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jun11

As torturas nos quartéis são algo mais comum do que os civis pensam

Li mais atentamente a lista de casos de tortura no link do DHnet que incluí no post passado, sobre casos de tortura nos quartéis das Forças Armadas. Em seguida, dei uma fuçada no Google e achei uma lista que nos comprova que a tortura no mundo militar brasileiro não acabou junto com a ditadura de 1964-85 nem tampouco era praticada apenas contra opositores do regime. Pelo contrário, torturas por parte de militares continuam, em plenos anos de democracia, sendo bastante frequentes – dessa vez, contra outros militares, dentro dos quartéis.

Abaixo uma breve lista de notícias relacionadas a torturas militares contemporâneas que não me deixa mentir:

Tortura em quartel do Exército em Curitiba, 2005

Tortura em quartel do Exército em Caicó/RN, 2002 (notícia de 2009)

Tortura em quartel do Exército no Rio de Janeiro, 2009

Tortura de jovens fumantes de maconha em quartel do Exército de Realengo/RJ, 2008

Torturas em quartel da Marinha de Ladário/MS, 2005

Tortura em base aérea da Aeronáutica de Porto Velho, 2010

Torturas em quartel da Aeronáutica de Belém, 2010

Tortura em prisão da Aeronáutica do Rio de Janeiro, 1997-99 (notícia de 2000)

Isso porque não sabemos de muito o que acontece dentro das casernas mas não é revelado por causa de ameaças e medo de represálias. Para mais casos, leia o link do DHnet que eu dei mais acima.

Repito o que falei no post anterior: assim como a pecuária, o serviço militar é exploratório e violento demais para ser corrigido com medidas bem-estaristas como aumento de soldos e policiamento de abusos. Até porque o autoritarismo exacerbado, a arrogância de superioridade por parte de quem tem um rank mais alto, a obediência na base do medo (da lei e das humilhações morais impostas pelos “superiores”), a privação de liberdade e outras características típicas de sistemas de escravidão humana e não humana são intrínsecos ao mundo militar.

Essa frequência de torturas é um dos motivos que me fazem defender a abolição global das forças armadas. Porque, afinal, forças armadas só existem porque forças armadas existem. Se não houvesse corpos militares prontos para agredir outros países e povos com ou sem provocação diplomática (como os dos EUA, de Israel e da Coreia do Norte), não precisariam existir exércitos de defesa.

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