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Eu sou alguém e sou feliz sem Deus

Sou alguém e sou feliz sem (um) Deus. Sou ético e tenho bom coração sem ele. É o que sou. Sou aquilo que tantos religiosos juram que não existe: alguém que descrê em Deus, respeita os irmãos de senciência e leva uma vida agradável – não a mais agradável possível, com que eu sonho diariamente, mas me sinto bem confortado com o que tenho ao meu alcance hoje, livre de grandes problemas.

Religiosos ateofóbicos dizem que ninguém pode ser feliz nem bondoso sem o Deus deles. Dizem que ninguém que não crê em Deus pode viver uma vida boa, saudável e moralmente reta. Para eles eu sou alguém que não existe. Porque sou feliz e bondoso sem um Deus para me guiar e moralizar.

Não me sinto superior de forma alguma, mas eu sinceramente posso sentir uma ponta de pena daqueles que dizem coisas do tipo “Sem Deus eu não sou ninguém”, “Sem Deus eu não sei viver”, “Sem Deus eu não sou nada!”, “Sem Deus minha vida não tem sentido!”. Porque isso revela um tanto de pequenez, submissão humilhante e autoestima deficiente viciada na religião. E também porque há no planeta centenas de milhões de pessoas – talvez passem do bilhão – que, a despeito da crença auto-humilhante e negacionista de tantos crentes, são algo/alguém, sabem viver e têm uma vida provida de sentido sem uma entidade superior que chamem de Deus.

Tenho família e amigos fiéis e sou financeiramente razoável (nem pobre nem abastado). E, claro, sou cheio de amor para dar. Amor a tod@s – mulheres (em todos os sentidos), homens (fraternidade, amizade, respeito e apreço), animais não humanos (carinho, amizade e respeito ético) e Natureza silvestre (devoção, carinho, comunhão espiritual e profundo respeito não só como mantenedora da vida, mas também como portadora de um sentido intrínseco que eu gostaria de desvendar).

Gosto de computador, de internet, dos meus blogs, dos meus artigos, do Twitter, de alguns “blogs sujos”, de alguns blogs de humor, das tirinhas de memes, do Trollface, do FFFFFUUUUU-, de games de estratégia, de praia, de viajar, de florestas, do céu estrelado da noite, de contato com a Natureza, de animais não humanos (o que se reflete também em meus hábitos de consumo), de Coldplay, de synthpop, de new wave anos 80, de rock pernambucano, do antigo movimento Rock Brasil, de sair com amigos, de paquerar, de amar, de visitar livrarias, de sucos de maracujá e acerola, de comida vegana, de revisão e correção de textos, de livros, de sociologia, da esquerda política, de feminismo, de abolicionismo animal, de antimilitarismo, de ambientalismo, de teoria socioambiental, de Educação Ambiental, de História à Annales, de ler sobre religiões politeístas e orientais, de literatura ateísta, de O Senhor dos Anéis, de Star Wars, de Matrix, de Smallville, de Beavis & Butt-head, de Cavaleiros do Zodíaco, de Dragon Ball Z, do anime Yu-Gi-Oh, de Capitão Planeta, dos Simpsons, de Chaves, de Chapolin, de rir com gols contra… Sou um ser humano íntegro, com emoções, gostos, interesses, necessidades, anseios, sonhos, tudo o que um ser humano normal tem.

Sou, estou, sinto, gosto, amo, detesto, sofro, protejo, luto, rio, choro, regozijo, trabalho, contemplo, medito, conquisto, fracasso, venço, perco, supero… Sem Deus. Sem Javé, sem Cristo, sem Allah, sem Zeus, sem Xangô, sem Shiva, sem Odin, sem Amaterasu, sem a Deusa e o Deus, sem Ísis, sem Dagda, sem Marduk, sem Baal, sem Ngai, sem Quetzalcoatl, sem Inti, sem Aton, sem nenhuma deidade.

