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Jornalista acusa “falta de Deus” de incitar assassinatos

No último dia 14, um artigo intitulado Falência do Poder, escrito pelo jornalista e escritor Geraldo Menezes Barbosa para o Diário do Nordeste, acusou a “falta de Deus” de influenciar o assassinato de pessoas:

No ser humano, toda ideia inicial de assassinar o próximo nasce do egoísmo ferido, desvios mentais inatos ou adquiridos por reações endócrinas. Mata-se ainda pela falta de Deus em suas vidas, onde falhou a educação na família. O Brasil, rotulado de terceiro mundo, comporta-se neste terceiro milênio como um dos campeões de assassinatos, onde predominam as vítimas jovens, envolvidas em ondas de narcotráfico.

Mais um texto em que se deduz que o ateísmo seria responsável pela criminalidade, por assassinatos, pela violência. Fala-se isso usando-se o mais puro preconceito religioso, sem a mínima comprovação por estatísticas que apontassem que pessoas que “não têm Deus em suas vidas” (ateus e outros descrentes no deus monoteísta) matam mais do que pessoas que têm Deus (religiosos e teístas sem religião).

É possível protestar pelo formulário de comentário que está logo abaixo do texto. Os ateus devem protestar, de modo que fique cada vez mais óbvio que ateus existem e não admitem ser discriminados pelos religiosos, taxados de potenciais criminosos.

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ruth iara lopes ferreira

outubro 19 2011 Responder

Robson, eu vejo muito a banalização da palavra Deus na rede e na mídia. Para alguns Ele é responsável por tudo o que ocorre. Pela lógica De – eus – o conceito mais acessível do divino, partindo-se da hipótese de que exista está no coração de quem é bom e também é feito de eus e não apenas de eu, seu próprio ego. Isso está ligado a ideia de senso comum. Indo além disso não cabe a nós definir ou interpretar o que vai além do nosso alcance, pois no conceito mais alto, Deus é ó incognoscível e assim o é para quem acredita ou não acredita nisso.
Este CONCEITO NÃO DEVE TER PRETENSÃO DE SER O ÚNICO OU NÃO SERIA DE ACORDO COM O DEUS que abraça a todos os eus e não discrimina.
Como a maioria das pessoas acredita em Deus, a maioria dos criminosos também acredita e até mesmo encontra conforto na Religião, uma das poucas opções que encontram quando estão presos e precisam sentir apoio.
Espero ter sido útil.

Particularmente, Robson, eu uso a religião como ferramenta e não acho importante acreditar ou não e sim agir para deixar a vida melhor.

Um abraço, ateu iluminado !

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