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jun11

“Não sou eco-histérica nem biodesagradável”: Izabella Teixeira ofende ambientalistas em entrevista

Quando se diz que a humanidade é regida por contradições, fala-se mais que sério. Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, confirma isso, em entrevista ao Público.pt (aquele portal lusitano que divulgou uma “reportagem” extremamente terrorista contra o vegetarianismo uns meses atrás):

O que faz pessoalmente pelo ambiente?

Tenho um carro flex [que funciona a gasolina e a etanol]. Tenho uma fazenda com todas as áreas de reserva legal e de preservação permanente regularizadas. Sou adepta de agricultura orgânica. Sou ligada em eficiência energética. Sou absolutamente cuidadosa com o lixo, odeio desperdício. Trabalho num ministério que é todo de green building. Uso papel reciclado.

Compensa as emissões das suas viagens áreas?

No ministério, temos compensação por reflorestação. As viagens particulares compro numa agência que contribui para um fundo para a Mata Atlântica. Sou CFC free. Uso sacola de pano, tenho grades, caixas no carro para fazer compras no mercado. Faço tudo aquilo que um cidadão de classe média, que tem acesso a informação, pode fazer. Não sou eco-histérica, nem biodesagradável. Mas sou uma cidadã consciente.

Faltou usar mais chavões para remeter aos militantes ecológicos. Faltou dizer que não é “ecochata”, “natureba”, “bicho-grilo”, “abraça-árvore”, “vegangélica”, “ecotalibã”… Tudo aquilo que os ambientalistas ouviam direto no passado e ainda ouvem um pouco hoje em dia.

Uma indireta extremamente grosseira aos ambientalistas e mesmo aos cidadãos empenhados em promover a Educação Ambiental a seus pares. Aliás, um insulto também a quem faz mais do que ela individual e coletivamente em prol do meio ambiente – como ser vegano, morar em ecovilas e escrever na internet sobre meio ambiente. E olhem que isso partiu de uma ministra de Meio Ambiente do país mais emblemático do planeta em biodiversidade e extensão florestal. Uma ministra que não tolera o ambientalismo, tachando quem levanta tal bandeira como “histéricos” e “desagradáveis”.

Para ela, há dois níveis de pessoas conscientes: os cidadãos comuns que fazem o possível individualmente (nem precisa fazer tudo o possível, na verdade, como parar de comer carne) e os “histéricos” e “desagradáveis” que ousam “converter” a população ao que ela deve pensar como o “ecochatismo” e exercer pressão política para parar projetos insustentáveis.

Aliás, será que ela poderia hoje encher a boca para se dizer uma “cidadã consciente”, orgulhosa de usar sacola de pano e caixas para fazer compras e dispensar sprays com CFC, se não fossem os “eco-histéricos e biodesagradáveis” que se atreveram a educá-la ambientalmente ao longo dos anos?

Genebaldo Freire, coordenador do Núcleo de Educação Ambiental do Prevfogo/IBAMA, disse em maio deste ano:

Muitos países não têm uma Política Nacional de Resíduos Sólidos e nós já temos. É uma conquista. Há vinte anos você era rotulado de ecochato, biodesagradável, anarquista e, hoje, você tem políticas voltadas para isso.

E em outubro do ano passado:

Poucas pessoas podem ou querem abrir mão de alguma coisa. Você deixaria de comer carne (cadáver) pelo simples fato de contribuir para a redução do desmatamento, das queimadas, da perda de biodiversidade, da emissão de gases que aumentam o efeito estufa e mudam o clima? Deixaria do comer carne por questões éticas causadas pela crueldade no tratamento do gado? É fácil economizar água, energia elétrica, colocar a latinha para reciclar, essas coisas. Isso não mexe com o seu conforto, suas vontades. Mas uma decisão mais profunda mexe. Aí você não está mais disposto e rotula essa ação de ecorradicalismo, ecochatice, coisa de bicho-grilo, natureba, biodesagradável e por aí segue. Ninguém abre mão. Nem o país rico, de emitir CO2; nem o país pobre, de queimar e desmatar; e nem você, de mudar hábitos alimentares. É uma questão de escala apenas. Eis o desafio, o fascínio e o privilégio de estar presente em um momento fantástico de transição civilizatória. Ou não seria assim mesmo o caminho?

