26

set11

Falácias, ofensas e vícios argumentativos: a (anti)lógica dos textos alfacistas

Obs.: Este texto considera alfacismo e antiveganismo a mesma coisa, por ambos terem, quase que como regra, as mesmas características argumentativas. E não encorajo, de forma alguma, que se visite blogs alfacistas nem se tente argumentar com seus autores.

 

Vim lendo e analisando, nos últimos meses, artigos de onívoros intransigentes, em que tentam ora justificar a continuidade do seu consumo de carne e outros alimentos de origem animal, ora refutar a lógica ética e biológico-nutricional do veg(etari)anismo e dos Direitos Animais.

Porém, mesmo arriscando eu emitir uma conclusão enviesada por ser vegano, posso dizer que tais leituras não são capazes de recuar ou flexibilizar em nem um milímetro o veganismo dos defensores convictos dos Direitos Animais, mesmo de quem evita pensar, em relação à sustentabilidade biológica e ambiental do veganismo, que “dessa ideia ninguém me convence do contrário”. Porque todos os artigos analisados possuem graves defeitos textual-argumentativos, que lhes tiram qualquer seriedade e os rebaixam a meros desabafos reacionários de quem não tolera o ascendente movimento de defesa dos Direitos Animais.

Li 16 textos considerados “principais” (que reúnem ideias centrais das convicções antiveganas dos seus autores), uma amostra razoável se considerar que o alfacismo/antiveganismo ainda não é um movimento reacionário forte e disseminado como o movimento homofóbico que vem investindo contra o progresso dos direitos dos LGBT. E desses textos pude tirar minhas conclusões sobre o alfacismo e verificar as falhas argumentativas descritas abaixo.

Trecho de artigo alfacista/antivegano. Textos alfacistas não respeitam os adeptos das ideias atacadas. Sempre atacam, por ad hominem, os veg(etari)anos junto com o veg(etari)anismo e os Direitos Animais.

 

1. Ataques não só às ideias, mas também às pessoas

Em primeiro lugar, o que mais chama a atenção nesses textos é a aparente incapacidade dos formadores de opinião antiveganos de criticar e rebater o veganismo sem adjacentemente ofender as pessoas que lhe são adeptas. São frequentes acusações, diretas ou indiretas, de nós veganos sermos fanáticos, extremistas, dogmáticos, hipócritas, moralistas, impositores, proselitistas, idiotas, tolos, imbecis, “pastores”… O ad hominem é praticamente onipresente. Não basta criticar os Direitos Animais e o veg(etari)anismo, faz-se “necessário” também agredir a todos os vegs.

É como um tempero: embora não seja integrante central da receita, lhe dá ou acentua o gosto. E os referidos textos alfacistas têm sabor disso: de agressividade, de ofensa, de descarrego de ódio e raiva – em intensidade variada – contra quem ameaça a longo prazo impedir que os animais cujos corpos abastecem seus pratos continuem satisfazendo seu paladar e regendo grande parte de sua vida social.

 

2. Generalização e preconceito

Um segundo ponto altamente relevante das obras antivegs é a generalização, casada com a acima citada agressividade. Em nenhum texto que li havia ressalvas ou disclaimers de não generalização. Pelo contrário, estendia-se a todos os vegs desqualidades e características tratadas como depreciativas. Para os formadores de opinião do alfacismo, todos os veganos são idiotas, fanáticos, dogmáticos, hipócritas, iletrados etc. e também, no caso dos homens, homossexuais e sensíveis.

Sem falar das generalizações preconceituosas de nossos hábitos, segundo as quais todos nós usamos roupas de origem animal, fazemos proselitismo análogo ao religioso do veganismo, incomodamos as outras pessoas, negligenciamos a ciência – tanto supostamente pregando a interrupção do desenvolvimento das ciências biológicas como desdenhando a opinião “especializada” de nutricionistas (daqueles mesmos que dizem que vegetarianos comem carne branca e insistem que plantas não têm proteína suficiente) –, não cuidamos da saúde, temos a alface como prato principal e a salada como único prato disponível em nossa culinária, substituímos carne apenas por soja e alface etc.

 

3. Uso e abuso de falácias

A terceira característica é, ao lado do ad hominem e da redução à pena (que será comentada a seguir), um dos símbolos do antiveganismo “científico” defendido por esses autores: a riqueza de falácias. Alguns dos seus escritores atuam como verdadeiros especialistas em Lógica Argumentativa e em detecção de falácias lógicas quando defendem outras ideias científicas e filosóficas e criticam os defeitos das religiões organizadas.  Mas, quando vem à tona o assunto vegetarianismo, veganismo e Direitos Animais, ora quando respondem a cyberativistas vegano-abolicionistas, ora quando provocam novos debates, seu raciocínio lógico é deixado de lado, e vemos cair uma chuva de erros argumentativos diante de nossos olhos.

