médio;

TCE/MG, que paga R$25.260,19 de salário inicial para auditor;

Defensoria Pública de MG, que paga para defensor público remuneração inicial de R$16.022,94 entre junho de 2014 e maio de 2015 e garante aumento para R$18.935,15 a partir de junho de 2015;

Prefeitura de Alpinópolis/MG, que paga R$9.900 para psiquiatra com jornada de 20h;

CREA/ES, que paga R$2.701,78 para fiscal com nível médio-técnico em Engenharia ou Agronomia com jornada de 40h e R$6.516,00 para consultor técnico com nível superior;

Prefeitura de Palmas/PR, que paga R$14.623,30 para médico ESF;

Verê/PR, que paga R$10.439,22 para médico com jornada de 40h;

MP/RS, que paga R$19.383,88 para promotor de justiça;

Prefeitura de Abdon Batista/SC, que paga R$16.169,30 para médico com jornada de 40h;

Terracap-Companhia Imobiliária de Brasília/DF, que paga R$9.986,81 para advogado com jornada de 40h e médico do trabalho com 20h;

Secretaria da Fazenda de PE, que paga R$11.821,43 para auditor fiscal do Tesouro Estadual, com direito a gratificação por resultados e “participação no ingresso de receita proveniente de multas relativas a impostos estaduais”.

Nenhuma profissão é moralmente inferior em comparação às demais, mas fica parecendo que o ofício de professor é relegado à mais baixa “casta” moral das profissões que requerem ensino superior (ou magistério). O ensino é desprezado, tratado como algo “(muito) menos importante” do que, por exemplo, a medicina, a advocacia, a promotoria pública e a assistência técnico-jurídica.

E a remuneração não é o único problema que envolve a docência pública nas escolas básicas brasileiras. É “só” um entre tantos outros, como as péssimas condições infraestruturais de trabalho, a carência de materiais que possibilitem aulas didática e tecnologicamente inovadoras, a hostilidade e violência perpetradas por muitos estudantes, a intensidade do trabalho que é planejar e dar aulas, as cobranças vindas de degraus mais altos da hierarquia organizacional do ensino público, a degradação estética da arquitetura das escolas – muitas das quais parecem muito centros penitenciários e cuja “atmosfera” faz o ensino e o estudo coisas parecerem tarefas penosas e repulsivas – etc.

É praticamente óbvio esperar que muitos professores sintam-se muito mal com as condições sob as quais sua profissão é exercida, e sofram com isso sérios problemas psicológicos e até transtornos psiquiátricos. Com isso, a qualidade de vida dos docentes torna-se péssima; as expectativas de uma docência minimamente confortável e salubre são frustradas; e as licenças médicas, os afastamentos e as desistências multiplicam-se. Fica claro que o ofício docente nas escolas públicas brasileiras é marcado por literais violações dos Direitos Humanos contra esses profissionais.

Eu tenho hoje experiência de menos em se tratando de pensar e sugerir como o professorado brasileiro pode lutar para que a dignidade intrínseca a seu trabalho seja verdadeiramente reconhecida pelos governos municipais, estaduais/distritais e federais. Mas pelo menos uma certeza eu tenho sobre isso: a situação atual não é tolerável e inspira(rá) reações radicais por parte dos docentes em todo o país, sejam elas quais forem.

============= Postagem original, de 20/05/2011 =============

Depois de um tour virtual pelo Brasil na busca por salários de concursos de professores de ensino básico (mais especificamente no site PCI Concursos), vi em janeiro do ano passado algumas amostras de uma das nossas maiores vergonhas nacionais – a remuneração dos professores do ensino básico:

salários vergonhososClique na imagem para ver tudo direitinho.

Mais alguns salários de concursos recentes ou atuais de deixar as pessoas de cabelo em pé:

Jaboatão/2010: R$601,20 para professor do Ensino Fundamental 1; entre R$449 e 898 para prof. do fundamental 2 (mas a inscrição do concurso era de R$50)

Anápolis/2010: Entre R$708,75 (20h) e R$1.417,50 (40h), requerendo nível superior

Resende/2010: R$986,98 para prof. com nível superior, R$680 para prof. da zona rural com Ensino Médio Normal ou Normal Superior

Capela Nova/2010: R$682,55

Nerópolis/2010: R$926,35 para prof. com nível superior

Goianésia/2010: R$768,50, exige nível superior ou curso Normal Superior

Catalão/2011: R$598,18 para prof. da Educação Infantil e Ensino Fundamental

Goiânia/2010: até R$1.024,67

Italva/2010: R$928,58 para prof. de Ensino Fundamental 1

Aperibé/2010: R$557,60 para prof. de Ensino Fundamental 1

Salvador/2010: R$621,86 de vencimento básico, remuneração total R$901,70 para prof. de Ensino Fundamental 2 com jornada de 20h; R$1.243 de vencimento básico para prof. de Ensino Fundamental 1 com jornada de 40h; auxílio-alimentação apenas para profs. com jornada de 40h

Teotônio Vilela/2011: R$775,78 para prof. com carga horária de 25h

Capanema/2011: R$730,00 com carga horária de 30h

Açailândia/2011: R$1.040,85 para carga horária de 25h

Ituverava/2011: R$741,00 para prof. de Ed. Infantil (24h semanais), R$780,35 para prof. de Ens. Fundamental I (30h semanais) e R$823,29 para prof. de Ens. Fundamental II (24h semanais)

Gália/2011: de R$977,60 (25h, apoio pedagógico) a R$1.149,64 (30h, docência) para prof. de educação básica

Estrela/2011: R$1.301,67 para mestres e doutores (25 ou 30 horas semanais)

Uruguaiana/2011: R$593,98 para carga horária de 20h

Cachoeira do Sul/2011: R$736,93 para carga horária de 20h (taxa de inscrição para o concurso: R$97,17)

Em Pernambuco, há pelo menos duas amostras recentes consideráveis de que a política de desvalorização do professor básico continua forte:  em 2010, um concurso da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho pagou aos professores um vencimento básico de R$479,02, menor que o salário de um coveiro (R$573,03), e professores temporários foram contratados pelo governo estadual no começo de 2011 com um salário de R$768,00 para uma jornada de 30h semanais (150h mensais). Sem falar que o estado paga a pior média salarial para professores de rede estadual em todo o Brasil: R$1.219,00, enquanto a média nacional, ainda indecente e insuficiente para uma profissão tão importante e nobre, é de R$1.745,00.

Se considerarmos que grande parte desses professores terão que dar aulas para turmas sobre as quais será difícil manter um controle disciplinar, muitas vezes correndo o risco de ser agredidos e ameaçados por alunos violentos, em escolas deixadas em condições precárias de infraestrutura, com internet discada (ou mesmo sem internet nenhuma em alguns casos) e muitas vezes sem biblioteca, o trabalho de professor seria muito mal satisfatório mesmo com salários altos.

Com salários de fome então, se torna um tormento, um pesadelo chegar ao ponto de ter que fazer concursos para professor do ensino público, a não ser que a pessoa tenha uma abnegação que nenhum eremita religioso tem, faça voto de pobreza, siga os exemplos de Buda, Sócrates e Jesus – ensinavam sem cobrar, sem pensar em renda, visando apenas o bem e o engrandecimento das pessoas a quem prestavam seus ensinamentos. Não é à toa que muitos professores estão se afastando por problemas psiquiátricos em estados como São Paulo.

E pensar que certos empregos públicos que requerem muito menos currículo do que o ensino público rendem muito mais. Para termos uma ideia, a Polícia Federal paga a agentes administrativos iniciantes, cuja escolaridade mínima é o ensino médio completo, nada menos que R$3.203,97, incluído o vale-alimentação. Já o Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco paga a técnicos judiciários, também um emprego de nível médio, um pomposo salário de R$3.993,09. Avançando para cargos de nível superior, temos auditor federal de controle externo do Tribunal de Contas da União ganhando R$10.775,00, analistas judiciários do Superior Tribunal Militar embolsando por mês R$6.611,39 em início de carreira e especialistas em regulação da aviação civil com R$9.552 garantidos a cada mês, e o tradicionalíssimo emprego mais de elite do serviço público brasileiro: juiz substituto do TJPE abocanhando R$17.581 (valor de 2009) e juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal/5ª Região garantindo seu lugar perpétuo numa posição muito confortável da classe média brasileira com R$19.955,40.

Ou seja, é muito, muito, muitíssimo melhor julgar e punir pessoas, ou até mesmo digitar e encaminhar documentos num escritório distante das multidões, do que ensinar, do que dirigir a vida de dezenas de crianças ou adolescentes – muitas vezes altamente indisciplinados -, do que orientar jovens para a aquisição de conhecimento e sabedoria, do que lhes mostrar os encantos da Ciência, da História e da Natureza.

Essa é a educação brasileira. Péssimas condições de trabalho, salários piores ainda, resultando na total falta de qualidade do ensino e de condições de formar cidadãos éticos e críticos de sua realidade.

Para encerrar, recomendo enfaticamente que leia os comentários deste post. Não faltam professores arrependidos de ter trilhado essa carreira, atormentados por uma profissão que não lhes dá qualquer dignidade socioeconômica nem tampouco perspectiva de um futuro melhor para a vida deles e de seus alunos.

P.S: Recomendo o discurso da professora (hoje vereadora) Amanda Gurgel, e incentivo que mais mestres venham expressar aqui sua insatisfação para com o sistema brasileiro de ensino básico público.

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212 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Desanimado

setembro 20 2016 Responder

Além do baixo salário(ao menos na minha região é baixo- paga-se 1.300,00 por 20h, efetivo estado) tem algunso alunos que são difíceis. Hj só não dei um murro na cara de um por que me segurei. Além da falta de interesse, da bagunça,veio com piadinha querendo colocar apelido em mim. Rapaz…

Michelle

setembro 14 2016 Responder

Caro colegas, em seis anos o estado e os alunos conseguiram matar a professora que existiu dentro de mim. Formei em Letras, com muita dificuldade, família humilde. Trabalhei muito tempo em empresa privada e um dia …eis que surge um concurso. Fiz e passei. Felicidade imensa, meu pedido foi concedido. Seis anos depois estou totalmente esgotada, desmotivada e não consigo me adequar aos “sistema”. Passei por diversas escolas, estaduais, estaduais conveniadas e militar. As escolas são as mesmas: muitos alunos e poucos estudantes. Seres bestiais, carregando parcos saberes e sem intenção nenhuma de amplificar horizontes.
Adoeci e cansei. E olha que sempre exerci minha profissão com muita dedicação e respeito. Aulas bem planejadas, dinâmicas… e nada de interesse de aluno.
Hoje, neste exato momento, estou reunindo coragem para pedir uma licença por interesse pessoal. Fui aprovada em um concurso do TJ, aguardando nomeação que pode demorar, e estudando para outros concursos. Recebi apoio total do meu marido que se comoveu com tantas crises de pânico que tenho. Espero que Deus me abençõe.

    Marina

    setembro 20 2016 Responder

    Fiz Letras porque gostava das disciplinas. Trabalhei com tradução por quatro anos. Quem conhece a área sabe quão difícil é. Ganhava muito bem, mas dormia, às vezes, duas horas por dia, para cumprir prazos. Perdi saúde e momentos importantes com a família. Resolvi lecionar, e comecei em escola privada, de classe média alta. Perdi a voz em uma turma de primeira série. Adolescentes desrespeitos. Não todos, mas um grupo que atrapalhava o todo. Pensei que não retornaria, mas amava minha matéria, meus alunos. Passei para o estado, e caí em comunidade. Alguns alunos davam certo medo, mas eu entrei em sala e me doei. A maioria não tem sonhos, pois acha que não há espaço pra favelados no mundo. Olhar o outro com humanidade é fundamental. Nem sempre somos reconhecidos por nossas obras. Nem sempre é fácil, e por vezes queremos desistir. Para aqueles que precisam de sustento, infelizmente é uma realidade. No meu estado, os salários são baixos, porém não miseráveis. Precisamos complementar para uma vida com pouco luxo. Mas quando eu vejo um aluno meu cursando faculdade, ou com planos para a vida, ou simplesmente empenhado em fazer um trabalho meu, fico feliz. Fico feliz porque estou cumprindo meu papel. Porque sou educadora, porque de trinta alunos, cinco brilharam, e “salvar” cinco é melhor que nenhum. Não estou dizendo que devamos aceitar a forma como nos tratam, o salário que nos pagam. Mas, antes da frustração por uma sala de alunos desinteressados, lembrem-se que estamos diante de falta de fé, de baixa auto-estima, de uma realidade de desamor. Desistam pelo motivo certo. Eu digo para meus alunos que, no dia em que eu deixar de acreditar na educação e no que faço, sairei de sala. Digo que eu entendo o que passam, mas que estou ali como instrumento de auxílio em uma etapa da vida deles, e que todos merecem o meu melhor. Conheço gente que mudou a realidade de suas vidas, e, se não fosse o professor, não haveria mudança. Guardo até hoje um bilhete de aluna, pedindo que não desistisse da turma, apesar da infantilidade. Isso, pra mim, ainda basta.

elton

setembro 13 2016 Responder

Li todos os comentários e posso dizer que 99% são de professores infelizes com a profissão. Mas eu entendo vocês. Queria muito seguir essa profissão mas diante dessa dura realidade fica difícil trilhar esse caminho.

John

agosto 24 2016 Responder

Ser professor é padecer no inferno…estou como professor de educação física em SC faz 8 anos, não aguento mais, alunos só querem saber de funk e jogar bola, você nem existe pra eles, tratam como lixo, profissão de bosta mesmo, se eu pudesse largava amanhã mesmo, mas vou estudar pra cair fora pq não da mais e vai piorar cada vez mais, com esse temer lixo, aumentando o tempo de trabalho do professor, teremos que lecionar de bengala

Profª Ana

agosto 14 2016 Responder

A educação vai mal por vários fatores, porém o mais grave, a meu ver, é a família que não orienta seus filhos e, principalmente, que vê a escola como um depósito para os filhos ficarem 4 ou 5 horas por dia, para receber benefícios do governo. A escola nunca dará conta de educar os jovens, pois a função dela é passar conhecimento.
Junta-se tudo isso com as políticas públicas em que o aluno não precisa ter conhecimento para ser promovido de série, por causa da “aprovação automática” que é bem diferente do conceito da progressão continuada.
Professores desvalorizados que, muitas vezes, para terem um salário decente tem que trabalhar em 2 empregos.
A verdade é que a educação está abandonada por conta do descaso de todas as esferas governamentais seja ele federal, estadual e municipal.
Enquanto a educação e o professor não forem valorizados nunca sairemos desse subdesenvolvimento . Que nação queremos formar desse jeito?

Professor Marcos

agosto 8 2016 Responder

Sou licenciado em geografia, dou aula em uma escola de ensino médio, e prefiro ser caixa de supermercado que continuar passando o que passo todas as semanas em sala de aula, alunos não tem interesse algum, passei o semestre todo tentando transmitir algum conhecimento aos estudantes porém não adiantou, alguns alunos que estão no 3º Ano do ensino médio, não deveriam nem ter saído do fundamental.
Perco horas e horas preparando aulas que na teoria são ótimas e me iludo que conseguirei fazer com que os alunos tenham interesse, já cheguei em um dia na sala de aula onde escrevi na lousa a data, sentei na cadeira e não dei aula, cansei de voltar para casa com dor de cabeça, dor de ouvido, garganta.
Mandava alunos saírem da sala para que eu conseguisse pelo menos fazer uma explicação simples, porém eles iam e em 5 minutos voltavam, os alunos não tem mais medo de suspensão, advertência, não tem mais medo do professor, do diretor, do coordenador, quebram na cara dura o material escolar, vivo em um lugar que os alunos têm a sorte de ainda ter e distribuírem livros didáticos, material escolar como caneta, lápis, borracha, caderno etc. porém eles continuam desvalorizando, a remuneração do professor para passar tudo isso é um salário de passar fome, é uma situação frequentes, quantos colegas já vi que não conseguem sobreviver com o salário de professor…

Feito por um iludido que pensou que um dia a educação ia melhorar

gildesio

agosto 4 2016 Responder

como enfrentar alunos que usam drogas,briguentos e vindos de instituições de diciplinas, como febem e,outros orgãos ,
os professores não tem apoio nem de diretores eauxiliares ficando a merces e refem desses referidos alunos os dirigentes de estabelecimentos escolares se esquivam e jogam tudos para os educadores que se expoem nas mãos deles ,simplesmente porque tem medo de perder o emprego,sofrendo um bulyng por parte dos diretores de escolas que absurdo,cade o sr governador ,e cade o sr prefeito condenar professores e muito mais facil do que tentar ou melhor fazer com que as leis sejam cumpridas e diretores se impõem e façam suas obrigações e de assintencia a toda a escola, e não jogar responsabilidades só para professores

SAINDO DA MATRIX

junho 7 2016 Responder

Caros colegas,

Encontrei este espaço há um tempo. Dei meu depoimento…
E ainda vejo que essa discussão permanece. De fato, meus queridos, me emociono com as palavras e dores de todos aqui. São minhas angústias também. Me sinto frustrado de não conseguir passar para os alunos tudo o que tenho de bacana. Eles não querem. Ficam virados para trás. O que fazer diante disso?
Entro na sala sem emoção. Não me involvo mais. Escrevo a data no quadro, passo o conteúdo (para ficar respaldado perante à infame direção) e pronto.
Coloco-os em grupos, faço um estudo dirigido.
Não falo mais, aliás, nem posso me dar ao luxo de falar muito, pois nosso plano de saúde foi cortado por falta de pagamento.
Meus queridos e queridas…
O que posso dizer para vocês é que hoje estou traçando metas para sair o mais rápido possível. Quero um trabalho que não só me dê um retorno financeiro, mas que também me alimente a alma. Precisamos disso.
Um forte abraço a todos!
E mais uma vez. Não reclamem. Não adoeçam. Mudem de rota.

    Claudia maria

    julho 8 2016 Responder

    Caro colegas professores !

    Penso que a profissão de professor já não é vista com tanta importância ,por isso não é respeitada nem por aluno e nem pela sociedade.Visto que tem profissões no Brasil que não precisa estudar tanto para ganhar mais que um professor . E a educação não oferece muitas perspectivas de trabalho ,então ,para que valorizar o conhecimento?É este pensamento que prevalece .Sem contar que nós professores estamos sós ,pois os pais jogam seus filhos na escola , e esperam que nos os educamos.Mas, se o aluno tirar uma nota baixa aí é hora de vir reclamar e ameaçar professores .Esta profissão é muito ingrata ,aquele que tiver outra opção não vale a pena continuar sendo professor no Brasil. Quero sair o mais rápido possível desta gaiola de loucos .

Lia

junho 4 2016 Responder

Pessoal!
Saiam assim que possível! Não se prendam por nada! Não vale a pena! Antes que algo de mal lhes aconteça! Porque depois não adianta chorar pelo leite derramado! Vejam os sinais…
Essa batalha já está perdida…
Sistema alienado… Alunos com comportamento extremamente primitivo! Agressivo! Vamos buscar o melhor! Nunca é tarde para o melhor! Fiquem com Deus!

Desiludido

janeiro 14 2016 Responder

A educação está um caos. E dou aqui uma solução simplista e por isso mesmo provocadora: fechem as faculdades de educação e pedagogia. Explico: não formam professores críticos e suas ideologias mirabolantes e irreais não só prejudicam como são elementos constituintes dessa crise avassaladora. Basta de Cortellas e seus discursos de obviedades e fantasias, chega de Paulo Freire e sua pedagogia que não funciona mais (importante, mas datada historicamente) etc, etc. Acabemos com essas empresas de assessoria educacional que nada mais fazem que aprofundar a crise com suas receitas falidas e mal elaborada, onde o professor é sempre o problema, desconsiderando toda a complexidade e os problemas estruturais da educação brasileira.

Ari

novembro 12 2015 Responder

Bom. A crise na educação brasileira é profunda e ela é principalmente uma crise da sociedade que não valoriza o conhecimento, mas sim os valores impostos pela cultura do ter mais. O professor por si só não tem condições de resolver o problema. Sou professor e gosto da profissão que escolhi. Entretanto, as péssimas condições de trabalho oferecidas e a desvalorização do magistério traz um grande desanimo, fazendo com que tenha uma perspectiva de sair do magistério em breve. A falta de comprometimento e de democracia dos governos perante a educação com uma série de imposições e cobranças surreais, baixíssimos salários, desrespeito, a falta de concepção dos pais e da sociedade sobre a importância da educação e da valorização do educador, pois muitos pais entendem que escola é um depósito de aluno e os professores babas pagas pelo governo para cuidar de seus filhos. Também se soma a falta de infraestrutura, uma reorganização da carreira que permita o professor se dedicar mais a escola, com tempo necessário para desenvolver suas atividades de maneira plena e uma série de fatores que necessitem ser reformulados. Os governantes sabem disso, mas não mudarão nada, pois melhorar a educação pode custar a sua hegemonia política. O pior que tem educador que trabalha para o governo criando cursos que nada servem para a formação do professor e oprime a classe sendo pertencente a ela. Está difícil….

Edmara

outubro 25 2015 Responder

Ahhhh, me façam o favor!!! Ninguém que se presta a fazer um vestibular em licenciatura é inocente ou acha que o Brasil vai mudar enquanto cursa a faculdade ou que milagrosamente vai ser tão especial que vai viver de pesquisa!!!! Não, é????

Se busca o magistério sabe que os salários são vergonhosos, os alunos mal educados, os pais não estão nem aí e o governo cagando e andando pra situação dos docentes!!! Hoje, no Brasil vira professor quem gosta de sofrer ou devido a relação candidato vaga em alguma universidade pública acaba optando por este caminho!!!

