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jun11

Exportações do agronegócio batem recorde. Isso não é necessariamente bom

Anunciou ontem o site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimeno que as exportações vindas do agronegócio bateram recorde nos últimos 12 meses, arrecadando R$81 bilhões entre maio/2010 e abril/2011.

Não se falou se/quanto a exportação de alimentos de origem animal e a matança de animais na pecuária cresceram nem se o latifúndio canavieiro seguiu a linha ascendente, mas citou-se que as exportações de algodão, feijão, soja e arroz “devem atingir o maior volume já registrado, com 161,5 milhões de toneladas.”

Para os desenvolvimentistas, isso é uma maravilha que deve ser louvada, pois supostamente traz “riquezas” e “desenvolve” a economia. Mas para quem entende de problemas agrário-fundiários, opressão rural, criminalidade socioambiental e direitos animais, o crescimento do agronegócio não proporciona nada além de preocupação, apreensão quanto ao futuro do país.

Quanto mais o agronegócio cresce, mais opressão contra humanos, não humanos e a Natureza silvestre vemos acontecer. Mais lobby defensor de interesses de classe privados vemos acontecer. Mais força político-econômica os políticos latifundiários adquirem e usam no impedimento de avanços socioambientais e éticos e na facilitação de retrocessos legais (vide o Código Florestal ruralista). Menos verde o Brasil passa a ter. Menos esperanças restam para uma futura abolição da escravidão não humana.

A ascensão numérica do latifúndio é divulgado e festejado pelo Governo Federal, que finge desconhecer o outro lado da expansão econômica e consequentemente política dessa atividade elitista.

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