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“Ordem e Progresso”, um lema ultrapassado

Enfim estou de volta, e acordo o Consciencia.blog.br com um artigo que, ainda que tenha a intenção de incitar a reflexão e não de fazer polemismo, promete abrir uma polêmica.

Quando olho para a bandeira do Brasil, com seu lema Ordem e Progresso, penso que ali está retratado o remanescente de um ideal político de tempos passados, de uma época há bastante tempo finda. Ideal que não é mais compatível com os tempos de hoje e muito menos com o amanhã, uma vez que a ordem não é uma necessidade tão poderosa quanto a promoção da igualdade e da justiça social e o progresso como hoje conhecemos não dá qualquer garantia de integridade socioambiental presente e futura das sociedades humanas, pelo contrário. 

 

Ordem

Supraideologicamente podemos tentar definir a ordem como um estado de paz sociopolítica, um ideal em que não haveria lutas sociais, conflitos de interesses entre classes, protestos e ativismos radicais de rua, greves, piquetes e boicotes.

Mas isso tem duas implicações, uma de esquerda e uma de direita. A primeira seria que essa ordem seria uma situação em que não fosse mais necessário o ativismo sociopolítico dos oprimidos e injustiçados. Na ordem de esquerda, não há mais manifestações nas ruas, mais lutas sociais, mais conflitos de interesses, necessariamente porque já se alcançou um status quo ideal em que eles já não se fazem mais necessários, uma vez que tudo já foi resolvido e há plena igualdade de direitos, de tratamento e também de distribuição de renda (ou algo muito próximo da igualdade socioeconômica).

Já a implicação direitista é aquela que historicamente conhecemos: uma ordem que na verdade é a estabilidade forçada da organização social, em que as cidades e o campo estão em “paz”, com as pessoas trabalhando e cuidando de suas próprias vidas de forma virtualmente harmoniosa tal como numa Matrix.

Nela tudo está sob rígido controle, mesmo que os pobres permaneçam despossuídos, desassistidos pelo Estado e os ricos permaneçam poderosos e privilegiados e os governos pouco ou nada façam para garantir o bem comum. É uma ordem despolitizada, em que a “desordem” causada pelo conflito de interesses públicos X privados, extravasada em manifestações de porte variado – desde protestos nas cidades até invasões de latifúndios na ruralidade –, é sufocada por violenta repressão policial e às vezes até por parte do Exército.

Voltando ao tempo do Positivismo, que originou o ideal de ordem e progresso, percebemos que aquela corrente filosófica buscava de fato ordenar as nascentes sociedades modernas que viviam às voltas com conflitos entre trabalhadores e burgueses, ainda que sem resolvê-los com promoção da democracia e da igualdade. E foi do Positivismo que nasceu a República brasileira nos últimos anos do século 19. Daí a ordem do dístico brasileiro.

Desde então a ordem enquanto objetivo sociopolítico tem sido apropriada pela direita, com a intenção de barrar as “desordeiras” propostas históricas de revolução que os comunistas da esquerda pregam desde o século 19. Foi o que, em parte, motivou ideologicamente o golpe militar de 1964.

Ainda hoje vemos a ordem sendo defendida como algo a ser almejado politicamente por parte dos direitistas mais radicais, vide o antigo PRONA (Partido pela Reedificação da Ordem Nacional) e a proposta de José Serra, exposta em 2010, de promover “paz no campo”. E, obviamente, o Exército a inclui entre suas missões institucionais (“Preparar a Força Terrestre para defender a Pátria, garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem” – vide site, grifo meu).

Para o outro lado do espectro ideológico, a ordem também existe em teoria, mas, como explicado mais acima, é um estado de coisas utópico resultante da conclusão de todos os objetivos das lutas socioambientais. É muito, muito mais uma consequência desejada do que um objetivo declarado.

