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jun11

Tortura em nome da ciência (Parte 43)

Obs.: Pelo que vocês podem ter notado desde a notícia sobre o incentivo de parte da mídia brasileira à pesca predatória, agora estou adotando um novo jeito de trazer notícias. Em vez de clipá-las completamente ou em sua maior parte, eu mesmo dou a palavra da notícia, abordando-a de um jeito totalmente diverso ao da mídia mainstream e banhando todo o corpo do (meu) texto com o ponto de vista que defendo. No máximo divulgo os parágrafos centrais dos textos dos noticiários.

A novidade foi uma experiência, realizada na Universidade de Ohio (EUA), que atestou supostos* efeitos benéficos do efeito-sanfona (emagrecer, engordar, emagrecer, engordar… alternada e indefinidamente). Como de praxe, ratos foram as cobaias exploradas.

Diz o Terra Notícias:

Os cientistas analisaram 30 ratos, divididos em três grupos com regimes alimentares diferentes. O estudo durou pouco mais de dois anos, tempo de vida típico dos animais.

Os camundongos que receberam apenas dieta rica em gordura comiam mais, pesavam mais, tinham níveis mais altos de gordura corporal e se tornaram intolerantes à glicose (pré-diabéticos). Os que alternaram entre uma dieta rica em gordura e de baixo teor de gordura a cada quatro semanas viveram cerca de 25% mais tempo que os obesos e tinham melhores níveis de glicose. Também viveram quase tanto quanto o grupo controle, alimentado com baixo teor de gordura.

Ou seja, dez dos ratos foram acostumados com alimentação rica em gordura, algo notadamente nocivo. A notícia não fala das doenças que devem ter sofrido, exceto terem entrado em estado de pré-diabetes, mas afirma que viveram 20% menos** que os ratos induzidos ao efeito-sanfona.

Os animais engordurados, segundo podemos deduzir do dado dos tempos de vida diferenciados, sofreram lentamente com as doenças e desgastes fisiológicos proporcionados pela dieta com a qual foram obrigados a viver. O que nos leva à conclusão de que estamos diante de mais uma exploração, com efeitos muito nocivos, em nome da ciência. Uma tortura indireta, que não infligiu violência direta como nas experiências envolvendo câncer ou comportamentos induzidos por choques elétricos, mas abreviou de forma sofrida a vida de roedores.

Isso sem contar com a total privação de liberdade. Nasceram presos, cresceram presos, viveram toda a sua vida presos, sob os olhares de cientistas que os viam apenas como meros instrumentos autômatos de pesquisa científica.

Mesmo quando a notícia envolvendo pesquisa com animais não mostra violências óbvias, a pesquisa em si nunca deixa de ser o que é: uma exploração que contraria e viola os interesses dos animais não humanos e os priva de qualquer direito.

 

*Tudo aquilo que não foi testado ainda em seres humanos é apenas suposto mesmo.
**Quando A é 25% maior que B, B é 20% menor que A. Ex.: A = 5 = 1,25B (+25%) => B = 4 = 0,8A (-20%)

imagrs

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