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O jornalismo profissional “troll” e os vegetarianos desnutridos que comem carne branca e não gostam de vegetais

Atualização (09/06/11, 19:00): A reportagem em questão foi retirada do ar esta tarde, depois de protestos dos vegetarianos que manifestaram em seus comentários (nenhum autorizado por sua moderação até onde sei) a indignação por tal pacote de erros e desinformação. De fato uma vitória dos vegetarianos e veganos contra as reportagens desinformativas e manipulativas propagadas por parte importante da mídia lusófona contra a alimentação sem animais. Parabéns e obrigado a tod@s nós!

 

Quando achamos que a imprensa já fez de tudo o possível para maldivulgar o vegetarianismo e queimar o filme do próprio jornalismo profissional, somos pegos por reportagens que superam tudo o que já vimos no que tange à precariedade qualitativa e à (anti-)informatividade destrutiva. A novidade da vez é a matéria “Por uma alimentação saudável, ou nem tanto”, do portal maringaense HNews, ligado ao jornal local Hoje Notícias. Um espetáculo de pérolas e distorções que nos faz sentir como se estivéssemos lendo um blog de trolls.

Ali podemos ler sobre tudo o que o vegetariano consciente e bem informado não é e não faz: vegetarianismo com carne, suplementação com complexos vitamínicos, vegetarianos “pelos animais” que não fazem nada pelos próprios, (a tão famosa) anemia vegetariana, falta (sic) de nutrientes nos vegetais… E a inédita obesidade de causa (insinuadamente) vegetariana.

A reportagem pode inicialmente parecer, para alguns, intencionar orientar sobre como seria uma verdadeira alimentação saudável, mas o que vemos é uma sucessão de ataques toscos e dados enganosos contra até mesmo o ovolactovegetarianismo, a forma mínima da alimentação vegetariana.

Logo no segundo parágrafo, uma pérola vinda de uma mulher que se diz nutricionista – e a autora única das “orientações” que são dadas mais adiante –: “Tem os [vegetarianos] que não consomem só carne vermelha e acabam ingerindo peixe e frango (sic); e tem também os que não comem nenhum tipo de carne.”

Nos três parágrafos seguintes, nada demais aparentemente. Um homem (supostamente) vegetariano de nascença, dono de restaurante sem carne, que “pecou” experimentando carne em algum dia de sua vida, tolera que os filhos comam animais e se sente melhor (?) na saúde por não comer músculos de bichos. Aliás, se esse homem “sempre foi vegetariano”, como pode comparar seu estado de disposição fisiológica com outra época, dizendo-se “melhor” hoje do que antes se, pelo que entendemos, nunca comeu carne de forma regular ou mesmo esporádica, tendo-se limitado a experimentar nacos de carne em pontuais momentos de fraqueza?

Em seguida, um caso malogrado de tentativa pessoal de vegetarianização. Uma moça que, por se alimentar mal, não seguindo uma alimentação balanceada – provavelmente por crer que vegetarianismo é apenas a alimentação onívora simples padrão menos a carne, como um hambúrguer simples só com o pão – descobriu anemia ferropriva no exame de sangue. Diz ela: “Eu precisava repor as vitaminas que não ingeria e como não gosto de soja acabei voltando a comer carne”, acrescentando que a nutricionista (?) lhe havia recomendado suplementação polivitamínica com cápsulas e os pais não aceitaram isso.

Um erro crasso em termos medicinais, uma vez que o tratamento de anemia ferropriva é não apenas alimentar, mas medicamentoso. Tratar essa doença exige, além de uma dieta rica em ferro, ingestão de sulfato ferroso por alguns meses para a correção das taxas de hemoglobina e a reposição dos estoques corpóreos de ferro, não havendo recomendações enfáticas em prol do consumo especificamente de carne [1][2].