Não adianta reclamar, pois absolutamente nada vai mudar!!! Aparecer aqui e ficar resmungando é pura derrota!!! Vai fazer outra faculdade, procure um outro emprego!!! Pois, infelizmente a situação em nosso país só vai mudar quando não houver mais pessoas dispostas a serem maltratadas, esculachadas, com péssimos salários e trabalhando com insalubridade!!!

Se fizeram o nível superior, então aceitem a realidade que vocês conhecem desde o estágio!!! Ou o estágio de vcs o colégio era maravilhoso, os alunos educados, e o s professores felizes???? Quer mudar diga adeus, por mais apertado que vc fique, e qdo ouvir alguém dizendo que vai fazer pra licenciatura conte a verdade!!!

    Nara

    dezembro 18 2015 Responder

    Colega,
    O intuito de diversas opiniões por aqui não é somente reclamar, é fazer acordar para a realidade desse país.O que você fala para fazer, muitos já estão fazendo,que é abandonar esse barco furado.Revanchismos são desnecessários.Sou professora e escolhi minha profissão não por não ter capacidade de fazer outro curso e não estou sentada no sofá sem mover uma palha para mudar minha escolha.Generalizações e radicalismos são desnecessários.

Bruno Marques

outubro 17 2015 Responder

Professores, uma sugestao: Deem aulas particulares, nas casas dos alunos, das familias que se interessarem! Voces NAO SAO OBRIGADOS A DAREM AULAS EM ESCOLAS, SEJAM PUBLICAS OU PARTICULARES!! E nem as escolas particulares sao boas, ja que tem alunos que TRATAM OS PROFESSRES COMO EMPREGADOS!! E ATE FILHINHO DE PAPAI, XINGA A PROFESSORA DE -SUA GALIN… , PO PO PO PO PO PO PO!!! -SUA PIRAN… !! -O VOVÖ, DA UM TEMPO!! -BAH!! TE PAGO O SEU SALARIO!! E as escolas ainda hoje, NAO SAO ADAPTADAS PARA PCD’S (MESMO PAGAAAAANDOOOO)!!!!! Iria dar aula, mas desisti!!

Gilmar

setembro 17 2015 Responder

Sou professor há vinte anos em um município em que o salário de concursado não é tão ruim perante a maioria dos municípios brasileiros (esclareço que na conjuntura geral o salário é baixo). No entanto, as minhas maiores dificuldades para trabalhar estão dentro da própria profissão, onde não sou respeitado como um ser intelectual, formador de opinião. Percebo que os “superiores hierárquicos” só pensam em nos punir (tarefas desnecessárias, reuniões descabidas, cumprimento de carga horária simplesmente por cumpri-las – sem propostas pedagógicas, ou seja, nos ocupam o tempo todo como se não tivéssemos vida própria após a escola). Infelizmente percebo que nossa profissão é apenas um “bico” para muita gente, seja para quem não tem muito compromisso com a profissão, seja para quem está só de passagem (normalmente aqueles com um intelecto superior me desculpe a franqueza.)

Cíntia

julho 12 2015 Responder

Sou formada em Letras e tenho mestrado. Entrei no curso sem idealismo, pois a situação alarmante da educação no país já é propalada há, pelo menos, uns 30 anos. Dou aula na rede público do interior do PR como professora substituta, mas já estudo para concursos no ensino superior, pois não pretendo ficar muito tempo na educação básica, pelo motivos óbvios. Percebo que a educação no Brasil é sufocada por uma sociedade perdida, consumista e imediatista, onde o conhecimento é descartável. Famílias, mídia, políticos, todos jogam contra a educação e vemos o resultado atual, o de professores encaminhados a abatedouros. Nas salas de aula, públicas e privadas, vemos alunos mimados, indisciplinados, agressivos, sem controle, sem modelos de referência e sem perspectiva, mais interessados em usar os celulares do que em qualquer outra coisa. Mandar para fora da sala os indisciplinados nada resolve, pois a coordenação os encaminham de volta 5 minutos depois, e para o aluno, o recurso não fez diferença alguma, pelo contrário, o ajudou a perder aula. Chamar os pais para conversar é conhecer progenitores piores que os próprios filhos. Nos bastidores das escolas, cenas ainda piores: docentes insatisfeitos, doentes, correndo de um colégio a outro nos três períodos para não terem salário de fome. Fora o verdadeiro comércio livre que praticam para complementar a renda, vendendo cosméticos, roupas, doces e etc. Diretores e coordenadores omissos, além de pedagogas alienadas, que enterraram os narizes nos livros do Piaget e não conseguem mais levantá-los. Os finais de semana são dedicados a correção de provas e trabalhos feitos porcamente pelos alunos em sala, aumentando a sensação de que o seu trabalho é perdido. Assim como muitos aqui, conto os dias para deixar a docência na educação básica. Talvez o único jeito de esse caos ser resolvido é ter um verdadeiro apagão de professores, sem mais ninguém para entrar em sala (o que acredito que acontecerá daqui uns anos), para que a educação volte a ser valorizada.

Thais

junho 24 2015 Responder

Revoltante a injustiça gerada sobre a profissão de professor.
Eu, iludida, iniciei meu curso de licenciatura, achando que tal profissão seria mais digna que meu antigo cargo de funcionária pública, que já percebia um salário vergonhoso.
Passei 5 meses como professora do Estado, saí e desisti do curso de licenciatura no 4º semestre, para nunca mais.
Eu realmente detestei tudo aquilo. Não quero isso para minha vida.

Camylla

maio 4 2015 Responder

Amei encontrar esse blog, pois traduz o meu sentimento enquanto professsora. Sou pedagoga e critico muito os modelos de ensino do nosso país. Qd fiz licenciatura já sabia que seria difícil, mesmo assim continuei, por já ter começado. Qd passei no concurso fiquei feliz, mas os anos foram passando e o esgotamento físico chegando. Contudo, a situação q me encontro é bem melhor que de muitos colegas, pelo que vi nos comentários. Trabalho em um CMEI, lá realmente é muito bom, as crianças, uma gracinha, mas não pretendo ficar nessa área a vida toda. Quero aproveitar que estou em um local de trabalho, mas tranquilo que o que vcs relataram aqui, para pagar um outro curso e mudar de vida. Admiro muito quem fica e os parabenizo. Porém, a educação no Brasil não vai mudar.

    EDUARDA

    maio 6 2015 Responder

    Olá,professores !Assim como vocês estou decepcionada com a educação no Brasil.Um sistema de avaliação que “Emburrece cada vez mais o aluno”.O professor que se esgota numa sala super lotada,com alunos indisciplinados.E ainda com a falsa inclusão, temos que lidar com alunos com alguma deficiência de aprendizagem,hiperativo e as vezes lidar com aluno com transtorno psiquiatrico,ou com depedência quimica.Com tudo isso ainda fazer com que haja aprendizagem e aulas super prazerosas,ou seja ,aula show ,Pois,o que realmente importa para os nossos politicos são estatisticas ,e não qualidade.Podemos ver isto com a falta de respeito dos governantes principalmente o governo do Paraná,Beto Richa ,que ao invés de valorizar a educação,manda massacrar seus educadores ,com balas de borracha e cães pitbuls.Agora,eu pergunto que respeito o aluno vai ter ? Se o próprio governo arrebenta na “porrada” seus professores?Que pena!!! a educação chegar a este nivel !!! Chegar ao abismo,para que possam ver e mudar enquanto é tempo este sistema que está falido.

Valéria

maio 1 2015 Responder

Gente idade é só um número, para quem tem força de vontade tudo é possível, eu fiz 2 semestres de pedagogia, não queri mais… não quero dar aula e nem tenho paciência, vou começar gestão ambiental tenho 36 anos e mesmo que não exerça o cargo pelo menos vou fazer um curso que eu gosto. Aqui na minha cidade operador de caixa ganha mais que professor e
Enfermeira.

Valdir Davi

abril 30 2015 Responder

Sou aluno da rede pública de ensino e convivo com essa realidade, por isso resolvi expor minha opinião sobre diversos assuntos referentes aos problemas encontrados na instituição onde estudo.
Criei um Blog recentemente (Escola aos Avesso), e lá abordo temas semelhante a esse do Post acima, visitem: http://www.escolaaosavessos.com.br

Neide

abril 30 2015 Responder

Sei que para muitos professores a arte de lecionar já está estressante, porém sei que muitos ainda estão motivados, prefiro acreditar que nossos jovens vão melhorar. E que o futuro depende de todos.
“Nenhum de nós é tão capaz, quanto todos nós”.
Devemos achar uma motivação, pois em todas as áreas profissionais um dia sempre acaba.
A mudança de profissão pode ser uma boa para os professores desmotivados, porém se um dia você cansar das suas escolhas, poderá voltar sempre.

Laira - professora cansada

abril 27 2015 Responder

Meu Deus! Nunca imaginei encontrar tantas pessoas na mesma situação em que me encontro. Estou cansada da minha profissão, isso para não usar termos mais ofensivos. Vou trabalhar todos os dias como se fosse para a forca, sinto dores abdominais, vontade de correr e fugir. Sinto o gosto amargo da péssima escolha que fiz. Arrependo-me todos os dias! Maldita profissão! E sofremos não apenas com os alunos e os pais de alunos, mais com colegas de profissão, que aproveitam seus cargos de chefia para piorar ainda mais o trabalho de professores já exaustos, eles exploram, exigem trabalho forçado e múltiplas funções. É horrível realmente! Peço a Deus todos os dias que tenha piedade de mim e me conceda oportunidade financeira de abandonar essa profissão.

manoelita alves

abril 18 2015 Responder

Oi, sou professora de séries iniciais e dou aula de manhã e á tarde (concursada duas vezes). Ano passado entrei em depressão e me afastei um 15 dias e depois um mês da sala de aula, o resto do ano eu aguentei com uma cartela de Rivotril na bolsa e uma de Alprazolan ao lado da cama. Todos esses depoimentos que li aqui, me fizeram sentir que não estou sozinha, ao contrário do que sinto nas escolas em que dou aula. O desrespeito com os colegas que adoecem é absurdo!! Somos alvos de chacota na sala de professores, sofremos ameaça velada de sermos colocados á disposição da secretaria de educação e recebermos as piores turmas no próximo ano. Tenho 39 anos e minha memória está falhando e nos momentos diários de stress, tenho taquicardia, crise de pânico, choro constante, entre outros. Sempre amei ler, mas mal consigo terminar um livro agora e nem achar graça em coisa alguma. isso afeta meu casamento, meu relacionamento com minha família, e minha assiduidade e compromisso na igreja. Quero parar, mas o que posso fazer? Que profissão escolher? Não tenho medo de tentar algo novo, mas a minha auto estima está tão baixa que já nem sei o que sou capaz de fazer, ou que tipo de trabalho me faria feliz. Alguma sugestão? Só sei que não quero mais lidar com crianças que têm o título de “alunos” , mas que não fazem a menor idéia do que seja isso. aceito sugestões.

Marcio

março 27 2015 Responder

É sempre um alento descobrir que não se está infeliz sozinho. Realmente é libertador. Tenho duas Matrículas: uma no Município e outra no Estado do Rio de Janeiro. Infelizmente, por alguma razão tola, os meus colegas de Escola têm um certo pudor em admitir que estão infelizes, sem perspectiva e muito insatisfeitos com o magistério. Há cinco anos no Magistério, hoje posso afirmar com segurança que não quero mais. Não possuo mais condições físicas e emocionais para enfrentar turmas de 54 alunos, salas desconfortáveis, sem climatização no calor desértico dos verões cariocas, a indisciplina dos alunos (tão vítimas quanto os docentes) e o total descompromisso com a Educação por parte do Estado. Tudo contribuiu para minha necessidade de mudança. Moro longe das Escolas onde leciono o que me obriga a passar horas me locomovendo de um lado para o outro. Ando me sentindo cansado, exaurido. Já me afastei duas vezes por motivos psiquiátricos. Minha saúde está abalada. Com os baixos salários somos obrigados a trabalhar em várias escolas, duplicando e até triplicando a carga horária, Tudo é um pesadelo. Vivemos um eterno fingir. Os alunos desinteressados, indisciplinados parecem fartos do esquema conteudista e alienante do nosso sistema. E nós professores nos sentimos a cada dia mais incapazes e impotentes. Minha Psiquiatra foi quem me acordou. Durante a última consulta, ela disse: “Está estampado na sua cara que você não suporta mais dar aulas. Grande parte da sua depressão é que você não enxerga mais sentido nesta profissão. Está na hora de mudar ou você vai adoecer mais e mais.” Óbvio que estou com medo, tenho 36 anos, sou negro e formado em Letras. Mudar agora? Já considerei até começar uma vida em outro país. Só não posso mais continuar acordando às 04:30h da madrugada para pegar um trem e ir para um trabalho que não tolero mais e do qual me arrependo diariamente de ter escolhido.

    Professor Zé

    março 30 2015 Responder

    Marcio bom dia.

    Recomece Marcio, tempos atrás estava na mesma situação e abandonei o que me fazia mal, não reclamava do salário, o que nos faz mal é a falta de respeito do governo, da maioria dos alunos e da sociedade em geral. Conheço pessoas com pouco ou nenhum estudo, mas que são batalhadoras e são felizes, tem paz, não tem problemas de depressão, nem insonia, tão pouco tomam remédios. Tenha força e procure um caminho melhor pelo bem de sua saúde. Abraço.

      Norberto

      março 31 2015 Responder

      Verdade, as vezes me pergunto para que fazer graduação, pós e mais pós graduações para tão pouco reconhecimento financeiro. Enquanto um professor graduado ganha pouco mais de R$ 10,00 pela hora aula, um chaveiro ganha o mesmo valor em 1 segundo, apenas para destrancar um cadeado, sem precisar passar horas estudando para fazer o mesmo.

Ex professor

março 21 2015 Responder

Caros colegas, larguei totalmente a área de Biologia e estou estudando para concursos públicos até de nível médio, para conseguir alguma estabilidade e paz. Cheguei a fazer Doutorado e pós doc no exterior na área de Biologia, mas infelizmente escolhi muito mal a área de pesquisa, não consegui publicar direito nem ter apoio de outros colegas para projetos de pesquisa em colaboração. Resultado, anos jogados no lixo, dos quais extraio unicamente a experiência de vida. Concursos públicos para professor doutor na minha área são raríssimos, e as condições dos ensinos fundamental e médio no médio estão terríveis para os professores. Não estou disposto mais a ser desrespeitado, nem a ter de ficar justificando as minhas escolhas para os outros. Aconselho a quem está pensando em cursar licenciatura que pense em outras possibilidades, que valorizem mais o seu tempo e esforço. Considerem a experiência e a frustração de quem já viveu demais a realidade da educação de nosso país. Boa sorte a todos.

futuro desistente

março 19 2015 Responder

Pessoal, caros professores sofredores,

Quando pensei que esse ano não poderia ser pior que o ano passado, eis que me enganei redondamente. Os alunos a cada ano que passa estão mais bestiais, sem o menor respeito por nós, pelos outros. Estão autoritários, mimados, estúpidos e imbecis (desculpem, mas é essa a palavra). Já estou prestando outros concursos e pensando em alternativas para cair fora, o que me desespera é a piora do cenário econômico, entretanto não aguento mais, no limite caio fora e viro vendedor, feirante ou o que valha. Abraços a todos e não desistam de dignidade, não esperem nada da sociedade e dos governos, pois os mesmos nos tratam como lixo.

Fernanda

março 18 2015 Responder

Olá, Robson!
Atualmente sou professora na rede pública, e li sua postagem essa semana. Como achei muito interessante, resolvi recomendá-la em meu Blog. Apesar de você permitir utilizar sua reprodução, preferi apenas descrever o assunto (tema muito pertinente hoje!) e indiquei seu link no final!
O endereço para leitura é:
http://diaessencial.blogspot.com.br/2015/03/sobre-situacao-atual-dos-professores-no.html
Muito interessante, mesmo!

    Robson Fernando de Souza

    março 19 2015 Responder

    Obrigado, Fernanda =)
    []s!

Rosemary Trivelati

março 17 2015 Responder

Sou professora de História, amo minha profissão, adoro ler mas hoje abandonei a sala de aula, deixei meus alunos lá se é que podemos chamar aquilo de aluno.
Nunca mais piso em uma sala de aula cansei de ser humilhada, desrespeitada, estou ficando sura e maluca. Não quero isso para minha vida.
Vou fazer alguma coisa, menos ser professora.

Adalberto

março 15 2015 Responder

É incrível como os depoimentos são parecidos com a minha realidade. Apesar de aprovado em um concorrido concurso aqui no Ceará, não me sinto feliz e nem realizado, principalmente quando em sala de aula. Com pouco tempo de trabalho já penso em pedir redução de carga horária e ter mais tempo de estudar para outros concursos menos estressantes, mesmo que pague menos. O salário não é minha principal reclamação, mas as condições e a falta de respeito daquilo que chamam de aluno. Felizmente minhas necessidades financeiras estão abaixo da média nacional, já que não tenho filhos e nem pago aluguel. Dá pra sobreviver enquanto procuro outra oportunidade. Sempre digo que “estou” professor, pois tenho certeza que não ficarei nesse martírio por muito tempo.

Quero registrar minha admiração e o profundo respeito pelos professores de vocação e aos heróicos substitutos que muitas vez trabalham voluntariamente para garantir o próximo contrato.

Muita sorte e sucesso aos que estão nessa penosa jornada.

cintia

fevereiro 28 2015 Responder

Estou passando esse final de semana com um stress enorme, pois a cobrança é absurda. O governo inventa moda e as minhas superiores cobram muito. Comecei a trabalhar em dois turnos (manhã e tarde) e não tenho mais vida. É chegar em casa, ficar horas pesquisando e inventando, pra poder dar uma aula “interessante ” para os alunos com o objetivo de emburrece-los cada vez mais e ser obrigada a achar que assim que é certo. Não aguento mais. Tomei posse de um cargo público há pouquíssimo tempo e não sei o que fazer. Estou odiando esse trabalho. Tenho certeza que passarei o domingo fazendo os dois planejamentos para a semana e no final das contas, nunca vai estar bom. Tenho que ser artesã, atriz, palhaço, lixeira. Odeio fazer coisas com sucata. Não vejo finalidade nenhuma. Enfim, saco cheio e descontentamento total.

Valdir Davi

fevereiro 15 2015 Responder

Também abordo temas como esse em meu Blog, visitem: http://www.escolaaosavessos.blogspot.com

Emílio (futuro ex-professor)

fevereiro 4 2015 Responder

Só quero desabafar um pouco. Fiz graduação, especialização, mestrado. Sou professor da rede pública estadual, após aprovado em concurso, logo sou efetivo. Nem terminei meu estágio probatório e já estou desesperado para pular fora dessa área: ser professor no Brasil é tornar-se mestre na arte de engolir sapos. Com a legislação que temos a escola se tornou depósito social de toda sorte de escória, e enquanto “pedagogos” e “diretores” se escabelam para ficarem longe das salas de aula o professor é que aguenta todo o tranco, sofre toda sorte de desacato, injúria, ofensa, humilhação. Essa área não é para mim, estou pensando em abrir um pequeno comércio, até em vender churrasquinho, qualquer coisa para pular fora da sala de aula. Não há futuro para a educação no Brasil e a questão não é apenas salarial, é da legislação mesmo, do esvaziamento total da autoridade do professor, da “pedagogização” e burocratização do trabalho docente. Tchau, adeus magistério, depois de hoje eu conto os dias, as horas, para a primeira oportunidade que criarei para me sustentar sem precisar de pisar numa sala de aula e perder uma hora da minha vida passando raiva com lixo humano paparicado pelo sistema. É triste, mas é o que há.

Rafael

janeiro 13 2015 Responder

Queridos ex- colegas de profissão, e principalmente graduandos sonhadores….

Tenho visto nos depoimentos os descontentamento geral, o pior, o sonho vedado de alguns graduandos que não conhecem a realidade das licenciaturas e bacharéis no nosso Brasil almejando ser pesquisador ou cientista!!
Então, lá vai a minha contribuição: [Trecho ofensivo, além de profundamente desmotivador, removido. Peço que não promova esse tipo de desestímulo profissional gratuito aos outrxs leitorxs do blog, menos ainda com brados do tipo “Deixem de ser burros”. RFS] Eu fiz até o segundo ano de dr., e posso afirmar isso!!! É mais fácil ganhar na mega sena do que isso acontecer!!! A quantidade de mestres e doutores que estão batendo a cabeça pra serem pesquisadores é enorme!!!
Não se iludam!!!!

prof. desvalorizado

dezembro 7 2014 Responder

Maria,

sua situação é idêntica a minha, e creio, a milhares de professores pelo Brasil. A situação esta insustentável, trabalho na rede municipal de São Paulo e o que posso dizer é que todo aquele anuncio de que de agora em diante a educação teria uma melhora é a mais pura balela, um enorme fingimento, apenas e tão somente. As condições continuam a se deteriorar, existe falta de materiais, e a prefeitura não diz a verdade quando anuncia “vultosos” salários para seus funcionários da educação. Como você bem disse, 8 mil ainda é pouco pelo que aguentamos e pelo nosso desgaste. O caminho é deixar essa profissão, pois dela o máximo que consiguiremos é um AVC ou algo do gênero. Abs.

    Maria

    dezembro 15 2014 Responder

    Prof Desvalorizado,

    É a realidade das escolas no país, leciono no DF, o salário dizem que é o maior do país,mas insignificante para essa profissão que aos poucos vai nos desanimando, o desgaste, a sobrecarga de trabalho, o pouco reconhecimento, conviver com colegas que na maioria das vezes somente reclamam, alunos mal educados e que acham que podem tudo, noites mal dormidas.Pais que não corrigem seus filhos e esperam que a escola o faça.Bem vindos à profissão professor!O que nos resta é sair.Nunca é tarde.Quando eu me libertar vou ficar aliviada.Vou voltar a viver!