Ele deve ter tido um piripaque ao saber que a ministra de sua área ressuscitou de forma escandalosa a percepção ambiental do senso comum de vinte anos atrás. E, além do piripaque, uma vertigem ao perceber como o ideário ambiental dela é tão conservador e limitado.

Ela agora deve explicações sérias aos ambientalistas brasileiros e também de todo o mundo. Aliás, deve explicações a todos aqueles que se empenham de forma semimilitante em prol de uma vida sustentável para si e para o próximo. Porque sua atitude lembrou a de uma cidadã alienada, não a de uma Ministra de Estado de Meio Ambiente.

Jamais pensei em dizer isso, mas agora é a vez do PIG nos ajudar.

Atualização (06/06/11, 16:28): Já se passaram mais de 24 horas desde a fatídica entrevista, mas até agora nenhuma repercussão. A própria página do Público.pt não contabiliza nem 2700 visitas ainda neste momento.

Atualização 2 (06/06/11, 16:28): Pode ser que alguém venha defendê-la dizendo que ela na verdade teria defendido a si mesma e aos adeptos de hábitos sustentáveis dos rótulos citados. Até este momento não apareceu ainda alguém a dizer isso, mas me antecipo:

a) Ela não pôs aspas nas palavras “biodesagradável” e “eco-histérica” – mas pôs em “obra do regime” e “consumo e produção sustentável”;

b) Tampouco deixou claro ou evidente serem outros, não ela, que usam esses rótulos para taxar ambientalistas e sustentabilistas;

c) O mas que ela colocou entre os rótulos e a sua autoatribuição de “cidadã consciente” diz muito – a “qualidade” de “não ecochata” acaba fazendo oposição, não adição, à de “cidadã consciente”, equivalente a dizer “não sou ambientalista (ou uma sustentabilista radical), mas sou uma cidadã consciente”;

d) Se ela estivesse se e nos defendendo mesmo das pechas pejorativas citadas, ela teria sido mais incisiva e menos confundível. Teria dito algo do tipo: “Não sou ‘eco-histérica’ nem ‘biodesagradável’ (com as aspas cercando os adjetivos) como dizem de nossa categoria (ambientalista). Sou sim uma cidadã que luta pela sustentabilidade e pela consciência ambiental coletiva, e isso não é nenhuma ‘histeria’ ou ‘chatice’.” – ou, simplesmente: “Não sou ‘eco-histérica’ nem ‘biodesagradável’ (com as aspas) como dizem as más línguas. Sou simplesmente ambientalista.”

Isso supondo que ela realmente fosse uma ambientalista, o que ela própria acaba desmentindo ao se mostrar uma “sustentável mínima”, aquela que se restringe aos hábitos ecológicos individuais mais simples e básicos, uma mulher com intuitos bem conservadores;

e) Se percebermos bem, a frase infeliz continua o raciocínio da anterior. Ou seja:

Faço tudo aquilo que um cidadão de classe média, que tem acesso a informação, pode fazer. Não sou eco-histérica, nem biodesagradável. Mas sou uma cidadã consciente.

Ou seja, ela faz tudo o que um cidadão de classe média pode fazer. Não precisa ser desses “ambientalistas histéricos, desagradáveis e xiitas” para ser uma “cidadã consciente”.

Ela pode, entretanto, no fundo não ter intencionado ofender os ambientalistas. Mas aí ela que esclareça isso, considerando que sua linguagem foi muito infeliz.

Obrigado a @Rogiodalac por me fazer tomar ciência da declaração dela.

imagrs

20 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Luciana

junho 8 2011 Responder

É a primeira vez que visito este site, mas não pude deixar de participar da discussão.

Acredito que não é uma mera questão de “palavras mal colocadas”, de uma “frase mal arquitetada”. Acredito sim, que a declaração da ministra tenha um sentido ideológico com o qual, inclusive, não concordo .

Ao usar os lugares comuns fatídicos pra se referir a um conjunto de idéias (no caso as pró-meio ambiente, sustentabilidade etc.), ela está apoiando exatamente as idéias contrárias.