Endossando que o vegetarianismo nada tem a ver com carência de ferro, o nutrólogo Eric Slywitch informa: “A dieta vegetariana não é pobre em ferro, como muitas pessoas julgam. De forma geral, as populações vegetarianas consomem mais ferro do que as onívoras. A diferença é que o ferro de origem vegetal é mais sensível aos fatores que promovem ou inibem a sua absorção. A frequência de anemia ferropriva em vegetarianos é a mesma que a de onívoros.” [3]

Quanto à soja, é o eco de um dos tantos mitos tradicionais que a reportagem ajuda a propagar, o de que todo vegetariano “precisa” de derivados de soja para se manter saudável. O que sabemos que não é verdade.

E a mesma moça que desistiu de ser vegetariana por reprovação familiar e por recomendação nutricional acaba caricaturando a ética animal que motiva a grande parte das adesões ao vegetarianismo: “Isso foi pela causa dos animais. Atualmente não faço nada por eles, mas tenho um carinho enorme e cuido muito bem dos meus.” Quem mais notou aqui uma subliminar sátira aos vegetarianos pelos animais, que acabaram retratados como pessoas que “não fazem nada” na prática pelos não humanos?

O texto continua com aquela mesma nutricionista que diz haver vegetarianos que comem carne branca, dando “conselhos” que nos fazem perceber como muitos nutricionistas vêm recebendo uma formação precária nas faculdades onde foram diplomados. Ela “explica que os vegetarianos precisam ter uma alimentação bem balanceada para repor os nutrientes que as pessoas deixam de ganhar ao não comer carne. ‘Não tem ferro, cálcio, proteína e o principal que é a vitamina B12. Para repor o ferro, o feijão, ervilha, lentilha são boas fontes. No cálcio o leite. A soja tem muita proteína. Mas essas pecam na vitamina B12, que só é encontrada na carne.’”

Ela entra em três contradições escancaradas. Primeiro, de acordo com ela os vegetarianos precisam repor os nutrientes que supostamente se deixa de ganhar ao não comer carne. Como? Comendo carne mesmo? Segundo, se a alimentação vegetariana, baseada em vegetais, “não tem ferro”, de que animais então vêm o feijão, a ervilha e a lentilha, declaradas pela própria nutricionista como fontes de ferro? Terceiro, se o vegetarianismo “não tem proteínas”, a soja, também citada por ela como fonte proteica, vem de que criação pecuária?

Quanto à B12, ela omite que ovolactos ainda o obtêm de laticínios e ovos (não que isso seja certo e ético) e vegetarianos estritos contam com suplementação univitamínica. Para ela, tem que voltar a comer carne.

Aproximando-se do fim do texto, o terrorismo psicológico se torna patente nos dois parágrafos finais. A nutricionista que crê em vegetarianos comedores de carne branca planta o pânico ao declarar que a transição ao vegetarianismo – descrito como uma “mudança radical” – é “perigosa” e requer “o acompanhamento de um profissional”, além de insinuar uma relação entre a alimentação sem carne e maus comportamentos nutricionais. Pior, ela fala paradoxalmente de pessoas “que se dizem vegetarian[a]s mas não gostam de vegetais” e se resumem a “arroz e feijão” (o que comem no café-da-manhã e no jantar?).

No último trecho, a complementação do anterior: “a má alimentação pode não ser percebida imediatamente, mas a longo prazo, podem (sic) resultar em anemia, fraqueza e quedas de cabelo. Sem contar na obesidade, que já é um caso de saúde pública, pois o número é muito preocupante”.

Vindo de uma má alimentação, independente da orientação alimentar, tudo bem que sejam sintomas factíveis. Mas, como se falou tanto de alimentação vegetariana, temos a imagem mental de um vegetarianismo deficitário, que causa a longo prazo problemas de saúde e até, pasmem, obesidade, um sintoma que nem os próprios alfacistas imaginaram até hoje para a alimentação sem animais.

Tiramos três lições dessa reportagem:

a) no jornalismo dito profissional nada é tão ruim (Globo, Folha, Veja, Público.pt) que não possa piorar (reportagem do HNews);
b) tomemos muito cuidado com os nutricionistas com quem vamos nos consultar, pois muitos deles creem que há vegetarianos que comem carne branca, vegetais não têm proteína e anemia ferropriva pode ser tratada à base de carne e sem medicação;
c) mesmo com alguns anos da aceleração do crescimento da população vegetariana no Brasil, parte importante da mídia ainda não é madura o bastante para abordar, sem plantar cautela ou hesitação, a alimentação sem animais.

