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nov11

Globo: Mais da metade da carne vendida em Pernambuco é clandestina

A Globo, tanto nacional como estadualmente, denunciou um fato que torna a carne consumida em Pernambuco algo ainda mais nojento e perigoso à saúde do que já é: mais da metade da carne de animais terrestres vendida e consumida em todo o estado é clandestina, manuseada sem qualquer condição de higiene e originada de abates explicitamente cruéis (no caso dos bois, marretadas no crânio).

A denúncia foi veiculada ontem no Bom Dia Brasil e no NE TV 1ª Edição. Porém, é de se destacar, ambas as reportagens não mostraram qualquer solução que poderia ser tomada individualmente. Nem mesmo aconselhar aos telespectadores que “comprem carne refrigerada, higienizada, com carimbo do SIF e blábláblá” – o que eu pessoalmente não acho um conselho razoável – foi feito. O máximo que foi feito foi perguntar à gerente geral da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) quando haveria alguma providência governamental para o “disciplinamento” da matança de animais no estado – ao que a gerente geral respondeu que as providências a serem tomadas não vão se concretizar por completo em menos de dez anos.

Fica aí um fato para todos aqueles que comem carne comprada fora de grandes supermercados: o consumo de carne tem um risco à saúde maior do que se imagina, não se restringindo à questão dos problemas cardiovasculares, diabetes, câncer e obesidade causados pelo consumo imoderado. Muitos outros problemas, de caráter obscuro, originados da falta de higiene de onde essas carnes são originadas, estão sendo incubados nos organismos das pessoas. Nesse caso, vale dizer: mesmo se eu não defendesse os animais não humanos, não conseguiria dar outro conselho que não recomendar enfaticamente a interrupção definitiva do consumo de carnes.

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