Por quê? Porque ela é a ministra que dá suporte a projetos como “Belo Monte” e o “Código Florestal”; como foi citado anteriormente, é a ministra que não boicota empresas que financiam a monocultura – cultura esta que suplanta a exploração de homens e mulheres camponeses, tipo de produção que é diametralmente oposta à biodiversidade.

Usar esses jargões fatídicos é dizer que as pessoas que acreditam que um mundo diferente é possível são histéricas, são chatas; é dizer que fazer o mínimo basta. Não, não basta!

Não são apenas frases infelizes. São frases que dizem que o poder público não se importa. São frases que banalizam a luta por uma sociedade mais justa.

São palavras preconceituosas. E acredito que devamos ter cuidado ao comprar tais idéias.

    Robson Fernando de Souza

    junho 9 2011 Responder

    Obrigado, Luciana, por ter vindo e apreciado a exposição da grosseria da ministra contra ambientalistas. Como vc veio ao blog pela primeira vez, lhe recomendo que leia outros posts também =)

    bjs

      Luciana

      junho 9 2011 Responder

      Ok, Robson, lerei sim. Obrigada pela cortesia.
      (:

CAROL

junho 8 2011 Responder

Desculpe minha ignorância, mas acho que essa postagem tá no limite entre “dar ênfase” e “deturpar” o sentido das coisas, pelo que entendi a ministra só quis dizer que não era radical em suas colocações e comportamento quanto a meio ambiente, faz o que está dentro de seus limites e o que não compromete seu conforto diário, como qualquer pessoa comum preocupada com o meio ambiente. Vc faz ela soar totalmente contra a causa ambiental, quando ela está falando de um posicionamento pessoal dela, que a meu ver não busca denegrir grupo nenhum. A colocação dos termos eco-histérico e biodesagradável que ela faz, acho que se relaciona com o sentido agregado a estes termos, que é o fato de que muitos ecologistas são radicais a ponto de esquecerem que tem ser humano no mundo, adotando um posicionamento que é de total preservação do meio natural e separação do antrópico do que é meio natural. Sem desmerecer eles, pois não sei se a preocupação com a temática ambiental chegaria aonde está hoje se não fosse por esforço de muitos deles, mas duvido que a maioria das pessoas tenha a determinação e fibra suficientes para dotar o estilo de vida dos mais engajados ecologistas, com direito a ser vegan, não usar nada de origem animal, etc… e definitivamente, não se deve considerar preservação e conservação do meio ambiente natural sem associá-lo ao meio antrópico, em suas facetas sociais, econômicas, culturais, afinal vivemos em um mundo em que tudo isso coexiste, e coexistir significa ambos ambientes fazendo as concessões possíveis para sobreviverem juntos e, você como Gestor Ambiental deve ter aprendido isso no seu curso..

    Robson Fernando de Souza

    junho 8 2011 Responder

    Pois é, Carol. Mas a ministra não trabalhou isso de forma alguma. Simplesmente jogou uma combinação extremamente infeliz de palavras no final da entrevista. Ela poderia ter negado radicalidade de forma muito menos grosseira, o que, no entanto, ainda assim poderia nos fazer questionar sua postura – não como este post faz, enfatizando a ofensa, é verdade, mas pela falta de profundidade na sua atitude.

    E como Cesar Carvalho sabiamente comentou, ela não faz o possível dentro de suas possibilidades pra ser uma pessoa de hábitos sustentáveis. Só algumas coisas.

    Sobre o posicionamento pessoal dela, acreditar pessoalmente que ambientalistas são histéricos e desagradáveis e ainda declarar isso diante dos meios de comunicação a faz não ser compatível com o cargo de ministra do meio ambiente.

    Abs

    P.S: sobre eu “ser” gestor ambiental, peço que leia a parte em que falo de minha passagem pelo curso nesse texto: http://consciencia.blog.br/meioambiente

Tia Tsuko

junho 7 2011 Responder

Robson… Não nego o fato de que as declarações da Ministra foram (muito!) infelizes. Alguém na condição dela deveria ter mais cuidado ao escolher as palavras… Mas acredito que se ela dissesse “Não sou uma ambientalista fanática” ficaria muito pior. Esse acontecimento torrou o filme dela com os ambientalistas, fanáticos ou não, e deu munição para os anti-ambientalistas… “Se nem a ministra aguenta eles, por que nós temos que aguentar?”, daqui a pouco dispara um engraçadinho… =/

    Robson Fernando de Souza

    junho 7 2011 Responder

    Com certeza. Aliás, retiro o “não sou ambientalista fanática”, já tem no post duas opções de frases que ela poderia ter dito sem ofender.

