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jun11

Brizola Neto: o machismo de O Globo e o “Clube da Luluzinha” ministerial

O post abaixo do deputado Brizola Neto, trazido do Tijolaço, deve ser visto com relevância. Ele nos dá uma amostra de como partes importante do jornalismo brasileiro ainda é direcionado por valores machistas e não está acostumado com a menor desproporção da história brasileira entre as distribuições populacional e ministerial de mulheres e homens.

 

E se são 90% homens, é “Clube do Bolinha”?
por Brizola Neto, para o Tijolaço

Francamente, pode-se ter a opinião favorável ou contrária às escolhas de Dilma para os ministérios, mas a capa do Globo Online é de doer.

Então “quase um terço” de mulheres é “Clube da Luluzinha”?

Nunca disseram que, quando os ministros eram quase todos homens o ministério era “Clube do Bolinha”.

Essa “brincadeirinha” é um desrespeito às mulheres.

Não me parece que falte, a qualquer das duas, experiência – e muito menos representatividade política, porque são uma ex-senadora e uma senadora da República – para exercer o cargo.

Ruim é que as mulheres não sejam ainda a metade da composição dos altos cargos públicos, porque são a metade – aliás, mas da metade, segundo o IBGE – da população.

Aliás, na redação de O Globo, se não são metade, são mais da metade. E a matéria na qual puseram este título foi escrita por duas repórteres e um repórter.

Um amigo, que trabalhou lá há 30 anos, me contou que havia uma história entre os jornalistas de que um dia, um dos irmãos de Roberto Marinho – não recordo se Rogério ou Ricardo, mas já de idade avançada – desceu à redação e se supreendeu ao ver a quantidade de mulheres trabalhando ali e perguntou:

– Puxa, mas quantas mulheres… E elas trabalham direitinho?

Mas isso foi há 30 anos. Os tempos mudam e as cabeças, não.

Chamada machista da versão online de O Globo sobre os ministérios femininos do governo Dilma. Fonte: blog Tijolaço

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