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jun11

Tortura em nome da ciência (Parte 49)

Ratos e camundongos são os grandes bodes expiatórios da vontade que a humanidade tem de combater o câncer. Para atacar essa doença, ataca-se com severa violência biológica animais que nada têm a ver com os problemas particulares de nossa espécie, e que sequer têm a habilidade de aceitar ou recusar participar desse tipo de experiência. O ato da vez foi a indução de câncer de próstata em camundongos e o posterior tratamento com vacinas contendo o vírus VSV, para um estudo publicado na revista Nature Medicine.

Primeiro, genes de próstatas sadias humanas foram “contrabandeados” para o corpo genético do vírus VSV (sigla em inglês para vírus da estomatite vesicular). Simultaneamente, camundongos foram induzidos ao câncer de próstata e a todo o sofrimento decorrente da doença. Em seguida, a vacina com os VSV transgênicos.

A Folha.com explica brevemente em que consistiu a ação dos vírus:

Os vírus, por sua vez, fizeram o serviço sujo de induzir a produção elevada de moléculas típicas da próstata, cuja receita está contida nos genes escolhidos pelos cientistas. Uma delas é a PSA, usada justamente para diagnosticar tumores de próstata.

Diante da presença aumentada das substâncias específicas do órgão, e da própria ação do vírus, o corpo dos ratinhos foi estimulado a reagir contra os cânceres.

Afirma-se, apesar das diversas incertezas do estudo da experiência-tortura, que “em 80% dos casos, a doença acabou sendo eliminada”. O que implica dizer que, nos 20% restantes, os camundongos sofreram até a morte, ou foram sacrificados diretamente pelas mãos humanas para “abreviar” sua miséria. Isso se não houve também a matança dos animais curados para fins de estudo necropsial.

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