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Os amados bichinhos que adotei no passado (e que já faleceram)

Corrigido em 15/03/2012. Pistadegueste não morreu em 2008, e sim em 1998.

Tive o grande prazer de tutelar dois bichinhos até suas mortes: Leide (1994-2006, adotada em 1996), uma cadelinha, e Pistadegueste (199?-1998, adotado em 1997), um gato.

Acolhemos Leide salvando-a de uma vida de penúria em quintais concretados nas casas de parentes meus. Ela teve uma vida digna conosco de maio de 1996 até seu falecimento em 03/01/2006. Aqui ela foi feliz e livre (pelo menos nos limites de um animal de estimação), raramente usava coleira, e deu duas lições que tapeiam a cara dos mais especistas: primeiro, animais não humanos têm sentimentos e emoções e são muito mais inteligentes do que a limitada mentalidade cartesiana de muitos concebe; segundo, uma lição de perseverança, envolvendo a recuperação dos movimentos das patas traseiras, que inspiraria muitos seres humanos afundados em pensamentos pessimistas sobre si mesmos.

Ela deu à luz duas ninhadas, numa época em que desconhecíamos a necessidade de esterilizar animais de estimação; uma ninhada, em 1998, foi saudável (exceto um feto que morreu), com quatro filhotes vivos, que infelizmente foram vendidos por um parente que os havia tutelado depois da desmama natural; a segunda, em 1999, infelizmente terminou com todos os três filhotinhos mortos de tão fracos.

Morreu depois de acidentalmente atropelada no traseiro por uma vizinha, tendo sofrido uma semana antes de falecer (deveríamos tê-la levado imediatamente ao veterinário, mas nossa desinformação na época nos impediu de enxergar essa necessidade). O mais curioso foi que é como se ela tivesse esperado voltarmos de Itamaracá (fomos com ela lá no réveillon 2005-2006, lhe dando assistência) para falecer aqui em casa.

Pistadegueste foi adotado da rua já adulto, depois de procurar refúgio no terraço de minha casa num dia chuvoso. Inicialmente não estávamos interessados em tê-lo dentro de casa, mas meu pai decidiu acolhê-lo depois de vê-lo miando em lamento embaixo da chuva. Pelo que me lembro, inicialmente rivalizava com Leide, mas em algumas semanas os dois se tornaram grandes amigos. Pista teve em 1998 uma “namorada” e filhos, mas a “namorada”, que era muito hostil para com Leide, e os filhotes dela tiveram que ser levados ao Mercado de Areias.

Faleceu em 10/09/1998, envenenado por um vizinho criminoso cuja identidade até hoje não se revelou. Dá um desalento enorme saber que, mesmo se ele tivesse morrido de envenenamento hoje, não teríamos qualquer assistência investigativa policial, uma vez que o Estado brasileiro ainda é especista demais para reconhecer o valor intrínseco e a dignidade mesmo de cães e gatos. A polícia de hoje, que ainda não consegue nem mesmo encontrar a maioria dos assassinos de humanos, não tem qualquer interesse em investigar o assassinato dos animais de estimação tutelados pelas pessoas.

Uma coisa eu garanto: se eles estivessem vivos hoje, eu, que em minha imaturidade deixava os trabalhos de dar banho, alimento e remédios para meus pais, estaria lhes cuidando com ainda mais carinho, responsabilidade e atenção, uma vez que minha consciência em relação aos animais não humanos está muitíssimo mais avançada do que na época em que os bichinhos viviam.

Abaixo as fotos dos meus saudosos bichinhos, eternos filhos adotivos de minha infância e adolescência. Algumas eu escaneei agora há pouco, sendo fotos datadas dos anos 90. Outras foram extraídas do arquivo digital que tenho aqui.


imagrs

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Karine

agosto 7 2016 Responder

Eu também sinto muita falta dos meus bichinhos que já morreram. Lembro de cada um deles e do que cada um fazia pra me deixar feliz. Pouca gente entende o que eu sinto. Dizem: “É só um bicho!” ou “Tem coisas mais importantes para você se preocupar”. Talvez até tenha coisas mais importantes pra eu ficar triste, mas as pessoas se esquecem de como eu realmente me sinto. Eu perdi dois cachorros que morreram de cinomose, uma doença mortal horrível! Eminha cachorra fêmea morreu logo, mas o macho demorou mais. No que ele demorou, eu vi ele se deteriorando fisicamente. Seus testículos ficaram completamente em carne viva, bem como todo seu corpo. Ele teve muitas complicações, mas nunca foi desleal à mim. Sempre fazia sacrifícios pra estar do meu lado, até que ele faleceu com 8 anos. Estou sem chão até agora. :'(

    Robson Fernando de Souza

    agosto 7 2016 Responder

    Sinto muito, Karine =( Tenha minha solidariedade.

Adelte

fevereiro 10 2012 Responder

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