E uma pergunta final: quando será que os meios de comunicação vão parar de depender da autoridade de nutricionistas, sejam pró ou antivegetarianos, e começar a divulgar dados de relatórios científicos em suas matérias sobre vegetarianismo e veganismo?

[1] http://www.sbp.com.br/img/documentos/doc_anemia_carencial_ferropriva.pdf
[2] http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/5303/anemia-ferropriva—anemia-por-deficiencia-de-ferro
[3] vide o livro Alimentação sem carne, de Eric Slywitch, página 39. Editora Palavra Impressa, 2006.

imagrs

18 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Romeno

outubro 11 2011 Responder

“Sobre a definição de vegetarianismo, é improvável que vá começar a englobar o consumo de animais aquáticos.”

Quem sabe? Só sei que começa a ser cada vez mais comum a assimilação dos semi/pesco como vegetarianos. Isso somado aos veganos tomarem vergonha na cara e passarem a respeitar o conceito dos termos, utilizando veganismo para o respeito aos DA e esquecendo o vegetarianismo, as sociedades/união vegetarianas não terão escolha senão acatar a essas dietas como vegetarianas, mudando a definição de vegetarianismo. Não vejo o que poderiam argumentar para não fazê-lo.

Mas é claro que eu não tô nem aí pra definição de vegetarianismo, que façam o que bem entendam dele, só me preocupo com a definição de veganismo mesmo (cada vez mais distorcida, como falo abaixo).

“Quanto à “hipocrisia”, o vegetarianismo é um primeiro passo pra quem deseja aplicar em sua vida o respeito aos animais, mesmo que, segundo você, não tenha uma definição intrinsecamente ligada aos direitos animais. Muito raramente alguém se torna vegano sem alguma gradualidade.”

Nunca neguei a fase de transição, apenas refuto que uma dieta, ainda mais uma sem critérios de DA, tenha razão de ser para o veganismo, mesmo como transição. As pessoas que são “veganas pela metade” (isto é, não aplicam o conceito de DA em todos os aspectos de sua vidas, apenas em algum(ns)), por qualquer razão, inclusive transição, podem se chamar “meio veganas”. Se o problema era um nome, está resolvido.

“Já tem gente querendo restringir mais o conceito de vegetarianismo (vide a classificação de “protovegetarianos”).”

Deixei isso pro fim de propósito. Porque você foi citar esse povo? Nunca vi tanta falácia e autoritarismo junto… essa meia dúzia quer impor esse revisionismo a contra gosto da lógica e da razão, goela abaixo de veganos e vegetarianos. Eles não tem um único argumento.

Perguntinhas que não querem calar e que eles nunca respondem (para quem não percebeu, são TODAS retóricas):

a) O que diabos “veganos” quereriam com a definição de vegetarianismo?

b) Em que essa “redefinição” é útil mesmo?

c) Porque não se preocupam com a definição do veganismo, que já está sendo trucidada (é extremamente comum acharem que o veganismo é uma dieta vegetariana; ou acharem que existem tipos de veganos, como os “dietéticos” [sic!], os “éticos” [sic!], os “ambientais” [sic!], entre outros)?

d) Porque se chamam sociedade “VEGANA” se pretendem tomar conta das definições alheias, e não (pelo que dá a entender pelo nome) daquilo que lhe compete, o veganismo?

e) Porque apelam a autoridade com o nome “sociedade vegana” (dão a entender que são a autoridade do veganismo no Brasil, o que estão muito longe de ser)?

Romeno

outubro 7 2011 Responder

“Seu comentário anterior usava diversas palavras de grosseria e agressividade, por isso foi moderado. E grosseria não é permitida aqui.”

“3. Aqui a expressão é livre, mas tem o limite da cordialidade.”

Retórica incisiva não é grosseria, e o uso de termos como hipócrita e ignorante também não, tudo depende do contexto e intenção.