Sou um dessas centenas de milhões de seres humanos que sabem que sentido da vida, ética, bondade e alegria de viver independem de religião e crença. Não preciso de deus nenhum, tampouco de recompensas e punições como o céu e o inferno cristãos, para me dizer o que é certo e errado e que devo ser submisso a uma divindade altamente contraditória para ser feliz. E isso, a despeito da intolerante crença de tantos, não me tira o conceito de moral – pelo contrário, modéstia à parte, minha consciência ético-moral respeita e zela por muito mais seres vivos do que a média da população religiosa respeita (ou diz respeitar), ainda que isso não seja regra no ateísmo.

Por mais que suas igrejas e a Bíblia neguem isso aos cristãos pouco tolerantes, há ateus boníssimos e cristãos perversos e criminosos – da mesma forma que há também cristãos boníssimos e ateus perversos e criminosos. Ao contrário do que os Datenas da vida vociferam, não ter Deus no coração não me leva a cometer nenhuma violência, crueldade, crime ou transgressão legal, ao mesmo tempo em que “amar a Deus sobre todas as coisas” não impede que tantos padres abusem de crianças, inúmeros pastores extorquam seus “cordeiros” e muitos fanáticos assassinem e destruam “em nome de Deus”.

Não vou me arrogar como um exemplo de pessoa moral e reta, tenho defeitos e vícios (nenhum, porém, que comprometa minha saúde) como qualquer ser humano, mas minha vida e personalidade me são bastantes para derrubar diversos odiosos mitos morais que envolvem o ateísmo.

Como o de que Deus seria necessário para dizer o que é certo e errado: especialmente porque muito do que a tal moral bíblica diz como certo os Direitos Humanos e também os Direitos Animais, ambos de cunho essencialmente secular, consideram eticamente censurável – guerras, genocídios, sacrifícios animais, estupros, machismo, homofobia, intolerância religiosa, ódio, extorsão com pretextos religiosos etc. E porque mesmo a grande maioria dos ditames morais que os cristãos obedecem hoje não são bíblicos, mas sim laicos – em outras palavras, mesmo para os próprios crentes a Lei de Deus na prática não prevalece mais sobre a Lei dos Humanos (“dos homens” não, por favor).

E o de que o ateísmo teria sido responsável pela malignidade dos Stalins, Pol Pots e Milosevics da vida: além desse mito ser uma generalização extremamente preconceituosa e ignorar que, ao contrário das religiões, o ateísmo, não sendo nenhum sistema organizado de crenças mas sim a ausência dele, não determina qualquer orientação moral, ele ignora a existência dos assassinos cristãos que até apelaram ao seu Deus para justificar seus crimes, como Hernán Cortés, Francisco Pizarro, Adolf Hitler, Tomás de Torquemada, George W. Bush, Teodósio e inúmeros papas das Idades Média e Moderna.

Sou algo e alguém, sou feliz e moralmente reto e minha vida tem todo um sentido sem Deus, e não tenho vergonha nenhuma de dizer isso, pelo contrário. Faço questão de fazê-lo – aliás, sou obrigado a isso, ainda mais neste país em que infelizmente a não amoralidade ateísta não é considerada algo óbvio. E sou mais satisfeito ainda por poder dizer que sou oposto aos religiosos intolerantes e teocêntricos no que tange a ser livre daquela submissão e autoestima viciada que condiciona todo o sentido da vida, a felicidade e a própria qualidade de ser algo ou alguém a um Deus específico.

É para mostrar que ateus também são gente como qualquer cristão, como qualquer religioso, que escrevi este texto. Para mostrar que todos os seres humanos são moralmente iguais, são igualmente humanos, são igualmente sencientes, são igualmente vivos, são igualmente seres com ou sem Deus. E não é a ausência dele que nos faz deixar de ser tudo aquilo que somos em essência.

Se você ainda acredita que sem Deus é impossível ser alguém e viver, conheça a nós ateus. Conviva conosco. Busque nos entender. Abandone seus preconceitos. Aceite-nos como somos. Aceite os irreligiosos que somos.

Montagem de printscreens extraídos do Twitter. Muitos religiosos acham que a vida sem Deus é vazia e infeliz e a própria existência sem ele é quase uma inexistência. Os ateus são a prova viva de que eles estão equivocados.

imagrs

36 Comentários

Alexandre Rodrigues

março 18 2014 Responder

Eu sou Católico e meu comentário é muito simplório: Deus nos criou para sermos felizes. Mas deu a cada um o livre arbítrio de escolher a felicidade que deseja. Quem quiser ao menos buscar por algo a mais, que não é mundano nem natural, é caminho é o criador… Quem não quiser, sem problemas, siga em frente

welber luis

fevereiro 14 2014 Responder

Que pena, inteligencia sem sabedoria, é sino que retine sem sentido, frio e insensível apenas barulho que não expressa a a realidade da existência…

    Robson Fernando de Souza

    fevereiro 15 2014 Responder

    Não entendi o que vc quis dizer.

Marcelo Cordeiro

fevereiro 8 2014 Responder

Comentário proselitista e ameaçador apagado. Condutas como a sua, que usa ameaças de punição divina por quem tem o direito de não acreditar em divindades, não são toleradas por aqui. Se persistir nesse comportamento, será vetado de comentar aqui no blog. RFS

Rodrigo

outubro 16 2013 Responder

“Também discordo da crença do “único Deus verdadeiro”, pois ela ofende a todos aqueles que creem em outros deuses.” Eu não acredito que ofenda, senão eles e vocês ateus também estariam nos ofendendo acreditando em outros deuses ou descrendo do nosso.
Eu não preciso acreditar que existam outros deuses para não ofendê-los e vice-versa.
Eu acredito sim num “Deus único”.

Você ta se contradizendo desde o início do texto kkkkkkkkkk.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 16 2013 Responder

    Não disse que discordo do direito de acreditar num único deus, e sim que sou contra pregar ao mundo que o seu Deus é o único verdadeiro e todas as demais divindades acreditadas por outras pessoas são falsas. Isso é que ofende as pessoas.

    Eu não vivo saindo por aí dizendo que os deuses das pessoas são “farsas” e suas religiões são “mentirosas”.

Rodrigo

outubro 15 2013 Responder

Robson concordo com tudo que vc disse , podemos ser boms sem religião e crenças supertiçiosas, o Ser humano quer apenas um sentido para sua existência algums precisam do “espiritual”(alucinação) outros não.

Rodrigo

setembro 16 2013 Responder

Ta explicado que oque os crentes “sentem” é na verdade isso

http://hypescience.com/experiencias-religiosas-vividas-sao-alucinacoes-nao-psicoticas/

alucinações inofensivas do cérebro em estado Alpha o mesmo quando monge budistas meditam usando o subconsciente.

Rodrigo

setembro 16 2013 Responder

Andressa disse:
22 de fevereiro de 2013 às 20:16
“Também discordo da crença do “único Deus verdadeiro”, pois ela ofende a todos aqueles que creem em outros deuses.” Eu não acredito que ofenda, senão eles e vocês ateus também estariam nos ofendendo acreditando em outros deuses ou descrendo do nosso.
Eu não preciso acreditar que existam outros deuses para não ofendê-los e vice-versa.
Eu acredito sim num Deus único, eu já experienciei muitas coisas que só falando não seria nem compreensível, só experimentando para sentir e saber, por isso acredito muito no Deus que pregamos, mas não estou aqui para convencer ninguém, não vou ser hipócrita em dizer que acredito na felicidade plena de alguém que não crê, mas acredito que os ateus podem sim felizes ser felizes… parece meio contraditório, mas é bem isso. Até para quem acredita em Deus não é fácil, sabemos das nossas limitações, não é porque acreditamos em Deus que não temos problemas e não choramos e tals, mas vemos as coisas de uma forma diferente, se você também consegue ver as coisas de um modo diferente e ser plenamente feliz, na minha concepção (na minha concepção de cristã tá?) você vive o divino sem nem acreditar nele. E acho isso muito interessante porque Deus se manifesta de forma que não podemos compreender muitas vezes, e por isso muitos não acreditam, porque estão atrás do que é explicável.

*Existe explicação sim, se chama Alucinação não Psicótica.

http://hypescience.com/experiencias-religiosas-vividas-sao-alucinacoes-nao-psicoticas/

Nayane

abril 29 2013 Responder

Sou cristã (católica) e acho um absurdo impor uma crença a uma pessoa. Somos livres para escolher nosso caminho. É possível fazer o bem acreditando ou não em Deus. A confirmação disso é que há vários cristãos egoístas, egocêntricos, preconceituosos, manipuladores, oportunistas… É possível ser feliz sem acreditar em Deus, pois a felicidade não é a mesma para todos. O fato de acreditar em Deus me torna uma pessoa mais feliz, mas isso não é uma regra a todas as pessoas. Quem sou eu para julgar o que é certo ou errado diante do que se envolve com os mandamentos de Deus?! Cada um interpreta a bíblia como lhe convém, prova disso é as passagens bíblicas que apoiam a escravidão, submissão da mulher, dentre outras coisas que hoje é abominável. “A bola da vez” atual são os homossexuais. TOLERÂNCIA JÁ!!!

DLORACI LINDa silva

setembro 4 2012 Responder

Pregação apagada. Pregações são proibidas por aqui. RFS

PATRICIA

abril 26 2012 Responder

E

u amooooooooooooooooooooooooo muito o meu DEUS

Julia Milenna Dornelles Alves

outubro 3 2011 Responder

Se é pra vir apenas pregar e não aceitar minha descrença, que em nada influi na sua vida, não venha comentar. Pregação apagada.

Sem mais,
RFS

Geazy

julho 14 2011 Responder

Olá Robson

Sou cristão e comecemos pelos nossos pontos em comum. 1) Admiro a sua busca intensa pela felicidade plena. 2) A total desaprovação aqueles que usam o nome de Deus para conquistar os seus desejos egoistas.

A questão de viver sem Deus e ainda assim ser feliz me parece um tanto quanto inconsistente ou sem convicção da sua parte. Explico, você no seu texto transparece em alguns momentos que é feliz mas que ainda procura a felicidade. Voce deveria mudar o titulo do seu texto, SOU ALGUEM E PROCURO FELICIDADE SEM DEUS. Admirar todas as coisas que voce admira, (entre elas me chamou muito a atenção “Senhor dos Aneis´´ … escrito por um cristão, A. W. Tozer). Que vê a beleza de todas as coisas e de repente não conseguir pensar que essa beleza toda (cósmica) segue um padrão superior de Beleza e sendo revelada ao homem cumpre o seu papel “publicitário´´ de mostrar algo superior. Permita-me um exemplo. Uma excelente propaganda de um espetaculo teatral, não pode de maneira nenhuma tirar a beleza do proprio espetaculo. Alguem que se sacia simplesmente com a propaganda jamais poderá dizer que viu a beleza do espetáculo.

Os seus olhos procuram a beleza, a felicidade e isso é completamente lícito, procure a felicidade!. Agora, será que naquilo que voce procura não está simplesmente te mostrando um convite para procurar uma felicidade infinita. Que quando experimentada já não há necessidade de procurar, porque já foi achada, somente haverá a necessidade de se aprofundar mais.

Como em tese diz Pascal (Matemático) e C. S. Lewis (escritor). Buscar a felicidade é algo natural de todos os seres humanos (independente de crença) essa felicidade plena somente é possível em Deus.

Não digo que ateus não sejam felizes, nem que sejam pessoas moralmente incorretas. Mas digo que há mais, muito mais felicidade e caminho de retidão moral a ser seguido em Deus.

O caminho para se encontrar essa felicidade não está naqueles que distorcem, mancham e nem mesmo conhecem a Deus. Antes, o deus deles é a própria cobiça. Como alguem inteligente que eu sei que voce é conseguirá discernir entre os que seguem o único Deus verdadeiro e aqueles que criaram uma imagem de Deus de acordo com aquilo que eles desejam.

Eu creio firmemente que Deus fala através da Bíblia. Eu sei que voce gosta de argumentar leia a carta de Paulo aos ROMANOS ali voce vai ver o que creio. http://www.bibliaonline.com.br/nvi/rm/1

Se voce quiser podemos continuar esta conversa por aqui, se não encerro por aqui mesmo.

Geazy

    Robson Fernando de Souza

    julho 14 2011 Responder

    Geazy, a questão de ser feliz é algo um tanto em sentido figurado. Tê-lo colocado no título do artigo foi mais econômico que dizer que procuro a felicidade ou sou simplesmente satisfeito com minha vida.

    E O Senhor dos Anéis foi escrito por JRR Tolkien, que era sim católico, não por esse Tozer.

    Quanto aos outros pontos, são crenças suas que não são desrespeitosas ou supremacistas. A não ser quando você diz que “há mais, muito mais felicidade e caminho de retidão moral a ser seguido em Deus” – isso deixa claro que pra você religiosos são via de regra mais felizes que ateus.

    Também discordo da crença do “único Deus verdadeiro”, pois ela ofende a todos aqueles que creem em outros deuses.

    Abs

      Andressa

      fevereiro 22 2013 Responder

      “Também discordo da crença do “único Deus verdadeiro”, pois ela ofende a todos aqueles que creem em outros deuses.” Eu não acredito que ofenda, senão eles e vocês ateus também estariam nos ofendendo acreditando em outros deuses ou descrendo do nosso.
      Eu não preciso acreditar que existam outros deuses para não ofendê-los e vice-versa.
      Eu acredito sim num Deus único, eu já experienciei muitas coisas que só falando não seria nem compreensível, só experimentando para sentir e saber, por isso acredito muito no Deus que pregamos, mas não estou aqui para convencer ninguém, não vou ser hipócrita em dizer que acredito na felicidade plena de alguém que não crê, mas acredito que os ateus podem sim felizes ser felizes… parece meio contraditório, mas é bem isso. Até para quem acredita em Deus não é fácil, sabemos das nossas limitações, não é porque acreditamos em Deus que não temos problemas e não choramos e tals, mas vemos as coisas de uma forma diferente, se você também consegue ver as coisas de um modo diferente e ser plenamente feliz, na minha concepção (na minha concepção de cristã tá?) você vive o divino sem nem acreditar nele. E acho isso muito interessante porque Deus se manifesta de forma que não podemos compreender muitas vezes, e por isso muitos não acreditam, porque estão atrás do que é explicável.

    Milena

    julho 17 2011 Responder

    Pelo que você diz, até parece que os religiosos são 100% felizes. E quanto ao Cristianismo, não é exatamente distorção dos preceitos cristãos que torna a religião tão nociva, a própria Bíblia e o deus que ela descreve são cheios de intransigência.

Flavia Damas

julho 13 2011 Responder

Olá…
Não o conheço, mas gostei muito de como você escreve. Não concordo absolutamente em nada com você. Talvez seja isso que me atraiu ao texto. Aprendo com as ideias contrarias as minhas.
Eu acredito em Deus e sou feliz assim, porém tenho uma resalva a fazer, você aconselhou a viver e conhecer os ateus. Eu fui casada com um ateu. E nunca tivemos nenhuma “briga” teologica. O que nos separou, foi objetivos diferentes.
Então, posso dizer que sim é possivel um relacionamento sem preconceito, onde cada um defende e vive suas ideias.
Sucesso!!! Felicidades!!!
O que importa é que cada um a sua maneira viva da melhor maneira possivel e seja feliz!

PAMELA

julho 13 2011 Responder

Olá Robson,me interessei muito pelo seu texto,que expressou o que você sente e tudo imparcialmente.Não sou atéia,mas não sou cristã porque dizem ou não o que tenho que fazer,ao contrário de muitos religiosos que usam a religião para dar ênfase aos seus atos e justificativas aos seus argumentos.Algo que você não citou com muita clareza,mas creio que você concorde,é que a Bíblia vem sendo traduzida há muito tempo,e não se pode mais ter certeza do que foi ou não realmente escrito.Devido a isso e ao mundo em que vivemos,prefiro seguir meus extintos e a experiência de vida que consegui adquirir até hoje.Já deparei-me pensando no que realmente sou.Devota não sou e muito menos atéia,tenho Deus no meu coração e acredito que todo ser humano é livre para pensar e fazer o que quiser,até mesmo seguir ou não uma religião parte da personalidade e/ou do caráter de cada um e não vice-verso.Sou assim,sinto algo que ciência nenhuma tem explicação,sinto a presença Dele na mina vida,no que sou,e só não me mostro como sou imparcial,como realmente sou.Tenho amigos ateus,outros de outras religiões,mas seus gostos e gestos e sua vida com ou sem uma religião jamais definirá quem você é na realidade.Apesar disso mostrar parte do que somos,nossos pensamentos e sentimentosvão muito mais além,numa profundidade que é cada um por si,numa intimidade que é como uma barreira nos separando disso tudo,pelo menos por um momento.É quando se encontra puramente e unicamente com você mesmo.É nesse ponto mais profundo que podemos encontrar nossa definição.E a partir daí,partimos em busca da nossa verdade.Estou feliz assim,tenho conhecimentos científicos,concordo com muitos assuntos das minhas aulas de filosofia e não sou nenhum pouco alienada,e ainda sim creio e sinto a presença de Deus em minha vida.Sou feliz por ser assim,ciente do que acho,sinto e faço.Também estou feliz por você ter todas as qualidades citadas.Espero que você tenha amigos religiosos,não devotos,mas que acreditem e também sintam a presença de Deus,para que você sinta o que eu sinto por ter amigos que são ateus que sejam da religião católica,do candomblé,budismo e outros.É muito legal conviver com quem é diferente de nós,pois aprendemos a cada dia,e você pareceu saber bem disso .
:)

Yago Rodrigo

julho 12 2011 Responder

Olá Robson!,Parabéns pela clareza e completa realidade que você exprime em seu texto. também sou de Recife, e penso exatamente como você em todos os aspectos apontados no texo, que é simplesmente espetacular e esclarecedor.

    Robson Fernando de Souza

    julho 13 2011 Responder

    Valeu Yago =)

Weslen

julho 12 2011 Responder

é, realmente da um pouco de pena dessas pessoas, mas ele não percebem que a parte mais feliz e divertida da vida deles é quando não usam deus em suas conversas entre outras coisas do dia-a-dia!

Flaneur

julho 11 2011 Responder

Olá. Também não acredito em deus ou deuses e vivo bem.
Concordo que o fato de ser ateu ou não, ser religioso ou não, não pode ser parâmetro para avaliar uma pessoa.
Procuro respeitar a opinião das pessoas que escolhem e seguem uma religião, seja ela qual for, mas quando vem querer me convencer, quando vem querer fazer lavagem cerebral eu procuro manter distância. Saio de fino.
Estou bem lúcido para pensar por conta própria e tomar minhas decisões.
Também dou boas risadas com o Chaves. rsrsrs
Milena: MUITO LEGAL seu comentário. Gostei.
Abraços.

Emerson Erik Schmitz

julho 11 2011 Responder

Prezado Robson, eu estava vendo sites sobre vegetarianismo/veganismo e me deparei com seu texto, que considero absolutamente sensacional!!!Você conseguiu exprimir tudo o que eu sinto e, por vezes, não fui compreendido nas vezes em que tentei me pronunciar a respeito.
Muito bom saber que existem pessoas que pensam como eu, que acreditam no que eu acredito! Fico muito feliz por isso.
Já escutei pessoas inteligentes dizerem que não acreditam em pessoas boas que não creem em Deus! Eu achei que ser ateu e virar vegetariano seria muito excêntrico, mas cada vez mais me convenço que isto me faz uma pessoa melhor.
Parabéns!