Por isso fica claro que a ordem enquanto missão/visão maior da nação brasileira é algo inadequado, uma vez que segue, desde o princípio (tanto no sentido temporal como ontológico), uma doutrina repressora, que visa o controle estrito da sociedade em detrimento da justiça socioambiental e da própria democracia. Não que se queira uma situação de desordem permanente, mas a ordem num sentido popular exige objetivos anteriores, muito mais fortes – igualdade e justiça – e relevantes enquanto ideais máximos de uma sociedade ou conjunto de sociedades.

 

Progresso

Desde o século 19 o progresso vem sendo exaltado pelos capitalistas como um objetivo permanente que leva a um crescimento econômico ilimitado e a avanços tecnológicos que favoreçam especificamente a espécie humana dando-lhe cada vez mais bem-estar e qualidade de vida.

Sobre sua gênese capitalista e positivista, o professor Rafael Augusto Sêga explica:

O avanço científico europeu do início do século XIX, decorrente da Primeira Revolução Industrial, fez com que o homem [sic] acreditasse em seu completo domínio da natureza. O positivismo surgiu nessa época como uma corrente de pensamento que apregoava o predomínio da ciência e do método empírico sobre os devaneios metafísicos da religião.
[…]
As raízes do positivismo são atribuídas ao empirismo absoluto de David Hume (1711-1776), que concebia apenas a experiência como matéria do conhecimento e também a Ilustração, ou Iluminismo, que apregoava a razão como base do progresso da história humana.
Dessa forma, o positivismo é fruto da consolidação econômica da revolução pela burguesia, expressa nas Revoluções Inglesa do século XVIII e Francesa de 1789. As ciências empíricas passaram a tomar frente às especulações filosóficas meramente idealistas e Comte buscou a síntese do conhecimento positivo da primeira metade do século XIX, especialmente da física, da química e da biologia.

Desde então, o progresso vem-se confundindo com desenvolvimento econômico mais resolução tecnológica dos problemas socioambientais. E nessa perspectiva tem promovido uma opressão ambiental jamais vista em sociedades pré-modernas: desmatamentos em grande escala, poluição idem, degradação de espaços naturais, acúmulo antropogênico de gases-estufa na atmosfera, massacres de espécies faunísticas inteiras às dezenas por ano – considerando-se as espécies já catalogadas e as ainda desconhecidas –, extração em escala cada vez maior de elementos não renováveis como minérios, petróleo e gás etc.

É com o pretexto de promovê-lo, de desenvolver as sociedades humanas modernas lhes provendo riqueza, renda e bem-estar, que as políticas desenvolvimentistas públicas e privadas vêm promovendo grandes ecocídios, exaurindo a biosfera, aproximando a humanidade do abismo do colapso e da extinção – e uma extinção nada solitária, cujo processo progressivo terá levado junto milhares ou talvez milhões de outras espécies de seres vivos.

Sem falar no fato de que o termo vem sendo constantemente usado por políticos representantes de interesses capitalistas como forma de iludir a sociedade, prometendo-lhe melhoria definitiva de condições de vida, fazendo-a crer que o atual e tradicional modelo de desenvolvimento poderá num futuro próximo (mas sempre indeterminado) trazer um El Dorado de oportunidades e de riquezas bem distribuídas, e para isso lançando mão de políticas opressivas e insustentáveis.

As consequências disso são:
– o resguardo do poder político-econômico burguês;
– a manutenção de uma ordem de desigualdades sociais e educação e socialização mercantilistas, de ambas as quais o capitalismo necessita intrinsecamente;
– a conservação do paradigma do lucro, tão desejado pelos mais ricos;
– a oportunista exploração trabalhista de setores muito vulneráveis das classes humildes, como jovens em busca do primeiro emprego e trabalhadores desempregados, os quais se submetem a trabalhos exaustivos e mal remunerados em nome de um mínimo de sustentação financeira ou emancipação familiar;
– o rolo compressor corporativista sobre princípios democráticos – vide a construção da hidrelétrica de Belo Monte;
– a exploração socioambiental de outros povos e países, como no caso do neocolonialismo dos séculos 19 e 20, o qual foi em grande parte responsável pelo progresso da riqueza nacional de muitos países europeus e dos Estados Unidos;
entre outras consequências sociais que, no final das contas, legitimam e perpetuam a ordem capitalista com todas as suas consequências negativas intrínsecas ou não.