Há uma grande diferença entre não ter argumentos e sair por aí xingando de hipócrita e ignorante, e enquadrar comportamentos como hipócritas ou ignorantes dentro de um contexto.

“1. É definição objetiva e consensual: vegetarianos não comem qualquer tipo de carne, nem branca nem vermelha.”

Atual e oficialmente, sim, é essa a definição (embora tenha dúvidas quanto ao “consensual”). Mas nada impede que isso mude.

Aliás, oficialmente a definição de veganismo sequer menciona algum critério que não seja “animal”, nada de direitos animais, senciência ou sujeitos de uma vida.

“2. Por que a ética do vegetarianismo pelos animais não se sustenta, nem como transição pro veganismo?”

Como eu disse, é uma mera dieta que nem critérios visando os animais tem (se tivesse não seria uma dieta, mas muito mais que isso, como é o veganismo), portanto se dizer vegetariano “pelos animais” (ou vegetariano “ético”, como queira) é hipocrisia – ou ignorância, caso a pessoa não esteja esclarecida acerca dos DA e não conheça o veganismo -, até porque engloba somente a dieta.

E aí entramos na questão: Muito se divulga o infundado “vegetarianismo pelos animais” [sic] e pouco se divulga os direitos animais e sua respectiva prática, o veganismo. Daí vem a confusão de as pessoas desconhecerem o veganismo e associarem o vegetarianismo com respeito aos animais, e então se dizerem vegetarianas “pelos animais”.

Sobre como transição, é mais uma vez mito achar que essa dieta é “um passo para o veganismo”. Como poderia ser se nem critérios de DA tem? E aqui entramos num ciclo vicioso: se tivesse não seria dieta….

Se a pessoa quer ser vegana e ainda está em adaptação, não vejo porque já não se dizer vegana logo, se já entendeu o que são os direitos animais, estando então apita a fazer o boicote. Mas se veem algum problema, que a pessoa se diga “meio vegana”. É mil vezes preferível cunhar o termo meio vegano do que se dizer vegetariano “pelos animais”. Isso prejudica a definição dos conceitos e logicamente o bom entendimento destes numa conversa ou escrito. Bem como cria falsos rótulos e estereótipos com os quais os indivíduos tem que conviver, mesmo que não façam nenhum sentido (nem para eles e nem para os conceitos que adotaram). Por fim prejudica os direitos animais e sua respectiva prática, uma vez que sem um sólido conceito de DA e veganismo fica impraticável difundi-los.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 7 2011 Responder

    Sobre a definição de vegetarianismo, é improvável que vá começar a englobar o consumo de animais aquáticos. Já tem gente querendo restringir mais o conceito de vegetarianismo (vide a classificação de “protovegetarianos”).

    Quanto à “hipocrisia”, o vegetarianismo é um primeiro passo pra quem deseja aplicar em sua vida o respeito aos animais, mesmo que, segundo você, não tenha uma definição intrinsecamente ligada aos direitos animais. Muito raramente alguém se torna vegano sem alguma gradualidade.

    Quanto ao restante do que você diz, faz sentido sim.

Romeno

outubro 6 2011 Responder

Comentário “agressivo” (cara de espanto aqui)? Isso só pode ter sido uma forma de fugir da raia, já que meu comentário em NENHUM momento faltou com o respeito a quem quer que seja e nem usava linguagem de baixo calão.

Se você quer um falso politicamente correto ao extremo nos meus comentários, não vai encontrar, eu procuro ser verdadeiro.

E já que você leu meu comentário, já está sabendo: Não deturpe nem misture conceitos, prejudicando o bom entendimento dos termos.

Para quem não teve a oportunidade de ler meu censurado e nada agressivo comentário, ele questionava a condenação dos vegetarianos que comem carne branca e peixe; e também uma suposta motivação “ética” para o vegetarianismo. Argumentava que tanto a condenação do semi/pesco-vegetarianismo, quanto a “ética” “pelos animais” do vegetarianismo não se sustentam.