É diversificado o acervo de falácias usado:
– falácia naturalista (considerar algo ético e socialmente aceitável apenas porque existe na Natureza, como o ato de comer carne)
falácia do espantalho (como quando se ataca um parecer científico apoiador do vegetarianismo usando-se um ponto falsamente polêmico)
falsa dicotomia (ex.: “Ou a Biologia usa animais na pesquisa ou não avança nunca mais.”; “Ou você defende a vivissecção ou se oferece de cobaia pra poupar os animais.”; “Se você é vegetariano pelo meio ambiente, deveria se matar de uma vez pra zerar logo sua pegada ecológica”, como se as únicas opções existentes fossem “não fazer nada pelo meio ambiente” e “deixar de existir”)
declive escorregadio (quando se insinua, por exemplo, que banir a vivissecção irá impedir para sempre o desenvolvimento de remédios e pesquisas biológicas experimentais, ou que a universalização do vegetarianismo irá superlotar as terras agriculturáveis, causar fome e abandonar à Natureza bilhões de animais “de criação”)
falácia “olha o avião” (quando, para se tentar refutar a economia ambiental proporcionada pelo vegetarianismo, foge-se do assunto e começa-se a discorrer sobre o impacto ambiental de atividades não necessariamente pertinentes ao tema veg(etari)anismo)
apelo à antiguidade (ex.: “Há milênios criamos animais pra comer e comemos carne, por isso o vegetarianismo é impensável.”)
falsa analogia (quando, por exemplo, se fala que o ser humano também pode matar animais para comê-los porque leões caçam para comer, ou se tenta rebater que a carne faz mal dizendo-se que “até respirar pode fazer mal”)
ad populum (quando se apela à qualidade de minoria dos vegetarianos e veganos e, por tabela, ao caráter de maioria dos onívoros para se tentar justificar a continuidade perpétua do consumo de carne)
reductio ad Hitlerum (quando se afirma que, porque Hitler [possivelmente] era vegetariano, o vegetarianismo é algo ruim)
non sequitur (ao se tentar justificar a violação de seres evidentemente sencientes pela incerteza sobre a senciência de outros animais)
Entre outros tipos de falácias lógicas largamente usados na tentativa de refutar o vegetarianismo e o veganismo.

 

4. Consciência, respeito e empatia por animais não humanos = “peninha da vaquinha”

Outra propriedade marcante de textos alfacistas é a redução ridicularizante que se faz do inteiro sistema ético dos Direitos Animais. Para seus autores, respeito, consciência ética, empatia, defesa dos direitos do outro e compaixão (no sentido filosófico da palavra) são nada mais do que “pen(inh)a”, do que sentir dó de seres coitados. Nada mais do que um impulso passional momentâneo.

Parece-lhes impensável encarar os Direitos Animais como aquilo que é de verdade: um novo sistema ético que estende a qualidade de sujeitos morais a todos os animais sencientes. Ao invés, investem-se em ridicularizá-los, rebaixando-os a uma “peninha” das “vaquinhas” (sic) (ou de “bichinhos fofinhos”).

 

5. Lugares-comuns: bovinos e leões X alface, soja e salada

É nos lembrando de vacas, aliás, que chegamos a um outro ponto comum à maioria dos antiveganos, ainda que não tão relevante quanto as demais características: o “complexo do martelo vermelho”, ou o uso de chavões ilustrativos. Pude reparar que, quando se fala de consumo de carne em seus textos, muito raramente há referências a outros animais que não bovinos e leões. Bovinos como o centro último da alimentação onívora, seja pela carne (principalmente) ou pelo leite; e leões como referência moral – mesmo estes não tendo qualquer discernimento moral – da creofilia. Em contrapartida, ao pensarem em alimentos que vegetarianos comem, só lhes vêm à cabeça a alface, a soja e, mais ocasionalmente, a salada.

Trecho de outro texto alfacista. Por mais que tentem se esforçar para dar ao texto antivegano um caráter intelectualizado e lúcido, os alfacistas sempre acabam perdendo a razão ao descambarem em agressividade e ataques ad hominem.

 

6. Dogmatismo

O “complexo do martelo vermelho” nos lembra, por sua vez, da falha argumentativa seguinte a ser descrita: o dogmatismo, o apelo a mitos inquestionados. Até doutores de academia caem em comportamento claramente dogmático quando usam afirmações clássicas, pseudocientificamente explicadas ou não, como as abaixo:

– O ser humano precisa matar animais para comer
– A seleção natural nos levou a comer carne
– Precisamos comer carne por causa da cadeia alimentar
– O vegetarianismo desnutre, porque não rende proteína, ferro e cálcio suficientes
– O ser humano evoluiu graças à carne, logo devemos continuar comendo-a
– Quem é contra a experimentação animal deveria oferecer-se como cobaia
– Temos dentes caninos, logo temos que comer carne
– Se o vegetarianismo popularizar-se, a demanda maior por vegetais vai exaurir a agricultura e piorar o desmatamento
– O vegetarianismo defende a vida, mas os vegetais também têm vida, logo o vegetarianismo é hipócrita
– Vegetais também sentem dor e sofrem
– Apenas o leite possui cálcio em quantidades satisfatórias
– Suplementar vitamina B12 é a prova cabal de que o veganismo não é saudável

Repetem esses dogmas ad nauseam, mas não verificam se eles são cientificamente provados e logicamente sustentáveis ou se foram refutados por estudos mais recentes. Até porque, no fundo, não lhes interessa questionar tais crenças, as quais são tudo o que possuem de “científico” para não pararem de consumir alimentos de origem animal.

 

7. Falso ceticismo, respeito seletivo às evidências científicas

Em se falando de científico, eis mais um ponto muito relevante na pseudociência dos tratados antiveganos que li: a confiança seletiva na ciência e o falso ceticismo. Mesmo pessoas que dizem orgulhosamente defender a ciência honesta e o ceticismo científico caem nessas ciladas quando o que está em jogo é a defesa do seu “direito” de despreocupadamente usufruir dos frutos da exploração animal.

Alguns textos antivegs citam estudos científicos que supostamente interditam o vegetarianismo, estrito ou não, enquanto hábito alimentar saudável. Porém, muitas vezes esses trabalhos são mais mal interpretados [*] do que realmente opositores do vegetarianismo.

