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jun11

Criadores de porcos vão matar 10% de suas porcas reprodutoras para evitar queda de preços de carne

Noticiou ontem o AgroNotícias que os suinocultores do Sul vão assassinar 10% de suas porcas reprodutoras, conhecidas no jargão pecuarista como matrizes, para evitar queda nos preços. A medida ganhou defensores depois que a Rússia anunciou o embargo às carnes de diversos estados brasileiros. Como diz o noticiário citado, “o grupo que pretende reduzir a produção (sic) oferece (sic) atualmente 10 mil suínos por dia, a maior parte ao mercado interno. O setor alega operar no prejuízo, com perda de até R$ 40 por leitão de 100 quilos.”

Ou seja, para essas pessoas, as matrizes são meras máquinas de fabricar leitões que, por sua vez, se tornarão meros pacotes de carne a serem processados. A vida é apenas algo obrigatório, que não se pode dispensar, para manter essas máquinas em funcionamento, e pode ser terminada quando for economicamente conveniente.

Comentei eu, na notícia sobre a verdadeira apologia à pesca predatória feita pela Folha.com, que assuntos de cunho ético-ambiental costumam ser tratados como se fossem essencialmente pertencentes à esfera econômica. A Folha.com e outros noticiários online e offline fazem isso de vez em quando, mas os portais de agronegócio incidem nesse comportamento sempre. Tratam a vida e o sofrimento de bilhões de animais e também o meio ambiente de uma forma puramente economicista, como meras variáveis técnicas que interferem ou influem na arte de ganhar e acumular dinheiro.

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Ana Paula

junho 8 2011 Responder

Enquanto houver quem compre e quem venda produtos de origem animal,não só carne mas tbem seus derivados, isso será um assunto a ser tratado com esta frieza. Eu acho inevitável que seja assim.

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