Hoje em dia o progresso vem sendo superado pela sustentabilidade, a qual concilia ambiental, social e econômico e é muito mais capaz de prover homogênea qualidade de vida aos seres humanos. Esta, ao contrário do primeiro, condiz bem mais com o contexto ético e histórico atual e é muito, se não perfeitamente, capaz de ser alçado a objetivo permanente e atemporal, seja como uma meta final ou como algo passível de manutenção constante depois de alcançado.

Nenhuma sociedade hoje é realmente sustentável, logo ela está configurada como um objetivo para todos os povos e nações. Em outras palavras, sustentabilidade é algo a ser perseguido por toda a humanidade. Mesmo que para isso seja reconhecidamente necessária a substituição dos sistemas políticos e socioeconômicos vigentes – o que se encaixa bem na proposição sustentabilista, através de correntes de pensamento ambiental como o ecossocialismo e a Ecologia Profunda.

Assim sendo, o progresso enquanto objetivo permanente da sociedade brasileira foi literalmente ultrapassado temporal e filosoficamente pela sustentabilidade. Não é mais tempo de buscar um crescimento econômico ilimitado que acaba dependendo de uma fonte finita de recursos naturais e nunca conseguindo promover um mesmo nível razoável de qualidade de vida a todos os seres humanos. A hora agora é de reconhecer as limitações do progresso e substituí-lo pelo ideal sustentável.

***

Os brasileiros são levados assim a encarar uma realidade que afronta o pouco de civismo simbólico que mantêm: o dístico da bandeira nacional está ultrapassado e já não condiz com o ideal de país e mundo que queremos. Em outras palavras, idealmente a bandeira precisa ser reformada, ganhando um novo lema ou substituindo-o por algum símbolo não verbal que evoque os novos ideais que vêm surgindo entre nós. Eu pessoalmente sugiro Igualdade e sustentabilidade como lema.

Porque a ordem não é o objetivo principal de uma sociedade que precisa lutar para conquistar o bem comum, e o ideal tradicional de progresso é incompatível com a preservação do meio ambiente e com a verdadeira justiça social – a qual por sua vez exige mudanças políticas e socioeconômicas profundas.

imagrs

14 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Cristina Rego

novembro 1 2016 Responder

Boa tarde,

Fico feliz de ler uma matéria tão crítica como esta, sem se importar se é de direita ou esquerda, é preciso ter argumentos. Mas, fico triste quando uma pessoa que deixa um comentário, não saiba escrever, como vi duas pessoas, que chamo de ignorante, percebe-se, que além de escrever ingloba e a outra e quizeram(inclusive, ao escrever a tecnologia já acenou o erro de grafia, enquanto a pessoa que utilizou ainda é analfabeto da informática tb) ainda são analfabetos políticos, pobres de argumentos(falta de educação formal e senso crítico)

    Robson Fernando de Souza

    novembro 1 2016 Responder

    Oi, Cristina. Agradeço a apreciação do artigo. Mas não entendi sua colocação sobre pessoas que comentam com erros de ortografia. Vc quis dizer que elas erraram na ortografia e ao mesmo tempo demonstraram ignorância política, ou focou nos erros ortográficos?

    Perceba, inclusive, que muitas pessoas que antes não falavam de política hoje estão falando, mesmo que com argumentos raivosos e pouco conhecimento sobre o funcionamento da política e da economia. Por isso eu acho estranho esse estranhamento contra pessoas que trazem comentários assim.

Vitor

abril 8 2016 Responder

Essa ordem e progresso já nasceu como argumento de direita para estamentar a sociedade , não ?

    Robson Fernando de Souza

    abril 9 2016 Responder

    Pois é, Vitor. E a própria direita rasga o tema que ela mesma criou.