Outro porém é o fato de os mesmos artigos alfacistas ignorarem muitos estudos que aprovam o vegetarianismo, incluindo o estrito, enquanto dieta saudável. Muitos de seus escritores insistem em acusar o vegetarianismo de encontrar defesa argumentativa apenas dentro da própria militância vegetariana. Exigem “fontes imparciais”, mas curiosamente ignoram-nas quando elas existem e valorizam apenas estudos que questionam, verdadeiramente ou não, a sustentabilidade de uma dieta veg(etari)ana bem planejada.

Exemplos de estudos frequentemente ignorados ou subestimados são o parecer da American Dietetic Association; o apoio da Dietitans of Canada à ADA; o parecer do Physicians Committee for Responsible Medicine; as informações, devidamente baseadas em revisão bibliográfica científica, dos livros do Dr. Eric Slywitch (Alimentação sem carne e Virei vegetariano. E agora?); o livro The China Study; entre outros.

Em outras palavras, usam de um falso ceticismo, uma confiança seletiva na ciência bem parecida com a postura de criacionistas cristãos, para tirar suas conclusões.

 

8. Questionando filosoficamente a senciência com base em falácia

Saindo do campo biológico e partindo para o campo filosófico, concluí que alguns antiveganos alternam agressividade e lucidez quando usam da Filosofia para tentar justificar moralmente a exploração animal e a conservação do mercado consumidor que dela se alimenta. Os argumentos nesse âmbito são variados: os que encontrei foram o questionamento da senciência como parâmetro de consideração moral, o puro antropocentrismo, o uso de situações extremas de priorização da vida humana e o relativismo ético-moral.

Para questionarem a ética senciocêntrica (centrada na senciência), exploram a questão em aberto da senciência da maioria dos animais invertebrados. Pelo fato de não haver certeza de se, por exemplo, anelídeos, moluscos bivalves e insetos possuem capacidade de sentir dor, a consideração moral baseada na senciência é posta em dúvida. É notável, no entanto, que a incerteza sobre a dorência da maioria dos invertebrados é usada para tentar negar a imoralidade da causação de sofrimento em animais cuja senciência é conhecida.

Cai-se assim na seguinte falácia non sequitur:
1. A senciência é o parâmetro principal de consideração moral dos Direitos Animais.
2. Não se sabe se a maioria dos animais invertebrados sentem dor.
3. Logo, a senciência não é um critério moral válido. Assim sendo, não preciso me preocupar em causar sofrimento a animais sabidamente sencientes.

Mas curiosamente os mesmos que caem nessa falácia dizem-se contrários à causação de dor em animais. E é com essa convicção que alguns antiveganos até dizem defender medidas bem-estaristas, que preservem a exploração animal mas não cause violência explícita aos escravos dela.

 

9. Antropocentrismo mais situações extremas

Além do questionamento non sequitur da ética senciocêntrica, apela-se para a ideologia mãe da exploração animal: o antropocentrismo. Ele aparece explícita ou implícita em diversas formas, como nos seguintes exemplos:
– O ser humano estabeleceu um “pacto” com os animais, de modo que ele os mantivesse vivos e seguros de predadores em troca de sua servidão corporal. (Ignora-se que o tal “pacto” é unilateral e imposto, e quem os “protege” de predadores é ninguém menos que o próprio predador deles)
– A espécie humana domina a Terra, logo tem o direito natural de explorar os animais não humanos.
– Se num incêndio estivessem em risco de morte uma criança humana ou um cão, e ambos estivessem igualmente desesperados, quem você salvaria? Se é a criança, você é hipócrita porque não considera tanto os animais não humanos como diz considerar. Se é o cão, você é um misantropo. (Usa-se uma situação extrema, que sequer tem algo a ver com consumo de produtos de origem animal, para tentar legitimar ações cotidianas, muito distantes de qualquer extremo, de exploração de seres sencientes, como a pecuária e a vivissecção)
– O que você prefere? Receber um transplante de um órgão extraído de um porco ou morrer? (Também se usa aqui uma situação extrema para legitimar a perpetuação de ações cotidianas, ignorando-se dessa vez que é a própria vivissecção, acompanhada do desinteresse da maioria dos cientistas de substituí-la progressivamente, que provoca situações extremas como essa)

 

10. Relativismo ético-moral seletivo

O último grande abuso argumentativo característico dos artigos alfacistas é o relativismo ético-moral seletivo. Diz-se que os Direitos Animais são apenas um sistema ético-moral entre tantos outros e, ao se proporem como um preceito ético-moral irrevogável, rebaixam-se ao absolutismo moral típico das religiões abraâmicas.

Até faria sentido se considerássemos que a moral das civilizações ocidentais difere, por exemplo, do código moral dos antigos astecas. Mas tem um problema: os antiveganos são seletivos em seu relativismo, em declarar um sistema ético livremente palatável ou não. Dizem que os Direitos Animais são apenas uma ética concorrente com a atual moral antropocêntrica, mas não repetem essa postura quando alguém (um adepto da extrema direita, por exemplo) coloca em jogo os Direitos Humanos e a democracia.

É de se notar que alguns antivegs até são humanistas seculares, criticam quem relativiza e/ou viola os direitos das minorias, mesmo quando os criticados adotam noções distintas de ética e moral. Mas curiosamente posicionam-se como indiferentes ou simpatizantes à violação dos Direitos Animais, mesmo quando estes propõem não uma ruptura com o molde das civilizações modernas de consideração ética, mas sim apenas a expansão de sua abrangência.