    Angela Agridoce

    fevereiro 17 2015 Responder

    Boa Noite! Namasté! Espero não ser queimada pelo mundo corporativo, uma vez que a humanidade se encontra em praga biológica! Eu inicio a minha decisão de renuncia a carreira docente com as frases do hooponopono: Sinto muito! Me perdoe! Sou grata! Eu te amo! Me arrependo de ter caído numa grande cilada, ao me sacanear o tempo todo, com medo do mercado de trabalho, ao cursar o magistério, no extinto projeto CEFAM, no estado de São Paulo, e, logo depois que eu me encontrei, eu fui cursar História, ao invés de cursar Psicologia, para agradar a minha família. Lecionei, para a Educação Infantil e Ensino Fundamental I, antes de cursar História, mas, tive que abandonar as aulas, devido a exigência do curso de Pedagogia, a qual eu não tive interesse em cursar. Atuei na área de call center, ao trabalhar com telecobrança, para custear o curso de História. Após inúmeras tentativas de lecionar novamente, fui obrigada a atuar no call center , como operadora de cobrança por nove longos meses. Deixei o call center definitivamente, após uma redução no quadro de colaboradores da empresa, e, tentei voltar as salas de aula, novamente, e, após assistir vários vídeos de Coachings de relacionamentos, e carreiras, tive a idéia, de abrir mão do meu diploma, coloquei os prós e contras, principalmente, condições de trabalho, como o famoso “você faz o seu salário” ( receber por aulas dadas, sem salário fixo), além de ter passado por situações constrangedoras,em relação a minha vida íntima, durante os cursos de magistério, e, a graduação de História. Mas, após um almoço em família, a qual, uma parente minha, iniciou recentemente a sua carreira docente, ela até pegou uma turma boa, eu decidi abrir mão do meu diploma, mesmo sem o auxílio de Coachings de carreiras. O que me fez desistir, definitivamente, foi o fato da inclusão, pelo simples fato de, nossos docentes, não estarmos capacitados o bastante para isso, e procedimentos abusivos, como: O professor lecionar para uma turma de sexto ano, e ter alunos não alfabetizados, e, professor ter de alfabetizá-los. No meu raciocínio prático e, funcional, o professor não é responsável pelas aulas, ministradas por outros professores, nos anos anteriores. E, porque esse indivíduo não foi alfabetizado no tempo certo. Eu, Angela, fui alfabetizada em casa. Eu só fui a escola passar um tempo, porque eu já sábia, tudo aquilo, que foi me ensinado em casa, então, por uma solidariedade forçada, fui coagida a revisão, para me nivelar aos colegas, que, estavam aprendendo, aquilo que já tinham que vir prontos, para que, eu pudesse dar continuidade, na minha aprendizagem,(desculpe o egoísmo, e, o meu sincerismo, mas, que a verdade seja dita), até mais ou menos o quarto ano, quando eu comecei a ver, de fato, algo novo. Eu numa situação daquela, poderia ser morta, ao encaminhar os alunos, ao método Kumon, psicopedagogos, e, até mesmo às sessões de tetagealing, Reiki, constelação familiar e, outras terapias alternativas. Já que, as universidades, ensinam unanimemente, que, temos que, assumir reponsabilidades, que não são nossas. Mesmo com o estômago virado, e, me esforçando para silenciar o meu ego, mas, eu estou do meu lado, e, eu me banco emocionalmente, por amor a mim mesma, acima de tudo! Eu me amo, e, me aprovo, na minha nova jornada, rumo a Psicologia, e a área holística.

      Angela Agridoce

      fevereiro 18 2015 Responder

      P.S.: Só para esclarecer: a meu entender, o esquema “você faz o seu salário” é mais frequentemente com professores de PEB II, (professores não concursados, porém titulares de turmas), e professores eventuais(PEB I e PEB II), não concursados, na rede pública de ensino, somente para PEB II, na rede privada de ensino. Bom, como se não bastasse o esquema do “você faz o seu salário”, de uns nove anos para cá, a maior parte das escolas do ensino privado, tercerizam o material didático(método apostilado), uma vez que, fica mais barato, para as escolas, do que cada uma delas, adotar livros didáticos, ou até mesmo, produzir o seu próprio material didático(na época em que comecei a lecionar, eram poucas escolas que adotavam o método apostilado). Parece cômodo para os professores, mas, no meu ponto de vista, é quase a mesma coisa que trabalhar com vendas, e/ou operador de telemarketing, porquê? Porque, o professor recebe tratamento, da tercerizadora, para minstrar as aulas do jeito deles, e não do jeito do professor, tornando as aulas robotizadas, e, para piorar a situação, tem aquele esquema muito comum na área de vendas, televendas, e tele filantropia: “não bateu meta, tchau!” Sem direito a comissão/bonificação/remuneração variável. Mas na educação, isso é feito de forma gradual: a tercerizadora faz a sua própria avaliação, e, se os alunos forem mal na avaliação da tercerizadora, porque o professor não bateu a meta dele, ele é demitido no meio ou no final do ano. Mas Angela, como são cobradas as metas dos professores? Vou puxar a sardinha para o meu lado: Por exemplo: Em uma apostila de História do Brasil, aí, é, estipulado que, de Fevereiro até março, por exemplo, é para minstrar o conteúdo de Castela e Aragão, e a partir de abril até maio, começa o conteúdo de colonização do Brasil. Mas chega na reunião de professores, e/ou pais e mestres, aí o C.P.(coordenador pedagógico), ou mesmo os pais(consumidores finais) questionam o professor, o porquê que o professor ainda está minitrando o conteúdo de Castela e Aragão em abril, sendo que já era para estar iniciando a o conteúdo de colonização do Brasil, afinal, tem uma apresentação de comemoração do “descobrimento do Brasil” próximo a data de. 22 de abril. Aí o professor vai ter que rebolar para se justificar. Ou seja, é ensino sob pressão. O professor, terá de correr contra o tempo, para se manter no emprego, independentemente dos alunos aprenderem ou não.

Dannyabc

novembro 27 2014 Responder

Estou cursando pedagogia 2 semestre,mais ja desisti de lecionar…mesmo antes de ler esses depoimentos impressionantes,vi que não é minha praia mesmo,kkk é melhor rir do que chorar…eu pensei em fazer ciências biológicas e lecionar,mais vi que não vai dar..vou fazer bacharel assim poderei atuar como bióloga em pesquisas etc sem ter que enfrentar esse inferno que é lecionar…vou mudar meu curso o mais rápido possível….

    Maria

    dezembro 5 2014 Responder

    Os comentários são a realidade nua e crua.Como professora de 5° ano sei como é.Ontem no termino da aula dizia a mim mesma com a cabeça encostada no armário: Meu Deus! Me tira daqui um dia.Outro dia tive que separar duas meninas no banheiro correndo o risco de levar um chute, eles na sua maioria vão para a escola a passeio,levam seus celulares,fone de ouvido, gritam, xingam, não respeitam, agridem verbalmente,fisicamente.Outro dia uma mãe soube que a filha estava sendo ameaçada por duas garotas da sala e quase arrancou as duas de lá para a direção.Pais encrenqueiros, acham que os filhos são ” anjos”.Me sinto acuada,frustrada,antes eu era uma pessoa,agora sou outra.Estou perdendo a voz, às vezes trato as pessoas mal, ficando amarga, sem motivação,reclamando de tudo.Corrigindo provas,fazendo relatórios nos fins de semana Tendo que passar alunos que sequer sabem dividi ou entender o comando de uma questão.Dormindo pouco.Ganhando peso.Me alimentando mal.Rotina pesada.Estou pagando o preço por uma escolha errada.Tomei coragem.Vou somente quitar um carro e um cursinho.Durmo umas 4,5 horas por noite para um dia sair desse barco furado,mas creio que Deus me recompensará.Deus é mais! Não desejo essa carreira para ninguém.Estou triste,depressiva.Escola é um ambiente pesado.A maioria não tem estrutura para um ensino de qualidade.Faltam auditórios,os alunos tem que assistir algo sentados no chão.Não tem quadras,essencial para atividades de recreação e por aí vai.Nas coordenações o que mais se vê é uma categoria chateada e que reclama da profissão.Boa sorte para os que ficam.Melhor sair agora do que chegar aos 50 e me tornar amarga,chata e grossa.Me recuso.E financeiramente falando, 8.000 por mês ainda é pouco para esse profissional.Ser professor hoje em dia é praticamente uma atividade insalubre.

      Maria

      dezembro 5 2014 Responder

      Obs: Desculpem pelos erros de português, queria dizer dividir e disse dividi.Enfim, foi um desabafo de uma futura ex professora(Se Deus quiser) indignada!

        ex-professor

        fevereiro 14 2015 Responder

        Desejo -te, Maria, muito sucesso em sua meta de mudar de profissão. Eu consegui! Vou sair da sala de aula, e espero nunca mais ter a necessidade de voltar. Fui chamado em um concurso federal para assistente administrativo. O trabalho é menos estressante e o salário maior. Não desista. Continue lutando, Maria.

      Professor Zé

      dezembro 6 2014 Responder

      Maria, não perca a esperança. Comece um outro curso superior ou arrume outro emprego. Faça o ENEM, ano passado fui aprovado em várias federais para cursos legais: farmácia, odonto, engenharia e fiquei excedente pra medicina. Também tem muitos concursos, alguns que exigem apenas fundamental ou nível médio e pagam quase o salário do docente. Siga em frente, já vivi esta mesma situação e acredito que muitos outros estão passando por isso. Abraço.

        Maria

        dezembro 6 2014 Responder

        Professor Zé,

        Obrigada pelo incentivo.Encontrar o site foi um alento.Em um dia de desespero fui pesquisar alguma coisa sobre esse assunto e encontrei o blog.Pelos depoimentos percebo que todos estamos no mesmo barco, mas da mesma forma que entrei posso sair.Deus me dê forças no momento em que mais preciso.Quero viver e nessa profissão sacrificante o abalo emocional é grande.

G.F

novembro 4 2014 Responder

Entendo todos vocês, estou fazendo Pedagogia na minha cidade por falta de opção de curso, afinal hoje em dia sem uma graduação não dá, durante as aulas teóricos as mil maravilhas, tudo tão lindo, tão bonito, tantos teóricos com ideias boas, os professores da Universidade todos com pensamentos de mudança e que podemos fazer a diferença. . . Confesso fiquei ate empolgado ate o 5º Semestre, ai então cheguei no 6º semestre, estagio de intervenção; perdoem a palavra, Mais que “merda” é essa, esse bando de teoria bonita vai me servir de que. . . Sinceramente o inferno deve ser mais tranquilo. Não dá, o que eles ensinam na universidade é uma coisa, na vida real é outra, professor de Universidade não reclama não, logico, eles estão tranquilos numa sala somente com adultos que estão ali porque querem alguma coisa. Vou terminar o curso porque quero meu diploma, mas quando me formar nem morto que eu vou exercer a profissão.

Onde estão os valores de antigamente, onde esta o respeito? pensadores e teóricos critiquem o quanto quiserem a educação severa e católica dos seculos passados; prefiro mil vezes ela do que a educação de hoje em dia onde as crianças e jovens crescem sem limites.

Edson José da Silva

outubro 15 2014 Responder

Meu nome é Edson, minha história de vida é muito parecida com milhares de outros brasileiros, de família pobre, tendo que sofrer muito para estudar e se formar numa universidade pública. Sou formado em Educação Física na Universidade Federal de Santa Catarina, na época que me formei era considerado o melhor curso do Brasil junto com o da Unicamp (1994), fiz duas pós-graduações, uma em Ensino Interdisciplinar na faculdade Dom Bosco do Paraná e outra em Fisiologia na Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro. Sempre fui muito estudioso, sendo muito elogiado por meus professores e colegas de profissão. Entretanto o sonho de uma carreira no magistério só durou para mim 5 anos, pois não suportei mais os baixos salários, os insultos de alunos, a má estrutura, as famílias cegas e mau educadas, o descaso do governo de Santa Catarina com a Educação! No magistério eu só tive duas alegrias: uma quando passei no concurso em 1999 e outra maior ainda quando pedi exoneração em 2005! Hoje, infelizmente, eu digo para os bons jovens que eu conheço fugir da profissão do magistério como o diabo da cruz!

Luana

outubro 11 2014 Responder

Boa noite, prof. Destrocado. Que bom que você gostou do meu depoimento!! Sinto muito pela situação que você está passando, e infelizmente sabemos que a educação no nosso país não vai mudar, nem seus alunos, nem os pais dos seus aluno….
Eu resolvi deixar o meu depoimento, porque eu sei o qto é difícil largar a profissão, inúmeras vezes eu me perguntei se tinha forcas para recomeçar e qto isso ía afetar a minha vida pessoal e financeira. Mas, eu sabia que continuar no magistério era assinar a minha sentença de morte.
A minha escola era uma bagunça, meus colegas desmotivados, a diretora sem noção e sem tb sem maior vontade de ajudar, e a pedaboba essa parecia que vivia num mundo da Alice no país das maravilhas.
Assim como vc, eu tive que apartar milhares de brigas, mães relapsas colocando o dedo na minha cara, alunos me perguntando que horas a aula ía acabar, ouvir até que enfim esta merd… de aula terminou, etc.
Por isso, eu resolvi pesar se eu estava disposta a passar por vinte anos da minha vida ouvindo isso, e lá no fundo alguém gritava na minha cabeça que era preciso mudar. Fiquei muito triste na hora que pedi a exoneração, mas hoje não me arrependo nada em ter tomado essa decisão. Posso afirmar que estou bem, feliz e qdo olho para trás, eu penso e se tivesse continuado? Será que seria mais uma adapta ao Seroquel, Depakote ou Rivotril?
Nao concordo nem um pouco que temos que nos fantasiar em aula para chamar atenção do aluno, que temos fazer aulas criativas, nem ficarmos mirabolando como dar uma aula superrrrrr para chamarmos a atenção ou então deixar para lá qdo somos maltratados.
Hoje no meu trabalho chego, abro o meu computador, o meu local de trabalho é limpo, lógico tem o seu stress, mas eu tb não tenho que ficar corrigindo milhares de provas ou temer que alguém vai riscar o meu carro ou então levar uma cadeirada de um aluno. Por isso, que se vc estiver em dúvida, peco que reflita, e se pergunte vale a pena?
Eu tive muito medo da mudança, passei por problemas financeiros que quase me fizeram desistir, mas hoje qdo olho para trás agradeço por esse surto de coragem que eu tive. E, sem dúvida alguma, eu posso te afirmar, com certeza foi a melhor decisão que eu tomei!!

Espero de coração que vc fique bem, e posso tomar a decisão que vc se sinta bem.

Um abs,

Lu.

    Futura ex-professora, futura motorista de caminhão

    fevereiro 20 2016 Responder

    Olá, boa tarde. Após ler seu depoimento, Luana, e de vários outros colegas, percebo o quão necessário se torna meu afastamento dessa horrorosa área da “Educação”. Sou professora há 12 anos de escola pública de SP, e a cada dia que passa sinto mais vergonha e repúdio em ter entrado nessa área… já tive um afastamento psiquiátrico em 2010, porque ocorreu uma briga de proporções enormes na sala onde eu lecionava, os alunos de outra sala queriam matar um aluno dessa sala que eu estava, e acabaram me machucando na briga… foi um horror. Saí de licença e a [Trecho machista apagado. RFS] coordenadora ainda ficou rindo e dizendo que isso era “frescura minha, que não tinha acontecido nada não…”. Para não esganá-la e não esganar s alunos preferi me afastar e pedir remoção daquele manicômio. Pois bem, retornei em 2011 em outra escola, onde estou até hoje, sempre dando aula de manhã (com muito sofrimento), mas era um período que eu dava minhas aulas e o resto da tarde eu me recuperava do estresse. Fecharam salas de noite e para minha surpresa nesse ano de 2016 tive que pegar aulas nos sétimos anos de tarde, que eu ODEIO DAR AULAS DE TARDE E ODEIO DAR AULAS PARA AQUELAS CRIANÇAS DIABÓLICAS, QUE SÓ GRITAM, GRITAM E GRITAM… Bem, meu marido comprou um caminhãozinho para agregar, porque a empresa que ele trabalha está falindo, e ele me disse: “vamos trabalhar juntos. Larga essa merda de dar aula que eu não sei como você aguenta isso aí e vem trabalhar comigo, aprender a dirigir o caminhão e vamos viajar juntos”. Só estamos esperando dar baixa na carteira dele, vou sair pela 202 para fazer um teste, se eu gostar e der tudo certo, A D E U S E D U C A Ç Ã O!!!!! Sala de aula nos dias de hoje é o PIOR lugar para se enfiar; baixos salários, desvalorização, alunos delinquentes, etc, etc, etc. Pra mim, chega!

Prof. Destroçado

outubro 9 2014 Responder

Lu,

fico feliz com sua decisão e que esteja feliz em sua nova vida. De fato trabalhar na educação virou martírio. Semana passada, em minha escola, uma mãe de aluno com o mesmo queria porque queria bater no outro aluno na saída da escola, detalhe esse aluno que iria apanhar estava acompanhado de seu pai, mas nem isso inibiu a sanha da mãe e do aluno, nem o pai nem a viatura da policia. É o horror, o horror !!!!!!! Tentando cair fora.

Luana

outubro 8 2014 Responder

Gostaria de deixar o meu depoimento para ajudar a todos os meus colegas de profissão que assim como eu tiveram dúvidas em recomeçar.

Sempre gostei da área de exatas, e na hora do vestibular não tive dúvida, eu prestei para engenharia elétrica em duas federais e física em uma estadual. Acabei passando para as três opções. No final, eu acabei optando pela área de licenciatura, pois sempre fui apaixonada por ensinar, e tinha um ar romântico e desafiador pelo magistério.

Arrumar um estágio como professora de física não foi complicado. Havia muita demanda, principalmente em cursinhos. Entretanto, a hora aula era muito pouco, e quase não dava para pagar as contas. Então, eu resolvi prestar concurso. Eu sinceramente não tinha ideia de como era trabalhar na rede pública. Os alunos dos cursinhos estao ávidos para passar, costumam ser esforcados, e detalhistas. Mas, devido o dinheiro curto nao tive outra opcao.

Meu inferno comecou logo na primeira semana. Os alunos péssimos, nao tinham respeito, e o pior eu sempre fui gordinha. E, acabei sofrendo na mao dos alunos. A diretora totalmente omissa, na escola nao tinha material, e constantemente tinha que tirar do meu bolso dinheiro para comprar material.

Foi passando os meses, e comecei a ficar histérica em casa com meu marido, passei a ter fobia na hora do trabalho, e um belo dia para pedi para um grupo de alunos que batucavam no final da sala para sair, eles me xingaram e me mandaram tomar ……..

Aquilo foi a gota para mim. Saí da turma, e me recusei a voltar, a diretora disse que ía fazer queixa, pois como eu estava em estágio isso ía me prejudicar. Na volta para casa pensei seriamente. Minha situacao nao era boa. Tinha acabado de casar, estava pagando prestacao de apartamento, tinha 27 anos. Tudo contra para recomecar.

Juro que a imagem dos alunos me xingando, a total falta de apoio e ética da diretora, as péssimas condicoes, o salário, as mil horas extras passaram na minha cabeca durante a noite. O medo das contas e do nome sujo ajudaram tb.

Me recusei a ir a trabalhar durante uma semana alegando que estava doente. Entao, me cobrei uma decisao. Apesar da idade e das contas, eu sabia que tinha que tomar uma decisao. Em agosto, eu fiz a matricula em administração em uma faculdade a distancia. Comecei do zero, e botei uma meta que era passar em um outro concurso.

No início ninguém queria me dar um estágio por causa da idade, mas fui fazendo as entrevistas. Até que consegui passar em uma selecao. Diminui a minha carga horária, larguei as horas extras, e fiz um acordo no estágio.

No início foi super difícil. Mas, depois quando saía daquela escola horrível com aqueles alunos nojentos, e chegava no estágio uma outra pessoa surgia. De início passei a me vestir melhor, a me cuidar mais, e pelo incrível que possa aparecer perdi seis quilos.

Como o ambiente mudou, eu me senti mais corajosa. No final do sexto período, meu estágio estava terminando, e surgiu a oportunidade de renovar o estágio, eu vi que eu precisava tomar uma decisao. A situacao de descaso e humilhacao no trabalho nao ía mudar, muito menos os meus alunos, nem seus pais, nem a diretora, nem o governo. E, infelizmente ser professor é ter subemprego.

Resolvi arriscar e pedir a exoneração. Foi horrível, o dinheiro ficou mais curto, passei a estudar mais e mais, e coloquei um objetivo, passar em um concurso. Fiquei com o nome sujo, vivia pagando a faculdade com multas, e tive que financiar parte.

Entao, depois de todo um perrengue do CAO. No ínicio deste ano passei para um concurso. E, digo com todas as letras, nao passei fome por muito pouco, achei que ía enlouquecer. Mas, fiz a escolha certa!!!

Sei que todos nós temos problemas, mas pensem!!! Ficar anos em uma profissao sem futuro, sem incentivo, sem alegrias é morrer aos poucos. Comecar de novo com a minha idade foi surreal. Entretanto, passar pelo que passei dando aula foi mil vezes muito pior!!!

Meu, conselho!!! SAIAM!!! NÃO DESISTAM!!!! NÃO IMPORTA A SUA IDADE, E SIM O QTO VC QUER SER HUMILHADO TODOS OS DIAS.

Eu consegui vencer, e tenho certeza que qualquer um de vcs tb podem.

Espero que meu exemplo ajude quem está em dúvidas.