Não posso deixar de dizer: Um pouco de liberdade de expressão aqui vai bem, permitir a crítica e visões diferentes é importante. Pense nisso da próxima vez que for moderar um comentário.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 6 2011 Responder

    Seu comentário anterior usava diversas palavras de grosseria e agressividade, por isso foi moderado. E grosseria não é permitida aqui.

    Sobre suas indagações:
    1. É definição objetiva e consensual: vegetarianos não comem qualquer tipo de carne, nem branca nem vermelha.
    2. Por que a ética do vegetarianismo pelos animais não se sustenta, nem como transição pro veganismo?
    3. Aqui a expressão é livre, mas tem o limite da cordialidade.

Romeno

outubro 6 2011 Responder

Não estou afim de responder um comentário agressivo como o seu. Pelo contrário, ele viola as regras de comentário deste blog, por isso foi apagado. Argumente com polidez e vou poder respondê-lo como você quer.

Att,
RFS

Rafael Ribeiro

junho 17 2011 Responder

Muito interessante, precisamos suscitar essas discussões.
Parabéns pelo blog.

Vejam:
http://examedevista.wordpress.com/2011/06/15/etica-politica-e-a-antropologia-da-carne/

    Robson Fernando de Souza

    junho 17 2011 Responder

    Obrigado, Rafael. Vou comentar esse seu post daqui a pouco.
    Abs

Cesar Carvalho

junho 9 2011 Responder

Também comentei lá, mas acabaram de tirar a notícia do ar.

    Robson Fernando de Souza

    junho 9 2011 Responder

    kkkkkkkkk Valeu pela info, vou atualizar o post =D

Bárbara de Almeida

junho 9 2011 Responder

Tinha sido este:

“Olha, vou te dizer hein: que matéria mais rasa, sem conhecimento no assunto, sem a tal da imparcialidade jornalística, totalmente puxada para o lado dos onívoros, subjulgando (como estou cansada de ver) as dietas veg(etari)anas. Credo. Coisa de clipping de redação de terceira. Manda esse povo ir estudar um pouco mais de nutrição antes de escrever por ai que “É muito perigoso,(ser vegetariano)” (sic) ou “os vegetarianos precisam ter uma alimentação bem balanceada ” (sic), pois estamos cansados de saber (ou deveríamos estar) que TODAS as dietas que precisam desta preocupação nutricional”.

Quando que eu faltei com a razão para ignorarem meu comentário, hein?

Bárbara de Almeida

junho 9 2011 Responder

O comentário que eu fiz ontem nesse “HNews” não foi aprovado ainda. Ahh, vá, jornalistazinhos ¬¬’.

Jessica Meireles

junho 8 2011 Responder

Há pouco mais de um ano fui atendida por uma médica (creio que “clínico geral”) numa emergência de um cais em Goiânia (onde sempre morei) e fui questionada sobre o consumo de cálcio e a médica disse que só tem cálcio em leite e casca de ovo. Vejam só, no meu livro de biologia do ensino médio mesmo fala que há cálcio em vegetais e uma pessoa que cursou medicina vem me dizer que não tem. É uma vergonha!

    Robson Fernando de Souza

    junho 8 2011 Responder

    Vai ver que ela se formou numa Uniesquina ou numa Fafefifofu da vida.

      fabiola

      junho 8 2011 Responder

      Não acho q é apensas a qualidade de ensino, mas veja bem aqui na UFMG a nutrição quase não fala sobre a opção vegana. (coloquei quase para não ser generalista, apesar de estudantes do curso já terem me falado que não viram nada a respeito)

      Os cursos propagam a cultura da carne, pq essa é forte e tem muito poder no país, msm pq são os pecuaristas q estão no governo.
      Nutricionistas com bom senso estão começando a aparecer, ainda mais nas cidades menores, mas ainda sim já ouvi de boca de médico que a minha escolha é errada.

      Mas em relação a reportagem só posso ir lá e mandar eles pesquisarem e parar de falar merda. Tá muito fácil fazer reportagem hoje em dia!

        Robson Fernando de Souza

        junho 8 2011 Responder

        É, pelo visto o buraco é mais embaixo =|

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