 

Considerações finais

Por suas tantas falhas argumentativas, que muitas vezes cheiram a desonestidade intelectual, os artigos alfacistas, pelo menos os 16 que analisei, não conseguem nem arranhar a cada vez mais sólida base filosófica e biológica do veg(etari)anismo e dos Direitos Animais. Pelo contrário, revelam, especialmente através da linguagem agressiva e das falácias, o medo dos seus autores de presenciar, num futuro em que os Direitos Animais sejam integralmente resguardados pelo Estado, a proibição terminante do consumo de produtos frutos da exploração animal e, consequentemente, a negação do prazer de comer carnes, pizzas de queijo, sorvetes ao leite etc.

Falando nesse medo, vemos ser notável que, ao longo da história, o ódio reacionário contra o novo e o diferente seja usado como ferramenta de autoproteção por pessoas que veem na novidade e nas diferenças uma ameaça aos seus interesses individuais. É assim também com os antiveganos, que muitas vezes reagem com hostilidade contra quem lhes traz o debate, que lhes é indesejado, sobre a questão ética do consumo de carne, laticínios, ovos, mel, couro, sebo e outros elementos de origem animal.

Numa época de avanço das lutas pelos direitos das minorias, é esperado esse tipo de reação por parte de muitas pessoas, de tão apegadas que são a uma tradição que lhes traz prazer e satisfação ao custo da dor e miséria excruciantes de tantos outros. Diante do questionamento crítico (em todos os sentidos de crítico) a essa tradição, agarram-se a ela, reafirmam os dogmas e mitos que sustentam o prazer de suas vidas como se fossem verdades incontestáveis e os defendem a todo custo, nem que seja na base da violência verbal e da ridicularização.

Devemos entender que todo movimento progressista sofre backlashes desse tipo e nunca esmorecer se uma, duas, dezesseis ou 400 mil pessoas tentam impedir que as minorias sejam integralmente acolhidas como sujeitos de direito. A luta deve seguir tendo a seguinte ideia em mente: o que é melhor para o mundo, o prazer egoísta e desigualitário defendido com ódio por uns ou a igualdade e a justiça de tod@s?

 

[*] Um exemplo de má interpretação científica é o caso de uma pesquisa que, analisando 30 anos de estudos sobre vegetarianismo estrito, chegou à suposta conclusão de que esse hábito alimentar, por causa de deficiências alimentares que lhe seriam intrínsecas, aumentaria as chances de doenças cardiovasculares. No entanto, deve-se observar que a maioria dos tais estudos analisados se deu no contexto de uma época desprovida de acesso fácil a informações sobre Nutrição (em especial sobre a necessidade de suplementar vitamina B12 e extrair ômega-3 de oleaginosas). Hoje, tempo em que a internet provê orientação quase num piscar de olhos, os vegetarianos estritos e veganos são bem mais cientes e precavidos de vacilos nutricionais do que naquela época. Assim sendo, muitos estudos de 1982 ou 1996 que acusam o vegetarianismo de insuficiência nutricional acabam não sendo aplicáveis ao contexto de hoje.

imagrs

57 comentário(s). Venha deixar o seu também.

will polli

novembro 26 2013 Responder

Comentário grosseiro apagado. Se você acha saudável discutir sobre Direitos Animais, comece por você mesmo. RFS

    will polli

    novembro 27 2013 Responder

    aff… eu disse que acho saudável discutir (ponto).

Marcel

março 3 2012 Responder

Brilhante, para variar…. Robson… Eu já desisti de argumentar e cheguei a conclusão de que existem dois tipos de “onívoros”: Os IGNORANTES ou os EGOÍSTAS!!!!

isso é um exemplo que o “fascismo” se estende em ambos os lados do debate.
Eu sou onivoro, principalmente porque como trabalho com pesquisas em campo, não posso recusar comida, seja ela qual for…

    Robson Fernando de Souza

    março 3 2012 Responder

    Valeu, Marcel =)

Marcel

março 3 2012 Responder

Qualquer parte extrema é prejudicial. Houve casos aqui em santa catarina de atacarem comunidades tradicionais por eles criarem cabras. O que vale sempre é o equilíbrio, e considerar que, antes de mais nada impor a vontade sobre o outro é uma forma apenas de gerar conflito. Isso vale para ambos os lados.

Já fui dado como “não humano” ao defender coisas como por exemplo a criação de animais em comunidades isoladas ou tradicionais (quilombos, tribos indígenas por ex.). Sendo que as mesmas pessoas defendiam ações violentas sobre esses grupos.

Qualquer lado extremo é algo doentio. Enfim.

    Robson Fernando de Souza

    março 3 2012 Responder

    Quilombos, tribos indígenas, comunidades tradicionais etc., ao meu ver, moralmente não podem ser invadidas pela lógica ocidental-moderna de sociedade vegana. Até porque tais comunidades não têm condições ambientais nem conhecimentos pra adotar o veganismo. Uso como casos mais notáveis os Maasai e os Inuit.

Andrea Câmara

outubro 12 2011 Responder

Brilhante, para variar…. Robson… Eu já desisti de argumentar e cheguei a conclusão de que existem dois tipos de “onívoros”: Os IGNORANTES ou os EGOÍSTAS!!!!

Parabéns!!!!!!!!

    Robson Fernando de Souza

    outubro 12 2011 Responder

    Valeu Andrea =)

    N.n

    outubro 12 2011 Responder

    E os que não acreditam em Coelhinho da Páscoa.