Ordem e Progresso do Brasil

setembro 24 2015 Responder

O lema não está ultrapassado e sim nossa política pois eles que estão fazendo isso com nosso país! Temos que tomar medida. http://www.ordemeprogressodobrasil.com.br

humberto

janeiro 31 2015 Responder

Poderia ser também “CHEGA DE BANDIDOS”.

humberto

janeiro 30 2015 Responder

Concordo que “Ordem e Progresso”, um lema ultrapassado, e o que você sugere “Igualdade e sustentabilidade” também acho ultrapassado, acho que “Cumpra-se a constituição” seria o ideal, ou simplismente retirar a faixa e a hipocrisia.

    Brasileiro que nasceu na " A ESQUEICDA", ditadura Vargas

    agosto 29 2015 Responder


    NÃO SOU DE DIREITA NEM DE CENTRO, MUITO MENOS DE ESQUERDA. SOU BRASILEIRO.

    Prezados, tanta coisa para nos preocuparrmos e vem esse cara falar abobrinhas… trocar nome, títulos, denominações, lemas, e criar LOGOTIPOS DEMAGÓGICOS é padrão das esquerdas. HINO, BANDEIRA, CORES, não são sambas -enredo de escolas de samba, camisa de futebol, e outras ques e troca ao sabor dos interesses momentáneos. TRADIÇÃO… bem, antigamente quem era o GUARDIÃO DAS NOSSAS TRADIÇÕES, DOS NOSSOS SÍMBOLOS ERA O CHEFE DE ESTADO, mas… fhc, lula, dilma, kkkkkkkk

Cesar Carvalho

agosto 9 2011 Responder

Perfeito. Li, muito recentemente, um questionamento similar – ainda que não diretamente relacionado ao Brasil – mas que tratava da impossibilidade até mesmo física das políticas desenvolvimentistas. O núcleo do questionamento poderia ser resumido em algo como “é impossível conciliar um desenvolvimento ilimitado com os recursos naturais limitados oferecidos pelo planeta”. É uma questão de lógica. Há que se buscar uma harmonia entre a humanidade e o planeta – e, certamente, entre os indivíduos e grupos de nossa própria espécie.

Até mesmo o contínuo crescimento da população humana – assunto de extrema importância que é, lamentavelmente, muito pouco discutido – ameaça nossa sobrevivência se lembrarmos que nosso consumo anual de recursos naturais já está muito acima da capacidade de recuperação natural do planeta. Como todas as espécies que crescem além da capacidade de sustento de seu habitat, estamos cada vez mais próximos de um colapso que ajustará nossos números da pior maneira possível (algo que já deveríamos ter começado a fazer, de maneira gradual e menos sofrida, antes mesmo da população mundial ter ultrapassado um bilhão de indivíduos).

Apesar de considerar bandeiras nacionais meros objetos de idolatria e respeito ilógicos, símbolos de um conceito um tanto abstrato e arbitrário, na minha opinião (o conceito de Pátria, ou Pátria-mãe, que deve ser honrada, respeitada e pela qual devemos até mesmo sacrificar nossas vidas… e que não passa de um ídolo diáfano que substitui a figura do soberano ou rei, sendo, na prática, uma marionete gigante e sem rosto controlada pelas elites dominantes, como a falsa imagem criada pelo Mágico de OZ para representá-lo), se fosse para mudar o lema da bandeira deste país eu votaria por algo como “Harmonia e justiça”.

    Brsileiro que ansceu na " A ESQUECIDA" - Ditadura Vargas

    agosto 29 2015 Responder

    sem comentários… “Não se deve acreditar sempre naquilo que se quer que seja a realidade. O ser humano, esse grão de poeira, já não entra em conta como vontade.” Stefan Zweig

