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Meio ambiente: Dilma Rousserra é a versão federal de Eduardo Campos

Reportagem da Folha.com de hoje confirma o que meio Brasil já sabe: o Governo Federal sob o comando de Dilma Rousseff não dá a mínima para o meio ambiente. Pelo contrário, sutilmente levanta a bandeira do desenvolvimentismo predatório.

Enquanto os investimentos capitaneados pelos ministérios dos Transportes e das Cidades disparam, os dedicados ao Ministério do Meio Ambiente evoluem à velocidade de uma lesma – e ainda assim perdem representatividade percentual dentro do todo das despesas de infraestrutura.

Pelo visto o descaso de Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, contra os ambientalistas e a ameaça de Curt Trennepohl aos indígenas do Xingu traduzem o que é a política ambiental deste governo: a marginalização do meio ambiente e a autorrevogação do título de referência ecológica mundial outrora portado pelo Brasil. A “política ambiental” dilmista, estamos vendo, é a timidação dos investimentos ambientais, a violação de áreas de conservação (ver aqui e aqui) e o enfraquecimento do tema ambiental perante temas “mais importantes” como a gestão energética e a expansão da infraestrutura brasileira.

Belo Monte, Jirau e mais dezenas de projetos de hidrelétricas amazônicas podem ser iniciadas à revelia da vontade da população, destruindo de pequenas a enormes áreas florestais, desalojando culturas indígenas multimilenares, aumentando a emissão de gases-estufa e diminuindo a absorção dos mesmos. E a floresta tende a dar lugar aos grandes pastos dos a$$a$$inos de animais com a omissão de uma resposta mais enérgica à possível aprovação do novo “Código Florestal” (com aspas).

E isso tudo só na Amazônia: o Cerrado, a Caatinga e outros ecossistemas continuam relegados ao status de patinhos-feios pela “política ambiental” federal e sofrem perdas atrás de perdas em sua cobertura vegetal. Nada se fala em reflorestamento ou agricultura ambientalmente responsável, mas muito na perspectiva de ainda mais destruição pelas mãos do famigerado agronegócio.

Com o detalhe de que muito desse esforço de infraestrutura contra a sustentabilidade, comenta-se pelos cantos do Brasil, tem sido levado a cabo com esquemas de corrupção que incluem desde empacar ações judiciais contra Belo Monte até ameaçar militantes locais contrários a hidrelétricas. E o governo federal se omite nisso, num interpretável seguimento da máxima “Quem cala, consente”.

E isso sem falar no tão comentado pré-sal, que foi alardeado na campanha eleitoral presidencial do ano passado como aquilo que se tornará o grande motor da economia brasileira. Se o pré-sal se tornar o motor brasileiro, vai gerar um contrassenso gigantesco de um país ecologicamente estratégico mover seus motores e máquinas com energia suja.

Votei em Dilma não acreditando em suas fraquíssimas promessas eleitorais para o meio ambiente, mas apenas para não deixar Serra, então o arauto dos ultraconservadores brasileiros, ganhar e “georgebushear” o Brasil. Mas ela me chateou mais do que eu esperava, em todos os assuntos que concernem a objetivos da esquerda política, abrangendo também a inclusão socioambiental.

Se George W. Bush rejeitou o Protocolo de Kyoto, Sarah Palin (que graças aos deuses não será mais pré-candidata a presidente dos EUA em 2012) tentou criar poços de petróleo em santuários ecológicos do Alasca e o pernambucano Eduardo Campos está degradando o meio ambiente pela destruição do estuário de Suape e pela futura construção de um porto setentrional e da maior termelétrica do mundo, Dilma soma-se a eles como aquela que está capitaneando a construção de várias hidrelétricas destruidoras, travando investimentos em meio ambiente e perpetuando a dependência de petróleo do país. Ela não está tão abaixo de Eduardo Campos no que tange a fazer “desenvolvimento” com “supressão vegetal”.

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