N.n

outubro 11 2011 Responder

Não sei agora, mas na época ele era verdinho, em todo caso eu sou ex.

N.n

outubro 9 2011 Responder

Relaxa, teu texto já virou chacota em outros sites Alfacistas e Anti-vegans. E sim vários grupos anti inclusive americano tem um monte.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 9 2011 Responder

    É, se não conseguem desmenti-lo com argumentação, partem pra ridicularização. Típico desses antros. Isso só confirma a tese do texto.

      n.n

      outubro 10 2011 Responder

      Bom para começar o grupo MEAVELS foi feito por um vegetariano, quer dizer, precisaram criar um grupo de oposição para fazer debatezinhos e tentar confirmar que estavam certos. Isso sim é rídiculo. Claro que quando os verdinhos descobriram cairam de pau para cima do cara que fez( que era do grupo). Daí as outros grupos foram consequencia disso. Não o li o texto e nem lerei, mas os Alfacistas não são contra Vegetarianos, são contra idiotas é diferente.

        Robson Fernando de Souza

        outubro 10 2011 Responder

        Você tem certeza de que alfacistas não são contra vegetarianos? Então você ainda não leu nenhum texto alfacista.

        E qual a fonte de sua informação (o Meavels ter sido criado por um vegetariano)?

          N.n

          outubro 10 2011

          Tem na comunidade OnixVeg no orkut, ele mesmo menciona por la.

          Robson Fernando de Souza

          outubro 10 2011

          Blza, vou ver lá.

          Mas tenho a impressão de que o sujeito é um ex-vegetariano, pelo que me lembro.

roberto quintas

outubro 8 2011 Responder

“Onde foi refutado?”

ué, o sr mesmo diz como é fácil encontrar artigos “anti-vegans” no google e me pergunta onde foi refutado?
doutrinação+lavagem cerebral detected.

Patricia

outubro 2 2011 Responder

Excelente texto! Permita-me referenciá-lo no blog do Libertação Animal Brasília? Obrigada!

    Robson Fernando de Souza

    outubro 2 2011 Responder

    Claro, Patricia. Aliás, nem precisava pedir =) E valeu por ter gostado =)

roberto quintas

outubro 2 2011 Responder

“E em que isso interfere na bibliografia e na metodologia do relatório? Desacreditar um trabalho só por causa das crenças de pessoas (supostamente) ligadas à ADA é a versão não ofensiva da falácia ad hominem.”

ahã…então o sr vai acreditar em um “estudo científico” patrocinado pela Igreja Católica? Conflito de interesses, já ouviu falar?

“E mais: se fosse realmente um relatório manipulado e conspiratório, já teria sido refutado cientificamente.”

e foi, mas o sr e os seus convenientemente omitem ou recusam-se a aceitar.

“E mais [2]: e todas as outras pesquisas no mundo científico atestando que o vegetarianismo faz bem, também são frutos de conspiração adventista?”

inconcludente, uma vez que existem o mesmo numero de pesquisas no mundo dizendo o contrário.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 2 2011 Responder

    “ahã…então o sr vai acreditar em um “estudo científico” patrocinado pela Igreja Católica? Conflito de interesses, já ouviu falar?”

    Dependendo de sua avaliação perante a comunidade científica. Cientistas céticos de verdade não dizem simplesmente “O autor é criacionista, logo está errado!”, mas sim apontam os defeitos da tal pesquisa empreendida pelo autor criacionista, pra somente então dizer que a pesquisa do dito criacionista é infundada e cheia de erros.

    “e foi, mas o sr e os seus convenientemente omitem ou recusam-se a aceitar.”

    Onde foi refutado?

    “inconcludente, uma vez que existem o mesmo numero de pesquisas no mundo dizendo o contrário.”

    Elas interditam o vegetarianismo como alimentação saudável ou apontam problemas em alguns casos de vegetarianos?

      roberto quintas

      outubro 4 2011 Responder

      aponta o problema para a aplicação universal de um regime vegetariano sob o argumento, por uma suposta “moral” e “ética”, subjetivo, de fundo religioso e distorcendo fatos.

Uli Kovalczuk

outubro 1 2011 Responder

Em primeiro lugar, eu nunca falei de lucro nessas pequenas fazendas; sou contra a obtenção de lucro através da criação de animais. Mas em uma situação como a da fazenda, não acho que os animais estivessem sendo escravizados, seria mais como uma troca: pasto a vontade e abrigo contra tempestades e predadores naturais em troca de leite ou ovos. Eu sei que não vivemos em um mundo ideal e que é daí que vem a necessidade da bandeira vegetariana, mas quando o ser humano começou a criar animais para se alimentar, não acho que isso tenha sido crueldade e sim o movimento natural das coisas. Acho sim que hoje em dia, do jeito que está, os animais são explorados de forma vil pelo sistema, mas também não vejo motivo para nos afastarmos por completo deles, deixando que todos voltem ao seu estado selvagem, digamos assim.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 1 2011 Responder

    O problema é esse mesmo: explorar animais pra fins que não o interesse deles próprios.

    Em primeiro lugar, eu nunca falei de lucro nessas pequenas fazendas; sou contra a obtenção de lucro através da criação de animais.

    Substitua “lucro” por “dinheiro” então, se nesse mundo pós-capitalista ainda houver dinheiro, uma vez que os produtos de origem animal seriam vendidos pro sustento do criador.

    Mas em uma situação como a da fazenda, não acho que os animais estivessem sendo escravizados, seria mais como uma troca: pasto a vontade e abrigo contra tempestades e predadores naturais em troca de leite ou ovos.

