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Aos religiosos: eu vivo bem sem Deus. Sou ateu

Atualizado em 24/10/2015, convertido em postagem comum

Como virei ateu

Um testemunho de não fé pode ser visto com olhos desdenhosos por religiosos e mesmo por alguns irreligiosos, que podem achar que estou fazendo o mesmo que evangélicos que depõem como se converteram ao cristianismo – ou seja, de alguma forma pregando que sigam meu exemplo, que mais pessoas se tornem ateias.

Mas, por outro lado, mostrar às pessoas por que virei ateu poderá lhes derrubar mitos sobre o abandono da fé religiosa – como a falsa crença de que ateus o são porque “fizeram pacto com o demônio” ou porque queriam uma “liberdade libertina” de “embriaguez, orgias e drogas” a despeito dos ensinamentos das igrejas. Assim sendo, o testemunho ateísta pode servir como uma investida contra o preconceito que tantos religiosos têm contra os ateus, suas (des)crenças e sua motivação para ter abandonado a religião.

Meu ateísmo veio em fevereiro de 2005, bem antes de eu ter a visão de mundo que tenho hoje. Posso dizer que foi a primeira grande revolução pessoal pela qual passei – as outras foram o vegetarianismo e o hábito de ler. Eu já estava com minhas crenças teístas em decadência desde meados de 2004, e o ateísmo foi a conclusão dessa desconversão.

Até a primeira metade de 2004 eu era bastante cristão, embora não frequentasse igrejas. Era um cristianismo de tendência protestante. Eu orava todos os dias, acreditava que Jesus existiu e “morreu na cruz para nos salvar”, cria em demônios e encostos – quando havia briga na família, eu achava que era intervenção demoníaca –, levava a sério que Jesus poderia voltar a qualquer momento e a banda que eu mais apreciava era uma banda cristã de metal alternativo.

Então frequentador de fóruns virtuais de tema livre, me deparei em um deles (já extinto), em julho de 2004, com o conto (provavelmente lendário) da entrevista à radialista cristã Laura Schlessinger, no qual se mostrava que o deus cristão era benevolente para com a escravidão e outros absurdos da lei do Pentateuco. Foi minha primeira decepção com a Bíblia – que, a saber, eu nunca tinha lido fora do Salmos 91.

Poucos dias depois, li em um outro site que Deus não só apoiava a escravidão no Velho Testamento como também fazia guerras no mesmo, tal como um grão-general. Minha ideia sempre tinha sido a de que Deus tinha uma ética imutável e pacifista e que os hebreus bíblicos eram um povo pacífico que só guerreava para se defender. Entendi então que eu era cristão simplesmente porque não conhecia a Bíblia.

Então, já voltei às aulas (do pré-vestibular que eu fazia na época) não mais cristão, mas ainda crente em Deus – numa certa crença teísta que denomino pós-cristã. Continuava orando, acreditando em providência divina e crendo que Deus me ajudaria a fazer um grande vestibular. Tanto que, num blog pessoal que eu mantinha naquele tempo (que não era o Consciência Efervescente nem tampouco o Consciencia.blog.br), inseria em cada post, nas semanas anteriores ao vestibular que eu faria para Jornalismo, uma frase parecida com “Deus, me guie rumo à vitória!”, e expressava o desejo de que Deus ajudasse John Kerry a tirar o malfeitor George W. Bush do poder nas eleições americanas de então.

A crença teísta pós-cristã permaneceu estável até o terrível tsunami do Oceano Índico. Tanto que paguei promessa por ter passado no vestibular com uma nota alta andando um grande pedaço da avenida que liga minha casa à UFPE e beijando o arenoso e sujo chão do pátio externo do prédio onde eu estudaria (por apenas dois meses, desistindo do curso de Jornalismo por crise psicológica e por não ter me identificado com o curso).

