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ago11

Tortura em nome da ciência (Parte 64)

Este post traz mais uma série de torturas infligidas por cientistas contra animais não humanos dentro de laboratórios de todo o mundo. E pensar que há todo um discurso montado que tenta nos convencer de que a vivissecção “respeita” os animais.

As notícias abaixo foram publicadas entre os dias 15 e 29 deste mês e não estão em ordem de antiguidade.

 

1. Camundongos engordados à obesidade e condenados a uma vida mais curta

No teste da droga SRT-1720, um grupo de ratos obesificados recebeu o remédio, enquanto um grupo controle não recebeu. Os animais do grupo controle viveram 30% menos que os que receberam a droga, sofrendo baixa de sensibilidade à insulina e outros efeitos nocivos da obesidade.

2. 15 doenças diferentes contra ratos para testar medicamento-panaceia

Um medicamento desenvolvido no Massachusetts Institute of Technology está em seus estágios iniciais. Promete curar todos os vírus existentes que infectam o organismo humano. Mas tem um custo alto em vidas de seres inocentes: ratos foram submetidos a 15 doenças diferentes (deduzo, uma por grupo de ratos). Não foi informado quantos porcento de ratos morreram sob cada infecção nem a taxa de sucesso do remédio. Disse o responsável pela pesquisa: “Para os primeiros ensaios com animais, desejávamos escolher um vírus comum em humanos que seria letal em camundongos, por isso usamos o influenza H1N1”. O Dia Online conta que animais maiores também serão explorados nessa pesquisa pelo remédio-panaceia.

3. Câncer da próstata contra ratos

Ratos tiveram provocado em seus corpos um câncer de próstata que progrediu até um estágio avançado. A intenção foi testar uma vacina genética para curar esse tipo de câncer. Não foi dita a porcentagem de sucesso – que nos permitiria deduzir a porcentagem de animais que morreram na pesquisa.

4. Ratos viciados em cocaína

Um laboratório israelense drogou ratos com cocaína até ficarem viciados. Foi para testar uma proteína chamada ZIP, injetada no cérebro dos animais para combater o prazer resultante do consumo da droga.

5. Ratos recebendo análogo de adrenalina para sofrerem estresse

Pesquisadores inseriram substância análoga à adrenalina em ratos para deixá-los sofrendo os mesmos efeitos do estresse real. Não foi para testar curas, mas sim para ver os efeitos do estresse. O resultado observado foi que os animais, de tão estressados, criaram pelos grisalhos. Também foi testado o efeito da proteína beta-arrestina: ratos com e sem a proteína foram expostos ao estresse crônico (devido à injeção do análogo da adrenalina), e os dotados da beta-arrestina sofreram danos no DNA. Pretende-se estressar outros animais, avaliando as respostas naturais das vítimas ao estresse para se verificar se também há ou não acúmulo de danos no DNA, segundo o HypeScience:

O próximo passo da equipe é colocar os ratos sob estresse ao restringi-los de criar sua própria adrenalina ou reação de estresse, para descobrir se essas reações físicas também levam a danos no DNA.

6. Camundongos expostos a benzeno

Uma experiência da USP expôs camundongos a uma solução aérea de benzeno, com taxas bem menores do que o valor tolerado pela CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo:

Nos experimentos, um grupo de camundongos foi submetido por uma hora a uma concentração hidroquímica de 25 partes por milhão (ppm) de hidroquinona durante cinco dias. “Após esse período, foram realizadas medições sanguíneas e genéticas para identificar os níveis de exposição”, diz a professora da FCF. A conentração de hidroquinona encontrada na área de expsosição era de 0,044 ppm, dez vezes menor que o valor aceito atualmente, que é de 0,4 ppm. “Nestas condições os animais apresentaram alterações biológicas importantes”.

Constatou-se que a hidroquinona, substância que se deriva do benzeno, afetou a imunidade das cobaias, prejudicando a ação das células chamadas neutrófilos. A pesquisa é inconclusiva em se tratando dos efeitos da exposição de seres humanos ao benzeno.

7. Como sempre, câncer em ratos

Para se testar o transplante de células da medula óssea de ratos transgênicos, outros animais também foram geneticamente modificados antes de nascer e receberam células cancerígenas. O resultado foi a resistência dos segundos transgênicos a tumores e metástases. Normalmente não é divulgado se a experiência é derivada de outra que havia fracassado em seu objetivo principal (e consequentemente causado sofrimento e morte a outros animais).

8. Camundongos “altamente suscetíveis” à Doença de Chagas

Em experiência brasileira, camundongos foram tornados “altamente suscetíveis” à Doença de Chagas para receberem uma vacina genética de modo a curar (ou prevenir?) a enfermidade. Não foram informados os efeitos dessa alta suscetibilidade.

9. Um milhão de dólares para torturar camundongos

A Bill and Melinda Gates Foundation doará US$1 milhão para uma pesquisa que pretende tratar malária infectando camundongos com a doença e expondo-os a radiação micro-ondas. Destaque para este trecho da notícia:

“Existem muitos dados sobre camundongos expostos a micro-ondas, então nós acreditamos que seremos capazes de ficar bem abaixo do nível de segurança deles”, diz Stoute, num tom provavelmente menos reconfortante para ratos do que para homens.

10. Câncer em camundongos e Síndrome do Cólon Irritado em ratos

O título da notícia até dá uma breve esperança de que é uma pesquisa que pretende substituir a experimentação animal, mas adiante a decepção:

Para confirmar a ligação cimetidina-câncer de pulmão, os pesquisadores testaram sua ação sobre células cancerosas humanas cultivadas em laboratório e outras implantadas em camundongos. Em ambos casos, a droga mostrou-se eficaz na desaceleração do crescimento das células cancerosas quando comparadas a grupos de controle que não receberam a medicação.

Já para testar como o anticonvulsivo tinha efeito sobre a síndrome do cólon irritável, os cientistas administraram a droga em ratos que tinham os sintomas da condição, como diarreia, inflamação, úlceras e danos microscópicos no cólon.

11. Ratos infectados com toxoplasma ou induzidos ao medo de gatos

Em uma experiência de utilidade duvidosa, alguns animais foram infectados com toxoplasma e outros não. Os dois grupos foram expostos ao odor de um gato, o que causou medo nos animais não infectados. Especula-se que o toxoplasma inflama e danifica alguma região (ainda não revelada) do cérebro, inibindo o medo nos ratos infectados.

12. Fechando com chave de ouro de tolo: câncer e oxigênio reduzido contra ratos

Ratos tiveram injetadas em seu corpo células cancerígenas de melanoma e metade deles foi exposta a uma hipoxia ininterrupta, situação patológica em que o corpo capta menos oxigênio, com efeitos similares aos da apneia. Deduz-se que foram assassinados para que seus tumores fossem extirpados e verificado o efeito da hipoxia nos mesmos. O peso do tumor e a necrose dos ratos induzidos à hipoxia ininterrupta eram quase duas vezes maiores do que os tumores dos ratos do grupo controle.

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