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jun11

Feiras livres de Uberaba vendem peixes mortos na hora para consumo

O Jornal da Manhã Online noticiou – e aqui transformo em denúncia -: feiras livres de Uberaba estão vendendo peixes vivos, que são violentamente mortos na hora da compra.

A novidade atraiu pessoas interessadas em peixes muito “frescos” (que não entraram ainda em estado de decomposição). O JM Online descreve que “os peixes são armazenados em tanques com cilindro de oxigênio e ficam à mostra para os consumidores, próximo à banca.” Há feirantes que comercializam em uma semana 500 quilos de animais recém-mortos – os quais, depois de mortos, têm suas carcaças cortadas e limpas.

A notícia não diz como os peixes são assassinados no ato da compra, mas está óbvio que o abate é feito de forma violenta. Pode-se especular o uso de uma das seguintes formas de matar artesanalmente esses animais: “limpar” o peixe ainda vivo, descamando-os e esfolando-os em agonia; dar pauladas na cabeça; causar choque térmico jogando-os em balde ou minitanque com gelo e água superfria; ou fazê-los morrer de asfixia fora d’água.

Posso incidir no juízo de valor explícito aqui, mas digo com convicção: se comprar a carne de um animal abatido a centenas de quilômetros do lugar já é eticamente muito questionável, comprá-la vendo o animal ser morto supera as raias da crueldade explícita e da insensibilidade. É o indivíduo demonstrar que, não tendo respeito algum por formas de vida senciente não humanas, realmente não vê os animais não humanos como mais do que pedaços de carne com pernas (ou com nadadeiras) esperando ser vendidos e comidos.

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