Tia Tsuko

junho 7 2011 Responder

Posso estar usando de “boa vontade excessiva” com a ministra, mas tracei outra linha de pensamento… Talvez, eu deisse TALVEZ, a alusão dela ao “ecochatos” e biodesagradáveis” seja em relação a uma “militância” que virou moda hoje em dia: “Eu sou e você também tem que ser ou vou infernizar a sua vida até te vencer pelo cansaço”. Isso acontece muito entre os gays e tem acontecido também no meio “ambientalista”. Antes que me chamem de homofóbica, explico… Conheço vários gays que resolveram “sair do armário” depois que apareceu o tal “Sérginho do BBB”. Pessoas que esforçam-se ao máximo para chocar as outras (Acreditem, não estou exagerando!), e que levantam a bandeira do “Descobri que ser gay é bom, agora o mundo inteiro tem que ser!!!”. Cada um tem o direito de ter sua opinião, mas socá-la goela abaixo dos outros e depis cobrar respeito é no mínimo incoerência… Resolvemos fazer um churrasco pra comemorar a gravidez da minha cunhada. Convidamos vários amigos… Um deles tem um filho que é vegetariano e mesmo sabendo que o cardápio principal era carne, resolveu ir. Fizemos vários tipos de salada justamente lembrando que ele estaria lá e não come carne… Ele serviu seu prato, sentou no sofá e cada vez que vinha até a mesa fazia cara de nojo e dizia “Ui, que cheiro de carniça…”. Um dos meus irmão disse, depois da 5ª ou 6ª vez que ele fez isso… “Cara, se tu não gosta tudo bem, mas não fica fazendo cara de nojo pra comida dos outros… Deixa de ser chato!!!”… Daí ele começou um discurso de como ser vegetariano é polica e ambientalmente correto, de como somos bárbaros, carniceiros e outros adjetivos educados… Muitas pessoas agem assim e é esse tipo de atitude que marca o “movimento”, por que pra maioria das pessoas que estavam na mesa no momento, quando falarem em “vegetarianos” e “ambientalistas” a imagem que irá a mente será a do “seu fulaninho” fazendo que vai vomitar no prato dos outros e nos enchendo de desaforo… Acho que a mensagem “subliminar” da Ministra está mais pra “Não preciso ser radical (como o filh do meu amigo) pra ser ambientalista. Pequenas ações já são um bom começo e inspiram as pessoas ao redor…”

Sei lá… Como eu disse, pode ser excesso de boa vontade minha… Vai saber, né? =/

    Robson Fernando de Souza

    junho 7 2011 Responder

    Tsuko, essas pessoas que fazem ambientalismo fanático e discursam sobre vegetarianismo em horas totalmente impróprias e de forma idem são uma minoria imprudente. Acabam queimando o movimento.

    Ela poderia dizer simplesmente “não sou uma ambientalista fanática”, não repetir os bordões daquelas pessoas que repudiam aqueles que se opõem a Belo Monte e a Suape e odeiam quando se deparam com uma campanha de Educação Ambiental que lhes sugerem (de forma não impositiva), por exemplo, que virem vegetarianas.

    E como disse Fabíola mais acima, a ministra não tem o que se orgulhar de ser o que chamo de “sustentável mínima”, porque ela está fazendo nada mais do que sua obrigação ambiental. Eu mesmo não necessariamente me orgulho de ser vegetariano pelo animais, porque sei que estou fazendo aquilo que deveria ser um imperativo ético tanto quanto não matar seres humanos. Mas ela usou esses critérios mínimos pra se gabar de ser (questionavelmente) “sustentável” e ainda por cima menosprezar aqueles que vão bem além dela.

fabiola

junho 7 2011 Responder

Acabei de chegar ao seu blog pela Lola. Sou Vegana, e segundo essa ministra aí, sou ecochata e biodesagradável, COM MUITO PRAZER OBRIGADA!