    Isso é um problema e tanto na questão ética. Quem estaria “protegendo” os animais seria ninguém menos que o próprio predador deles. E essa tal “troca” seria uma imposição, sem que os animais tivessem qualquer direito de aceitá-la ou recusá-la (até porque eles não têm o raciocínio pra isso). Vide o ponto 9 (Antropocentrismo mais situações extremas) do artigo.

    E o pior: na situação que você pensa, mesmo os bovinos teriam ainda menos “liberdade” do que os que hoje são criados pela pecuária extensiva. Porque as fazendas de criação seriam muito menores do que os latifúndios de hoje, exceto se houvesse criação nômade como na Ásia Central e no Saara.

    Eu sei que não vivemos em um mundo ideal e que é daí que vem a necessidade da bandeira vegetariana, mas quando o ser humano começou a criar animais para se alimentar, não acho que isso tenha sido crueldade e sim o movimento natural das coisas.

    O próprio ato de submeter os animais a uma situação de submissão e privação de liberdade sem que eles possam aceitá-la ou recusá-la já é uma crueldade (sim, isso se aplica também ao meio militar, que também considero um meio cruel).
    Na época do nascimento da pecuária a agricultura ainda estava engatinhando. Hoje nas sociedades modernas não precisamos mais da pecuária nem da pesca, já que a alimentação vegana satisfaz a todas as nossas necessidades nutricionais.

    Quanto aos animais retornarem ao estado selvagem, eles não vão voltar a ele, até porque sua espécie nunca teve habitats selvagens. Foram criadas por seleção genética ao longo de milênios, e a pecuária vai diminuir a reprodução deles à medida em que a demanda por carne, leite, ovos e couro for decaindo.

      roberto quintas

      outubro 4 2011 Responder

      “Na época do nascimento da pecuária a agricultura ainda estava engatinhando. Hoje nas sociedades modernas não precisamos mais da pecuária nem da pesca, já que a alimentação vegana satisfaz a todas as nossas necessidades nutricionais.”

      mentira da grossa. a própria ADA diz que o regime vegan é como um tratamento, deve ser receitado e acompanhado por um médico ou um nutricionista, para algumas pessoas, para alguns casos, não algo que deve ser adotado universalmente.

      “O problema é esse mesmo: explorar animais pra fins que não o interesse deles próprios.”

      ahã…o sr e os seus andam vendo disneylandia demais. esse mundo edulcorado e róseo de “amizade” entre humanos e animais não existe.

        Robson Fernando de Souza

        outubro 4 2011 Responder

        Se é pra manter esse nível de debate, com intransigência e ridicularização, então prefiro não debater mais com você. Comemore vitória se quiser.

        Sem mais

          roberto quintas

          outubro 9 2011

          Xingamentos trollantes, mesmo sendo “cabeça de couve-flor”, não são permitidos aqui.

          Att,
          RFS

roberto quintas

setembro 30 2011 Responder

    Robson Fernando de Souza

    setembro 30 2011 Responder

    E em que isso interfere na bibliografia e na metodologia do relatório? Desacreditar um trabalho só por causa das crenças de pessoas (supostamente) ligadas à ADA é a versão não ofensiva da falácia ad hominem.

    E mais: se fosse realmente um relatório manipulado e conspiratório, já teria sido refutado cientificamente.

    E mais [2]: e todas as outras pesquisas no mundo científico atestando que o vegetarianismo faz bem, também são frutos de conspiração adventista?

roberto quintas

setembro 30 2011 Responder

detalhe interessante da ADA, citação e tradução do ceticismo net:
“It is the position of the American Dietetic Association and Dietitians of Canada that appropriately planned vegetarian diets are healthful, nutritionally adequate, and provide health benefits in the prevention and treatment of certain diseases.”
“É a posição da Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, que dietas vegetarianas apropriadamente planejadas são saudáveis, nutricionalmente adequadas e fornecem benefícios de saúde na prevenção e no tratamento de certas doenças.”
em outras palavras, o regime vegetariano é um tratamento, para ser receitado e acompanhado por um médico ou nutricionista, para algumas pessoas, em alguns casos e não um regime para ser adotado universalmente.

    Robson Fernando de Souza

    setembro 30 2011 Responder

    Conta outra, ok?

      roberto quintas

      outubro 4 2011 Responder

      ué, vai ignorar ou omitir que isto está escrito? pela própria ADA? cadê a imparcialidade, o objetivismo? vongogelismo fail.