Bárbara de Almeida

agosto 8 2011 Responder

Primeiramente, bem vindo de novo à casa. Senti falta de seus posts nessas tuas “férias”.
Com relaçao ao tema exposto, não havia, nunca, parado para pensar se o lema de nossa bandeira é atual ou não. Acredito que meu professor de História do ensino fundamental moldou bastante minha cabeça, até então, para ser uma pessoa pró-positivismo, se for parar para comparar meu ensino com os teus argumentos altamente válidos.
Não digo que concordo em tudo que você disse, ainda penso ser “progresso” uma palavra válida para estar lá, uma vez que, progresso, atualmente, está ligado à sustentabilidade por motivos óbvios. Mas morreria de orgulho em ter uma bandeira assumida “verde”, com certeza.
Já na parte “ordem”, concordo que, se todos se permitissem entrar, pura e simplesmente, numa “ordem”, não teríamos nem metade dos direitos e (poderia até dizer) ‘conforto’ que temos hoje.
Parabéns, Robson, por trazer (novamente) assuntos tão polêmicos à tona.

    Robson Fernando de Souza

    agosto 8 2011 Responder

    Valeu, Bárbara =)

    Sobre o “progresso”, reitero que esse termo é ultrapassado. Até mesmo o “desenvolvimento”, que é mais abrangente e complexo, um “progresso 2.0”, vem sendo questionado filosoficamente por sua subsustentabilidade e seu caráter ilimitado, incompatível com nossa biosfera finita. Progresso mesmo lembra o paradigma tradicional, vigente nos séculos 19 e 20, de fazer a economia crescer infinitamente e a tecnologia resolver sozinha os problemas de qualidade de vida dos seres humanos. Há outras definições de progresso, mas nenhuma é bastante pra refletir um paradigma de crescimento econômico obediente a limites e a questões éticas.

    Abração

    Brasileiro

    agosto 29 2015 Responder


    O ilustre jornalista começa por cometer uam contravenção, ao alterar a Bandeira. Isso não deve ser problema para ele, uam vez que não deve ser chegado à ORDEM, que ingloba tudo ( dsiciplina, respeito, responsabuildiade, etc e tal ). Brasileiro não gosta dessa coisas, está mais do que provdo… quantdo amsi anarquia, melhor… qual é a situção de nossas escolas atualmente???? QUEM RESPEITA PROFESSOR, DIRETOR, COLEGAS???? fico por aqui…


    COM TANTOS PROBLEMAS E TODAS AS ORDENS, VEZ PRO OUTRA A TURMA DAS ESQUERDAS APARECEM COM ESSA. Já quizeram alterar a Bandeira, o Hino, as cores, como se fossem camisas de tiem de futebol, samba-enredo, etc e tal…


    – retirado do artigo ” A Bandeira do Brasil “, de Ernesto Bandeira de Luna

    ” Por originalidade , talvez, gostam os estudio-sos de nossa Bandeira de fugir à definida origem positivista da inscrição ORDEM E PROGRESSO. Já se havia tentado nas bandeiras ancestrais da brasi-leira um moto que definisse uma inspiração de de-sígnios ? d. João I ( 1385 ? 1433 ), com ” Il me plaist pour bien “; d. João II ( 1481 ? 1498 ), com sua inscrição ” Pola Ley y Póla Ordem ” e a Inconfidência Mineira com o mal traduzido dístico ” Libertas quae sera tamen” . Mas, ninguém pode se recusar ao verdadeiro berço da origem de nossa atual divisa. Isso seria negar a presença dos posi-tivistas na proclamação da República.

    Contudo, o completo lema comtista é ” o amor por princiípio e a ordem pro base: o progresso por fim ” . Se temos a Ordem e o Progresso impressas em sínople sobre a banda oblíquo de prata, por que a omissão do Amor?

    É que o terceiro sentimento ? o Amor ? é i-nerente ao conjunto; nasce na eternidade da tradi-ção que construiu com tantas glórias; nasce no ca-lor interior que seu desfraldar acende em nossos corações; nasce no hino sagrado do seu paneja-mento, acenando aos céus nossa crença e nossas esperanças.

    Será preciso escrever Amor na Bandeira do Brasil? ”

    Segundo a opinião do Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, o Proclamador, “ a Bandeira Nacional, já tão conhecida e reco-nhecidamente bela, continua, substituindo-se a coroa sobre o escudo pelo Cruzeiro.
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