Bjos, Lu.

Gil educação física

setembro 15 2014 Responder

Pedi exoneração hoje do estado. Dizem que os alunos gostam e educação física…balela. Eles gostam deles mesmos, não querem seguir as regras dos esportes e nem da vida. Fica nitido o que governo está fazendo com a educação, na matemática não há mais cálculo, apostilas com conteúdos absurdos, sem caderno e sem lousa, para não formarmos alunos copistas e o prédio continua o mesmo, só com mais grades para não fugirem. Aliás só vão para ganhar o bolsa família, para isso a família presta, forçar os filhos para ganhar uma merrequinha…..vão trabalhar vagabundos!

Prof. Revoltado

setembro 15 2014 Responder

Caro Prof. “Saindo da Matrix”,

eu vi o filme (ENTRE OS MUROS DA ESCOLA) e ele é ótimo, reflete de maneira magistral em imagens e emoção o que descrevemos aqui em palavras. A falência da família fica clara, a semana passada em conversa com um pai de aluno ficou, mais uma vez, bem nítido esse fenômeno. Por isso a escola cada vez mais tem que fazer o papel da família, coisa que é impossível. Participando de palestras e seminários com pedagogos (ou seriam pedabobos) fica bem clara a abstração total do que falam e do que passa, realmente, em sala de aula. Dai que afirmo, o ultimo que sair APAGUE A LUZ (se é que ainda resta alguma luz a apagar).

prof. desvalorizado

setembro 12 2014 Responder

Muito boa as postagens que ando lendo aqui, sucintas e direto ao ponto, mas são expressões do mais puro desespero. infelizmente. Realmente concordo com uma delas que menciona a impossibilidade de passar os conteúdos e em vez disso ter que dar “civilidade” para os aluninhos que cada vez mais chegam, bestializados à escola. Já passo por isso, não consigo mais passar nem dois décimos do conteúdo, é só administrando o caos e olhe lá…

    Saindo da Matrix

    setembro 14 2014 Responder

    Caro Prof. desvalorizado,

    E pra quem pensa que a coisa fede só por aqui, repasso uma dica de filme que é um tapa na cara: ENTRE OS MUROS DA ESCOLA. Mostra a agonia de um professor idealista e que deseja resgatar esses serezinhos bestiais de que falamos aqui. Na verdade parece que a família é que faliu e o resultado de tudo isso vemos em nossa salas. A gente recebe os dejetos desse desmantelamento.

      Angela Agridoce

      fevereiro 18 2015 Responder

      Primeiramente: Luana, seu depoimento, é bem motivador, e, você, me inspirou, e, realmente, o segredo, para recomeçar, e, partir para uma nova carreira, é, ficar do meu lado, e, investir na minha prosperidade. Segundo: Saindo da Matrix, o que está acontecendo, e, que, ninguém está sabendo lidar, são algumas situações como: Aquilo que, você e outros futuros e ex- professores se referem, como “falência da família” nada mais é, do que a queda por terra, do modelo cristão-judaico, de família, e, a transformação dos relacionamentos afetivos(essa a qual eu quero me especializar, na Psicologia e na área holística), a qual, ambos têm base na possessão, e na dependência(seja emocional, financeiro, afetivo). Ou seja, como diria o Coaching de relacionamentos Arly Cravo: “a família, está deixando de ser um cativeiro” E isso está refletindo muito no ambiente escolar. Outra coisa: Com a ascensão da internet, e, das redes sociais, o nosso modelo educacional, está obsoleto. E não é de hoje que eu falava isso, desde que eu cursava o magistério, que eu tive essa percepção. Por exemplo: Existem vários youtubers que ensinam português, matemática, História, geografia, ciências, enfim, como por exemplo, vlogs, e webnários, feitos através do hungout, com as quais, podemos acessar a qualquer hora do dia, de tablet, smartphone, ou pc, fora os e-books, e, audio books. E ainda pedabobos, esperam que seus experimentos dêem resultados, com essa tecnologia, contra as suas teorias sem fundamentos?

        Angela Agridoce

        fevereiro 18 2015 Responder

        Complementando: Aí eu pergunto: Com a ascensão da internet, e, a queda por terra, de crenças e valores, ultrapassados, qual o sentido desse modelo educacional? Os alunos vão a escola para justificar os benefícios sociais, dos pais, e, também pela merenda escolar. Vocês não podem nem sonhar em encaminhar os alunos, para sessões de tetahealing, constelação familiar, e, outras terapias alternativas, para não irem para a santa inqusição, e ser condenados por desleixo aos filhos do Estado. Mesmo que consigam, não vão se adaptadar a esse modelo obsoleto de ensino. E digo uma coisa: Esse Salient Hill, The Walking Dead, e Resident Evil educacional brasileiro, continua, e vai se prolongar por muito tempo, porque, uma vez a população com auto-estima elevada, e, próspera, a população se torna independente, e o Estado perde o poder, já que a população, se tornaria adulta emocionalmente, e, os governantes não seriam mais o “paizinho” da nação.

Luis

setembro 3 2014 Responder

Gente, acho que não há mais o que comentar sobre a profissão atualmente, tudo já foi dito. Dou um conselho a todos: não se acomodem, vamos sair dessa vida! Estou fazendo um curso para abrir uma micro-empresa no ano que vem. Meu plano é dar aulas até o fim deste ano somente e dar adeus a essa tortura. Existem outras possibilidades honestas e dignas de se ganhar a vida! Assim como conseguimos, com bastante dedicação, concluirmos a graduação e as pós, passarmos em concursos, etc., conseguiremos atuar em outras áreas. Joguem os diplomas fora! Se libertem desse sofrimento ou vivam doentes e infelizes pelos resto de suas vidas. Espero, de coração, que todos consigamos sucesso numa profissão digna, em paz, com alegria todos os dias.

    Saindo da Matrix

    setembro 10 2014 Responder

    Lendo esses posts, faço uma relação entre nossa realidade e a ficção mostrada no filme TROPA DE ELITE 1 e 2. Nascimento diz que ” ou você se corrompe ou se omite ou vai pra guerra”. Nossos colegas que vão pra guerra, morrem ou entram em depressão – tamanha podridão do sistema.
    Conversando com outro colega este me disse que daqui a um tempo ( e somente aos que sobreviverem até lá), teremos que deixar o conteúdo de lado para tentar passar o mínimo de civilidade para esses seres bestiais que nos chegam.
    Não nos esqueçamos da tal educação inclusiva – que é uma falácia. A inclusão é só física mesmo… Não há preparo para lidar com os alunos especiais!
    Fico me perguntado quando essa coisa desandou… Será que foi a partir do momento em que se tornou obrigatório estudar? Quantos delinquentes estão dentro de sala só por causa de mandado de juiz????
    Sei lá, galera…

revoltado

agosto 29 2014 Responder

Cara “Ka”, vc não é a única que está passando por essa humilhação, se é que lhe serve de consolo. Mas o que poderia lhe dizer para que se sentisse melhor, nem eu sei mais que palavras ou esperanças inventar para me estimular a dar aulas. Estou dia a dia esvaindo-me, desgastando-me a troco de humilhação, falta de respeito (nem digo a figura do professor, mas a do ser humano), cobranças impossíveis etc, etc. Não de bola para esse termo idiota: controle de classe. Isso não existe, é apenas mais um recurso para jogar nas nossas costas a responsabilidade que deveria ser da família, da sociedade, do estado. Enfim, a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco! Temos de buscar outro meio de ganhar a vida, ser professor é morte lenta.

Ka

agosto 29 2014 Responder

Estou aqui chorando, pois hoje mais uma vez fui humilhada. A direção da escola, a SEE da escola deixa bem claro: INDISCIPLINA é culpa só do professor! Falta de postura, de domínio e falta de planejamento. Eu me pergunto: será que eles não veem o CAOS que está a educação?? TODOS os professores reclamam, estão se acabando! professor veste mal, não tem quase vaidade nenhuma, tem má postura, anda sempre triste, estressado etc etc. A vida passa muito curta para ficarmos em uma profissão que só nos adoece e nos faz mal. A ideia de ficar desempregada e sem $$ me deixava desesperada, mas agora a vontade de ter PAZ, de buscar meu orgulho , de ser VALORIZADA está falando mais alto. Já fui humilhada por direção alunos, inspetores. Já fui chamada e rotulada de incompetente,oras, os alunos que não estudam, são desinteressados e eu que não ei dar aula?? Não aguento mais! A CULPA É SEMPRE DO PROFESSOR!!!!!!!!!!!!!!!!! O aluno e pais mandam no professor! O aluno pode tudo!!! E fora colegas que adoram apontar o dedo uns para os outros, assim se sentem menos pior. Tempos venho pensando, mas hoje mais o que nunca tomei a decisão , já comecei a contar os dia para largar esse inferno! A vida passa muito rápido para eu ficar aguentando isso!

    Fer

    novembro 24 2014 Responder

    Oi Ka, se vc passou no concurso e está nessa situação por conta do ambiente insalubre típico dessa profissão, NÃO ABANDONE SEU CARGO NÃO!
    Procure um médico psiquiatra e tire licenças médicas até ficar readaptada, porém, se a escola é composta por direção fascista e colegas pelegos, o ideal é pedir remoção primeiro mas, não exonere não, vc lutou para estudar e ter esse emprego.
    Que Deus te ilumine!

    Futura-ex professora, futura motorista de caminhão

    fevereiro 20 2016 Responder

    Olá, amiga KA. Lute para arranjar mesmo outra coisa! Não caia nessa armadilha de ficar morrendo dia após dia não. Você é capaz!!! Todos nós somos capazes!!! Faça cursos, pense e repense quais são suas habilidades e vá à luta! abs e boa sorte.

A desistente a tempo

agosto 25 2014 Responder

Trabalho em um banco público, com um salário in-crí-vel perto do que essas pobres criaturas estão anunciando aqui. Recentemente, em função de minha falta de interesse pelo meu trabalho atual, comecei a pensar na possiblidade de estudar história (que eu amo) e lecionar, mesmo aceitando um salário menor. Vejam, tenho até mestrado em outra área.
Contudo, após ler esses comentários assustadores, os quais encontrei por verdadeiro acaso, tenho somente uma coisa a dizer: NEM PENSAR!! A situação é bem mais estarrecedora do que se imagina. E pelo que vejo, a maioria dos professores que se manifestaram aqui, ingressaram na profissão por vontade genuína, ou seja, mesmo tendo alguma consciência das dificuldades que encontrariam, tais como salários irrisórios, condições ruins de trabalho, alunos rebeldes, queriam atuar na doência, queriam “fazer a diferença”, usando as palavras de muitos aqui. Mas a coisa é bem pior… Não há vocação que sustente tamanho horror. E minha conclusão é: o maior problema são os alunos. Vocês falam em “monstrinhos”… eu acho que estão sendo elegantes demais: eu os chamaria de “demônios” mesmo.
Refletindo sobre tudo isso, pergunto-me: onde vamos parar como país? NUNCA seremos uma nação desenvolvida, politizada… O melhor mesmo é cair fora, realizar-se em outra atividade e deixar que essa geração de jovens mal-educados, arrogantes (e ignorantes) se dane! E esperar que a vida (se ela conseguir, ha ha) de um jeito neles. Desejo toda a sorte do mundo para todos vocês. E muito obrigada por, mesmo sem saber, abrirem os meus olhos.

    Daniel

    agosto 28 2014 Responder

    Quando eu comecei como professor, era idelaista. O Estado de São Paulo fez questão de eliminar meu idealismo. Eu trabalhei em escolas que não tinham apagador, nem tinham funcionários à noite para cuidar da segurança, de modo que ocorria tráfico de drogas durante o intervalo; dei aula para alunos que estavam visivelmente drogados.

    Todo o sistema educacional de S. Paulo é terrível e maldoso. Ele faz os professores concorrerem por aulas a fim de trabalharem como temporários, sem quaisquer direitos dignos. Se for concursado, pega aulas em diferentes escolas e precisa se acostumar a uma rotina de trabalhar em várias escolas diferentes, com centenas de alunos e três períodos, a fim de compensar o salário baixíssimo de cerca de 10 a 12 reais/hora. Claro que tem os impostos para pagar. Além disso, o dissídio frequentemente é abaixo da inflação, então, a cada ano a vida fica mais difícil e o trabalho cada vez maior.

anonimo

agosto 18 2014 Responder

Realmente, coisa está muito difícil, estou desesperado prestando concursos e procurando emprego em outra área, ficar na educação é suicídio!

    MARIA ISABEL

    agosto 19 2014 Responder

    A profissão de professor não vai ser valorizada enquanto tiver mão de obra barata.E o que está acontecendo no Brasil,que até acadêmico com 6 meses de experiência já dá aula para qualquer série e qualquer disciplina .Vai chegar o momento que aluno do ensino médio vai poder dá aula.Pois quem vai querer enfrentar este inferno de Dante que se encontra a sala de aula?.

    Maria

    agosto 19 2014 Responder

    O professor não vai ser valorizada enquanto tiver mão de obra barata.E o que está acontecendo no Brasil,que até acadêmico com 6 meses de experiência já dá aula para qualquer série e qualquer disciplina .Vai chegar o momento que aluno do ensino médio vai poder dá aula.Pois quem vai querer enfrentar este inferno de Dante que se encontra a sala de aula?.

CAMILA ROCHA

agosto 18 2014 Responder

Realmente é difícil a vida de professor de educação básica. No final do ano, irei fazer meu terceiro ano de professora de educação básica e estou muito triste com área. Sou aquela professora que um dia, já foi entusiasmada, apaixonada pela área da educação. É uma área desvalorizada, ser professor não tem valor pra sociedade brasileira, muito menos para prefeituras municipais do Brasil. Não estou conseguindo nem ter o mesmo carinho pelos alunos como eu tinha. Com o tempo, a gente esfria também. Perde paciência de ser psicologa, inclusive até mãe dos alunos. Coisa que não é pra acontecer. Desistam enquanto é tempo.

Luis

agosto 17 2014 Responder

Alessandra, seja em bairro de elite ou de periferia, esteja certa de que você vai ser desrespeitada pelos alunos, depois que entrar nessa vida, não tem para onde correr. Palavra de professor que já trabalhou em 10 escolas, pelo menos.

    Ana

    agosto 22 2014 Responder

    Infelizmente tudo o que está sendo dito aqui é real! E não importa se é escola pública ou privada…a única diferença é que na privada, o aluno te manda a M. e o pai ainda vem tirar satisfação…leciono a 14 anos e estou quase enlouquecendo e procurando uma outra coisa para fazer…pois além do baixo salário, as condições de um professor em sala de aula, está impossível!!!! Sempre acho que terá uma mudança…mas enfim, apenas mudará quando nossa sociedade mudar… quando nós mudarmos…não depende apenas do governo!

alessandra

agosto 17 2014 Responder

estou fazendo pedagogia, alguem aí tem alguma coisa boa pra falar, por favor? quero ensino fundamental I e trabalhar em uma escola publica que fica em um bairro de elite (nao sei se tem diferença) de uma grande cidade…

    Nil

    maio 28 2015 Responder

    Infelizmente, não há algo bom para ser dito. Existem raríssimos lugares onde o professor ainda consegue ter o mínimo de paz. Mas, na imensa maioria, é como se você vivesse em uma guerra. Parece exagero, mas é a dura e impassível realidade!

    Rodrigo

    setembro 13 2015 Responder

    Eu comecei agora a lecionar e recebo apenas R$ 900,00 para dar aula de segunda à sexta de informática (windows, pacote office), hardware, redes e de inglês básico.

    Eu ainda sou iniciante, mas o que eu posso dizer é que vão exister sempre alunos que vc não vai se dar bem e vai estragar o seu dia, mas também existem os alunos que vc vai se dar bem e estes vão animar o seu dia. Esse conflito bipolar de humor que é gerado é o problema, não sei se vou conseguir me acostumar a isso, é difícil, vc precisa ser uma pessoa que não absorve os xingamentos dos alunos para não levar desaforo para casa.

    O outro problema é que é muito difícil preparar apenas o conteúdo para passar pros alunos, ainda mais agora que eu estou tendo que lecionar 4 matérias diferentes, isso está tomando muito o meu tempo, tendo que ficar estudando nos finais de semana, pois não tenho tempo, ainda estou fazendo faculdade. Além de preparar o conteúdo ainda precisamos elaborar de uma maneira que fique agradável e engraçado pro aluno focar na matéria e não ficar com tédio. Isso tudo é muito difícil, essa preparação de aulas requer muito tempo, e esse é outro problema de ser professor. Geralmente se vc trabalhar em outra coisa, vc acabou o seu expediente e vai embora. Agora, professor não, tem que estudar fora do expediente, corrigir provas, elaborar provas etc.

    Fora que aqui na escola, além de dar aula de infomorática, inglês, hardware e redes. eu ainda dou suporte técnico para a escola, sem ganhar nenhum centavo a mais.

    Eu estou ralando muito nesse colégio, pretendo ficar apenas um ano pois preciso do dinheiro, mas depois disso eu vou tentar dar aula numa escola normal, pretendo lecionar português ou inglês apenas, espero que ter apenas uma matéria para lecionar melhore as coisas, pois quero muito ser um bom professor.

    Acredito que em todas profissões encontramos profissionais frustados. Eu também já pensei em prestar concurso paro algum banco ou o TJ-SP, mas se vc for pesquisar na internet, mesmo recebendo bem, quem trabalha nesses lugares também reclamam muito. Nenhum trabalho é livre de estresses. Eu já trabalhei em fábrica e em loja também, e os dois também me estressavam muito, mas mesmo assim, sempre tem os dias ou algumas horas, pelo menos, que a gente acaba se divertindo com alguma situação, e é isso que a gente deve aproveitar para o trabalho não ser 100% desgastante.

    Eu sou apenas um iniciante na carreira, mas desejo que quem está começando não desista e persista seu objetivo, temos que nos adaptar ao ambiente que estamos trabalhando e fazer o possível para mudar essa sociedade que está cada vez mais corrompida. Ninguém disse que seria fácil, não se esqueçam disso.

lu

agosto 8 2014 Responder

É verdade. Todo mundo finge que não ta acontecendo nada…e na verdade existe uma enorme quantidade de professores adoecendo nas salas de aula. E o que eles querem? Seu sangue! Querem que você se mate de stress, de tanto trabalhar, de suportar humilhações…E a pior consequência é a psicológica. Isso não é vida. Ninguem tem paz…e no domingo a noite é tanta angustia, porque voce ja sabe o que te espera..Não fiquem pressos nesse pesadelo…existe vida fora da escola. Tudo de bom pra vocês!

frustrado

agosto 1 2014 Responder

É impressionante, não param as postagens de professores desesperados pela atual situação do ensino no Brasil, é uma tragédia de proporções gigantescas. Até quando nossos governantes, com a cumplicidade de supervisores, diretores de escola e “professores coordenadores” continuarão a fingir que tudo vai bem?

    Deprimida

    agosto 2 2014 Responder

    Se eu pudesse voltar atrás, jamais entraria nessa maldita profissão.Odeio o fato de ganhar tão pouco, enquanto pessoas que possuem apenas o ensino médio conseguem ganhar mais. Sou professora do estado em SP, estou deprimida, tenho pavor dos meus alunos,bando de adolescentes desprovidos de educação e respeito, totalmente desinteressados e que só vão para a escola para encontrar os colegas e ouvir música… já me atingiram com bolinhas de papel no rosto enquanto tentava explicar minha matéria. Tem dias que não consigo sair de casa, o fato de ter que encará-los me deixa atordoada, já acumulo muitas faltas e vou continuar faltando sempre que achar que não estou em condições físicas e emocionais…estou desesperadamente procurando emprego em outra área e se Deus quiser, vou sair dessa tortura diária, que é a sala de aula…

Juliana

julho 31 2014 Responder

Odeio essa profissão. Levo uma pilha de redação para casa. Preparar aulas, elaborar provas, preencher diários… comecei como sofressora ano passado e já não aguento mais. É um inferno. Minha família muitas vezes fica de lado. Finais de semana perdidos. UMA BOSTA, EU NÃO AGUENTO MAIS!!!

LULUZINHA

julho 31 2014 Responder

ODEIO TODOS OS MEUS ALUNOS SÃO UNS MAL EDUCADOS AQUELES IDIOTA .PROFISSÃO MALDITA.

Nara

julho 20 2014 Responder

Na época do vestibular tinha 19 anos, alcancei nota para outro curso e optei pela licenciatura.Ganhava 900,00 como estagiária em uma universidade e depois de um ano de formada, fiz prova para professor temporário.Me arrependo amargamente, 2013 foi o pior ano da minha vida.Passei em 2 lugar e peguei uma turma de adolescentes entre 11 e 15 anos.A chamada turma de aceleração.Foi horrível.Fui chamada de “vaca” por um dos alunos.Virava as costas e recebia bola de papel na cabeça.Alguns usavam droga.Me ameaçavam de provocar minha demissão,pois segundo eles nenhum professor suportou ficar ali.Fiz a besteira de adquirir algumas dividas,inclusive um carro e fiquei presa.Ia para a escola e me sentia em uma prisão.Alunos sem interesse na maioria, mães barraqueiras, furto de celular da bibliotecária da escola por parte de alguns deles.Hoje passo perto da escola e tenho trauma.Chorava todos os dias em casa.Rezava para o ano terminar.Hoje em 2014, embarquei nos concursos.Acho que mesmo se fosse professora estável seria infeliz e eu não gostaria de me ver frustrada por não ter alcançado outro rumo.Só quero pagar o que comprei, juntar uma reserva de dinheiro e dizer um dia ” ADEUS MAGISTÉRIO”. Às vezes penso que era melhor ter continuado no meu estágio ganhando pouco e vendo outras opções, do que ganhar o triplo e ser infeliz, depressiva, fatigada com uma profissão que não me dá satisfação.

prof. girafales

julho 5 2014 Responder

Daniela, saia o quanto antes desse hospicio que é a educação, estou de licença e proximo de concretizar meu grande sonho: trabalhar em outra coisa.

