Na última semana o site do Estadão postou um interessante infográfico: De onde vem o lixo produzido no mundo. O dado mais assinalado de todos interessa diretamente à militância defensora dos Direitos Animais: nada menos que 39% de todo o lixo produzido pela humanidade são rejeitos da pecuária – e isso provavelmente não inclui os refugos materiais da parcela da agricultura dedicada à produção de forragem animal, que abastece a pecuária semiextensiva e intensiva, os quais poderiam aumentar para quase 50%, ou até mais que isso, a parcela de culpa da pecuária pelo lixo mundial.

É um alerta que deixa ainda mais pesado para a consciência o consumo de alimentos e demais produtos de origem animal e torna o veganismo cada vez mais próximo da qualidade de imperativo ético-ambiental do que da de mera opção de consumo.

Porém, o infográfico tem um defeito muito grave: ele não divulga suas fontes, suas referências bibliográficas, nem a metodologia de pesquisa usada. A única “fonte” citada é a pessoa do jornalista Maurício Waldman. Isso compromete a credibilidade dos dados e inibe sua utilização em trabalhos científicos e em relatórios da militância pró-Direitos Animais. Não dá para confirmar a acurácia dos números ou contestá-los em caso de suspeita de erro, porque a metodologia e as referências não foram reveladas. Assim sendo, o argumento de que “o Estadão disse” que a pecuária produz 39% do lixo do planeta não tem uma qualidade muito melhor do que dizer que vegetarianos estritos são imunes a câncer.

Cabe a nós, em especial aos vegetarianos e veganos, então, cobrar do Estadão que divulgue as fontes e os métodos de pesquisa utilizados na produção do infográfico. O e-mail de contato com os editores do portal Estadao.com.br é portal@grupoestado.com.br. É por ele que devemos pedir que divulguem as informações omitidas que baseiam os dados expostos.

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Uma resposta a Observação importante sobre o infográfico do Estadão sobre as origens do lixo

  1. [...] a pecuária como responsável por aproximadamente 39% de todo o lixo produzido pela humanidade. Mas faltou apontar as fontes científicas de suas informações (até hoje elas não foram incluídas, restringindo-se o Estadão a apontar o ambientalista [...]

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