Depois do tsunami, li em uma notícia um ateu falando que o tsunami e as tantas mortes humanas causadas eram uma prova da inexistência de um deus pessoal como aquele em que eu ainda acreditava. Minha fé então foi minada, e passei por uma transformação gradual da crença à descrença. Via Deus como uma entidade de existência cada vez mais duvidosa. Em janeiro de 2005 fiz uma “oração de despedida”, esperando que a divindade provasse sua existência me ajudando mesmo sem orações.

Poucos dias depois da “oração de despedida”, minha crença “decaiu” ao deísmo – eu passei a acreditar que Deus nada mais era do que uma energia cósmica transcendental que movia o universo, inclusive crendo que a energia escura seria algo que transcendia o universo material, como uma característica do deus-energia transcendente.

Mas a crença não parou mais de “decair”, de modo que passei a ser agnóstico depois de ter deixado de acreditar na energia transcendental, adquirindo um ceticismo incipiente que era o embrião do meu atual pensamento irreligioso. Às vésperas do meu aniversário de 18 anos, em fevereiro de 2005, completei então minha transição ao ateísmo.

Por algumas poucas vezes, nos meses que se seguiram, passei por momentos de conflito com familiares e amigos intolerantes para com ateus. Mas depois deixei de ter esses problemas, uma vez que as pessoas com quem convivo aceitaram tacitamente meu ateísmo. Vez ou outra algum(a) parente ainda tenta me perturbar, insistindo a mim que “Deus (o da Bíblia) existe” e que “Jesus morreu na cruz para nos salvar”, comportamento a que respondo com indiferença.

Hoje vivo muito bem em se tratando de condicionamento psicológico e espiritual. Ao contrário do que o preconceituoso senso comum religioso acredita, não tenho nem um pingo de infelicidade espiritual, nenhum problema relacionado à falta de “respostas” metafísicas. Contemplo a natureza e o fenômeno da vida com muito regozijo, ao contrário do desencanto que supostamente marca o pensamento ateísta segundo religiosos.

Minha posição sobre a morte é que ela é o fim de minha existência, a volta para o nada, mas nada impediria que surgisse uma nova consciência em algum lugar do universo – ou, quem sabe, em outros universos paralelos – que assumisse o papel que minha consciência exerce hoje, o de contemplar e interagir com o mundo fora do meu corpo – a grosso modo, uma espécie de reencarnação sem espírito.

E, para tornar minha convicção ateísta ainda mais sólida do que já é, periodicamente tomo conhecimento de novos fatos que me comprovam que a crença em um deus pessoal é incoerente: orações frustradas com a morte ou sofrimento de pessoas religiosas, pessoas mostrando como o deus em que creem é relativo e subjetivo demais para existir objetivamente, catástrofes que atestam a inexistência de providência divina interventora etc.

Assim eu vou vivendo, sem nenhuma divindade e com muita disposição para viver uma vida feliz.

 

Sim, sou alguém e sou feliz sem Deus

Sou alguém e sou feliz sem (um) Deus. Sou ético e tenho bom coração sem ele. É o que sou. Sou aquilo que tantos religiosos juram que não existe: alguém que descrê em Deus, respeita os irmãos de senciência e leva uma vida agradável – não a mais agradável possível, com que eu sonho diariamente, mas me sinto bem confortado com o que tenho ao meu alcance hoje, livre de grandes problemas.

Religiosos ateofóbicos dizem que ninguém pode ser feliz nem bondoso sem o Deus deles. Dizem que ninguém que não crê em Deus pode viver uma vida boa, saudável e moralmente reta. Para eles eu sou alguém que não existe. Porque sou feliz e bondoso sem um Deus para me guiar e moralizar.

Não me sinto superior de forma alguma, mas eu sinceramente posso sentir uma ponta de pena daqueles que dizem coisas do tipo “Sem Deus eu não sou ninguém”, “Sem Deus eu não sei viver”, “Sem Deus eu não sou nada!”, “Sem Deus minha vida não tem sentido!”. Porque isso revela um tanto de pequenez, submissão humilhante e autoestima deficiente viciada na religião. E também porque há no planeta centenas de milhões de pessoas – talvez passem do bilhão – que, a despeito da crença auto-humilhante e negacionista de tantos crentes, são algo/alguém, sabem viver e têm uma vida provida de sentido sem uma entidade superior que chamem de Deus.