Uli Kovalczuk

setembro 30 2011 Responder

Eu não sou vegetariana, nem “alfacista”, mas quis deixar minha opinião mesmo assim. Não quero te acusar de nada, mas onde vc achou esses textos anti-vegans? Por que, de fato, a maior parte dos “argumentos” que vc bateu são ignorantes ou desonestos. Porém, vc não acha MESMO que toda argumentação anti-vegetariana é desinformada e preconceituosa como a dos autores dos textos que vc leu, acha? Anyway, eu não sou anti-vegetariana, admiro a postura e a iniciativa de vocês, embora ache um pouco exagerada. Minha questão com produtos de origem animal não é o consumo, mas sim o LUCRO que é obtido através deles. Veja bem, hormônios utilizados para que vacas dêem mais leite e as deixam doentes? Usados para que a produção de leite aumente e assim também o lucro conseguido. Milhares de galinhas e gansos engordados e presos para a produção de ovos, bezerros desmamados? Crueldade animal por causa de lucro. Agora, vc me dizer que é errado um homem ter uma pequena fazenda e se alimentar com os ovos que suas galinhas vão botar todos os dias (ele comendo ou não), beber o leite que a sua vaca vai continuar produzindo mesmo depois de amamentar seu bezerro e deixá-lo empedrar por causa disso, matar um porco para alimentar sua família é errado? Por que ele vai sentir dor? Vcs querendo admitir isso ou não, somos parte da natureza e dependemos dela, ainda que possamos alterá-la de acordo com a nossa necessidade. Mas um leão caçar e comer um veado não é errado, por que seria para nós? Por que nós pensamos? Veja bem, matar um boi para vender sua carne sem nem mesmo saber se esta será consumida ou é necessária, sim, é uma baixaria, mas matar um para se alimentar não acho mesmo que esteja errado. Basicamente o que estou tentando dizer é que, do meu ponto de vista, o vegetarianismo não seria mais necessário uma vez que abandonássemos o capitalismo. O consumo e o aproveitamento de produtos de origem animal seria mais equilibrado e baseado em necessidades, não em lucro e, por isso, essas enormes fazendas e abatedouros que hoje existem para produção em larga escala e principais responsáveis pelo sofrimento animal não teria mais razão de ser.

    Robson Fernando de Souza

    setembro 30 2011 Responder

    Uli, esses textos podem ser encontrados no Google, com termos de procura como “veganismo desmascarado”, “por que não sou vegetariano”, +vegetarianismo +hipocrisia, entre outros termos.

    Sobre as pequenas criações, mesmo nelas os animais são escravos, nascidos pra fins lucrativos que não são o seu próprio interesse de viver, cerceados de sua liberdade e contato com a Natureza silvestre por cercas (que não precisam ser as grades de uma pequena baia, podendo ser ao invés a cerca limítrofe de uma fazenda). E continuariam sendo assassinados desnecessariamente, uma vez que o veganismo torna desnecessária uma cultura de exploração animal, seja ela explicitamente cruel ou bem-estarista. E não seria tolerável criar seres humanos pra fins comerciais mesmo em pequenas fazendas bem-estaristas de gado humano, então por que seria tolerável criar animais não humanos?

    Enxergar o veg(etari)anismo apenas como uma forma de oposição a crueldades explícitas como a marcação a ferro quente de bois, a debicagem de aves e o confinamento de porcos e vacas é acreditar que o bem-estarismo, não a libertação animal, é o objetivo do boicote a produtos de origem animal.

      Felipe

      maio 9 2012 Responder

      Espero que não me entendas mal, Robson, mas os animais não continuariam cercados pela nossa sociedade nas (diminutas) reservas em que vivem?

      Quer dizer, a parte da “libertação animal”, pra mim, não faz sentido. Só trocaríamos a sela.

      Sobre a defasa da vida, o lema alfacista até cabe, vegetais não tem vida também? Ou, pegando teu próprio argumento, os vegetais deixam de ter direitos por serem formas de vida mais simples do que os animais? (Em resposta à tua “fazenda de humanos”).

      Há uma semana assisti ao documentário “A carne é fraca”, não tenho visto minha comida com os mesmos olhos. Hoje estou no limbo: não tive “forças” de deixar a carne de lado, mas, às vezes, quase não consigo engolir ou tenho ânsia de vômito ao perceber o que estou comendo.

        Robson Fernando de Souza

        maio 12 2012 Responder

        Olá, Felipe. Respondendo:
        1. Estariam livres na extensão de seu habitat natural. Melhor que permanecerem presos em baias ou fazendas de extensão limitada.
        2. Vegetais não têm sistema nervoso, logo não possuem o interesse inerente de continuar vivos – aliás, não possuem nenhum interesse. Por isso os vegetais, individualmente falando, não entram na consideração moral vegana, embora sejam amparados pela ética ambiental enquanto seres importantes pro funcionamento da biosfera.
        3. Fico feliz que vc esteja começando a se influenciar graças ao A Carne É Fraca =)

Alexandre

setembro 29 2011 Responder

Ué, o ser humano por natureza não é Onivoro?

E além do que, nada mais que uma piada.
Tão parecendo aqueles homosexuais que acham que tudo é pré-conceito.

Se liga, SÓ UMA PIADA!!!!

NÃO CRIE CASO SEM NECESSIDADE.

    Robson Fernando de Souza

    setembro 29 2011 Responder

    Não entendi o que vc quis dizer.

Bianca

setembro 29 2011 Responder

Texto muito interessante e bem escrito, meus parabéns!! Cada vez que vejo um post alfacista eu colo o link, claro que duvido que eles leiam, deve ser muito complexo pra eles…mas esperança é a última que morre né?
sou assídua lá do @vegdadepressao e te entendo muito bem hehe!!

    Robson Fernando de Souza

    setembro 29 2011 Responder

    Valeu, Bianca =)

    Quanto ao meu link em coments de posts alfacistas, pode servir pra mostrar o debunked praqueles que acham que o alfacismo tem lógica. Mas não vai funcionar pros autores (se bem que é provável algum/ns deles vir/em discutir com soberba ou mesmo agressividade, mas, dependendo do comportamento deles, não duram muito tempo nos coments daqui).

    bjão

Leonardo

setembro 29 2011 Responder

“Alfacistas” é uma das palavras mais engraçadas que já vi na vida.

huahauhauhauahauha

Mas nem me interesso por este debate não.