Daniela

julho 2 2014 Responder

Sou professora em uma creche particular, me arrependo amargamente do dia em que resolvi fazer pedagogia. pais sem autoridade com os filhos, crianças enlouquecidas e mimadas, uma direção e coordenação que não tá nem ai p/ vc, mas quer ver resultados, material para trabalhar super precário, isso pq se trata de uma creche de ricos, não é qualquer uma não. tenho 28 anos e quero largar isso o quanto antes, já fiz vários concursos na área mas, não passei! minha família não entendi que não gosto! preciso de conselhos!

Vitor Silva

junho 26 2014 Responder

“FILHO DUMA P*TA!” – esse é o tipo de coisa que já ouvi de aluno. Me disse quando virei as costas, após um simples pedido para que fizesse o exercício e se comportasse. “Ai, que tédio essa aula!”, “Graças a Deus que essa bosta acabou!”, “Não vou fazer essa merda!”, “Que atividade ridícula!” – já cansei de ouvir esse tipo de coisa. A maioria dos meus colegas passa pelo mesmo drama.

Trabalho hoje na universidade na disciplina de estágio supervisionado, que é quando os futuros professores vão ter seu primeiro contato com o ensino público. Posso dizer sem nenhum exagero que QUASE TODOS os estagiários dizem: O ESTÁGIO É UM DIVISOR DE ÁGUAS. ENTRAMOS NA FACULDADE COMO IDEALISTAS E DECIDIMOS NOS TORNAR PROFESSORES PORQUE ACREDITAMOS QUE PODEMOS FAZER A DIFERENÇA. MAS A REALIDADE DA SALA DE AULA É DURA DEMAIS! Muitos estagiários dizem: SINCERAMENTE, DEPOIS QUE EU ME FORMAR, VOU FAZER OUTRA COISA DA VIDA. SÓ ENTRO EM SALA DE AULA SE NÃO TIVER OUTRA OPÇÃO. Pior, sem exageros mesmo: muitos dizem isso com os olhos cheios d’água! Vários saem da sala de aula CHORANDO porque os alunos tratam eles como lixo. Várias vezes ao fim da aula eu tenho que lidar com estagiários tremendo de nervosismo e chorando porque os alunos não os deixaram dar aula, porque não se intimidam nem com a presença dos coordenadores da universidade. Já teve até caso de uma estagiária que ficou tão nervosa, passou mal e teve que vomitar no banheiro.

Minha experiência no início não foi diferente: já chorei em sala de aula, já passei mal, já fui pra casa correndo vomitar ao fim da aula. Daí você chega ao ponto de ter uma crise existencial: SERÁ QUE O PROBLEMA É COMIGO? SERÁ MESMO QUE SOU UM PROFISSIONAL TÃO DESPRESÍVEL QUE NÃO MEREÇO RESPEITO? Mas vejam bem: na minha época de estágio, éramos quatro universitários em sala de aula mais a professora deles – CINCO ADULTOS não conseguiam controlar um bando de 30 adolescentes na faixa de 13-14 anos. Eram raros os momentos que realmente conseguíamos dar aula. Definitivamente o problema não é “comigo” e com minha falta de “controle de sala”.

Claro que já tive sim várias turmas boas e ótimos alunos, tenho muitas boas lembranças também. Mas a profissão que escolhi muitas vezes é um drama. O respeito pelo professor vem se perdendo mais a cada dia. Não é à toa que só 2% dos alunos do ensino médio pretendem se tornar professores. Já pensei em mudar de profissão, fazer outra faculdade. Se eu pudesse voltar no tempo, com a cabeça que tenho hoje, jamais teria escolhido Letras. Mas já estou ficando velho para começar do zero, então a melhor opção é me especializar: só aceito pegar aulas na universidade ou em escolas de idiomas onde o estresse é bem menor. Não estou disposto a ter que lidar com falta de respeito, falta de recursos e por um salário de miséria! Hoje simplesmente ME RECUSO a dar aula para um bando de crianças e adolescentes MIMADOS e MAL-EDUCADOS.

É COMPLICADO FAZER CRESCER PESSOAS QUE SIMPLESMENTE NÃO QUEREM CRESCER.

    Rodrigo

    setembro 13 2015 Responder

    Eu comecei agora a lecionar e recebo apenas R$ 900,00 para dar aula de segunda à sexta de informática (windows, pacote office), hardware, redes e de inglês básico.Eu ainda sou iniciante, mas o que eu posso dizer é que vão exister sempre alunos que vc não vai se dar bem e vai estragar o seu dia, mas também existem os alunos que vc vai se dar bem e estes vão animar o seu dia. Esse conflito bipolar de humor que é gerado é o problema, não sei se vou conseguir me acostumar a isso, é difícil, vc precisa ser uma pessoa que não absorve os xingamentos dos alunos para não levar desaforo para casa.O outro problema é que é muito difícil preparar apenas o conteúdo para passar pros alunos, ainda mais agora que eu estou tendo que lecionar 4 matérias diferentes, isso está tomando muito o meu tempo, tendo que ficar estudando nos finais de semana, pois não tenho tempo, ainda estou fazendo faculdade. Além de preparar o conteúdo ainda precisamos elaborar de uma maneira que fique agradável e engraçado pro aluno focar na matéria e não ficar com tédio. Isso tudo é muito difícil, essa preparação de aulas requer muito tempo, e esse é outro problema de ser professor. Geralmente se vc trabalhar em outra coisa, vc acabou o seu expediente e vai embora. Agora, professor não, tem que estudar fora do expediente, corrigir provas, elaborar provas etc.Fora que aqui na escola, além de dar aula de infomorática, inglês, hardware e redes. eu ainda dou suporte técnico para a escola, sem ganhar nenhum centavo a mais.Eu estou ralando muito nesse colégio, pretendo ficar apenas um ano pois preciso do dinheiro, mas depois disso eu vou tentar dar aula numa escola normal, pretendo lecionar português ou inglês apenas, espero que ter apenas uma matéria para lecionar melhore as coisas, pois quero muito ser um bom professor.Acredito que em todas profissões encontramos profissionais frustados. Eu também já pensei em prestar concurso paro algum banco ou o TJ-SP, mas se vc for pesquisar na internet, mesmo recebendo bem, quem trabalha nesses lugares também reclamam muito. Nenhum trabalho é livre de estresses. Eu já trabalhei em fábrica e em loja também, e os dois também me estressavam muito, mas mesmo assim, sempre tem os dias ou algumas horas, pelo menos, que a gente acaba se divertindo com alguma situação, e é isso que a gente deve aproveitar para o trabalho não ser 100% desgastante.Eu sou apenas um iniciante na carreira, mas desejo que quem está começando não desista e persista seu objetivo, temos que nos adaptar ao ambiente que estamos trabalhando e fazer o possível para mudar essa sociedade que está cada vez mais corrompida. Ninguém disse que seria fácil, não se esqueçam disso.

    Mas se não conseguir, fazer o quê? Devemos preservar nossa saúde em primeiro lugar, o estresse é o pior problema causador de doenças no nosso corpo. Não é a toa que existem tantos professores que vão para a escola dar aula bêbados, só assim ou tomando calmente para aguentar certas situações…

    Se nada der certo, talvez seja melhor aproveitar o conhecimento que adquiriu e fazer um concurso público para outro cargo. É o que eu penso se eu algum dia desistir do magistério por completo.

Frustrado

junho 13 2014 Responder

Há vida fora de sala de aula, muita. Dentro existe as trevas, a escuridão da estupidez e da violência.

Alícia

junho 10 2014 Responder

Tenho 28 anos e quero recomeçar; mudar de profissão, fazer qualquer outra velha.
Será que ainda dá tempo?
Sinto-me tão velha….

Eduardo

junho 10 2014 Responder

Não sou professor. Confesso que estou horrorizado com os depoimentos aqui relatados. Uma tragédia anunciada.

Professor Zé

junho 7 2014 Responder

Bom dia colegas

Já faz 01 ano que abandonei as salas de aula de MG, ainda me recordo com muito pesar das salas superlotadas, falta de repeito dos alunos, direção escolar omissa, colegas de profissão doentes, escolas sucateadas. Atualmente tenho tempo para estudar, ler, fazer caminhada pela manhã, etc. Tenham coragem e se libertem, não há emprego mais degradante que ser professor. Façam outros cursos, procurem outras ocupações. Existe vida após sala de aula. Abraço a todos.

Vivinne

maio 29 2014 Responder

Gente, que alento encontrar vocês!
Passei em dois concursos públicos para o cargo de professor. Depois da maratona de exames e documentos, optei pela prefeitura da cidade onde moro. Fui lotada dia 26 de maio (segunda) e hoje, dia 29 (quinta), estou com uma dor de cabeça forte, febre e sem voz. Leciono Português e Arte no Quarto e Quinto Anos do Fundamental. Fui mal recebida por todos da escola, principalmente os alunos. Não são crianças, mas monstros, animais agressivos, seres primitivos (a Antropologia contemporânea que me perdoe, mas Montaigne tinha razão). Até então tinha alguma experiência com as criaturas abomináveis do Infantil. Me arrependo profundamente daquele maldito curso de Pedagogia! Estou perdida e ninguém entende. De que adianta um salário mediano e estabilidade se o resto tá em desequilíbrio. Prefiro banhar e tosar cem mil pets a ouvir as idiotices e os gritos daqueles animais. As gestoras fazem de conta. Os professores tomam 3 litros de café por dia e ostentam maravilhosos calos nas pregas vocais. A escola é imunda. Isso mexeu até com meus valores. Hoje tenho aversão à gente menor de idade. Tenho 24 anos e muita desilusão. Eu e meu noivo, que também é um pedagogo desiludido, decidimos nunca ter filhos. Li todos os comentários e me senti representada. Só me resta chorar…
P.S.: Meu gato é mais alfabetizado que os alunos do Quinto Ano, e acho também que os pais do meu gato lhe deram uma excelente educação antes de abandoná-lo na rua.

Prof. Girafales

abril 18 2014 Responder

Sexta-feira Santa e eu aqui, passando notas e faltas para a bost… do SGP da pefeitura paulistana. Sistema pouco intuitivo, estupido, pouco funcional, vive travando…etc,etc. Estou farto do desrespeito de alunos, direção, pais, coordenadores e prefeitura. Acrescente, ainda, a desunião da classe professoral, vive reclamando, mas na hora do vamos ver é cada um na sua. Chega, mereço ser tratado como um ser humano. Vou me exonerar!

Luciana

abril 7 2014 Responder

O que eu posso dizer? Que não abandonem a profissão, que permaneçam nela por idealismo? Não posso, tenho que concordar com todas as frases ditas aqui. Sinto tudo na pele, pois também sou professora. Só peço que reflitam gente, o descrédito com a nossa profissão tem motivos políticos! Já pararam para pensar quando tudo isso começou? Sim, porque não foi sempre assim. A educação pública já foi lugar de excelência. Se deixou de ser assim, não foi por acaso. Há muitos que se beneficiam do caos na educação. As políticas de aprovação automática, avaliações e CULPABILIZAÇÃO DE NÓS, PROFESSORES, visam destituir o sentido político e social de nossa profissão. Escolas se tornam depósitos de alunos, onde gerações de jovens brasileiros são abandonadas ao analfabetismo funcional. Tornam-se trabalhadores passivos e incapazes de exercerem a crítica, tão necessária na construção de uma sociedade democrática. Se hoje estamos adoecendo, enlouquecendo nas salas de aula; é porque há nisso um propósito político…

    frustrado

    abril 8 2014 Responder

    Sem duvida, concordo em número e grau. E nos professores pagando caro por esse crime. Contagem regressiva para sair desse caos!

    Adalberto

    agosto 1 2014 Responder

    Está certíssima. Isso é um resultado inevitável do processo de implantação do socialismo.

Maria Silvana da Silva

abril 1 2014 Responder

Além do mais, o professor além de servir de piadas para outras profissões, ele também exerce outras profissões na sala de aula, como psicologo, juiz , médico, enfermeiro etc. Não é entendido o por que do professor ser tão desvalorizado no Brasil.Uma colega de profissão deixou uma explicação para tal desvalorização, segundo ela a lei Área foi escrita de lápis é por isso que foi apagada e o professor ficou como escravo da profissão.

francineude

março 25 2014 Responder

Sofrimento, essa palavra resume a minha de educadora. Um bando de fedelhos mal educados filhos de mães e pais que não sabem criar nem um cachorro. Caindo fora, esse ano se Deus permitir é definitivamente o meu ultimo ano.

lu

março 19 2014 Responder

É realmente horrível essa profissão.só quem esta ou esteve nesse barco furado entende. Eu sair porque não aguentava mais(não saia viva), e agora me preparo para outros concursos. Infelizmente meu marido ainda teve continuar nessa profissão ingrata. Mas se Deus quiser eu passando num concurso, ele tb sai dessa.. A gente vai arrumar um jeito para nunca mais nenhum de nos entrarmos numa sala de aula(seja qual for). fico com pena dele…mas com fe em Deus em breve ele sai dessa. Temos que ter esperança.

frustrado

março 17 2014 Responder

Hoje um colega afortunado pediu exoneração da prefeitura de São Paulo. Cansou de ser humilhado pelos alunos, coordenadores inuteis e direção omissa. Que tenha sorte e que o proximo seja este infeliz que vos escreve.

sarah

março 16 2014 Responder

Eu ODEIO SER PROFESSORA! Todos os dias repito para mim mesma que em breve sairei desse martírio, com fé em Deus. Só vivo desrespeito e desvalorização. Precisamos de um país com leis mais rígidas no que diz respeito à escola. Quero deixar o meu abraço aos colegas e dizer que todos nós merecemos algo bem melhor.

    juliana

    agosto 21 2014 Responder

    Nesse momento eu choro lendo essas mensagens. ..estou muito chateada com a falta de educação dos alunos sem equilíbrio para seguir minha vida…

frustrado

março 15 2014 Responder

Savage, realmente a direção e coordenação são duas inutilidades, apenas servem para nos pressionar e fazer exigências aburdas. Quando falam que temos de ser tolerantes com os “anjinhos” a vontade é falar: esta com pena, leva para casa!

    Bel

    agosto 24 2014 Responder

    Pensei q fosse só eu, hj é domingo e já estou passando mal em pensar q amanhã terei q entrentar um 5o. Ano e a tarde um pré! Tenho 35 anos e é tarde pra recomeçar em outra área, ainda mais agora q sou efetiva em 2 cargos. Arrependida…

Savage

março 13 2014 Responder

Essa é a profissão mais hipócrita que já tive,sem valorização nenhuma, desrespeitada,uma classe de gente desunida, que quando está em sala de aula vivi sofrendo, mas basta sair da sala, se tornar coordenadoras, pedagogas ou diretoras que logo esquecem o sofrimento que é a sala de aula e começam a cobrar, perseguir e humilhar os colegas que ainda estão em sala aguentando os alunos. Ou seja, basta melhorar um pouquinho que já se acham superiores,sentem-se como se fizessem parte de uma elite, e os professores de sala de aula são a ralé.Essa classe me enoja.

Josi

março 13 2014 Responder

Ai como é bom ver que não estou sozinha. Ensino ciencias p u fundamental e estou fazendo outra graduação tbm, além de investir em outros concursos. Vamos lá gente, dar um pé na bunda dessa profissão deprimente, humilhante e degradande. Me sinto pagando uma penitência todos os dias ao entrar numa sala de aula.

prof. girafales

março 12 2014 Responder

Apesar de usar um nome “fake”, o que estou aguentando é a realidade do dia a dia. Ontem fui ameaçado, humilhado, cobrado, pressionado etc, etc. Mais um dia numa escola da Prefeitura de São Paulo, onde os alunos podem tudo e vc não pode nada. Some a isso uma direção e uma coordenação que passa a mão na cabecinha dos aluninhos. Quero cair fora o quanto antes…

frustrado

fevereiro 22 2014 Responder

Comparado a vcs estou “velho”‘ pois tenho 44 anos. Entretanto quero cair fora desse “moedor de vidas” que ? a educaçåo. Basta de ser humilhado, basta de diretores e pedabobos mandarem em seu trabalho, sendo que a muito nem sabem o que é uma sala de aula. Quando houver uma falta quase absoluta de professores quem sabe a coisa mude. Por hora estudo para passar em concursos publicos e penso em me dedicar a uma microempresa. Sorte a todos que querem cair fora e aos que cairam, o ultimo a sair apague a luz, por favor.

    Yara

    fevereiro 28 2014 Responder

    Você não está velho ,não. Só é experiente. Faça isso mesmo,saia o quanto é cedo. A educação é como você disse:”um moedor de vidas”.Como eu queria ter o poder de alertar cada jovem que está estudando,cheios de sonhos,pra que faça outra coisa e vá ser feliz…Infelizmente só aprendemos com o tempo.

amanda

fevereiro 20 2014 Responder

Pessoal lendo os posts de voces nao sabem como me sinto….sem esperanca..nao vejo melhoraras..tomo antidepressivos tb..tenho 24 anos…sera que essa profissao acaba com nossa saude mental? Estou em casa e parece que escuto os alunos gritando…e uma sensacao horrorosa vc estar la na frente e ninguem estar nem ai pra vc…nossa me sinto frustrada…arrependida…pior ouvir os meus pais…voce ganha bem e so trabalha 20 horas semanais…nao e ruim ser professor..mas acho que deve ser bom apenaa pra adulto que sabem o que querem…na minha escola as criancas nao me obedecem e nao estao nem ai pra nada

    lu

    fevereiro 21 2014 Responder

    Amanda, sou um ano mais velha que você, tenho 25. Se você ja está assim é melhor se decidir logo.Eu acho! também comecei a tomar antidepressivos ano passado, com 24, e não senti que ia melhorar muito…viver tomando antidepressivos? nossa…é muito ruim. Eu decidir sair enquanto estou nova, posso fazer outra faculdade, outro concurso (como ja estou inscrita e estudando no momento – tomará que eu passe..rs). Pelos comentários, me parece que quanto mais agente espera mais é difícil para sair…e com mais sequelas. Eu fiquei com muito medo, enquanto ainda dava aulas, de ficar maluca…pedia a Deus para não deixar que esses problemas de depressão e ansiedade me afetassem e me lesassem para sempre..é muita pressão.
    Quanto a idade, eu trabalhava só com ensino médio e não é bom. Pensei que com crianças fosse melhor para controlar, mas pelo que vc está dizendo..
    Bem…na verdade é tudo ruim!
    Em relação as pessoas, elas falam..não tem jeito.. Tente explicar para seus pais como se sente, que sua saude está em risco. No inicio minha família também era meio que contra, mas logo que viram minhas condições cada vez mais abaladas concordaram que eu devia abandonar…Boa sorte para você.

    Yara

    fevereiro 28 2014 Responder

    Amanda,
    Parece que alguns familiares nunca acreditam quando você diz que a sala de aula é ruim,que você está sofrendo etc. Eu por exemplo:meu pai nunca dava muito ouvidos às minhas reclamações até o dia em que larguei os alunos na sala e fui embora pra minha casa chorando. Tive uma crise de choro imensa e depois disso,cada vez que tinha que ir à escola, me dava dor no peito e crise de choro. Até que o médico disse que eu deveria procurar ajuda num psicólogo ou psiquiatra. Depois disso,ele passou a me dizer pra largar o emprego porque a saúde e muito mais importante que qualquer estabilidade.
    Beijos e força ,amiga. Não se entregue. Você é super jovem e ainda pode trabalhar em qualquer outra área que deseja.Sei que são seus pais,mas eles ás vezes não estão na nossa pele pra saber o que passamos. E a preocupação deles com a nossa estabilidade profissional é tão grande que preferem ignorar os sinais. Mas vai na fé. Vamos sair disso sim.

    Fernanda

    maio 22 2014 Responder

    Querida Amanda, eu passei exatamente o que você está passando, e decidi colocar um ponto final em março deste ano. Nem meus pais, nem meus amigos entendiam o porquê. O meu marido foi o único que ficou do meu lado, e me apoio 100%, pois via todos os dias os estado o qual eu chegava em casa. Não desanime, e por favor, não se culpe. Nós, os professores, sabemos muito bem como somos tratados, e infelizmente a falta de educação está muito aquém as nossas responsabilidades. E, infelizmente a sociedade em geral acha que temos a obrigação de sermos multiprofissionais ( pais, pedagogos, terapeutas, conselheiros e professores), na verdade o que queremos é ensinar.
    Em geral, eu não consigo ver uma solução a curto prazo. Então, invista em você, e caso alguém te reprove, apenas sugira que esta vire professor, e depois emita alguma opinião. Ser concursado é bom, sem dúvida. Porém, estar em paz consigo e feliz na sua profissão é fundamental. Então, amiga perseverança, e não olhe para trás, com certeza você terá muito sucesso em outra carreira.
    Bjs,
    e fique em paz.
    :xxxx

Professor Emérito

fevereiro 20 2014 Responder

Bom dia queridos mestres.
Sou formado em matemática, resolvi abandonar o magistério e seguir uma área da saúde, passei numa federal. Cansei de ser humilhado, por alunos mal educados, “colegas de profissão”, governo e sociedade. Creio que o pior nessa profissão tão importante, seja a falta de interesse e de respeito dos educandos, que não querem aprender, não querem pensar, não querem respeitar o próximo. Lutem para mudar suas histórias e vençam. Fiquem com Deus.