Tenho família e amigos fiéis e sou financeiramente razoável (nem pobre nem abastado). Amo minha namorada, que também é uma ateia feliz, de excelente coração e que sonha com um mundo melhor. E, claro, tenho muito amor para dar às pessoas (que merecem). Amor a todos – minha namorada (em todos os sentidos possíveis), minha família (em quase todos os sentidos), meus amigos (fraternidade, amizade, respeito e apreço), outras pessoas (fraternidade, respeito e disposição à amizade, desde que o outro se disponha igualmente), animais não humanos (carinho, amizade e respeito ético) e Natureza silvestre (devoção, carinho, comunhão espiritual e profundo respeito não só como mantenedora da vida, mas também como portadora de um sentido intrínseco que eu gostaria de desvendar).

Gosto de computador, de internet, dos meus blogs, dos meus artigos, do Twitter, de alguns blogs de humor, das tirinhas de memes, do Trollface, do FFFFFUUUUU-, de games de estratégia, de praia, de viajar, de florestas, do céu estrelado da noite, de contato com a Natureza, de animais não humanos (o que se reflete também em meus hábitos de consumo), de Enya, de Loreena McKennitt, de P.O.D., de Coldplay, de Hoobastank, de synthpop, de new wave anos 80, de rock pernambucano, do antigo movimento Rock Brasil, de metal alternativo, de new-metal (que já detestei no passado), de sair com meus amigos, de visitar livrarias, de sucos diversos, de culinária vegana, de livros, de sociologia, da esquerda política, de ativismo antirreacionário, de feminismo, de abolicionismo animal, de antimilitarismo, de ambientalismo, de teoria socioambiental, de Educação Ambiental, de História à Annales, de ler sobre religiões politeístas, indígenas e orientais, de literatura ateísta, da obra de J.R.R. Tolkien, de Star Wars, de Matrix, de Beavis & Butt-head, de Cavaleiros do Zodíaco, de Dragon Ball Z, de Shurato, do anime Yu-Gi-Oh, de Capitão Planeta, dos Simpsons, de rir com gols contra e jogadores que dão uma de segundo goleiro e tomam cartão vermelho por isso… Amo de coração meu trabalho aqui no Consciencia.blog.br, no Veganagente, no Canal Veganagente, na ANDA, no Acerto de Contas e nos demais blogs aonde envio artigos de colaboração. Sou um ser humano íntegro, com emoções, gostos, interesses, necessidades, anseios, sonhos, tudo o que um ser humano normal tem.

Sou, estou, sinto, gosto, amo, detesto, sofro, protejo, luto, rio, choro, regozijo, trabalho, contemplo, medito, conquisto, fracasso, venço, perco, supero… Sem Deus. Sem Javé, sem Cristo, sem Allah, sem Zeus, sem Xangô, sem Shiva, sem Odin, sem Amaterasu, sem a Deusa e o Deus, sem Ísis, sem Dagda, sem Marduk, sem Baal, sem Ngai, sem Quetzalcoatl, sem Inti, sem Aton, sem nenhuma deidade.

Sou um dessas centenas de milhões de seres humanos que sabem que sentido da vida, ética, bondade e alegria de viver independem de religião e crença. Não preciso de deus nenhum, tampouco de recompensas e punições como o céu e o inferno cristãos, para me dizer o que é certo e errado e que devo ser submisso a uma divindade altamente contraditória para ser feliz. E isso, a despeito da intolerante crença de tantos, não me tira o conceito de moral – pelo contrário, modéstia à parte, minha consciência ético-moral respeita e zela por muito mais seres vivos do que a média da população religiosa respeita (ou diz respeitar), ainda que isso não seja regra no ateísmo.