Fato

setembro 28 2011 Responder

O artigo é bom para um fórum vegans vs. onívoros no nível de design inteligente vs. evolução, deistas vs. ateus, mas não é adequado para o público em geral pois não situa adequadamente a sua proposta para quem não está envolvido nessa “luta”. Em geral, para essas pessoas, se é vegan porque se quer ser. Na forma que está, ele segue a linha dos religiosos querendo provar a existência de deus em um fórum ateus vs. deistas.
Se não havia interesse em atingir o cidadão comum, pode ignorar o comentário.

    Robson Fernando de Souza

    setembro 29 2011 Responder

    O artigo (mais o próprio blog) se dirige a veg(etari)anos e a pessoas interessadas no debate “consumo de produtos de origem animal X ética” (especialmente àqueles que acharam que tem algum sentido a argumentação alfacista). Quem ainda não se interessa no assunto tem posts de outros temas à sua disposição pra ler.

Mariane

setembro 28 2011 Responder

Adorei seu texto!
Simples, argumentativo e com fundamentos.
Parabéns Robson!!! Vou recomendar seu blog!

    Robson Fernando de Souza

    setembro 28 2011 Responder

    Valeu Mariane =D

roberto quintas

setembro 27 2011 Responder

exatamente. mas a intenção do texto não é “provar” que ser vegetariano é “melhor”? FAIL!

Informação encontrada posteriormente:

“Vegetarian Adventist dietitians have had a big influence on the American Dietetic Association’s position paper on a vegetarian diet since 1988, when the ADA started endorsing vegetarianism.”

e a alimentação vegetariana não é tão boa quanto se alega…ou o autor se esquece do bebê que morreu nos EUA porque seus pais INSISTIRAM em alimenta-lo com dieta vegana?

    Robson Fernando de Souza

    setembro 27 2011 Responder

    1. Fonte da citação?

    2. Falácia de generalização. Exceções de pais mal informados (que não obedeceram a alimentação correta da criança, com apenas leite materno aos 6 meses e leite materno mais alimentação complementar depois dos 6 meses) não podem ser tomadas como regra (como se todos os pais veganos fossem mal informados e malnutrissem seus filhos).

Fabíola

setembro 27 2011 Responder

Gosto muito daqui, seus textos são lúcidos e muito bem escritos. Esse está excelente!

Bárbara de Almeida

setembro 27 2011 Responder

Parabéns pelo artigo Robson! E obrigada por passar um pouco de coragem para quem anda tão desmotivada na causa como eu, rs.

    Robson Fernando de Souza

    setembro 27 2011 Responder

    Valeu Barbarinha =)

roberto quintas

setembro 26 2011 Responder

dos textos citados:
“Vitamin B12 is a genuine issue for vegans, although very easy to deal with. Found mainly in animal products, small amounts may be found in plant products due to bacterial contamination.34,35 However, these plant and fermented foods, such as spirulina, sea vegetables, tempeh, and miso, do not provide an active and reliable source,36 so vitamin B12 must be obtained elsewhere in the diet. Regular intake of vitamin B12 is important to meet nutritional needs. Good sources include all common multiple vitamins (including vegetarian vitamins), fortified cereals, nutritional yeast, and fortified soymilk. It is especially important for pregnant women, breast-feeding mothers, and children to get enough vitamin B12.”
“Qualified food and nutrition professionals
can help vegetarian clients in
the following ways:
? Provide information about meeting
requirements for vitamin B-12, calcium,
vitamin D, zinc, iron, and n-3
fatty acids because poorly planned
vegetarian diets may sometimes
fall short of these nutrients.”
em outras palavras, a B12 deve ter algum suplemento ARITIFICIAL…ué, não era para ser NATURAL?
“? Supply information about general
measures for health promotion and
disease prevention.
? Adapt guidelines for planning balanced
lacto-ovo-vegetarian or vegan
meals for clients with special dietary
needs due to allergies or chronic disease
or other restrictions.”
ué, a dieta então não é “saudável”?

    Robson Fernando de Souza

    setembro 27 2011 Responder

    A saber: mesmo os onívoros suplementam iodo, adicionado ao sal marinho, e ferro e ácido fólico, adicionados aos macarrões e outros alimentos industrializados derivados do trigo. Se ainda temos que tomar B12 por fora, é porque não existe lei obrigando a fortificação de certos alimentos com B12.

    E esses cuidados citados não deveriam ser negligenciados nem pelos onívoros. Porque a má alimentação está adoecendo e matando desproporcionalmente mais onívoros do que veg(etari)anos.

Cesar Carvalho

setembro 26 2011 Responder

Brilhante texto, Robson!

O alerta para que evitemos dar “Ibope” para blogs e artigos alfacistas é acertado pois, nesses lugares, lógica e bons argumentos não importam: você será ofendido e motivo de chacota independente do que disser, de quão bem argumentar, de quantas referências científicas e filosóficas fornecer. O nosso escasso tempo é muito melhor gasto conversando com pessoas abertas à discussão do que batendo boca com gente dogmática (e que vive de salto alto, gritando aos quatro ventos que são os espécimens mais “racionais” e “imparciais” que a nossa sociedade é capaz de produzir).

Até mesmo um conhecido humanista alfacista admitiu, para mim (e você deve lembrar-se), que não aceita ler nada que contrarie sua própria opinião, já que todo texto que vai contra seus (pre)conceitos é, automaticamente, “doutrinação e sermão”. Discutir de que jeito?

    Robson Fernando de Souza

    setembro 26 2011 Responder

    Valeu, Cesar =)

    Sobre os indivíduos de salto alto, é lamentável ver que eles se digam humanistas e cético-científicos mas, em relação aos animais, tornam-se anti-humanistas e tão “céticos” quanto os criacionistas que tanto esculhambam.

    []s

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo