06

jul11

Tortura em nome da ciência (Parte 56)

Não é novidade envenenar animais com ar poluído – já foi trazido para cá um post com esse tipo de experimento violento. O fato se repetiu agora na Universidade de Ohio.

O Estadão descreve resumidamente como foi a experiência:

Para este estudo, camundongos ficaram expostos à poluição seis horas por dia, cinco dias por semana, durante dez meses, o correspondente a quase metade da vida dos animais. O ar ao qual eles foram submetidos tinha um tipo de poluição típico de lugares com grande concentração de carros, fábricas e poeira natural. As partículas deste ar são tão pequenas que conseguem alcançar áreas profundas de vários órgãos. Os cientistas fizeram isso para que a qualidade do ar fosse semelhante àquela encontrada nos grandes centros urbanos.

Como consequência:

Após este período de exposição, os pesquisadores aplicaram testes de aprendizagem e memória e conseguiram observar que estes camundongos demoravam mais para aprender uma simples tarefa, assim como memorizar informações importantes, como encontrar a saída de uma arena montada para a experiência.

Além disso, em um dos testes do estudo, os animais expostos à poluição demonstraram ser mais ansiosos e apresentaram comportamento mais depressivo que aqueles que não foram submetidos ao ar carregado com poluentes.

Creio eu que essa experiência poderia ser preterida em prol de uma pesquisa estatística entre pessoas muito pouco, pouco, medianamente, frequentemente e muito expostas à poluição atmosférica. Mas, como vimos, preferiu-se torturar camundongos forçando-os a inalar ar poluído.

imagrs

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