Por mais que suas igrejas e a Bíblia neguem isso aos cristãos pouco tolerantes, há ateus boníssimos e cristãos perversos e criminosos – da mesma forma que há também cristãos boníssimos e ateus perversos e criminosos. Ao contrário do que os Datenas da vida vociferam, não ter Deus no coração não me leva a cometer nenhuma violência, crueldade, crime ou transgressão legal, ao mesmo tempo em que “amar a Deus sobre todas as coisas” não impede que tantos padres abusem de crianças, inúmeros pastores extorquam seus “cordeiros” e muitos fanáticos assassinem e destruam “em nome de Deus”.

Não vou me arrogar como um exemplo de pessoa moral e reta, tenho defeitos e vícios (nenhum, porém, que comprometa minha saúde) como qualquer ser humano, mas minha vida e personalidade me são bastantes para derrubar diversos odiosos mitos morais que envolvem o ateísmo.

Como o de que Deus seria necessário para dizer o que é certo e errado: especialmente porque muito do que a tal moral bíblica diz como certo os Direitos Humanos e também os Direitos Animais, ambos de cunho essencialmente secular, consideram eticamente censurável – guerras, genocídios, sacrifícios animais, estupros, machismo, homofobia, intolerância religiosa, ódio, extorsão com pretextos religiosos etc. E porque mesmo a grande maioria dos ditames morais que os cristãos obedecem hoje não são bíblicos, mas sim laicos – em outras palavras, mesmo para os próprios crentes a Lei de Deus na prática não prevalece mais sobre a Lei dos Humanos (“dos homens” não, por favor).

E o de que o ateísmo teria sido responsável pela malignidade dos Stalins, Pol Pots e Milosevics da vida: além desse mito ser uma generalização extremamente preconceituosa e ignorar que, ao contrário das religiões, o ateísmo, não sendo nenhum sistema organizado de crenças mas sim a ausência dele, não determina qualquer orientação moral, ele ignora a existência dos assassinos cristãos que até apelaram ao seu Deus para justificar seus crimes, como Hernán Cortés, Francisco Pizarro, Adolf Hitler, Tomás de Torquemada, George W. Bush, Teodósio e inúmeros papas das Idades Média e Moderna.

Sou algo e alguém, sou muito feliz e moralmente reto e minha vida tem todo um sentido sem Deus, e não tenho vergonha nenhuma de dizer isso, pelo contrário. Faço questão de fazê-lo – aliás, sou obrigado a isso, ainda mais neste país em que infelizmente a não amoralidade ateísta não é considerada algo óbvio. E sou mais satisfeito ainda por poder dizer que sou oposto aos religiosos intolerantes e teocêntricos no que tange a ser livre daquela submissão e autoestima viciada que condiciona todo o sentido da vida, a felicidade e a própria qualidade de ser algo ou alguém a um Deus específico.

É para mostrar que ateus também são gente como qualquer cristão, como qualquer religioso, que escrevi este texto. Para mostrar que todos os seres humanos são moralmente iguais, são igualmente humanos, são igualmente sencientes, são igualmente vivos, são igualmente seres com ou sem Deus. E não é a ausência dele que nos faz deixar de ser tudo aquilo que somos em essência.

Se você ainda acredita que sem Deus é impossível ser alguém e viver, conheça a nós ateus. Conviva conosco. Busque nos entender. Abandone seus preconceitos. Aceite-nos como somos. Aceite os irreligiosos que somos.

Montagem de printscreens extraídos do Twitter. Muitos religiosos acham que a vida sem Deus é vazia e infeliz e a própria existência sem ele é quase uma inexistência. Os ateus são a prova viva de que eles estão equivocados. 

