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jun11

Tortura em nome da ciência (Parte 52)

A série de experiências feita por uma equipe de vivisseccionistas da UFMG e da Fundação Ezequiel Dias sobre os efeitos terapêuticos de várias toxinas da peçonha da aranha-armadeira deixou muitos experimentos violentos das universidades estadunidenses no chinelo. Uma série de torturas foram infligidas em camundongos para testar os efeitos de toxinas do veneno dessa espécie de aranha em vários problemas de saúde, crônicos ou não.

Diversos problemas foram causados nos animais para que as toxinas fossem testadas: dor crônica, dor neuropática, câncer (não foi especificado que tipo, mas ficou claro que causou fortes dores nos animais), isquemia cerebral, isquemia da retina, arritmia cardíaca e disfunção erétil. Abaixo um pedaço do infográfico da Folha.com em que está clara a violência brutal desses experimentos:

É certo que cada tipo de tortura foi infligido em grupos diferentes de animais, mas ainda assim o sofrimento de cada ferimento fisiológico causado, mesmo tomado unitariamente, foi lancinante – exceto talvez a disfunção erétil.

A coordenadora da série de pesquisas na Fundação Ezequiel Dias “afirma que ainda há um longo caminho para que as toxinas sejam testadas em humanos e usadas em medicamentos”. Isto é, os efeitos em seres humanos das toxinas são incertos e os testes humanos devem demorar bastante para acontecer. Na prática é como se nenhuma pesquisa consistente tivesse sido feita, no máximo tendo havido um esboço vago dos possíveis efeitos humanos de tais substâncias.

Dada a crueldade que é causar câncer, dor crônica, dor neuropática, isquemia cerebral e tantos outros males nesses animais, pergunto: cadê a tal “preocupação com o bem-estar animal”? É essa a “responsabilidade, ética e respeito aos animais” que os vivisseccionistas brasileiros juram de pé junto que promovem?

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