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jun11

Tortura em nome da ciência (Parte 44)

Cientistas da Universidade de Missouri (EUA), na intenção de descobrir os efeitos da exposição humana à substância tóxica bisfenol-A, presente em produtos plásticos como vasilhas e mamadeiras, expuseram camundongos “a uma dieta diária e suplementada com BPA [bisphenol-A no inglês] e compararam com outro grupo que teve uma única exposição à substância” (Fonte).

O resultado é que quantidades crescentes de bisfenol-A se acumularam no sangue dos camundongos “suplementados” com o tóxico. O intuito era mesmo ver o quanto os animais sofriam com a exposição à substância, pois, afinal,

[…] examinar as concentrações de BPA em modelos animais depois da exposição durante uma dieta regular e diária […], segundo os pesquisadores, é o melhor método para se aproximar da exposição crônica e contínua como a que ocorre com os seres humanos. (Fonte)

As consequências, como é de se esperar na grande maioria dos experimentos envolvendo a tortura de cobaias, não foram nada boas:

Parte do infográfico no site da Veja que é fonte desta notícia.

Câncer de mama, distúrbios cardíacos, obesidade, hiperatividade, danos aos fetos… Depois ainda aparecem pessoas defendendo esse tipo de experiência, mesmo diante de tanta violência e sofrimento, pois afinal, como diz o ex-vegetariano Lobão, “antes eles do que eu”.

Ao contrário do Deus da bíblia, que, na mitologia cristã, sacrificou sua parcela humana por vontade própria para “salvar” a humanidade, os seres humanos sacrificam a liberdade, a integridade físico-mental e a vida de, a cada ano, milhões de animais não humanos completamente contra a vontade destes.

Me pergunto por que os religiosos fundamentalistas que estão se revelando ao Brasil em famigeradas “marchas da família” homofóbicas não protestam, por exemplo, contra a exploração de animais em pesquisas. O amor de uma categoria específica de pessoas “não é de Deus”, mas a tortura impune e desenfreada de animais inocentes é, por acaso?

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