Yara

fevereiro 13 2014 Responder

Parabéns aos professores que ousaram sair dessa condição lamentável. Estou plenamente convencida de que exercer essa profissão é insalubre e humilhante. Todos os tipos de profissionais passam pro frustrações .Mas experimente na pele ter esse sentimento todo santo dia. Experimente na pele os abusos de diretores incompetentes, de alunos preguiçosos,pais omissos e saúde psicológica comprometida e um salário aquém do que a função exige Não é possível uma vida feliz assim.
Desejo do fundo do meu coração que todos nós encontremos forças para sair disso.De minha parte,estou fazendo outra graduação,estagiando em outra área etc.Estou me preparando pra sair. Não sei se aguento esperar até concluir o curso mas só o fato de estar investindo em outra coisa já me dá um certo ânimo. É difícil depois de uma certa idade mas vale a pena.
Outra coisa:alguém que nunca pôs os pés numa sala de aula não tem o direito de entrar aqui pra criticar os professores e passar lição de moral. São uns hipócritas e ignorantes da realidade.

frustrado

fevereiro 6 2014 Responder

Lu,
vc tomou uma atitude corajosa, eu tambem não vejo a hora de cair fora, estou criando condições para isso. Desejo tudo de bom e que vc encontre a realização e a paz que qualquer ser humano merece. Boa sorte. Eu ainda aguento os coordenadores e pedagogos xaropes e inúteis com suas teorias furadas. Espero cair fora antes que eu morra.

    lu

    fevereiro 19 2014 Responder

    Tenha calma e Fé. Você vai conseguir. Sorte a você e todos.

lu

fevereiro 6 2014 Responder

Tchau pedagogos chatos, xaropes, proza ruim…rsrs!! Tchau adolescentes insuportáveis, sem nada na cabeça..rs!

lu

fevereiro 6 2014 Responder

Ontem enviei o meu pedido de exoneração. Me sinto livre, em paz novamente. Essa decisão foi muito difícil, tinha um sentimento de culpa muito grande. As pessoas falam de você como se não tivesse juízo: “hoje é muito difícil passar num concurso…, Não se acha esse salário em qualquer lugar…, Hoje emprego está difícil…Mas se cheguei até aqui foi por ter capacidade de passar em um concurso, e se me dedicar passo em outro.
Fiquei alguns meses afastadas com essa duvida me corroendo: ” será que estou fazendo a coisa certa?” Mas hoje eu tenho certeza, não ia dar certo.
O que importa é agente ser feliz e ter paz. O que adianta ganhar relativamente bem e viver infeliz em aflição. Chega, isso não é para mim. Vou buscar novos horizontes.
Boa sorte para vocês colegas, e para mim também.

nana

janeiro 30 2014 Responder

Olá!! Sou professora e Odeio tanto a minha profissão que tão logo eu entrei em uma sala de aula do ensino público, eu resolvi fazer outra faculdade! E, digo mais toda pessoa que eu escuto que vai fazer licenciatura, eu começo a dar o meu testemunho sobre o nosso dia a dia, como não somos valorizados, o péssimo salário, a falta de incentivo quando queremos nos especializar (pós-graduação, mestrado ou doutorado), a falta de educação de nossos alunos, e dos pais dos nossos alunos, o assédio moral e até físico, as salas lotadas, o ambiente de trabalho quente, sem banheiro limpo, várias vezes trabalhar em lugar perigoso, não ter material, e professor ter que tirar do seu salário, e depois ouvir de uma mãe que você faz isso por que quer…
Bem a lista de razões é imensa, e eu ficaria um dia todo aqui falando….. NÃO ADIANTA AMAR A PROFISSÃO!!! É necessário que haja a valorização do educador, e o nosso país não ajuda em nada. E, por favor ver a carinha do aluno aprendendo realmente é maravilho, mas pagar as contas no final do mês e não entrar no cheque especial para honrar seus gasto é muito melhor!!
Meu conselho: estudem muito, passem no concurso e vejam a triste realidade!!! No início entramos achando que vamos mudar o mundo, mas isso é papo de quem não conhece a realidade!!! Em menos de um ano vc vai estar na psiquiatria pedindo para sair!!
Ou entao, vc vai repensar e estudar que nem um louco para passar num concurso, como por exemplo, eu estou fazendo agora!!!
PROFESSOR NUNCA MAIS!!! PREFIRO FAZER FAXINA NO INFERNO OU VIRAR ENFERMEIRA DO CAPETA!!!

Jota

novembro 12 2013 Responder

Alguém aqui se lembra da baboseira do conceito de “educação bancaria”? Sim, essa mesma, de um “grande” pedagogo, chamado Paulo Freire. Pois o que temos hoje? É a educação “cheque sem fundo”, quando a criatura precisar usar vai perceber que não tem fundos. Quer dizer, ainda continuamos na “educação bancaria”, a diferença que agora ela não tem fundos, nem depósitos, nem nada. E viva a pedagogia e o que ela nos legou nas salas de aulas.

Luciana

novembro 7 2013 Responder

Engraçado, embora seja de 2011, o texto do blog continua a ser atualizado com comentários desesperados de quem vivencia a dura realidade das salas de aula brasileiras. Li muitos deles, porque me sinto perfeitamente representada por todas as palavras de tristeza e desencantamento com a profissão.
Quando entrei no magistério, não estava tão iludida de que seria fácil, mas sempre pensei: “ah, dou conta”. Mas não demorei a perceber que esse “dar conta” não era questão de esforço pessoal, de amor a profissão ou mesmo da relação com os alunos. Tratava-se de uma batalha contra um sistema societário baseado em injustiças sociais, que marginaliza a educação pública, precarizada de tal forma que destina uma geração de jovens ao semianalfabetismo e a marginalidade. Escolas muitas vezes expostas a violência e a criminalidade que estão além de seus muros, sem estrutura para lidar com todas essas questões sociais tão graves. gente, isso é perpetuar segregação social! Não podemos deixar de perceber essa dimensão política… Não sei por quanto tempo permanecerei ainda, mas acredito que temos todos de somar esforços na luta por uma escola pública de qualidade.

frustrado

novembro 3 2013 Responder

Vc é mais uma vítima deste “moedor de vidas”. Minha opinião: se vc tiver condições caia fora. Minha saúde esta abalada, as cobranças são descabidas, querem milagres impossíveis. Enfim, uma loucura!

lu

outubro 24 2013 Responder

Estou passando por essa situação também. Passei em concurso e leciono a poucos meses no ensino regular (ensino médio). Não estou frustada com salário, mas com as condições do trabalho. Não consigo me adaptar nem gostar do que faço. Vou a força. Mas não estou aguentando mais, estou em processo de saída. Fiquei com depressão, sem vontade de nada, sem animo para nada, sem vontade de viver. Sinto muita ansiedade, nao paro de pensar na escola quando chego em casa, e nao durmo bem pois sonho com o trabalho. Além dos outros sintomas que isso gera, com dor de cabeça (no inicio todos os dias)dores musculares, imunidade baixa trazendo inflamações febres, vomitos etc. É como se eu nao tivesse mais paz na minha vida. Todos os finais de semana preparando aula e estudando ate a noite. E isso para entrar numa sala de adolescentes que nao se importam com nada e so ser cobrado por resultados. Cada dia é uma mudança…mais trabalho para a gente se preocupar e fazer em tempo minimo (se vira nos trinta), ” – antes era para fazer uma coisa, agora é para fazer outra”, mais tempo perdido. Estou desistindo, e também não é facil, estou sem ir a escola por conta da minha saude, e penso em nao voltar mais. É dificil pelo salário, faz muita diferença no orçamento. As vezes penso que poderia melhorar, me acostumar, ou pegar uma nova realidade em outra escola, mas quando penso em tudo que passei e lendo os comentarios é dificil acreditar que possa melhorar. Hoje nao gosto de ser professora, penso em me dedicar a outro concurso. Estou confusa sem saber se estou tomando a decisão correta.
Mas o fato é que estou infeiz.

Eliane

setembro 3 2013 Responder

Tb odeio…antes eu amava a profissão, mas estou no final de carreira e não somente pelo salário mas pela política de MG de desvalorização do professor. Vcs nunca acreditarão nas decisões de 2011. PMDB Anastasia, parceiro do futuro presidente do Brasil Aécio Neves. Espere e verá o que é Choque de Gestão. Muito irão votar nele. Eles juntos acabaram com a educação. Quem criticar os professores que falam a verdade sobre sala de aula é pq nunca entrou numa, atualmente. Tem um comentário aí em cima que o Senhor falou que foi aluno de escola pública. EU gostaria que ele entrasse uma semana numa sala de aula de uma escola pública, hoje. Tb estou adoecendo mesmo tendo disciplina dentro da sala. O fato dos alunos só estarem ligados sabe lá em que vida…celular, fones..etc…e pelo falto deu não achar graça em falar de biologia em sala de aula. Deus nos ajuda….bj.

    Amélia Alves

    fevereiro 13 2014 Responder

    Boa noite.
    Não sabem como fiquei feliz de encontrar este site e perceber que não estou sozinha neste calvário, vou aproveitar para desabafar. Minha história é bem parecida com tantas que vi aqui, passei no vestibular para licenciatura em biologia em uma universidade pública enfrentando uma grande concorrência na época. Jovem, e sem saber muito o que fazer da vida escolhi essa área por a que mais me identificava na época de estudante. Entrei na faculdade e me identifiquei pois a biologia é uma área fascinante, mas na faculdade não nos preparam para o que vamos encontrar na profissão. Colei grau em 2007 e logo passei no concurso da secretaria estadual e começei a lecionar, dois anos depois caiu a ficha e eu me dei conta do grande erro que havia cometido. O salário não é condizente com o trabalho, sobretudo quando comparamos nosso salário com o de outras carreiras de nível superior ou mesmo de nível médio. Mas o pior de tudo são as péssimas condições de trabalho, o desgaste mental e psicológico. Insônia, mal humor e indisposição são alguns dos sintomas que adquirir nesses 5 anos e meio, em que me tornei uma pessoa frustada, pessimista e depressiva. Em 2012 tomei uma decisão, tinha que fazer alguma coisa pra mudar de vida, então estudei nos poucos tempos que restavam na semana fiz o enem e entrei na faculdade de direito de uma universidade federal, diminui minha carga horária pra 20 h e estou estudando para concursos e já consegui aprovação em um e estou esperando a nomeação. Hoje estou com 28 anos e acho que perdi muito tempo, devia ter buscado uma saída antes, mas nunca é tarde pra recomeçar. A todos que como eu estão nessa situação desejo sorte, determinação e perseverança para continuarem na carreira ou buscarem novos horizontes. Obrigada.

Jackson Pedro

agosto 24 2013 Responder

O ensino fundamental é a Desgraça em seu grau mais alto de “peladismo”. Os projetos de adolescentes do século XXI são seres bestiais, abissais e selvagens. Eu temo pelas gerações futuras. Temo e quero que se danem.

desiludido

julho 17 2013 Responder

Ser professor esta impossivel, ninguem aguenta mais, sem antidepressivos… impossivel !!! Vou cair fora, estudar muito para ensinar quem impunemente te desrespeita… nem pensar E viva o ECA, os “pedabobos”, os governos corruptos, enfim, todos que destruiram esta carreira ingrata (ia me esquecendo do Paulo Freire, para mim um ideologo irrealista, que nos legou, em parte, esse estado de coisas).

lea

julho 5 2013 Responder

A minha sorte é que eu também ensino artes às crianças, elas adoram e eu também

professora arrependida

maio 5 2013 Responder

Eu divulgo com prazer novamente pessoal

Comunidade no orkut, EU ODEIO SER PROFESSOR
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1559401

Profissão, ou melhor, BICO desgraçado!!!!!!!!!!!!!!

Henrique

abril 27 2013 Responder

SE arrependimento matasse….

É complicado mudar de rumo, qdo chegamos a um certo ponto e depois de tanto investimento, mas o ambiente escolar está insuportável. Nada foi tão errado na minha vida quanto a escolha dessa profissão. Minhas perspectiva é apenas sobreviver à situação e só.

renato

abril 24 2013 Responder

Sou formado em Letras e quando entrei na faculdade sonhava fazer a diferença; imaginei que os alunos iam gostar muito de mim e eu deles e que o processo de ensino-aprendizagem ia ser algo satisfatório e vantajoso para todos.
Me frustei. Comecei a perceber logo no estágio obrigatório que a realidade é bem diferente do que eu imaginava; as péssimas condições de trabalho, o mau comportamento dos alunos e o mísero salário pago para um profissional que carrega dentro de si o sonho de mudar o sistema educacional do país chega a ser um descaso que eu não desejava para mim.
Então desisti por amar demais o ensino e não ver saída para ensinar como eu queria (ou devia).
Desisti; não por falta de coragem para lutar, é que meu instinto de educador não suportaria a este atual sistema submeter.
Aí eu tentei um concurso em outra área e passei. Hoje eu trabalho em um lugar tranquilo e livre de grandes perturbações e não quero mais lecionar porque só quem já se submeteu à ser professor sabe o qual árdua e ingrata é essa profissão.

Fabiana

abril 23 2013 Responder

Tenho dois cargos na prefeitura de sp, ou seja, 50 aulas por semana há 6 anos. Não estou aguentando mais, compartilho as mesmas angústias dos colegas… o profissão infeliz meu Deus…só os remédios me ajudam a dormir a escola não sai da cabeça parece que nem fui pra casa…peguei 20 dias de licença pq não estava aguentando tava vendo a hora de me indispor com aluno de meter a mão na cara…não sei o que fazer.. só sei que não quero isso pra minha vida inteira só tenho 28 anos e to tomando antidepressivo…mto triste…

Fabiana

abril 10 2013 Responder

Passei num concurso no ano passado e também estou desistindo. Aqui no Rio Grande do Sul a situação é caótica, os alunos são agressivos e só pensam em usar o celular. Vou estudar para outro concurso, pois sei que se continuar ficarei doente.

    Lucia

    abril 23 2013 Responder

    Odeio ser professora, pois passo feriados, finais de semana fazendo planejamento, plano de aula, corrigindo provas e na sala de aula sou desrespeitada a todo momento, com aqueles adolescentes nojentos, que acham que sabe tudo e não sabe nada, nem escrever direito sabe. É um horror, e depois somos cobrados pelos resultados, mas que resultado? se temos alunos que não querem saber de nada, só de drogas…

Milena

março 8 2013 Responder

Acabei de ser chamada no concurso de prof. de ensino fundamental, to com medo depois que comecei ler os depoimentos de voces…

    Luís

    março 10 2013 Responder

    Ficar com medo não vai ajudar muito, o jeito é encarar e ver por si mesma. Quem sabe a experiência possa ser boa para você? As pessoas são diferentes e têm visões diferentes de uma mesma coisa. Desejo a você muito boa sorte! Não percamos a esperança! E se não conseguir se adaptar, parte para o outra(sem olhar para trás), o mundo é cheio de possibilidades. No início é meio difícil ter uma visão mais clara do que é positivo ou negativo na profissão(há muito a aprender na prática). Depois de um tempo você poderá analisar com mais frieza se está valendo a pena o sacrifício. Mas se vir que não é o que queria e está descontente, não se acomode, pois, depois de anos, pode ser tarde demais, as possibilidades vai ficando mais escassas.
    Abraço

Juliana Carvalho

fevereiro 11 2013 Responder

Ah, meus irmãos! Que bom encontrar a todos aqui no mesmo sentimento, na mesma dor! Pensei que já não havia lugar para lamentação em meio a tantas novidades pedagógicas! Sou mais uma de vós, mais uma insatisfeita com a profissão. Tenho 22 anos e estou dando aula a menos de um. Infelizmente tenho uma responsabilidade financeira de me sustentar Meu marido é autônomo e o que ele ganha mal dá pra ele. Trabalho 22,5h por semana e a tarde tento estudar pra sair dessa profissão, mas infelizmente meu curso pe diurno-integral e o tempo que tenho que trabalhar consome uma parte do meu tempo para estudar. Mas é isso mesmo. Tenho fé em Deus que um dia eu saio dessa. Antes tarde do qu nunca. Abraçoss fraternos.

Roque dali de Salvador.

fevereiro 11 2013 Responder

Os Governos de uma Forma GeraL, NÃO querem uma Educação
verdadeira, emancipatória e evolutiva no BrasiL. Educação, conhecimento, geram mudanças. Entra Governo e sai Governo, e os “eleitos” usam a Educação para perpetuar um modelo colonial, opressor e pobre de controle popular. Educar bem as pessoas, é perigoso ! Extingue-se esse alucinado formato brasileiro atual, onde no Caos, na desordem geral, no egoísmo,na chalaça, na violência, geram-se “mais riquesas materiais” apenas aos grandes cofres, aos administradores e legisladores do poder e do erário público. Então, se cobra no BrasiL mais de 50% de impostos nos materiais didáticos e nos livros. Os feitos brasileiros hoje, resumem-se só ao carnavaL, música e futeboL. E as ingênuas professora(es) não devem ganhar o FRACO piso salárial de R$ 1.451 e poucos reais que a LEI deferiu a 5 anos atrás (2008), pois estes professores,com parcos recursos, podem melhorar alunos e escolas, e isso não é conveniente ! E os docentes, morrem com seus sonhos, seus ânimos de juventude com o galopar do tempo, contraem dívidas financeiras absurdas,( morrem devendo), pagando surreais valores a Receita FederaL dos seus cômicos salários de fome e com doenças ocupacionais (incluindo alcoolismo e Hipocondria), que todos sabem e duvidam, adquiridas com os milhões de filhos pobres e muito especiais formatados pela crueL mídia televisiva do BrasiL. Educação brasileira tão débil que, não se conseguem mais formar Engenheiros, médicos e os professores do futuro. Vamos ter que importar ! Sociedade, governos,comunicação, pais e mães. Todos sabem dessa realidade, mas não imaginam-se e nem querem um país melhor, TIPO Alemanha ou JAPÃO ! Este último, dois ou três séculos a nossa frente em Educação. Porque querem bem e valorizam seus impressidíveis professores. (Posição de um professor do fundamentaL, com 20 anos de sala de aulas no BrasiL)//

Luís

fevereiro 3 2013 Responder

Estou com quase 40 anos, dou aulas nas séries finais do fundamental há 5, trabalhava em outra área, em que recebia um salário de fome, mas resolvi fazer um curso de Letras, pois sempre gostei muito de Inglês e Português. Pensei que minha vida profissional seria melhor… Com relação ao salário, melhorou sim, no meu caso, mas se não fossem os antidepressivos que tomo, não teria aguentado por 4 anos, sinto-me esgotado, frustado e, às vezes, inojado e, sinceramente, não consigo acreditar como professores conseguem trabalhar por 25 ou 30 anos nessa profissão(verdadeiros super-heróis!!!). Quanto entusiasmo senti no início!…”Sou professor de Português”(linda profissão!), tenho uma profissão digna!(pensava)…Alunos atirando bolinhas de papel em mim enquanto eu escrevia no quadro, meninas se maquiando quando eu tentava de todas as formas ensinar-lhes algo útil, alunos(enquanto eu estava expondo o conteúdo) entrando na sala, aos chutes,gritando e fazendo gracinhas, desconsiderando totalmente a minha presença. Dentre todos os infortúnios, talvez o que mais me deprimia era o fato de os alunos, na última aula, começarem a fechar e guardar os materiais uns 15 ou 20 minutos antes do sinal, muitas vezes enquanto eu tentava corrigir alguma lição. Também tinha o “querido” diretor, que não assumia nenhuma responsabilidade, dizendo que os professores devem ter “domínio de turma” e ter de aguentar tudo, pois são pagos pra isso. Meu Deus…sei que também não sou santo, tenho meus defeitos, mas tentei, estudei muito, e hoje, as vésperas do ano letivo de 2013, trocaria esse trabalho por qualquer outro digno, não importa se braçal ou não, mas que me possibilitasse ao menos pagar um bom plano de saúde e ter uma vida mais digna e viver em paz. Volto ao trabalho amanhã, já não sinto tanto o terror que eu sentia antes(talvez sejam os comprimidos, benditos sejam!). Deus me ajude!

Professor Lendro

janeiro 12 2013 Responder

Agora vou dar aulas só pela manhã e tarde, vou deixar minha noite livre para estudar, descansar. E assim conseguir sair dessa vida de ser só professor da educação básica. Muita gente me chama de louco, pois vou pedir exoneração do outro concurso que passei para professor e fui lotado anoite. Só que pensei bem, prefiro ganhar menos, ir pagando carro, apartamento com dificuldade, do que trabalhar praticamente de manhã, tarde e noite. E ter a possibilidade de nunca deixar de ser somente um professor da educação básica. Vou estudar para voar mais alto. Enquanto isso vou me virando com que tenho.

Professor Paulo

janeiro 12 2013 Responder

Pessoal!! vamos ter força e mudar de profissão, temos que ter coragem de mudar,ser professor é muito ruim. E ninguém merece isso. sinceramente isso não vai mudar tão cedo, talvez nunca mude. Sou professor de Matemática, e até acho que levo jeito,principalmente para dar aula no ensino superior. Mas temos que usar nosso conhecimento em outras áreas. Por que professor é considerado um subemprego em nossa sociedade. Não somos valorizados. Não ganhamos o que merecemos. Profissão de professor só serve se for como
“BICO”. Vamos lá, vamos estudar, fazer concursos, fazer outra graduação.

Professora arrependida

dezembro 28 2012 Responder

Colegas, existe uma comunidade no orkut que eu faço questão de divulgar. Chama-se EU ODEIO SER PROFESSOR, lá os colegas podem contar suas histórias e desabafar sobre a difícil e ingrata tarefa de lecionar.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1559401

WeSLEY

novembro 6 2012 Responder

A irresponsabilidade anda solta nas escolas estaduais,e não adianta o currículo ser modificado,pois a maior parte da sociedade educa seus filhos para fracassarem como indivíduos de bem,com valores como: Honestidade,respeito ao próximo, integridade e amor próprio.