    Robson Fernando de Souza

    julho 11 2011 Responder

    Valeu Emerson =) Abração

Milena

julho 10 2011 Responder

Eu não acredito no deus judaico-cristão porque ele é uma entidade extremamente mesquinha, contraditória, megalomaníaca, egocêntrica. Já não posso dizer é que eu ache que o universo surgiu do nada, porque tudo na natureza tem um nível de complexidade tamanho… Acho que é um mecanismo, sabe, como se fosse um programa de computador, e não algo personificado, uma lógica que a gente nunca vai descobrir como funciona, até porque já estamos fadados ao fim mesmo. Cresci em uma família católica, minha mãe me obrigou a fazer catequese, e uma vez eu disse que não me importava com Jesus e ela quase acabou com a minha raça, achei que ela ia me expulsar de casa. Isso porque minha mãe é bem descontraída comigo. Quando se fala em religião aqui em casa o bicho pega… Eu também não posso criticar os pastores evangélicos que extorquem dinheiro dos “fiéis”, que o meu pai (que foi à Igreja Universal por muito tempo) diz que eu estou sendo desrespeitosa. O problema não é minha família em si, eles só reproduzem um pensamento recorrente na sociedade, mas se eu sou tratada assim em casa, quem dirá por aí. No geral, eu tenho receio em admitir que sou atéia (ou deísta? Um amigo meu me disse que isso que eu tenho como ideia de “deus” é deísta, mas eu não entendo muito dessas ideias então eu só prefiro dizer que não acredito). E eu já tenho coisa demais pra me discriminarem, sou mulher, baixinha, acima do peso, feminista, apoio o movimento GLBT, tenho tendências esquerdistas… Agora me obrigaram a fazer crisma, cada besteira que eu sou obrigada a ouvir lá… Eles usam a Bíblia pra justificar tudo que lhes convém, por exemplo, pra dizer que casamento entre homossexuais é errado, “porque na Bíblia está escrito que a mulher e o homem foram feitos um para o outro”. Mas muitos outros ensinamentos bíblicos eles ignoram porque exigiria mudanças radicais que eles não estão dispostos a efetuar. Engraçado né? Enfim, desculpa, eu escrevi demais. Achei o seu blog linkado no blog da Lola Aronovich, muito bom o seu artigo lá (pena que a Lola cortou o artigo em três e agora só sexta que vem!), e devo dizer que é muito bom encontrar alguém com quem compartilhar ideias de humanismo e igualdade, porque de intolerância, que é o que eu vejo o tempo todo por aí, eu já estou farta.

Mila F

julho 10 2011 Responder

Oi. Eu não te conheço, mas cheguei ao seu texto por meio de um retwit de um colega em comum.
Este foi provavelmente o texto mais esclarecedor e imparcial que eu já li sobre o que é, afinal de contas, ser ateu.
Como ateia, vegetariana, feminista, apreciadora de animais e da natureza em geral, eu te agradeço! E peço permissão para reproduzir seu texto no meu blog, com os devidos créditos, evidentemente.
Porque ele diz tudo o que eu gostaria de dizer sobre o que é viver sem deus e um pouco mais.
Posso?
Um abraço.

    Robson Fernando de Souza

    julho 11 2011 Responder

    Olá, Mila =) Obrigado por ter apreciado o texto =)

    Pode sim reproduzi-lo, mantendo a fonte =) Aliás, encorajo fortemente que divulguem meu texto em outros blogs e sites, preservando-se a autoria.

ruth iara

julho 10 2011 Responder

Que bom que você é feliz, Robson! Com o perdão da palavra acho divino ser contra todo tipo de preconceito. ;ˆ)
Ah, eu gosto um montão de ti e te admiro com ser único.
Abraço!

    Robson Fernando de Souza

    julho 10 2011 Responder

    Obrigadão, Ruth =) Também te admiro muito como minha irmã de consciência =)

    Abração

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