Ela se sente orgulhosa em fazer o que “cidadão de classe média, que tem acesso a informação, pode fazer.”? Senhora Ministra, você não faz mais que SUA OBRIGAÇÂO, como alguém influente, que lida com o meio ambiente e tem acesso à todos os estudos da ONU e OMS, que aliás falam que o veganismo é a solução para o planeta.

Em um governo que sempre pregou contra o preconceito, sempre foi a favor de igualdades,vem uma figura pública e nos ataca deliberadamente. Oi, a escolha é minha e essa sim é a escolha consciente. Mas ter “dó” do “bichinho” que traz muita grana para o governo é ser biodesagradável. Temos que pensar na economia do país… Parabéns ministra já não tinha paciência com vc agora está esgotada.

    Cesar Carvalho

    junho 7 2011 Responder

    Pior, Fabiola, é que nem mesmo a obrigação ela faz. A listinha de coisas que ela diz “fazer pelo meio ambiente” é muito mixuruca, inferior àquilo que um “cidadão de classe média informado” pode (e deveria) realmente fazer.
    Desde quando ter carro flex é fazer algo pelo meio ambiente? De que serve cuidar do lixo se o consumo continua sem controle, se ela compra leite em embalagens tetrapack e carne em bandejas de isopor?
    Cadê a captação de água da chuva? Cadê o aquecimento solar da água em casa ou na fazenda? Aliás, não duvido que na fazenda da madame existam cabeças de gado e que ela tenha desmatado tudo o que podia, com exceção da reserva legal que ela prontamente citou (o que não é nada mais que a obrigação conforme a lei).
    Cadê andar a pé, de bicleta ou, na pior das hipóteses, de transporte coletivo?
    E o mais importante: cadê o eco-veganismo, dona Ministra?

    Não posso deixar de citar quão patético foi mencionar que ela usa papel reciclado – ao invés da opção mais consciente de implantar um programa de eliminação ou redução dramática do uso de papel no ministério (“paper-free office”).Cadê tornar o prédio do Ministério realmente sustentável (reciclagem de água, captação de chuva, geração própria de energia por via solar/vento, etc.), para servir como modelo para os outros ministérios, autarquias públicas e mesmo para o setor privado?

    Como todo órgão público brasileiro, trata-se apenas de um grande cabide de empregos e uma fachada para representar interesses que não os nossos. Ter esperança no futuro de que jeito?

      Robson Fernando de Souza

      junho 7 2011 Responder

      Cesar, 8 letras bastam pra descrever teu comentário:
      F A T A L I T Y
      =D

      E eu acrescentaria um questionamento mais: ela boicota empresas conhecidamente desprovidas de ética ambiental (que obtêm óleo de dendê plantado em áreas desmatadas da Indonésia, compram carne, soja etc. de fazendas griladas e envolvidas em desmatamento ilegal, matéria-prima de fazendas que exploram trabalho semiescravo etc.)?

      fabiola

      junho 7 2011 Responder

      Sim completou muito bem! O que ela diz que faz é ridículo mesmo.O carro flex é patético vai, só falta falar que é ecológico pq é o Ecofox!É jogar na nossa cara que ela está e cangando e andando e como Ministra não que dar nenhum exemplo.

Natália

junho 6 2011 Responder

Ela não é ‘biodesagradável’, é só desagradável, mesmo. E ignorante. Mas o pior de tudo, ela ganha (nosso dinheiro!) pra gerenciar o que muitos de nós faríamos de graça, se tivéssemos pelo menos o poder político pra fazer.

Marine Fiaux

junho 6 2011 Responder

Fica a pergunta para a senhora ministra, nós podemos invesgtigar se tudo o que ela falou que costuma fazer, é realmente verídico?
Parabéns por divulgar.
Smacks no coração.

Denise

junho 6 2011 Responder

Que massa esse Genebaldo! Eu já conhecia alguns livros dele, mas não os li completamente. Agora vou comprar algum (ou alguns, se tudo der certo) e ler mesmo. Vou usar na dissertação também. Espero! Essa ministra, por outro lado, tsc tsc. Abraços.

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