    Ana

    novembro 7 2012 Responder

    a situação é insustentável… e é como tu disseste, só se dá bem quem não tá nem aí, dá qualquer coisa, fica de zoação com os alunos, com práticas pouco consistentes… enfim, e até entendo esses pois com o tipo de aluno, tipo de pais, de sociedade e estrutura educacional que temos hj… olha, somos reféns! Difícil seguir. Eu saí.

WeSLEY

novembro 6 2012 Responder

Eu comecei a muito pouco tempo a lecionar e como me arrependo…Alunos indiciplinados,sem um pingo de educação e respeito por ninguém…Entrei para substituir uma professora e me deparei com alunos insubordinados,falta de material, e ainda uma direção que acha que devo fazer milagres.SINTO MUITO, MAS NÃO SOU SANTO!!!!
o pior e ter ainda que ouvir ladainha de diretor por causa de aluno inconsequente. Se eu fosse do tipo inresponsável, filão e que não está nem aí para minhas responsabilidades garanto que seria, o melhor professor do mundo!!!!!

kssia

setembro 12 2012 Responder

Assim como a maioria de vcs tmbm me sinto totalmente desmotivada.Sou profªde religião e aimda tenho que com- pletar carga horária com geografia, tenho 12 cadernetas para preencher, que postergo todos os dias prq chego cansada em casa, não trabalho omd moro e sim nos dois municipios vizinhos um pela mnhã e outro a tard e emfadonho.Meu sonho era ter um carro, consegui mas só Deus sabe o que ese sonho realizado tem me custado; financeiramente e psicologicamente costumo dizer que sou profª e motorista só que pela 2ª profissão não ganho nada,so tenho tido despesas, tô pagando pa trabalhar.E o pior de tudo, tenho um supervisor carniça totalmente inesperiente que passa o dia inteiro na sla de profºs tomando cafezinho e nos instruindo tudo errrado, todo dia desejo o cargo de imcopetencia dele.Mas no final d tudo devo agradece-lo por ter me mostrado a saída dse meu problema que parecia não ter solução.Vou fazer pós em supervisão e orientação educacional e passar a tarde inteira só degustando um bom cafezinho, vai demorar um pouco chegar até lá, mas já é algo pra me motivar a continuar nesse mundinho da educação.Esperança ….. essa é a palavra!

Luiz Costa

agosto 30 2012 Responder

Sou professor em uma unidade de ensino pública na Vila do João/ Complexo da Maré/Rio. Sinto que nunca vou deixar de ser educa dor, até mesmo porque sinto prazer quando consigo educar a minha e a de meus alunos.

Não é raro ouvir em suas histórias de vida que foram ameaçados, viram pessoas serem assassinadas. É duro voltar para casa por conta de tiroteio, invasões…. tudo sem o amparo legal.
O salário, baixo, o excesso de ruído, as capacitações humilhantes,ridículas, sem sentido. Nossa! são muitos os motivos que levam nossos alunos e filhos a dizerem; Não “quero ser professor”.

É bom ter espaços como esse para desabafo
Luiz Costa

Rafael

agosto 22 2012 Responder

Olha só os professores ganham uma merreca e um primo meu que trabalha para a iniciativa privada ganha R$1200 para ficar em casa e nao fazer absolutamente nada

Maria

maio 31 2012 Responder

Achei este site, pesquisando sobre abandonar a carreira, cheguei da Escola 23 horas e agora são 2 da manhã e não consigo dormir, somos tratados como palhaços pelos alunos, fora o medo de levar uma bala na cabeça, não sabemos o que esperar. Estou completamente desiludida, se não fossem umas dívidas, largaria tudo hoje, apenas 1% dos alunos se interessam, eles parece feras enjauladas dentro da sala de aula, não veem a hora de ir embora,sequer leem o caderno antes das avaliações. Fiz especialização lacto senso há mais de 1 ano, e até hoje não mandaram meu aumento salarial, ligo e falam que está na folha , sai o holerite e nada, tenho menos de 30 anos, leciono desde os 22, concursada, mas não vejo futuro. Saimos da Escola em frangalhos, só quem passa por isso para saber.. os alunos nos tratam como lixo, seus pais também, mas pedagogentas dão graças a Deus por estarem longe da sala, e querem nos das ” aulas ” de como ensinar.
Trabalho 20h com aulas desde agosto de 2007, mas mesmo assim, não estou aguentando mais, hoje quase chorei numa sala de aula, coisa que nunca me ocorreu. Falta 15 minutos para bater o sino e os alunos já guardam o material, é o caos. Falam alto, agem como animais, quando chamamos os pais para conversar, são mais mal educados que o filho. Desculpe a falta de coerencia mas estou muito nervosa. abraços. Vamos sair dessa. Ano que vem pago todas minhas contas, vou juntar uns meses de salário e sair. isso não é vida.

    Camille

    agosto 13 2012 Responder

    Muito bem, Maria… aproveite que você é nova e recomeçe com mais sabedoria, antes que tua saúde física e mental não o permitam.
    Grande abraço!

Angelica

maio 28 2012 Responder

Mais uma pra turma!
No fim da faculdade já temia o que vinha pela frente, mas não acreditava que conseguiria um mínimo de grana sem estar cursando ou sem diploma. Agora já tomei consciência do tamanho do erro.
Estou numa escola particular em que os alunos batem palmas para não me deixar falar, por exemplo. E sei que a escola está na média, nada de tão terrível. Na hora eu consigo manter a “esportiva”, mas saio de lá com vontade de não voltar nunca mais, durmo mal à noite, etc..
Hoje foi a conclusão da recuperação, os alunos entregaram provas praticamente em branco, trabalhos impressos da internet, e o coordenador veio combinar comigo um jeito de a nota deles ser no mínimo um 5. Ou seja…

Que dor imensa é a sensação de tempo perdido e o medo do futuro!
Passei num vestibular concorridíssimo com pontuação para qualquer carreira… que desperdício!
E agora tenho que recomeçar em outra área que nem sei qual e torcer para dar certo. Isso numa idade em que todos os amigos estão formando suas próprias famílias e cheios de perspectivas.

(Enquanto isso, minha mãe vendo TV na sala. Professora aposentada por tempo de serviço, carga horária máxima e R$1.600 de aposentadoria. Um pouco doente já, 60 e tantos anos nas costas, dependendo da saúde pública)

    Ana Holanda

    maio 29 2012 Responder

    Angélica… saibas que não estás sozinha. Tuas palavras parecem minhas. Mesmíssima situação. E é complicado também recomeçar em outra carreira numa idade em que maioria das pessoas estão estabilizadas. Nos sentimos um tanto perdidos. Sei bem como é. Até mesmo a tua situação com sua mãe é a mesma minha rsrsrsrs
    Abraço e força!

Ana Holanda

maio 6 2012 Responder

Sou professora da rede particular. Vivencio todas estas situações. Encontrei o site tb procurando por alguma palavra de motivação pois estou prestes a me demitir. Recebo R$ 1690 lecionando numa escola particular, 20h.É extremamente cansativo. Dei aula em diferentes modalidades de ensino e posso dizer que na particular, apesar do salário ser (um pouco) melhor, as condições de trabalho são igualmente ruins por diferentes situações: clientelismo (velado ou não), alunos MIMADÍSSIMOS, pais cobradores, as supremas cortes (supervisão pedagógica) que te analisa todo o tempo, tudo tem que passar por eles. Falta de autonomia, respeito… é completamente desmotivador. Graças a Deus tenho uma família que me ajuda (moro com meus pais), então vou continuar meus estudos (especialização-detalhe, fiquei completamente sem tempo, e qdo tenho tempo, falta estrutura emocional, falta motivação devido a exigência intelectual do trabalho-correção de avaliações, preparo de aulas, enfim). Não há nada que estimule continuar. Seguirei talvez até o final do mês pelo salário, para ter uma reserva, mas pouco provável que passe disso. Não consigo me adaptar a essa realidade. Posso dar meu grito de liberdade por ter ajuda, claro, quero minha independência financeira e a buscarei; mas fico compadecida com os que continuam por de fato precisar do dinheiro. Façam como o outro professor que comentou estar estudando para concursos… não dá para viver de ideologia. Faço coro com o colega professor de escola particular Rafael, de Pernambuco, no depoimento de 27 de setembro de 2011 às 21:58. Ao ler teu depoimento me identifiquei por completo. Abraço fraterno a todos.

Robson

maio 2 2012 Responder

Pessoal,

Li todos os comentários e devo dizer que ainda existe uma ilusão: sala´rios melhores tornariam a vida de professor melhor. Infelizmente isto não é um fato. Trabalho em um IFET (antigo CEFET). Ganho bem, pois tenho doutorado e outros benefícios da carreira. Contudo, tudo o mais é igual: desrespeito, desinteresse, arrogância dos estudantes, burocracia educacional inútil… Enfim, meu salário é relativamente melhor, mas descobri (contrariando o que acreditava), que isso é só uma pequena parte do problema. Somos membros de uma profissão se, prestígio social, considerada de massas, barata…

Nara

abril 30 2012 Responder

Prefeitura de Alagoinhas – BA: Jornada de 20h, com nível superior completo: salário de R$750,00

http://concursosnobrasil.com.br/media/editais/arquivos/1115/Alagoinhas_Edital_Web.pdf

Maria

abril 23 2012 Responder

Eu concordo com as reclamações, estou dando aula de História no Ensino Fundamental II, e todo dia é uma luta! Infelizmente, descobri que dar aulas para adolescentes não é meu forte… Me arrependi de não ter feito Pedagogia e ir dar aula para crianças, porque apesar do salário ser ainda menor, acho que são mais fáceis de lidar.
Tenho uma dúvida: sou concursada no emprego que estou, se fizesse pedagogia e passasse no concurso assumindo o cargo, ganharia pela função, ou seja, meu salário seria ainda menor que o atual?

Marcia

abril 8 2012 Responder

Concordo com tudo o que li. Descobri o site por acaso, quando teclei “eu detesto meus alunos” no Google. Eu comecei na profissão cheia de esperança e sonhos, e agora, 10 anos depois, odeio profundamente os alunos, os pais deles, o governo e a categoria que aceita tudo. Nem consigo mais viver pq tenho calafrios quando penso em entrar em uma sala de aula e tenho de dar aulas todos os dias. Consigo aproveitar um pouco o sábado, mas chegou domingo acaba minha paz, pq sei que na segunda vou ter de suportar alunos agressivos, preguiçosos, insuportáveis. Pra mudar de vida, estou estudando para mudar de área. Esse trabalho foi o pior que já tive em toda a minha vida.

Milena

março 30 2012 Responder

Lendo os comentarios me vi entre os colegas.Desculpe quem criticou os professores,mas vcs que os criticaram sao ingratos, vao pra sala fique um ano e de conta do recado.É horrível quando acaba o fantastico e eu sei que logo pela manha vou ser desrespeitada,falar pra parede,preparar ,resumir aula e o Marginal rir da minha cara”,o vagabundo do pai achar q devo ensinar o ele nao conseguiu…o pedagogo sei la o q nao entra na sala achar q culpado é o professor…Tenho insonia, depressao,choro,gasto dinheiro com xerox,rezo para nao me acontecer o pior,e ouço historias iguais todos dias.Nao sei o q fazer …com tamanha desilusao!”Seja nada,mas jamais seja professor,isso é cometer suicidio”

Ex-professora

janeiro 16 2012 Responder

Escapei!!! Parece um sonho! Consegui mudar de profissão! Não foi fácil! Foram 9 anos me limitando a trabalhar somente 20 horas, mesmo tendo aparecido várias oportunidades de trabalhar 40h e ganhar um pouco mais. Mas eu sabia que só assim sobraria tempo e energia para estudar para outros concursos. E consegui! Parece um sonho! Hoje até às vezes me sinto um pouco triste com saudade dos alunos que eu gostava (existe 1% de anjinhos no meio dos monstrinhos…), mas não tenho dúvidas que fiz a escolha certa. A profissão de professora estava me matando por dentro… eu estava ficando uma pessoa pessimista e completamente desiludida com a minha vida e o mundo.

Igor

dezembro 23 2011 Responder

Nossa gente, segunda feira eu ia começar a trabalhar no ensino médio, mas depois de ler esses comentários decidi tirar meu time de campo enquanto é tempo. Me demito!

Vera Lucia

novembro 20 2011 Responder

Encontrei o blog por acaso e me identifiquei muito com a maioria dos comentários, sou professora a 14 anos e estou profundamente desanimada, desmotivada e a 3 anos começei adoecer por conta de todo estresse da minha vida profissional.
Pensei muito e decidi não quero mais isso para mim, desisto.
Tenho 35 anos agora com pressão alta e depressão. Vou começar de novo, pois até hoje não fui capaz de cuidar de mim.Passei tempo demais tentando salvar o Brasil pela Educação, a qual me propuz. Não estou fazendo mais o bem nem a mim nem aos outros pois não acredito mais na Educação. Fico muito triste pois um dia acreditei que poderia fazer a diferença.
Mais a única coisa que muda na Educação quando você entra è você mesmo, nossas condições de trabalho são desumanas sem falar no salário.
Um grande abraço á todos que compartilham de todas essas angustias!!!

Gicele

novembro 8 2011 Responder

Há 12 anos leciono e nunca me senti como agora, com raiva e temor por entrar em uma escola,traçarei um novo caminho e sala de aula nunca mais!!! Obrigada aos pais por permitirem q seus filhos sejam tão mal educados e fazer com que milhares de professores fiquem doentes,dependentes de remédios e arrependidos profundamente de ter escolhido um dia ser professor!

Thiago Barbosa

outubro 25 2011 Responder

Me esforcei muito para conseguir uma licenciatura numa Universidade Federal. Depois de formado tive que me contentar com um péssimo salário e um horrível ambiente de trabalho. Fiquei dois anos e meio na condição de professor de escola pública. Já não aguentava mais,daí comecei a estudar para concursos, e digo com orgulho e satisfação que deixei de ser professor para me tornar policial. Não é o emprego dos sonhos, no entanto, hoje sou muito mais feliz e tenho muito mais tempo para mim nesta nova profissão.

Rafael

setembro 27 2011 Responder

Sou mestre em Letras e decidi deixar o colégio em que ensino para dedicar-me ao estudos e entrar no doutorado. Não aguento meus alunos, não os suporto. Sei que eles são os principais afetados por um pais que não valoriza a educação, mas não vejo-me na obrigação de aturar essas “pobres vítimas” que, por não terem discernimento crítico, repetem como papagaios uma cultura que não valoriza o conhecimento e relega a educação básica a uma situação de segundo plano. Os alunos, sem terem tido acesso à capacidade reflexiva, repetem nossas injustiças, nossos absurdos, nossas mais variadas formas de violência.

Ora, sei que o inferno é isso: uma repetição, ad infinitum, dos mais incontáveis absurdos. Se a nossa educação foi relegação à redundância mais banal, e ao ensino mais mecânico e pouco criativo, ajustando-se às regras do mercado, tenho meu direito de tentar abandonar o barco para não ser tragado pelas águas turbulentas que o envolvem. Deixo aos heróicos navegantes que restarem a tarefa de, como mártires mal pagos e culpabilizados por tudo de ruim que acontece, a tarefa de guiar uma tripulação que não deseja ser guiada e prefere tirar sarro do comandante.

Rafael

setembro 27 2011 Responder

Sou professor de um colégio particular em Pernambuco e sinto na pele o despreso pela minha profissão. Acho que a palavra mais exata é essa: “DESPRESO”. O colégio não me respeita, porque paga-me menos de dez reais por hora aula, e, praticamente, não remunera o meu esforço em preparar aulas e material didático; os alunos não me respeitam porque não tiveram educação doméstica para isso, e a maior parte deles reproduz a visão dominante que diz que uma pessoa vale por aquilo que tem em termos de posses materias; por fim, os pais dos alunos não me respeitam porque, com a conivência de uma coordenação omissa e negligente, medem a educação a partir da quantia despendida nas mensalidade e, vendo-se como clientes, esquecem que a educação não pode ser equiparada a outras formas de prestação de serviços.

A educação, para funcionar, teria que poder desagradar pais e alunos. Aprender requer esforço, dedicação, e a capacidade de aceitar conhecimentos e refexões que muitas vezes são incômodos. Para a educação funcionar, seria preciso que o aluno fosse mais do que um cliente e o professor mais do que um mero prestador de serviços. Enquanto isto não for possível, e no colégio em que eu ensino isto está longe de ser, a educação estará fadada ao fracasso. As regras do mercado, ao se somar com a falta de educação dos nossos adolecentes e crianças, retiram do colégio particular a liberdade a partir da qual seria viável um ensino autônomo e crítico.

Por tudo o que foi dito, simplesmente citar teóricos da pedagogia, como Paulo Freire, sem levar em consideração circuntâncias que os inviabilizam na prática, senão completamente ao menos parcialmente, não passa de uma forma de mascarar a realidade. É fácil dizer que se deve ter uma relação afetiva e aberta com o aluno, mas quando se leva em consideração jovens que falam palavrão, desobedecem, e falam de forma grosseira, como se fossem pequenos patrõezinhos, a situação muda de figura.

    EU

    maio 31 2012 Responder

    Desprezo se escreve com Z.

Sandra Lopes

setembro 14 2011 Responder

Encontrei este blog por acaso e, quando li os comentários identifiquei-me de imediato com eles. Sou professora de Ciências Físico- Químicas há quase vinte anos e, devo dizer que, de ano para ano, me sinto cada vez mais decepcionada com esta profissão e com raiva de mim mesma por aguentar isto dia após dia por necessidade do salário. No início leccionava em turmas de alunos normais e adorava o meu trabalho embora chegasse ao final do dia esgotada. De há dez anos para cá lecciono em turmas de gente que deve ter saído das cavernas e ter sido criados por selvagens: mal-educados, violentos, agressivos, etc, etc… de tudo tenho aguentado. O meu horário de trabalho é pior agora do que no início da carreira, apesar de ter mais habilitações agora porque fiz um mestrado em química direccionada para o ensino. Porque eu gosto de ensinar mas detesto “tomar conta” de gente estúpida. No entanto, sinto-me a arrastar uma depressão (o meu médico diz que tenho que ter cuidado porque estou muito perto de ter um esgotamento). Tenho tentado encontrar emprego noutra área para poder abandonar o ensino, mas neste momento é quase impossível. Já pensei, inclusivé, demitir-me mas eu vivo do meu salário, portanto,tal é impensável. Como tal, resolvi começar a dedicar-me a atividades de que gosto (bordados, etc) numa tentativa de conseguir um equilíbrio na minha vida e afastar o espectro da depressão/esgotamento (infelizmente, tenho visto muitos colegas a sucumbirem). Acontece que trabalho quase todos os dias na escola desde as oito da manhã até às cinco ou seis e meia da tarde (aulas, trabalho de Secretaria, etc) e, quando chego a casa (não contando com as tarefas domésticas) ainda tenho que preparar aulas ou avaliar os trabalhos dos alunos e, muitas vezes, nem sequer no fim-de-semana posso descansar. Como tal, as minhas boas intenções de ir ao ginásio, fazer um cursinho de inglês ou de outra coisa qualquer saem sempre goradas! Ainda me sinto mais furiosa comigo mesma quando penso que há uns catorze anos atrás tive a oportunidade de mudar de emprego (trabalhar no museu da ciência) e não o fiz porque estava muito entusiasmada com o ensino e achava que as coisas só poderiam melhorar! Este ano, para ter salário completo tenho que lecionar em duas escolas! Pronto, já desabafei!

Gerson Nunes

agosto 19 2011 Responder

Tudo Bem! Mas continuo achando que ser professor é uma Bosta.

Gerson Nunes

agosto 18 2011 Responder

Ofensas não são permitidas por aqui, nem contra mim nem contra outr@s comentaristas. Comentário bloqueado.

Att,
RFS

Érica

agosto 7 2011 Responder

É, eu ainda não me formei e já estou caindo fora!Queria parar desde o 3º período,mas fui obrigada a continuar e ainda sou.Não vejo a hora de acabar.E dizer: Adeus magistério,até nunca mais.

Mell

maio 22 2011 Responder

Salário de professor no Brasil é VERGONHOSO!Sou professora e estou muito insatisfeita com a profissão em todos os sentidos!Esta profissão entrará em extinção devido ao baixo salário.A culpa é dos governantes,que só se interessam pela educação em tempos de eleição!

Janaina

maio 22 2011 Responder

Educadores!
Por que nossa classe é tão desunida? Por que deixamos que nos paguem mal, nos desrespeitem, se somos nós quem seguramos o país?
Temos vocação para o trabalho. Deveríamos andar sobre um tapete vermelho, receber honrarias e condições ótimas de trabalho.
Por que não temos força? Por que deixamos essa baixeza e descaramento acontecer conosco?
Somos nós quem formamos os juízes, executivos, médicos… Somos nós quem deveríamos ter bons salários…
Os alunos não nos respeitam porque a sociedade não nos respeita. Valemos pouco, muito pouco e eu, sinceramente, não entendo o porquê de termos chegado nesse ponto.
Abraço

Fernando Cônsolo Fontenla

maio 20 2011 Responder

A morte da carreira de professor me dói como a morte de um parente querido. Só o que eu gastava com condução para trabalhar, mesmo pagando meia, já comia 20% do salário.

Larguei e só volto em último caso!