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12 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Eliana

outubro 14 2016 Responder

Tenho 34 anos e há 1 ano passei a ser uma ateia.
Sofri de depressão durante 22 anos e o que minha mãe mais falava é que era falta de Deus em minha vida. E que se eu passasse a me ligar mais à igreja eu sairia da depressão. Durante estes mais de 20 anos eu frequentei inúmeras religiões, mais nenhuma resolvia meus problemas. Até que um dia saí de casa sem falar para os meus pais e meu marido e fui conhecer uma igreja e emissora de TV evangélica há mais de 1.000 Km de casa. Fiquei por volta de 2 semanas e me falaram que iria ter um batismo no próximo mês e que se eu participasse a minha vida iria mudar completamente para melhor. E 1 mês depois voltei para participar e fui batizada. Quando cheguei em casa meu marido não estava mais, pois tinha pegado tudo e me abandonado. Mas eu não conseguia aceitar isso e então comecei a procurar alguém para me matar pelas ruas da cidade. E encontrei um evangélico que orou horas comigo e me chamou para participar de um batismo, e mesmo eu já tendo participado há menos de 1 mês eu participei novamente. Poucos dias depois meu marido me internou em uma clínica. E 4 meses se passaram até que eu achei uma conversa no Whatsapp no celular do meu marido com uma garota falando ela de meu amor e se declarando. E ele ficou tão zangado que tomou o celular e foi para a casa dos pais dele. Apesar de eu não ter contato com os pais dele, meus pais tbm moravam há 350 Km de distância e eu não tinha com quem descarregar a minha dor, até que fui para uma igreja… mas nada adiantou. Pois no outro dia a vontade de morrer era tanta que novamente fui procurar um bandido e achei. A história é longa, nem tenho coragem e tempo para contar tudo. Só sei que ele roubou todos os meus documentos e usou me nome para um monte de coisas. Isso está fazendo 2 anos e até hoje não consigo tirar esta dor do peito. E assim parei de crer em Deus, pois vi que nas horas em que eu mais busquei a ajuda de Deus eu nunca conseguia e no ano que fui batizada e todos falavam que minha vida iria mudar, mudou foi para pior. E hoje digo que depois que passei a fazer parte do ateísmo eu sou mais feliz.

Cris

julho 11 2016 Responder

Sem Deus, sem expectativa celestial.
Eu também estou acreditando mais em mim, pensamento positivo, respeito à natureza, ser útil ao próximo.
Sim, é possível fazer tudo isso sem deus.
Não tenha medo.

Arnaldo bottan

março 31 2016 Responder

Endosso o texto acima! Quero contar o meu caso! Tornei-me ateu aos vinte e poucos anos assim que tomei conhecimento da descoberta dos fósseis de hominídeos! Tenho 69. O livro que me conscientizou foi o daqueles antropólogos Leakey(Uma família) que trabalhavam no Leste africano! De duas uma>>Ou fomos criados ou evoluímos! Os fósseis apontam com 10000% de certeza que evoluímos!CQD! O meu ateísmo é total,irreversível e empedernido!

NELSON ALVES

março 31 2016 Responder

Prezados, eu estou passando por grandes turbulências e controvérsias em minha vida e estou a quase 100% chegando a conclusão de que não tenho necessidade de acreditar naquilo que me obrigam a crer desde que dei meus primeiros suspiros de vida, portanto:
Após ler todos esses relatos nos quais eu me identifiquei muito, eu quero e preciso saber e entender mais sobre o Ateísmo e peço para que alguém dê-me uma guia de como começar. Agradeceria muito se receber um e-mail já que não tenho disponibilidade de acessar esta página tão valiosa.
Agradeço vossas atenções e fico no aguardo de algum retorno.

Luciano

fevereiro 18 2016 Responder

Estou neste processo de transição, acreditar em mim tem sido a melhor parte, não depender de terceiros para fazer o que é preciso, carregar o fardo que ninguém pode carregar, e não me prender a alegação de que alguém carregará por mim. Ilusão que vivi. Ninguém deseja converter ninguém em ateu, tomar consciência é uma decisão muito pessoal. Demonstrar os passos da caminhada é necessário para avaliação de outros humanos. Se você está aqui, aviso que esse é um caminho sem retorno, depois que entender a verdade, não conseguirá ser religioso nunca mais. É absurdo a cara que fazem pra você quando perguntam? Você é ateu?

Zekk von Zu

dezembro 15 2015 Responder

Cientistas, macumbeiros, ateus, católicos, confuncionistas, evangélicos, judeus, adventistas, leigos, kluxers, ateus, budistas, maçons, mulçumanos, kardecistas, hindús, flamenguistas, lammers, machistas…, e todos os outros formatos religiosos que a mente humana poderia criar.. Cara, somos ridículos com o nosso “meu grupo é melhor do que o seu”. Nosso planeta precisa de um gerente-geral que possa nos governar e dirigir-nos para um lugar bom! Um líder de fato para unificar-nos ao redor de um só pensamento e uma só religião: o homem! Que este grande líder, nosso Grande Irmão, viva eternamente! Seguiríamos esta grande Luz! Nosso magnânimo representante da Raça Sapiens!

    Renato

    dezembro 21 2015 Responder

    Se você não “aceita o homossexualismo (sic)”, então não é bem-vindo neste blog. Homo-lesbofóbico banido. RFS

Dário

dezembro 5 2015 Responder

Hoje em dia, todo mundo se sente pressionado com a dura realidade da vida. Você acreditaria em Deus vendo todo isso por sua volta?
O que é justo é injusto judicialmente?
O que é permitido legalmente é um pecado grave?
O que é correto de fato é incorreto (em termos morais) e vice versa?
Os criminosos geralmente (96% das vezes!) se safam de qualquer punição?
Os assassinos vivem entre nós (só um caso de cada 105 assasinatos é de fato investigado, o resto é simplesmente arquivado).
As pessoas do bem sofrem pela falta da segurança.
O aparelho judiciário estadual e federal é impotente perante as gravidades dos crimes cometidos.
A idade dos criminosos, diminui a cada ano enquanto a ousadia deles aumenta.
A corrupção e a impunidade são evidentes em todas as camadas do governo.
De modo geral há uma evidente injustiça em todo e qualquer lugar.

Tudo que você precisa saber sobre a verdadeira existência de Deus.

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Washington Carlos Santos

novembro 22 2015 Responder

Excelente o que você escreveu no seu blog.Admirável pela coerência e autonomia intelectual e pela lucidez.Gostei porque diferentemente de você e do meu homônimo que como você é ateu,não tenho conseguido me libertar da opressão da crença a no deus da Bíblia,apesar de jamais ter minhas orações respondidas embora feitas de acordo com o cânon bíblico.Talvez eu seja prisioneiro do condicionamento tão bem definido por Epicuro segundo qual a religião é fruto do medo do homem da morte e do desconhecido e da esperança de bens. Por não confiar na sua capacidade racional de evitar males e criar o bem criou os deuses e de geração em geração deu-lhes poder e permitiram que a criatura(os deuses) dominassem seu criador(o homem). Abraços.

    Robson Fernando de Souza

    novembro 24 2015 Responder

    Obrigado, Washington =) Logo-logo vc vai conseguir se libertar dessa opressão também, assim espero. Abs

Washington

novembro 12 2015 Responder

Belo texto rapaz, muito bom! Também sou ateu, e um fato q bastante interessante é que nos tornamos essencialmente ateu quanto conhecemos realmente a Bíblia. Eu era religioso até os 16 anos até ler, pela primeira vez, a Bíblia. Frustrado por encontrar tanto crime, ódio, inveja e sadismo em um deus com graves problemas psicológicos; procurei conhecer de forma aprofundada outras crenças, e outras religiões diferentes do eixo judaísmo-cristianismo. Mas a dinâmica subjacente nas demais, trazem em si um propósito em comum com o cristianismo: submissão, medo da morte e promessas de uma vida imaginária e sem sentido. Li mais outras duas vezes, completamente, e só reforçou ainda mais a decisão da não-crença.
Hoje não me considero totalmente feliz, mas trilho com alegria o sentido que assim me tornará. Longe desse deus, das religiões e dos seus antiquados preceitos morais. Mas de certo, me sinto incomparavelmente mais feliz assim: um homem comum, com vicios e virtudes, erros e acertos; mas plenamente capaz de proporcionar uma vida de paz, harmonia e respeito com as pessoas e com o mundo a minha volta.

    Robson Fernando de Souza

    novembro 12 2015 Responder

    Obrigado, Washington =) Abs

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