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Pecuária bovina brasileira em maus lençóis

A situação da pecuária bovina de corte, pelo menos vista de certa distância, não parece muito animadora. Enquanto os preços da carne sobem mais e mais para os consumidores a cada semana, diversos grandes frigoríficos estão em apuros, alguns em situação de pré-falência, outros fechando filiais e demitindo em grande quantidade, outros sofrendo notáveis prejuízos nas bolsas de valores.

Sobre essa possível crise dos grandes matadores de bois e vacas, o covil online deles, o Pecuária.com.br, vem com diversas notícias que desanimam quem ganha dinheiro a partir do sangue derramado de animais inocentes:

JBS fecha 3 unidades e demite mais de 1.000
Mataboi (sic²³): credores fazem proposta de pagamento
Marfrig perde R$ 91 mi e culpa grãos e boi
Minerva também encerra trimestre com prejuízo
Quatro Marcos está à beira da falência
Frialto apresenta plano de recuperação judicial

Ali também podemos encontrar diversas notícias das últimas semanas sobre a inflação da carne bovina e até sobre um princípio de escassez de animais à disposição desse sangrento mercado:

Alta perde força no mercado do boi
Filé subiu muito mais que a arroba
Vaca tem alta do 8% no noroeste do Paraná
Bezerro continua em alta em MG
Vaca subiu mais que o boi no MS
Boi fecha semana em alta
CEPEA: Boi continua em alta
Boi escasso puxa a arroba para cima
Falta boi no Pará
Falta carne e preços começam a subir

Se depender do consumo, infelizmente essa não é a razão para essa possível crise bovinocultora. Mas pelo visto, com uma crise internacional se avizinhando, é possível que presenciemos uma quebra em massa de frigoríficos e pecuaristas. Será a hora e a vez de nós veg(etari)anos iniciarmos campanhas de incentivo ao consumo de vegetais e também derrubarmos o mito de que o vegetarianismo só serve para gente de poder aquisitivo acima do razoável. Por tabela, estaremos favorecendo a agricultura familiar, fonte da maioria daquilo que comemos.

Por outro lado, quando pecuaristas entram em crise e/ou o consumo de carne cai, eles têm o costume perverso de massacrar “seus” animais para, entre outros fins, diminuir a produção. Deveremos ficar de olho nisso em possíveis massacres do tipo e denunciá-los, sempre numa perspectiva abolicionista, mostrando até onde vai o regime pecuarista, no qual os animais são propriedades dos donos das terras e por isso têm suas vidas controladas e determinadas ao bel prazer deles.

imagrs

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Bárbara de Almeida

agosto 15 2011 Responder

Uma “palavra”: Y-E-P!

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