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jul11

Tortura em nome da ciência (Parte 60)

Câncer no cérebro é o terror extremo para qualquer pessoa. Se brincar, é o pior dos cânceres. Mas isso não importa para os vivisseccionistas, que, em estudo de universidade não informada divulgado no periódico Cancer Research, induziram um agressivo tipo de câncer cerebral em camundongos.

Segundo o site da inominável, o propósito foi testar o indirubin, substância presente no índigo:

O indirubin, um derivado da planta índigo, pode ajudar a tratar o glioblastoma, um tipo agressivo de tumor cerebral. Segundo um estudo publicado no periódico Cancer Research, a substância evita a formação de vasos sanguíneos locais e a migração das células do tumor para outras áreas do cérebro. 

O indirubin é o ingrediente ativo de um remédio herbal chinês chamado Dang Gui Wan Long Hui, usado para tratar a leucemia mielóide crônica. A planta índigo, da qual a substância é derivada, é considerada uma erva medicinal chinesa.

A consequência foi:

o indirubin reduziu em 40% a migração das células do tumor de um hemisfério para o outro do cérebro de camundongos – responsável por espalhar o câncer. Houve ainda uma redução drástica na formação de novos vasos sanguíneos, processo fundamental para o crescimento do tumor.

Mas o câncer não foi curado, o que quer dizer que os camundongos sofreram durante o tratamento até serem talvez sacrificados depois do tratamento pelo seu “bem-estar”.

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Jéssica Meireles

agosto 2 2011 Responder

Toda vez que sinto uma dor começo a imaginar que um animal pode sentir a mesma dor e logo penso que isso tudo (exploração animal) não é justo.
No Brasil não há investimentos em novas tecnologias? E no resto do mundo?
Sei que no caso dos cosméticos tem (muitas?) empresas deixando os testes em animais (não humanos) e investindo nos testes “in vitro” e em grupos (humanos) de controle. Mas e os remédios? =/

    Robson Fernando de Souza

    agosto 2 2011 Responder

    No caso dos remédios, Jéssica, os métodos são mais complexos e a comunidade científica em sua maioria é desinteressada em pesquisar alternativas. Até porque o tráfico de cobaias é muito lucrativo e o paradigma antropocêntrico é reinante mesmo nos tratados de bioética.

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