BÁRBARA DE ALMEIDA

maio 19 2011 Responder

Eu ainda tinha sonhos com a carreira de professora. TINHA!

tabajara

maio 4 2011 Responder

é tá difícil ser professor. mesmo sendo homem e falando grosso os alunos não respeitam mais a escola e muito menos quem ensina. preciso urgente de uma nova profissão porque esta jogaram no lixo e acredito que essa situação seja muito satisfatoria para o governo, pois o que querem é uma população totalmente inconsciente de seus direitos, que não lutem por nada e aceitem tudo feito cordeirinho. Povo com boa educação??? ha ha ha utopia

Nívia

maio 2 2011 Responder

Achei muito pertinente esse post e mais ainda, os comentários sobre ele.
Sou licenciada em Geografia desde 2007. Assim que me formei, tinha uma visão “romântica” da profissão. Achava que nunca ficaria desempregada, pois há muitas escolas públicas em minha cidade (moro em Fortaleza)e por isso, não passaria fome. Meu primeiro emprego foi em um cursinho voltado para o CEFET. Devo confessar que amei a experiência, mas a remuneração…. melhor nem comentar!

O que me fascinou na época (2008), era a dedicação dos alunos. Peguei 5 turmas que estavam ávidas para entrar para o CEFET. Então minhas aulas rendiam muito.

Como meu contrato era temporário, fiquei somente 1 ano e saí de lá com uma puta dor no coração. Mas acahava que levava jeito pra coisa e resolvi batalhar uma escola de verdade. Descolei uma particular. Foi ali que vi que não queria mais ser professora DE MANEIRA ALGUMA! Peguei turmas de 6 e 7 ano, que eu ODIEI! Totalmente desobedientes e sem respeito pelo professor. Sei lá, as vezes acho que esses alunos pensam que somos obrigados a aguentar tudo que vêm deles. principalmente os da rede particular que usam o velho jargão: Meu pai tá pagando!

Fiquei apenas um semestre nessa escola, que tbm (apesar de ser particular), pagava uma mixaria.
Ano passado, descolei uma vaga para lecionar no programa do governo chamado PROJOVEM. Foi através de indicação de um amigo do meu pai. A princípio,achei que não fosse me adaptar pq iria lidar diretamente com alunos em situação de “risco”. O que seria isso? Ex-traficantes, presidiários, usuários de drogas, prostitutas…. Esse é mais um programa de inclusão social.
Fui com a fé e a coragem. Até mesmo pq o salário era razoável. Por 3 horas diárias, ganhava 1.200 reais ao mês…

Enfim, me dei bem nessa empreitada. Gostava dos alunos e eles de mim! Mas como tudo que é bom dura pouco, 6 meses depois alguns professores tiveram que sair, por conta da diminuição de algumas turmas (eles estavam terminando o curso). Ou seja, havia muitos professores para poucos alunos.
Como era novata, acabei indo para no cadastro de reserva (eles dizem que vão chamar todos os profs novamente agora em agosto. Tomara!)

Fiquei altamente desmotivada, sabendo que teria novamente que procurar emprego no ensino “normal”. Dispensei várias propostas, até que resolvi aceitar uma vaga em uma escola estadual para assumir 100h nas turmas de 6 e 7 ano novamente. Tudo o que eu mais detesto! Nem sei o pq de ter aceitado. A coordenadora super gente boa me contratou logo de cara, achando que eu levava jeito para assumir as turmas…. Quanto engano! Apesar de ter participado do primeiro planejamento e já dar como certa minha entrada na escola, desisti aos 45 minutos do segundo tempo…. Não me senti bem em ver novamente aquele bando de pré-adolescentes gritando em sala, rindo das explicações, fazendo gracinhas… e tudo isso para ganhar quase 700 reais por mês! UM ABSURDO!
Só fiquei um dia na escola. Inventei uma desculpa qualquer e me mandei!
Percebi que levo jeito na profissão, mas parece que me especializei somente em cursinhos e similares. Não quero mais aquela chatice do ensino fundamental/médio!

Como sei que existem menos cursinhos e mais escolas regulares, decidi que devo abandonar o magistério e procurar algo mais rentável e que me satisfaça…. Mas confesso que não tenho a mínima ideia do que fazer e isso sinceramente, me assusta!

    Adriano Mota

    agosto 13 2012 Responder

    Nossa, que história a sua. Olá, sou estudante do ensino médio e estou pensando em ser professor, mas com isso tudo, estou me desmotivando. ‘-‘ você está dizendo a realidade e obrigado até, vou pensar em outra profissão.

      Nívia

      setembro 6 2012 Responder

      É Adriano, pense bem se quer esse martírio para o resto de sua vida.
      Existem áreas mais promissoras e reconhecidas. Computação por exemplo, é uma delas.
      Boa sorte em sua escolha.

Aline

maio 2 2011 Responder

Na verdade eu “finjo”. Finjo que ensino e eles (alunos) fingem que aprendem…É assim mesmo, decepcionada, mal paga e os alunos, na maioria, indisciplinados e sem respeito…Um horror!!!Não odiava, admito. Tinha esperanças.Porém, agora não suporto. Só de pensar em ter que trabalhar me dá um frio na barriga, um desânimo…uma frustração!!
Quem sustenta a minha casa é meu marido, pois meus “milhões” R$ 524,00 por 20HS semanais na escola, pois trabalho em casa preparando aula, pesquisando… (sem descontar fotocópias, impressões, locomoção e etc que saem do meu bolso)mal pagam as minhas contas…
Viver de “utopias” é bom pra quem vive num mundo “surreal”. Deve ser muito bom “amar” a profissão tendo outra pessoa pra pagar as contas no fim do mês…Vou sair do magistério e acho até que já fiquei demais. Perdi tempo, podia ter estudado para outro concurso, mas eu tinha que “ver pra crer”. Agora chega!!
Vou mostrar minha competência em outro lugar.

euzinha

abril 12 2011 Responder

Sou professora também e simplesmente odeio pisar em uma sala de aula, me sinto sem forças, desiludida, decepcionada, não consigo dar aula devido a falta de educação dos alunos sem disciplina nenhuma, sem contar os pais que metem o bico em tudo o que nós falamos e fazemos com seus ” filhinhos queridos”, sem contar nas péssimas coordenadoras e diretoras que não tem a menor noção do que é uma sala de aula, só enchem nosso saco e dizem coisas absurdas. Ah! sem contar agora com a inclusão que além dos 30 tem aquele coitado que necessita ser incluido. Como a professora vai conseguir dar atenção aquela pobre criatura que por conta de pura politicagem colocaram lá….é lamentável.

luciana

fevereiro 24 2011 Responder

Ah… sou foramda em História, Pedagogia e Letras e sabe que faço atualmente? Um curso de cabelereiro e estou amando….. vou sim desistir desta profissão antes que ela me leve ao cemitério antes do tempo.

Sócrates

fevereiro 18 2011 Responder

Há casos e casos. Você Teresa talvez possua uma clientela diferenciada. Hoje o professor se assemelha a um vendedor de picolé no Antártida. A mercadoria que “vendemos” ninguém valoriza… oferecemos conhecimento para uma sociedade que possui um conhecimento artificial pronto ao alcance das mãos…

Me arrependo amargamete de ser professor, o comportamento das crianças reflete o quanto nossa profissão é desrespeitada. Vou me esforçar e vou sair desse inferno que alguns chamam de sala de aula. Enquanto não houver uma valorização do nosso trabalho em sala de aula e em toda comunidade escolar é impossível ter forças para continuar.

Teresa

fevereiro 16 2011 Responder

Também sou professora, não estou satisfeita com meu salário, fico muito cansada após a semana de trabalho mas, sério, se vocês realmente ODEIAM o trabalho, vão fazer outra coisa. Se as crianças chegam na sala com um professor que os odeia e os chama de monstrinhos, como poderão ter algum respeito? Como poderão gostar de vocês?
Eu amo a minha profissão e meus alunos, e é POR ISSO que quero um salário mais digno dela.

    luciana

    fevereiro 24 2011 Responder

    vá sonhando….é duro de começar outra profissão quando você investiu tempo e dinheiro por anos em estudos. há 10 anos atrás o curso de pedagogia na faculdade em que me graduei era de 756,00 mensais, hoje quem quer faz a mesma faculdade por 124,00 por mês. por que será? hoje os estudantes tem uma visão mais concreta fo futuro que sera a profissao e caem fora!

    Marcos

    abril 17 2011 Responder

    Cara profª Teresa, em nenhum momento disse que odeio meus alunos, está dedução foi sua.
    Com relação a sua satisfação pessoal faço votos que continue assim, e que a Sra. jamais tenha que encarar a realidade que o sistema público de ensino tem a oferecer aos professores, coisas como: pedagogas que apenas fazem cobranças e não tomam nenhuma atitude para auxiliar os professores, aliado aos pais que querem que seus filhos sejam tratados como se fossem o único aluno da sala, claro além da clássica falta de respeito, deboches e até ameaças que algumas professoras sofrem. A Sra não deve ter assistido ao programa Profissão repórter que passou nos últimos meses de 2010 e mostrou professoras afastadas por problemas psicológicos adquiridos na escola, teve o caso de um aluno no Rio de Janeiro que jogou urina em uma professora. Agora diante de um cenário destes devemos amar uma carreira destas e acolher estas adoráveis crianças e adolescentes e coloca-los em nosso colo? É melhor ser atirado na arena dos leões, pois o sofrimento é mais curto!
    Espero que antes de a Sra. fazer comentários precipitados observe que o mundo vai além dos muros da sua escola e se não quer apoiar aos que pertencem à sua classe profissional, respeite os sofrimentos e angústias que a cada dia só aumentam. Mais uma vez espero que a Sra. não se depare com oque a maioria de nós professores vivemos na realidade e se algum dia isto vier a acontecer que a Sra. não encontre alguém averso e insensível a condição do outro como a Sra. bem demonstrou ser em seu comentário.

      Reinaldo

      março 4 2013 Responder

      Na verdade a situação financeira dos professores é vergonhosa em nosso país, mas perder tempo demonstrando sua frustação em sites é identicamente vergonhoso. Sou aluno da rede pública universitária e estudei em escola pública a vida inteira e fiz cursos profissionalizantes em instituições privadas. E fico a imaginar a frustação de um aluno ao ser chamado genericamente de monstrinho quando ler estes posts e tambem de vários professores dizendo que odeiam a profissão. A grande realidade é que a falta de respeito começa em vocês mesmos que consideram o salário horrivel, as condições pessimas e que não se valorizam e estimulam e passam a mensagem: – Me arrependo de ser professor, sou um coitadinho, to morrendo de fome etc Ninguem respeita gente cheia de auto comiseração. Desse jeito vocês vão continuar chorando e sem andar para frente, no final todo mundo colhe o que planta na atualidade…

        Rosane

        junho 8 2013 Responder

        As pessoas que não lecionam em escolas da rede pública de grandes metrópoles nem imaginam como a coisa está. Contando ninguém acredita. Há 28 anos estou na carreira e já fiz concursos e trabalhei como efetiva em várias redes achando que uma pode ser melhor que a outra. Há três meses na rede pública de São Paulo estou ficando cada vez mais horrorizada com o magistério. Os alunos podem fazer tudo: agredir professor e alunos que querem estudar, rasgar livros e materiais que compramos com dinheiro público, podem quebrar mobiliário, tudo, tudinho sem maiores problemas. O máximo que acontecerá será uma bronca da diretora. A direção não pode ir além disso! Depois a sociedade se questiona o porquê de tantos adolescentes criminosos nas ruas assaltando e queimando pessoas vivas, cometendo crimes cada vez mais bárbaros! Estou fazendo curso preparatório para arrumar outra atividade e meu conselho aos mais novos é: não percam tempo com o magistério, pois não vai melhorar. Aos que ainda sonham em educação pública de qualidade desistam e saiam logo desta carreira. Magistério faz mal a saúde física e mental. É inútil investir tempo e dinheiro nisso.

        Ana

        setembro 28 2014 Responder

        Reinaldo, não nos julgue. Você não faz a mínima ideia do que é ser professor da rede pública de ensino. Jamais nos aponte o dedo no rosto sem saber das humilhações pelas quais passamos. Sim, precisamos desabafar. É UM DIREITO NOSSO. Que bom que podemos desabafar! Ninguém está generalizando porque sabemos que nem todos os alunos são terríveis, mas a grande maioria é. O aluno bom sabe que a carapuça não serve para ele. Também fui aluna da rede pública de ensino a minha vida inteira e sempre fiquei comovida com a situação dos professores. Sim, volto a repetir: precisamos desabafar, já que não tem psicólogo na escola para nos atender e não temos dinheiro para pagá-los. Sair da Educação e parar de reclamar??? Claro que desejamos isso, do fundo dos nossos corações e almas, mas quem tem filho não vai largar o certo pelo duvidoso e passar fome, literalmente. É necessário um planejamento prévio e sério, analisar cada detalhe. Enfim, essa é a nossa vida. Experimente fazer parte de nosso time. Depois dessa experiência você jamais nos julgará, jamais!

Andre

fevereiro 15 2011 Responder

Bem feito, voces professores sao os maiores apoiadores dos comunsitas que derrubaram o governo militar, desde a queda do governo militar os esquedistas tomaram o poder, e como em todo pais comunista vivemos para pagar impostos, se nao tivessemos que sustentar o estado poderiam combrar impostos mais baixos e teríamos salarios melhores, mas voces da esquerda adoram falar mal da privatzsação, sonham em ser funcionarios publicos de elite….

    Robson Fernando

    fevereiro 15 2011 Responder

    Só rindo mesmo.

    Renato

    julho 16 2013 Responder

    Concordo com voce, Andre.

professora

fevereiro 14 2011 Responder

Acorda Brasil na hora de votar!
Salario baixo pra professor é PROPOSITAL!
Golpe de Estado!
Se liga na fita, sem esmorecer!
Cobrem o q é de direito!
Revolucionem!

Marcos

fevereiro 13 2011 Responder

Me formei em maio de 2010 pela UFPR e no mesmo ano fui convocado em um concurso.
Em menos de um ano de trabalho tenho horror ao que faço, seja pela a indisciplina, as condições de trabalho, cobranças e obviamente o salário de escravidão, aqui em Curitiba tem marceneiro que ganha mais do que eu com a vantagem de não ter que pilotar um trem fantasma com trinta monstrinhos!!
Sinto medo, pânico de entrar na sala e não se pode gritar, colocar para fora porque o ECA está pronto para defender os direitos dos pobrezinhos e ainda de quebra tem que aturar os pais. Tomei minha decisão vou sair do ramo da educação e ir para a área empresarial, escola peço a Deus nunca mais!

Andrea

novembro 18 2010 Responder

CONCORDO! Em gênero, número e grau!
Ensino no pior nível possível, fundamental II. Ganho menos que o salário mínimo, tem uma turma que INSUPORTÁVEL, só respeita quem quer. Super indisciplinados, não posso dar advertência a todo mundo…um porre… Meu sonho é ser professora de faculdade, para ensinar Demagogia ou Pedagogia, em que a culpa sempre é do professor, e debater aquelas teorias educacionais cheias de ideologia. Eu quero ver esses professores doutores em nosso lugar em sala de aula para ver a prática deles…Hooooooo que sonho…

Helen

outubro 20 2010 Responder

Correção…
Todo pai e toda mãe que NÃO EDUCA o próprio filho em casa quer que o monstrinho seja educado na escola.
Até mais!

    Adriano Mota

    agosto 13 2012 Responder

    Agora vou fazer mestrado, por que quero ser professor e ganhar bem.

Helen

outubro 20 2010 Responder

Tem dias que até fico feliz com a profissão que infelizmente eu escolhi. Sabem aquele mendigo que estando morto de fome de repente recebe um pedaço de pão velho? Pois é. É mais ou menos isso. Quando algum de meus queridos alunos se interessa ou faz um comentário condizente eu penso: Pô, não é tão ruim! Pode ter jeito. Mas, no outro dia caio na real novamente. A mesma turma, o mesmo grupo com atitudes abomináveis – as que lhes são normais, é claro!!.
Sabem… Arrependo-me demais por ter feito licenciatura. Gostaria de poder fazer algo diferente. Gostaria de ser respeitada como respeito as outras pessoas e profissões. Acho o desrespeito conosco professores, pior que o nosso salário. E olha que a competição é difícil, hein?
Mas, já notaram como todos palpitam na Educação? Todo pai e toda mãe que educa o próprio filho em casa quer que o monstrinho seja educado na escola.
Abraços! Hoje estou pior que nos outros dias. Obrigada pelo espaço para desabafar com quem também passa pela mesma situação.

Lília

setembro 15 2010 Responder

Quem for professor do nível fundamental… tente fazer um esforço e BUSQUE OUTRA PROFISSÃO!!! Eu sou e já estou caindo fora! Vai chegar o dia em que ninguém mais vai querer se envolver em um trabalho tão mal remunerado e desrespeitado.
O MEU CURSO DE PEDAGOGIA SÓ SERVIU PARA A MINHA FORMAÇÃO … é um curso rico.
Trabalhamos com crianças que infelizmente , na sua grande maioria, não tem educação doméstica e acabam sendo mais um agravante para que o trabalho do professor se torne um martírio.

    elviro

    dezembro 6 2010 Responder

    Lília se há uma coisa que a criança tem na escola é poder, na sala é como se fosse umamtribo com 40 caciques e um índio e a direção diz que temos que ter “manejo de turma”, sei lá o que é isto.
    Já pensou o presidente do banco pedir para o gerente ter manejo de turma, ele manda é despedir o funcionário rebelder.
    O Engenheiro não pede para o mestre de obras ter manejo de turma, o operário não que trabalhar-rua.

      silmara buch

      fevereiro 24 2011 Responder

      hoje li seu comentario. a escola pasa a mão na cabeça dos alunos… quero ver quando crescerem se o patrão vai passar a mão na cabeça… é para rua e assim o pobre coitado vai é para a marginalidade. diretora hoje em dia não serve para nada apenas para encher o saco do professor falando bem da verdade e elas proprfia não querem masi saber de pisar dentro de uma sala de aula.

Guajará-Mirim-Rondônia.

agosto 27 2010 Responder

Tmb odeio ser professor,hoje vejo q estudei tanto, pra ganhar uma miséria, sou profª 25h e meu salario é de apenas 537,00.Uma vergonha!!!Já pensei em desistir mas tenho uma filha pra sustentar,minha esperança é que estou estudando bastante pra poder passar em outro concurso e nunca mais ser professor!!!

Kelia

junho 18 2010 Responder

Cada coisa desse tipo que vejo tenho mais vontade de fazer outra faculdade.Sou licenciada em biologia mas me arrependo muito por ter feito uma licenciatura.Trabalho os tres expedientes para conseguir uma faixa salarial de 2 mil reais como professora.Estou morrendo,me desgastando…pra mim é quase um martirio ir forçar a barra com aquelas criaturas que nao tem respeito nenhum por mim.Tenho nojo.Eu so tenho 27 anos porra!!!naum tenho filhos e ODEIO SER PROFESSORA COM TODAS AS MINHA FORÇAS…e o sistema educacional,eu nem preciso falar né? um fiasco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!eu tenho fé que um dia professor va entrar em extinção!!!ninguem merece naum…sinceramente ainda tem doido que gosta dessa vida de semi escravidao!!!

    Robson Fernando

    junho 18 2010 Responder

    Kelia, seu comentário é a expressão exata da frustração de ser professor no Brasil.

    Você não é a única que se sente assim, garanto. E entendo toda a sua dor de ser desvalorizada e maltratada, sem ter aquela que é a profissão mais nobre do planeta minimamente valorizada.

    miriam

    novembro 29 2013 Responder

    REALMENTE É TRISTE A FALTA DE EDUCAÇÃO QUE TEM OS ALUNOS DE HJ, ALÉM DO SALÁRIO NÃO COMPENSAR, O DESRESPEITO POR PARTE DOS ALUNOS, DOS PAIS E DOS SISTEMAS EDUCACIONAIS CAUSA UMA INDIGNAÇÃO MUITO GRANDE.
    TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E FICO MUITO TRISTE COM A FALTA DE RESPEITO E CONSIDERAÇÃO QUE OS PAIS TRATAM AQUELES QUE ACOLHEM SEUS FILHOS COM CARINHO, ATENÇÃO, DEDICAÇÃO, QUE AO FINAL DE TARDE SÓ RECEBEM CRITICAS E DESVALORIZAÇÃO.
    TENHO O DESEJO QUE UM DIA,SE POSSÍVEL FOSSE AGORA QUE, PRINCIPALMENTE A ED. INFANTIL, ENTRASSE EM EXTINSÃO.QUERIA VER NA CARA DESSAS MÃES COMO IRIAM FAZER PRA DEIXAR SEUS FILHOS PRA IREM PASSEAR, PORQUE ESSAS SÃO AS QUE NUNCA ESTÃO CONTENTES, SEMPRE RECLAMAM E DETONAM A PROFESSORA E SE PUDEREM AGRIDEM TANTO VERBALMENTE QTO FISICAMENTE, E NÃO EXISTE LEI QUE DEFENDA O PROFESSOR DESSAS TAL.

Samory Pereira Santos

janeiro 27 2010 Responder

Já leu “Vida de Professor” de Pedro Demo? Tem uma análise sobre o assunto que acho que lhe interessará [não cheguei a lê-lo todo, mas aviso que os dados estão muito desatualizados].

    Robson Fernando

    janeiro 27 2010 Responder

    Na verdade nunca ouvi falar desse livro, mas seria interessante ler.

    Foi escrito quando?

      Samory Pereira Santos

      janeiro 27 2010 Responder

      Foi escrito em 2000, com dados de 1997. Foi publicado pela UnB.

Raquel

janeiro 27 2010 Responder

Além de edificar conhecimento e ética de seres humanos, os professores de ensino básico têm a função de FORMAR cidadãos, ensinando valores que muitas vezes a própria família deixa para a escola fazer isso. Uma pena. Uma vergonha. Um descaso. Mas qual o governo que quer cidadãos pensantes? Pensemos nisso.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo